Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
142

Oração no meio de grande perigo

Masquil de Davi: oração que fez quando estava na caverna

1421COM a minha voz clamei ao Senhor; com a minha voz ao Senhor supliquei. 2Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia. 3Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda: no caminho em que eu andava, ocultaram um laço. 4Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse: refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma. 5A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes. 6Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido: livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. 7Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.

143

O salmista ora para que seja livre de inimigos

Salmo de Davi

1431Ó SENHOR, ouve a minha oração, inclina os ouvidos às minhas súplicas: escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça, 2E não entres em juízo com o teu servo,

143.2:
Rm 3.20
Gl 2.16
porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente. 3Pois o inimigo perseguiu a minha alma; abateu-me até ao chão; fez-me habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito. 4Pelo que o meu espírito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado. 5Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos. 6Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta. (Selá.) 7Ouve-me depressa, ó Senhor; o meu espírito desfalece; não escondas de mim a tua face, para que não seja semelhante aos que descem à cova. 8Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma. 9Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; porque em ti é que eu me refugio. 10Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus:
143.10:
Ne 9.20
Is 26.10
guie-me o teu bom Espírito por terra plana. 11Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia. 12E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma: pois sou teu servo.

144

Ação de graças pela proteção de Deus e oração por outros livramentos

Salmo de Davi

1441BENDITO seja o Senhor, minha rocha,

144.1:
2Sm 22.2-3,40,48
que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra; 2Benignidade minha e fortaleza minha; alto retiro meu e meu libertador és tu: escudo meu, em quem eu confio, e que me sujeita o meu povo. 3Senhor, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes? 4O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa. 5Abaixa, ó Senhor, os teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão. 6Vibra os teus raios, e dissipa-os; envia as tuas frechas, e desbarata-os. 7Estende as tuas mãos desde o alto; livra-me, e arrebata-me das muitas águas e das mãos dos filhos estranhos, 8Cuja boca fala vaidade, e cuja mão direita é a destra da falsidade. 9A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e com o instrumento de dez cordas te cantarei louvores. 10É ele que dá a vitória aos reis, e que livra a Davi, seu servo, da espada maligna. 11Livra-me, e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade, e cuja mão direita é a destra da iniquidade; 12Para que nossos filhos sejam, como plantas, bem-desenvolvidos na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio. 13Para que as nossas despensas se encham de todo o provimento; para que os nossos gados produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossas ruas. 14Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem clamores em nossas ruas. 15Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor.