Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
7

71FILHO meu, guarda as minhas palavras, e esconde

7.1:
Pv 2.1
dentro de ti os meus mandamentos. 2Guarda
7.2:
Lv 18.5
Dt 32.10
Pv 4.4
Is 55.3
os meus mandamentos, e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos, 3Ata-os
7.3:
Dt 6.8
11.18
Pv 3.3
6.21
aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração. 4Dize à sabedoria: tu és minha irmã; e à prudência chama tua parenta. 5Para te guardarem
7.5:
Pv 2.16
5.3
6.24,32
da mulher alheia, da estranha, que lisonjeia com as suas palavras. 6Porque da janela da minha casa, por minhas grades olhando eu, 7Vi entre os simples, descobri entre os jovens, um mancebo falto de juízo, 8Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa; 9No crepúsculo,
7.9:
Jó 24.15
à tarde do dia, na escuridão e trevas da noite; 10E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, com enfeites de prostituta, e astuto coração: 11Esta era alvoroçadora,
7.11:
Pv 9.13
1Tm 5.18
Tt 2.5
e contenciosa; não paravam em casa os seus pés; 12Ora pelas ruas, ora pelas praças, espreitando por todos os cantos: 13Aproximou-se dele, e o beijou; esforçou o seu rosto, e disse-lhe: 14Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. 15Por isso saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei. 16Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas com linho fino do
7.16:
Is 19.9
Egito; 17Já perfumei o meu leito com mirra, aloés, e canela. 18Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã: alegremo-nos com amores. 19Porque o marido não está em casa: foi fazer uma jornada ao longe: 20Um saquitel de dinheiro levou na sua mão: só no dia marcado voltará a casa. 21Seduziu-o com a multidão
7.21:
Pv 5.3
das suas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o persuadiu. 22E ele segue-a logo, como boi que vai ao matadouro, e como o louco ao castigo das prisões; 23Até que a frecha lhe atravesse o fígado, como a ave
7.23:
Ec 9.12
que se apressa para o laço, e não sabe que ele está ali contra a sua vida. 24Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca: 25Não se desvie para os seus caminhos o teu coração, e não andes perdido nas suas veredas; 26Porque a muitos feridos derribou: e são muitíssimos
7.26:
Ne 13.26
os que por ela foram mortos. 27Caminhos de sepultura é
7.27:
Pv 2.18
5.5
9.13
a sua casa, os quais descem às câmaras da morte.

8

A excelência e justiça dos preceitos da Sabedoria

81NÃO clama porventura a

8.1:
Pv 1.20
9.3
sabedoria, e a inteligência não dá a sua voz? 2No cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas se coloca. 3Da banda das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas está clamando: 4A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens. 5Entendei, ó simples, a prudência: e vós, loucos, entendei de coração. 6Ouvi, porque
8.6:
Pv 22.20
proferirei cousas excelentes: os meus lábios se abrirão para a equidade. 7Porque a minha boca proferirá a verdade: os meus lábios abominam a impiedade. 8Em justiça são todas as palavras da minha boca: não nelas nenhuma cousa tortuosa nem perversa. 9Todas elas são retas para o que bem as entende, e justas para os que acham o conhecimento. 10Aceitai a minha correção, e não a prata: e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido. 11Porque
8.11:
Jó 28.15
melhor é a sabedoria do que os rubins; e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela. 12Eu, a sabedoria, habito com a prudência e acho a ciência dos conselhos. 13O
8.13:
Pv 4.24
6.17
16.6
temor do Senhor é aborrecer o mal: a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa, aborreço. 14Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria: eu sou o entendimento, minha é
8.14:
Ec 7.19
a fortaleza. 15Por mim reinam
8.15:
Dn 2.21
Rm 13.1
os reis e os príncipes ordenam justiça. 16Por mim governam os príncipes e os nobres; sim, todos os juízes da terra. 17Eu amo
8.17:
1Sm 2.30
Jo 14.21
aos que me amam, e os que de madrugada me buscam me acharão. 18Riquezas e honra estão comigo;
8.18:
Pv 3.16
Mt 6.33
sim, riquezas duráveis e justiça. 19Melhor é o meu fruto do
8.19:
Pv 3.14
8.10
que o ouro, sim, do que o ouro refinado; e as minhas novidades melhores do que a prata escolhida. 20Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo. 21Para fazer herdar bens permanentes aos que me amam, e encher os seus tesouros.

A Sabedoria existe desde a eternidade

22O Senhor me possuiu

8.22:
Pv 3.19
Jo 1.1
no princípio de seus caminhos, e antes de suas obras mais antigas. 23Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. 24Antes de haver abismos, fui gerada, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. 25Antes
8.25:
Jó 15.7-8
que os montes fossem firmados, antes dos outeiros, eu fui gerada. 26Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo. 27Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando compassava ao redor a face do abismo, 28Quando firmava as nuvens de cima, quando fortificava as fontes do abismo; 29Quando
8.29:
Gn 1.9-10
Jó 38.10-11
Jr 5.22
punha ao mar o seu termo, para que as águas não trespassassem o seu mando; quando compunha os fundamentos da terra; 30Então eu estava
8.30:
Jo 1.1-2,18
com ele e era seu aluno: e era cada dia as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo; 31Folgando no seu mundo habitável, e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. 32Agora, pois, filhos,
8.32:
Lc 11.28
ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos. 33Ouvi a correção, não a rejeiteis, e sede sábios. 34Bem-aventurado
8.34:
Pv 3.13,18
o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada. 35Porque o que me achar achará a vida,
8.35:
Pv 12.2
e alcançará favor do Senhor. 36Mas o que pecar contra mim violentará a sua
8.36:
Pv 20.2
própria alma: todos os que me aborrecem amam a morte.

9

O banquete da Sabedoria

91A SABEDORIA já edificou

9.1:
Mt 16.18
Ef 2.20-22
1Pe 2.5
a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. 2Já sacrificou as
9.2:
Mt 22.3
Pv 9.5
23.30
suas vítimas, misturou o seu vinho: e já preparou a sua mesa. 3Já deu ordens
9.3:
Pv 8.1-2
9.14
Rm 10.15
às suas criadas, já anda convidando desde as alturas da cidade, dizendo: 4Quem é simples,
9.4:
Pv 6.32
9.16
Mt 11.25
volte-se para aqui. Aos faltos de entendimento diz: 5Vinde,
9.5:
Pv 9.2
Ct 5.1
Is 55.1
comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado. 6Deixai os insensatos, e vivei; e andai pelo caminho do entendimento. 7O que repreende o escarnecedor, afronta toma para si; e o que censura o ímpio, recebe a sua mancha. 8Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça: repreende o sábio, e amar-te-á. 9instrução ao sábio e, ele se fará mais sábio: ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento. 10O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo a prudência. 11Porque
9.11:
Pv 3.2,16
10.27
por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão. 12Se fores sábio, para ti sábio serás; e, se fores escarnecedor, tu só o suportarás. 13A mulher louca é alvoroçadora; é simples, e não sabe cousa alguma. 14E assenta-se à porta da sua casa ou numa cadeira, nas alturas da cidade. 15Para chamar os que passam e seguem direitos o seu caminho; 16Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de entendimento diz: 17As águas roubadas são doces, e o pão comido a ocultas é suave. 18Mas não sabe que ali estão os mortos; que os seus convidados estão nas profundezas do inferno.