Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
21

211COMO ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina. 2Todo o

21.2:
Pv 16.2
24.12
Lc 16.15
caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações. 3Fazer justiça
21.3:
1Sm 15.22
Pv 15.8
Is 1.11
Os 6.6
Mq 6.7-8
e julgar com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifício. 4Olhar altivo,
21.4:
Pv 6.17
coração orgulhoso e até a lavoura dos ímpios é pecado. 5Os pensamentos
21.5:
Pv 10.4
13.4
do diligente tendem à abundância, mas os de todo o apressado tão somente à pobreza. 6Trabalhar por ajuntar
21.6:
Pv 10.2
13.11
20.21
2Pe 2.3
tesouro com língua falsa é uma vaidade, e aqueles que a isso são impelidos buscam a morte. 7As rapinas dos ímpios virão a destruí-los, porquanto eles recusam praticar a justiça. 8O caminho do homem perverso é inteiramente tortuoso, mas a obra do puro é reta. 9Melhor
21.9:
Pv 19.13
21.19
25.24
27.15
é morar num canto de umas águas-furtadas, do que com a mulher rixosa numa casa ampla. 10A alma
21.10:
Tg 4.5
do ímpio deseja o mal: o seu próximo não agrada aos seus olhos. 11Quando o escarnecedor é castigado, o simples torna-se sábio; e, quando o sábio é instruído, recebe o conhecimento. 12Prudentemente considera o justo a casa do ímpio, quando os ímpios são arrastados para o mal. 13O que
21.13:
Mt 7.2
18.30
Tg 2.13
tapa o seu ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido. 14O presente
21.14:
Pv 17.8,23
18.16
que se dá em segredo abate a ira, e a dádiva no seio uma forte indignação. 15Praticar a justiça
21.15:
Pv 10.29
é alegria para o justo, mas espanto para os que praticam a iniquidade. 16O homem, que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará. 17Necessidade padecerá o que ama os prazeres; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá. 18O resgate do justo é
21.18:
Pv 11.8
Is 43.3-4
o ímpio; o do reto o iníquo. 19Melhor
21.19:
Pv 21.9
é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda. 20Tesouro
21.20:
Mt 25.3-4
desejável e azeite na casa do sábio, mas o homem insensato o devora. 21O que segue
21.21:
Pv 15.9
Mt 5.6
a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra. 22À cidade dos fortes
21.22:
Ec 9.14
sobe o sábio, e derruba a força em que confiaram. 23O que
21.23:
Pv 12.13
13.3
18.21
Tg 3.2
guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma. 24Quanto ao soberbo e presumido, zombador é seu nome: trata com indignação e soberba. 25O desejo
21.25:
Pv 13.4
do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam-se a trabalhar. 26Todo o dia avidamente cobiça, mas o justo dá, e nada retém. 27O sacrifício dos
21.27:
Pv 15.8
Is 66.3
Jr 6.20
Am 5.22
ímpios é abominação: quanto mais oferecendo-o com intenção maligna! 28A testemunha mentirosa perecerá, mas o homem que ouve falará sem imputação. 29O homem ímpio endurece o seu rosto, mas o reto considera o seu caminho. 30Não há sabedoria,
21.30:
Is 8.9-10
Jr 9.23
At 5.39
nem inteligência, nem conselho contra o Senhor. 31O cavalo prepara-se para o dia da batalha,
21.31:
Is 31.1
mas do Senhor vem a vitória.

22

221MAIS digno de ser escolhido

22.1:
Ec 7.1-2
é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro. 2O rico
22.2:
Jó 31.15
Pv 14.31
29.13
1Co 12.21
e o pobre se encontraram: a todos os fez o Senhor. 3O avisado
22.3:
Pv 14.16
27.13
vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam, e sofrem a pena. 4O galardão
22.4:
Mt 6.33
da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra e vida. 5Espinhos
22.5:
Pv 15.19
1Jo 5.18
e laços no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele. 6Instrui ao menino no caminho em que deve andar;
22.6:
Ef 6.4
2Tm 3
e até quando envelhecer não se desviará dele. 7O
22.7:
Tg 2.6
rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo do que empresta. 8O que
22.8:
Jó 4.8
Os 10.13
semear a perversidade segará males; e a vara da sua indignação falhará. 9O que é de
22.9:
2Cr 9.6
bons olhos será abençoado, porque deu do seu pão ao pobre. 10Lança
22.10:
Gn 21.9-10
fora ao escarnecedor, e se irá a contenda; e cessará a questão e a vergonha. 11O que ama a pureza do coração, e tem graça nos seus lábios, terá por seu amigo o rei. 12Os olhos do Senhor conservam o que tem conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará. 13Diz o preguiçoso:
22.13:
Pv 26.13
Um leão está fora; serei morto no meio das ruas. 14Cova profunda
22.14:
Pv 2.16
5.3
7.5
23.27
é a boca das mulheres estranhas; aquele contra quem o Senhor se irar, cairá nela. 15A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara
22.15:
Pv 13.24
19.18
23.13-14
29.15,17
da correção a afugentará dele. 16O que oprime ao pobre para se engrandecer a si, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá.

Breves discursos morais do sábio acerca de vários assuntos

17Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração à minha ciência. 18Porque é cousa suave, se as guardares nas tuas entranhas, se as aplicares todas aos teus lábios. 19Para que a tua confiança esteja no Senhor, a ti tas faço saber hoje; sim, a ti mesmo. 20Porventura não te escrevi excelentes cousas

22.20:
Pv 8.6
acerca de todo o conselho e conhecimento; 21Para te fazer saber
22.21:
Lc 1.3-4
a certeza das palavras de verdade, para que possas responder palavras de verdade aos
22.21:
1Pe 3.15
que te enviarem? 22Não roubes
22.22:
Êx 23.6
Jó 31.16,21
Zc 7.10
Ml 3.5
ao pobre, porque é pobre, nem atropeles na porta ao aflito. 23Porque
22.23:
Jr 51.36
o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam lhes tirará a vida. 24Não acompanhes com o iracundo, nem andes com o homem colérico. 25Para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma. 26Não
22.26:
Pv 6.1
11.15
estejas entre os que dão as mãos, e entre os que ficam por fiadores de dívidas. 27Se não tens com que pagar, por que tirariam
22.27:
Pv 20.16
a tua cama de debaixo de ti? 28Não removas
22.28:
Dt 19.14
27.17
Pv 23.10
os limites antigos que fizeram teus pais. 29Viste a um homem diligente na sua obra? perante reis será posto: não será posto perante os de baixa sorte.

23

231QUANDO te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que se te pôs diante. 2E põe uma faca à tua garganta, se és homem glutão. 3Não cobices os seus manjares gostosos, porque são pão de mentiras. 4Não te canses

23.4:
Pv 3.5
28.20
Rm 12.16
1Tm 6.9-10
para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria. 5Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque certamente isso se fará asas e voará ao céu como a águia. 6Não comas o pão daquele que tem os olhos malignos, nem cobices os seus manjares gostosos. 7Porque, como imaginou na sua alma, assim é; ele te dirá: Come e bebe: mas o seu coração não estará contigo. 8Vomitarias o bocado que comeste, e perderias as tuas suaves palavras. 9Não fales
23.9:
Pv 9.8
Mt 7.6
aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. 10Não removas
23.10:
Dt 19.14
27.17
Pv 22.28
os limites antigos, nem entres nas herdades dos órfãos 11Porque o seu redentor
23.11:
Jó 31.21
Pv 22.23
é forte; ele pleiteará a sua causa contra ti. 12Aplica à disciplina o teu coração e os teus ouvidos às palavras do conhecimento. 13Não retires
23.13:
Pv 13.24
19.18
22.15
29.15,17
a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. 14Tu a fustigarás com a vara e livrarás
23.14:
1Co 5.5
a sua alma do 23.14: Hebr. Sheolinferno. 15Filho meu,
23.15:
Pv 23.24-25
29.3
se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio. 16E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem cousas retas. 17Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes
23.17:
Pv 28.14
sê no temor do Senhor todo o dia. 18Porque deveras há
23.18:
Pv 24.14
Lc 16.25
um fim bom: não será malograda a tua esperança. 19Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração. 20Não
23.20:
Is 5.22
Mt 24.49
Lc 21.34
Rm 13.13
Ef 5.18
estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. 21Porque o beberrão e o comilão cairão em pobreza; e a
23.21:
Pv 19.15
sonolência faz trazer os vestidos rotos. 22Ouve
23.22:
Pv 1.8
30.17
Ef 6.1-2
a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer. 23Compra
23.23:
Pv 4.5,7
a verdade, e não a vendas: sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência. 24Grandemente se regozijará o pai do
23.24:
Pv 10.1
15.20
23.15
justo, e o que gerar a um sábio se alegrará nele. 25Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou. 26Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos. 27Porque cova
23.27:
Pv 22.14
profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha. 28Também ela,
23.28:
Pv 7.12
como um salteador, se põe a espreitar, e multiplica entre os homens os iníquos. 29Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas? para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem
23.29:
Gn 49.12
os olhos vermelhos? 30Para
23.30:
Pv 20.1
Ef 5.18
os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. 31Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo, e se escoa suavemente. 32No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. 33Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. 34E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. 35E dirás: Espancaram-me,
23.35:
Jr 5.3
e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a
23.35:
Dt 29.19
Is 56.12
despertar? ainda tornarei a buscá-la outra vez.

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