Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
4

Exortação a adquirir a Sabedoria e a apartar-se do caminho dos ímpios

41OUVI, filhos, a correção do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência. 2Pois dou-vos boa doutrina: não deixeis a minha lei. 3Porque eu era filho de meu pai: tenro,

4.3:
1Cr 29.1
e único em estima diante de minha mãe. 4E ele ensinava-me,
4.4:
1Cr 28.9
Ef 6.4
e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração: guarda
4.4:
Pv 7.2
os meus mandamentos, e vive. 5Adquire
4.5:
Pv 2.2-3
a sabedoria, adquire a inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca. 6Não a desampares, e ela te guardará: ama-a
4.6:
2Ts 2.10
e ela te conservará. 7A sabedoria é a cousa principal: adquire pois a sabedoria; sim, com tudo o que possuis adquire o conhecimento. 8Exalta-a,
4.8:
1Sm 2.30
e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará. 9Dará à tua cabeça
4.9:
Pv 1.9
3.22
um diadema de graça, e uma coroa de glória te entregará. 10Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos
4.10:
Pv 3.2
de vida. 11No caminho da sabedoria te ensinei, e pelas carreiras direitas te fiz andar. 12Por elas andando, não se embaraçarão os teus passos; e se correres, não tropeçarás. 13Pega-te à correção e não a largues: guarda-a, porque ela é a tua vida. 14Não entres
4.14:
Pv 1.10,15
na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus. 15Evita-o; não passes por ele: desvia-te dele e passa de largo. 16Pois
4.16:
Is 57.20
não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém. 17Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho das violências. 18Mas a vereda
4.18:
2Sm 23.4
Mt 5.14,45
dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. 19O caminho dos
4.19:
1Sm 2.9
Jó 18.5-6
Is 59.9-10
Jr 23.12
Jo 12.35
ímpios é como a escuridão: nem conhecem aquilo em que tropeçam. 20Filho meu, atenta para as minhas palavras: às minhas razões inclina o teu ouvido. 21Não
4.21:
Pv 2.1
3.3,21
as deixes apartar-se dos teus olhos: guarda-as no meio do teu coração. 22Porque são vida para os que as acham, e saúde
4.22:
Pv 3.8
12.18
para o seu corpo. 23Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida. 24Desvia de ti a tortuosidade da boca, e alonga de ti a perversidade dos lábios. 25Os teus olhos olhem direitos, e as tuas pálpebras olhem diretamente diante de ti. 26Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem-ordenados! 27Não declines
4.27:
Dt 5.32
28.14
Js 1.7
Is 1.16
Rm 12.9
nem para a direita nem para a esquerda: retira o teu pé do mal.

5

51FILHO meu, atende à minha sabedoria: à minha razão inclina o teu ouvido: 2Para que conserves 5.2: ou a discriçãoos meus avisos e os teus lábios guardem o

5.2:
Ml 2.7
conhecimento. 3Porque
5.3:
Pv 2.16
6.24
os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite; 4Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo
5.4:
Hb 4.12
como a espada de dois fios. 5Os seus pés
5.5:
Pv 7.27
descem à morte: os seus passos firmam-se no 5.5: Hebr. Sheolinferno. 6Ela não pondera a vereda da vida; as suas carreiras são variáveis, e não as conhece. 7Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca. 8Afasta dela o teu caminho, e não te aproximes da porta da sua casa; 9Para que não dês a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis. 10Para que não se fartem os estranhos 5.10: ou das tuas riquezasdo teu poder e todos os teus trabalhos entrem na casa do estrangeiro, 11E gemas no teu fim, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo. 12E digas: Como aborreci
5.12:
Pv 1.25,29
12.1
a correção! e desprezou o meu coração a repreensão! 13E não escutei a voz dos meus ensinadores, nem a meus mestres inclinei o meu ouvido! 14Quase que em todo o mal me achei no meio da congregação e do ajuntamento. 15Bebe a água da tua cisterna, e das correntes do teu poço. 16Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e pelas ruas os ribeiros de águas? 17Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. 18Seja bendito o teu manancial, e alegra-te
5.18:
Ml 2.14
com a mulher da tua mocidade. 19Como cerva amorosa, e gazela graciosa, saciem-te os seus seios em todo o tempo: e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. 20E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha, e abraçarias
5.20:
Pv 2.16
7.5
o seio da estrangeira? 21Porque os caminhos
5.21:
2Cr 16.9
Jr 16.17
32.19
Hb 4.13
do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele aplana todas as suas carreiras. 22Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. 23Ele morrerá,
5.23:
Jó 4.21
36.12
porque sem correção andou, e pelo excesso da sua loucura andará errado.

6

Advertência contra o servir de fiador, contra a preguiça e contra a maldade

61FILHO meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho, 2Enredaste-te com as palavras da tua boca: prendeste-te com as palavras da tua boca. 3Faze pois isto agora, filho meu, e livra-te, pois já caíste nas mãos do teu companheiro; vai, humilha-te, e importuna o teu companheiro. 4Não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras. 5Livra-te como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro. 6Vai ter com a formiga,

6.6:
Jó 12.7
ó preguiçoso: olha para os seus caminhos, e sê sábio. 7A qual, não tendo 6.7: ou juizsuperior, nem oficial, nem dominador, 8Prepara no verão o seu pão: na sega ajunta o seu mantimento. 9Ó preguiçoso, até quando
6.9:
Pv 24.33-34
ficarás deitado? quando te levantarás do teu sono? 10Um pouco de sono, um pouco tosquenejando, um pouco encruzando as mãos, para estar deitado; 11Assim te sobreviverá a tua
6.11:
Pv 10.4
13.4
20.4
pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado. 12O homem de 6.12: ou iniquidadeBelial, o homem vicioso, anda em perversidade de boca. 13Acena com os olhos, fala com os pés, faz sinais com os dedos. 14Perversidade no seu coração; todo o tempo maquina mal: anda semeando contendas. 15Pelo que a sua destruição virá repentinamente: subitamente será quebrantado,
6.15:
2Cr 36.16
Jr 19.11
sem que haja cura. 16Estas seis cousas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: 17Olhos altivos, língua mentirosa, e mãos
6.17:
Is 1.15
que derramam sangue inocente: 18Coração
6.18:
Gn 6.5
Is 59.7
Rm 3.15
que maquina pensamentos viciosos; pés que se apressam a correr para o mal; 19Testemunha falsa que profere mentiras: e o que semeia
6.19:
Pv 6.14
contendas entre irmãos.

O mancebo é advertido contra a mulher adúltera

20Filho meu, guarda

6.20:
Pv 1.8
Ef 6.1
o mandamento de teu pai, e não deixes a lei de tua mãe. 21Ata-os
6.21:
Pv 3.3
7.3
perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço. 22Quando caminhares,
6.22:
Pv 2.11
3.23-24
isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. 23Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei uma luz: e as repreensões da correção são o caminho da vida, 24Para te guardarem
6.24:
Pv 2.16
5.3
7.5
da má mulher, e das lisonjas da língua estranha. 25Não cobices
6.25:
Pv 29.3
Mt 5.28
no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos. 26Porque por causa duma mulher prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera
6.26:
Gn 39.14
Ez 13.18
anda à caça de preciosa vida. 27Tomará alguém fogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem? 28Ou andará alguém sobre as brasas, sem que se queimem os seus pés? 29Assim será o que entrar à mulher do seu próximo: não ficará inocente todo aquele que a tocar. 30Não se injuria o ladrão, quando furta para saciar a sua alma, tendo fome; 31Mas encontrado, pagará
6.31:
Êx 22.1,4
sete vezes tanto: dará toda a fazenda de sua casa. 32O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma
6.32:
Pv 7.7
o que tal faz. 33Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará. 34Porque furioso é o ciúme do marido, e de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança. 35Nenhum resgate aceitará, nem consentirá, ainda que multipliques os presentes.