Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
140

O salmista ora para que seja livre de inimigos potentes e injustos

Salmo de Davi para o cantor-mor

1401LIVRA-ME, ó Senhor, do homem mau: guarda-me do homem violento; 2Os quais pensam o mal no coração: continuamente se ajuntam para a guerra. 3Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. (Selá.) 4Guarda-me, ó Senhor, das mãos do ímpio; guarda-me do homem

140.4:
Rm 3.13
violento, os quais se propuseram desviar os meus passos. 5Os soberbos
140.5:
Jr 18.22
armaram-me laços e cordas; estenderam a rede à beira do caminho: armaram-me laços corrediços. (Selá.) 6Eu disse ao Senhor: Tu és o meu Deus: ouve a voz das minhas súplicas, ó Senhor. 7Senhor Deus, 140.7: ou forçafortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha. 8Não cumpras, ó Senhor, ao ímpio os seus desejos: não deixes ir por diante o seu mau propósito, para que não se exalte. (Selá.) 9Quanto aos que, cercando-me, levantam a cabeça, cubra-os a maldade dos seus lábios. 10Caiam sobre eles brasas vivas: sejam lançados no fogo: em covas profundas, para que se não tornem a levantar. 11Não terá firmeza na terra o homem de língua: o mal perseguirá o homem violento até que seja desterrado. 12Sei que o Senhor 140.12: ou manterásustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado. 13Assim os justos louvarão o teu nome: os retos habitarão na tua presença.

141

O salmista ora para que seja preservado no meio da tentação

Salmo de Davi

1411SENHOR, a ti clamo, escuta-me; inclina os teus ouvidos à minha voz, quando a ti clamar. 2Suba a minha

141.2:
Ap 3.4
5.8
oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde. 3Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca: guarda a porta dos meus lábios. 4Não inclines o meu coração para o mal, nem para se ocupar de cousas más, com aqueles que praticam a iniquidade; e não coma das suas delícias. 5Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo, que a minha cabeça não rejeitará; porque continuarei a orar a despeito das suas maldades. 6Quando os seus juízes forem arremessados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradáveis. 7Como quando alguém lavra e sulca a terra, são os nossos ossos espalhados à boca da sepultura. 8Mas os meus olhos te contemplam, ó Deus, Senhor: em ti confio; não desampares a minha alma. 9Guarda-me dos laços que me armaram; e dos laços corrediços dos que praticam a iniquidade. 10Caiam os ímpios nas suas próprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.

142

Oração no meio de grande perigo

Masquil de Davi: oração que fez quando estava na caverna

1421COM a minha voz clamei ao Senhor; com a minha voz ao Senhor supliquei. 2Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia. 3Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda: no caminho em que eu andava, ocultaram um laço. 4Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse: refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma. 5A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes. 6Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido: livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. 7Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.