Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
25

Outros provérbios de Salomão, que foram coligidos no tempo do rei Ezequias

251TAMBÉM estes

25.1:
2Rs 4.32
são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá. 2A glória
25.2:
Dt 29.29
Jó 29.16
Rm 11.33
de Deus é encobrir o negócio; mas a glória dos reis é tudo investigar. 3Para a altura dos céus, e para a profundeza da terra, e para o coração dos reis, não investigação alguma. 4Tira
25.4:
2Tm 2.21
da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor. 5Tira
25.5:
Pv 20.8
o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça. 6Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes: 7Porque
25.7:
Lc 14.8-10
melhor é que te digam: Sobe para aqui; do que seres humilhado diante do príncipe a quem já os teus olhos viram. 8Não
25.8:
Pv 17.14
Mt 5.25
te apresses a litigar, para depois, ao fim, não saberes o que hás de fazer, podendo-te confundir o teu próximo. 9Pleiteia
25.9:
Mt 5.25
18.15
a tua causa com o teu próximo mesmo, e não descubras o segredo de outro: 10Para que não te desonre o que o ouvir, não se apartando de ti a infâmia. 11Como maçãs de ouro em 25.11: ou obra de filigranasalvas de prata, assim é a palavra dita a
25.11:
Pv 15.23
Is 50.4
seu tempo. 12Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim, é o sábio repreensor para o ouvido ouvinte. 13Como frieza
25.13:
Pv 13.17
de neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque recreia a alma dos seus senhores. 14Como nuvens e ventos que não trazem chuva,
25.14:
Pv 20.6
Jd 12
assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas. 15Pela longanimidade se persuade o príncipe,
25.15:
1Sm 25.24
Pv 15.1
16.14
e a língua branda quebranta os ossos. 16Achaste mel? come o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar. 17Retira o teu pé da casa do teu próximo, para que se não enfade de ti, e te aborreça. 18Martelo, e espada, e frecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo. 19Como dente quebrado e pé deslocado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia. 20O que entoa canções junto ao coração aflito é como aquele que se despe num dia de frio, e como vinagre sobre 25.20: ou sodasalitre. 21Se
25.21:
Êx 23.4-5
Mt 5.44
Rm 12.20
o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber; 22Porque assim brasas lhe amontoarás sobre a cabeça;
25.22:
2Sm 16.12
e o Senhor to pagará. 23O vento norte afugenta a chuva, e a face irada a língua fingida. 24Melhor
25.24:
Pv 19.13
21.9,19
é morar a um canto de umas águas-furtadas, do que com a mulher rixosa numa casa ampla. 25Como água fria para uma alma cansada, tais são as boas-novas de terra remota. 26Como fonte turva, e manancial corruto, assim é o justo que cai diante do ímpio. 27Comer
25.27:
Pv 25.16
27.2
muito mel não é bom; assim a investigação da própria glória não é glória. 28Como a cidade
25.28:
Pv 16.32
derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

26

261COMO a neve no verão,

26.1:
1Sm 12.17
e como a chuva na sega, assim não é conveniente ao louco a honra. 2Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voo,
26.2:
Nm 23.8
Dt 23.5
assim a maldição sem causa não virá. 3O açoite é para o cavalo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos tolos. 4Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também te não faças semelhante a ele. 5Responde
26.5:
Mt 21.24,27
ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos. 6Os pés corta, e o dano bebe, quem manda mensagens pelas mãos dum tolo. 7Como as pernas do coxo, que pendem frouxas, assim é o provérbio na boca dos tolos. 8Como o que prende a pedra preciosa na funda, assim é aquele que dá honra ao tolo. 9Como o espinho que entra na mão do ébrio, assim é o provérbio na boca dos tolos. 10Como um besteiro que a todos espanta, assim é o que assalaria os tolos e os transgressores. 11Como o cão que torna ao seu vômito,
26.11:
2Pe 2.22
assim é o tolo que reitera a sua estultícia. 12Tens visto
26.12:
Pv 29.20
Lc 18.11
Rm 12.16
Ap 3.17
a um homem que é sábio a seus próprios olhos? maior esperança no tolo do que nele. 13Diz o preguiçoso:
26.13:
Pv 22.13
Um leão está no caminho; um leão está nas ruas. 14Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama. 15O preguiçoso
26.15:
Pv 19.24
esconde a sua mão no seio: enfada-se de a levar à sua boca. 16Mais sábio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que bem respondem. 17O que, passando, se mete em questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas. 18Como o louco que lança de si faíscas, frechas, e mortandades, 19Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira. 20Sem lenha, o fogo se apagará; e, não havendo
26.20:
Pv 22.10
maldizente, cessará a contenda. 21Como o
26.21:
Pv 15.18
29.22
carvão é para o borralho, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas. 22As palavras
26.22:
Pv 18.8
do maldizente são como deliciosos bocados, que descem ao íntimo do ventre. 23Como o caco coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes e o coração maligno. 24Aquele que aborrece dissimula com os seus beiços, mas no seu interior encobre o engano. 25Quando
26.25:
Jr 9.8
te suplicar com a sua voz, não te fies nele, porque sete abominações no seu coração. 26Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá na congregação. 27O que faz uma cova nela cairá; e o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará. 28A língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira obra a ruína.

27

271NÃO presumas do

27.1:
Lc 12.19-20
Tg 4.13
dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia. 2Louve-te
27.2:
Pv 25.27
o estranho, e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios. 3Pesada é a pedra, e a areia também; mas a ira do insensato é mais pesada do que elas ambas. 4Cruel é o furor e a impetuosa irar,
27.4:
1Jo 3.12
mas quem parará perante a inveja? 5Melhor
27.5:
Pv 28.23
Gl 2.14
é a repreensão aberta do que o amor encoberto. 6Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são 27.6: ou profusosenganosos. 7A alma farta pisa o favo de mel,
27.7:
Jó 6.7
mas à alma faminta todo o amargo é doce. 8Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lugar. 9O óleo e o perfume alegram o coração: assim a doença do amigo com o conselho cordial. 10Não abandones a teu amigo, nem ao amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade:
27.10:
Pv 17.17
18.24
melhor é o vizinho perto do que o irmão longe. 11Sê sábio,
27.11:
Sl 127.5
Pv 10.1
23.15,24
filho meu, e alegra o meu coração; para que tenha alguma cousa que responder àquele que me desprezar. 12O avisado vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena. 13Quando alguém fica por fiador do estranho,
27.13:
Êx 22.26
Pv 20.16
toma-lhe tu a sua roupa, e penhora-o pela estranha. 14O que bendiz ao seu amigo em alta voz, madrugando pela manhã, por maldição se lhe contará. 15O gotejar
27.15:
Pv 19.13
contínuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa, uma e outra são semelhantes. 16Aquele que a contivesse, conteria o vento; e a sua destra acomete o óleo. 17Como o ferro com o ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo. 18O
27.18:
1Co 9.7,13
que guarda a figueira comerá do seu fruto; e o que vela pelo seu senhor, será honrado. 19Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem. 20O
27.20:
Pv 30.16
Ec 1.8
6.7
Hc 2.5
27.20: Hebr. Sheol e Abaddoninferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem. 21O
27.21:
Pv 17.3
crisol é para a prata, e o forno para o ouro, e o homem é provado pelos louvores. 22Ainda que pisasses
27.22:
Pv 23.35
Is 1.5
Jr 5.3
o tolo com uma mão de gral entre grãos de cevada pilada, não se iria dele a sua estultícia. 23Procura conhecer o estado das tuas ovelhas: põe o teu coração sobre o gado. 24Porque as riquezas não duram para sempre: e duraria a coroa de geração em geração? 25Quando se mostrar a erva, e aparecerem os renovos, então ajunta as ervas dos montes. 26Os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo. 27E haverá bastante leite de cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas criadas.