Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
30

As palavras de Agur

301PALAVRAS de Agur, filho de Jaque, o oráculo.

30.1:
Pv 31.1
Disse este varão a Itiel; a Itiel e a Ucal: 2Na verdade que eu sou mais bruto do que ninguém; não tenho o entendimento do homem. 3Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo. 4Quem
30.4:
Jó 38.4
Is 40.12
Jo 3.13
subiu ao céu e desceu? quem encerrou os ventos nos seus punhos? quem amarrou as águas na sua roupa? quem estabeleceu todas as extremidades da terra? qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes? 5Toda a palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. 6Nada acrescentes
30.6:
Dt 4.2
12.32
Ap 22.18-19
às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso. 7Duas cousas te pedi: não mas negues, antes que morra: 8Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza:
30.8:
Mt 6.11
mantém-me do pão da minha porção acostumada; 9Para
30.9:
Dt 8.12,14,17
31.20
32.15
Os 13.6
que porventura de farto te não negue, e diga: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e lance mão do nome de Deus. 10Não calunies o servo diante de seu senhor, para que te não amaldiçoe e fiques culpado. 11Há uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe. 12Há uma geração que é pura
30.12:
Lc 13.11
aos seus olhos, e que nunca foi lavada da sua imundícia. 13Há uma geração cujos olhos são altivos, e cujas pálpebras são levantadas para cima. 14Há uma geração
30.14:
Pv 12.18
Am 8.4
cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos, e os necessitados entre os homens. 15A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Estas três cousas nunca se fartam; e quatro nunca dizem: Basta. 16A sepultura;
30.16:
Pv 27.20
Hc 2.5
a madre estéril; a terra que se não farta de água; e o fogo, nunca dizem: Basta. 17Os olhos
30.17:
Gn 9.22
Lv 20.9
Pv 20.20
23.32
que zombam do pai, ou desprezam a obediência da mãe, corvos do ribeiro os arrancarão e os pintãos da águia os comerão. 18Há três cousas que me maravilham; e a quarta não a conheço: 19O caminho da águia no céu; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem. 20Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: Não cometi maldade. 21Por três cousas se alvoroça a terra, e a quarta não a pode suportar: 22Pelo servo,
30.22:
Ec 10.7
quando reina; e pelo tolo, quando anda farto de pão: 23Pela mulher aborrecida, quando se casa; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora. 24Estas quatro cousas são das mais pequenas da terra, mas sábias, bem-providas de sabedoria: 25As formigas
30.25:
Pv 6.6
são um povo impotente; todavia no verão preparam a sua comida; 26Os coelhos são um povo débil; e contudo fazem a sua casa nas rochas; 27Os gafanhotos não têm rei; e contudo todos saem, e em bandos se repartem; 28A 30.28: ou lagartixaaranha apanha com as mãos, e está nos paços dos reis. 29Há três que têm um bom andar, e o quarto passeia muito bem: 30O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás: 31O 30.31: ou o cão de caçacavalo de guerra, bem-cingido pelos lombos: e o bode também: e o rei a quem se não pode resistir. 32Se obraste loucamente, elevando-te, e se imaginaste o mal,
30.32:
Jó 21.1
Mq 7.16
põe a mão na boca. 33Porque o espremer do leite produz manteiga, e o espremer do nariz produz sangue, e o espremer da ira produz contenda.

31

Os conselhos que a mãe do rei Lemuel deu a seu filho

311PALAVRAS do rei Lemuel:

31.1:
Pv 30.1
a profecia que lhe ensinou sua mãe. 2Como,
31.2:
Is 49.15
filho meu? e como, ó filho do meu ventre? e como, ó filho das minhas promessas? 3Não dês
31.3:
Ne 13.26
Pv 5.9
7.26
às mulheres a tua força, nem os teus caminhos ao que destrói os reis. 4Não é próprio dos reis,
31.4:
Ec 10.17
ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. 5Para que não bebam,
31.5:
Os 4.11
e se esqueçam do estatuto, e pervertam o juízo de todos os aflitos. 6Dai bebida forte aos que perecem, e o vinho aos amargosos de espírito; 7Para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e do seu trabalho não se lembrem mais. 8Abre
31.8:
1Sm 19.4
Et 4.16
Jó 29.15-16
a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação. 9Abre a tua boca;
31.9:
Lv 19.15
Dt 1.16
Jó 29.12
Is 1.17
Jr 22.16
julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados. 10Álefe.
31.10:
Pv 12.4
18.22
19.14
Mulher virtuosa quem a achará? o seu valor muito excede o de rubins. 11Bete. O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará. 12Guímel. Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. 13Dálete. Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com as suas mãos. 14Hê. É como o navio mercante: de longe traz o seu pão. 15Vau. Ainda de noite
31.15:
Lc 12.49
Rm 12.11
se levanta, e dá mantimento à sua casa, e a tarefa às suas servas. 16Zaine. Examina uma herdade, e adquire-a: planta uma vinha com o fruto de suas mãos. 17Hete. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. 18Tete. Prova e vê que é boa sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. 19Jode. Estende as suas mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca. 20Cafe.
31.20:
Ef 4.28
Hb 13.16
Abre a sua mão ao aflito; e ao necessitado estende as suas mãos. 21Lâmede. Não temerá, por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada. 22Meme. Faz para si tapeçaria; de linho fino e de púrpura é o seu vestido. 23Num.
31.23:
Pv 12.4
Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra. 24Sâmeque. Faz panos de linho fino, e vende-os e dá cintas aos mercadores. 25Aim. A força e a glória são os seus vestidos, e ri-se do dia futuro. 26Pê. Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua. 27Tsadê. Olha pelo governo de sua casa, e não come o pão da preguiça. 28Cofe. Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo: 29Rexe. Muitas filhas obraram virtuosamente; mas tu a todas és superior. 30Chim. Enganosa é a graça e vaidade a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. 31Tau. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas obras.

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