Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
137

Saudades da pátria

1371JUNTO aos rios de Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião. 2Nos salgueiros, que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. 3Porquanto aqueles que nos levaram cativos, nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião. 4Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha? 5Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. 6Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria. 7Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom

137.7:
Jr 49.7
no dia de Jerusalém, porque diziam: Arrasai-a, arrasai-a até aos seus alicerces. 8Ah! filha de Babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós. 9Feliz aquele que pegar em teus filhos e der
137.9:
Jr 50.15,29
com eles nas pedras.

138

Ação de graças a Deus pela sua fidelidade. Todos os reis o louvarão

Salmo de Davi

1381EU te louvarei, Senhor, de todo o meu coração: na presença dos deuses a ti cantarei louvores. 2Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela sua verdade: pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome. 3No dia em que eu clamei, me escutaste; alentaste-me, fortalecendo a minha alma. 4Todos os reis da terra te louvarão, ó Senhor, quando ouvirem as palavras da tua boca; 5E cantarão os caminhos do Senhor; pois grande é a glória do Senhor. 6Ainda que o Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe. 7Andando eu no meio da angústia, tu me revivificarás: estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará. 8O Senhor aperfeiçoará o que me concerne; a tua benignidade, ó Senhor, é para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.

139

A onipresença e a onipotência de Deus

Salmo de Davi para o cantor-mor

1391SENHOR,

139.1:
Jr 12.3
tu me sondaste, e me conheces. 2Tu conheces
139.2:
2Rs 19.27
Mt 9.4
Jo 2.25
o meu assentar e o meu levantar: de longe entendes o meu pensamento. 3Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. 4Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. 5Tu me cercaste em volta; e puseste sobre mim a tua mão. 6Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. 7Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face? 8Se subir
139.8:
Am 9.2-4
ao céu, tu aí estás; se fizer no 139.8: que é abismo ou lugar dos mortosSeol a minha cama, eis que tu ali estás também. 9Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar. 10Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. 11Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. 12Nem ainda
139.12:
Dn 2.22
Hb 4.13
as trevas me escondem de ti: mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma cousa. 13Pois possuíste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. 14Eu te louvarei, porque de um modo terrível, e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. 15Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. 16Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas cousas foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia. 17E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles! 18Se as contasse, seriam em maior número do que a areia: quando acordo ainda estou contigo. 19Ó Deus! tu matarás decerto o ímpio: apartai-vos portanto de mim, homens de sangue. 20Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão. 21Não aborreço eu, ó Senhor, aqueles que te aborrecem, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? 22Aborreço-os com ódio completo: tenho-os por inimigos. 23Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me, e conhece os meus pensamentos. 24E vê se em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.