Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
4

Os inimigos pretendem retardar a edificação dos muros

41E SUCEDEU

4.1:
Ne 2.10,19
que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus. 2E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? 3E estava com ele Tobias,
4.3:
Ne 2.10,19
o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará facilmente o seu muro de pedra. 4Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e caia o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e faze com que sejam um despojo, numa terra de cativeiro. 5E não cubras a sua iniquidade,
4.5:
Pv 3.34
Jr 18.23
e não se risque diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram defronte dos edificadores. 6Assim edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade: porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. 7E sucedeu que,
4.7:
Ne 4.1
ouvindo Sambalate e Tobias, e os arábios, e os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo. 8E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear Jerusalém, e para os desviarem do seu intento. 9Porém nós oramos ao nosso Deus, e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles. 10Então disse Judá: já desfaleceram as forças dos acarretadores, e o pó é muito e nós não poderemos edificar o muro. 11Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos; assim faremos cessar a obra. 12E sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram, de todos os lugares, que tornavam a nós. 13Pelo que pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos: e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos. 14E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, e aos magistrados, e ao resto do povo: Não os temais:
4.14:
Nm 14.9
Dt 1.29
10.17
lembrai-vos do Senhor, grande e terrível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas. 15E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos, e que Deus tinha
4.15:
Jó 5.13
18.7
dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um à sua obra. 16E sucedeu que desde aquele dia metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade deles tinha as lanças, os escudos, os arcos, e as couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá. 17Os que edificavam o muro, e os que traziam as cargas, e os que carregavam, cada um com uma mão fazia a obra e na outra tinha as armas. 18E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo. 19E disse eu aos nobres, e aos magistrados, e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros. 20No lugar onde ouvirdes o som da buzina ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará
4.20:
Êx 14.14,25
Dt 1.30
3.22
20.4
Js 23.10
por nós. 21Assim trabalhávamos na obra; e metade deles tinha as lanças desde a subida da alva até ao sair das estrelas. 22Também naquele tempo disse ao povo: Cada um com o seu moço fique em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guarda, e de dia na obra. 23E nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos os nossos vestidos; cada um ia com suas armas à água.

5

Os pobres murmuram contra os ricos, Neemias repreende os últimos

51FOI porém grande

5.1:
Lv 25.35-37
Dt 15.7
Is 5.7
o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus irmãos. 2Porque havia quem dizia: Com nossos filhos, e nossas filhas, nós somos muitos; pelo que tomemos trigo, para que comamos e vivamos. 3Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas, e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome. 4Também havia quem dizia: Tomamos dinheiro emprestado até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas. 5Agora, pois, a nossa carne
5.5:
Êx 21.7
Lv 25.39
Is 58.7
é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como seus filhos; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem servos: e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas que não estão no poder de nossas mãos; e outros têm as nossas terras e as nossas vinhas. 6Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras, muito me enfadei. 7E considerei comigo mesmo no meu coração; depois pelejei com os nobres e com os magistrados, e disse-lhes:
5.7:
Êx 22.25
Lv 25.36
Ez 22.12
Usura tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento. 8E disse-lhes: Nós
5.8:
Lv 25.48
resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis a vossos irmãos, ou vender-se-iam a nós? Então se calaram, e não acharam que responder. 9Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus,
5.9:
Lv 25.36
2Sm 12.14
Rm 2.24
1Pe 2.12
por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos? 10Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. 11Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais, e as suas casas; como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto, e do azeite, que vós exigis deles. 12Então disseram: Restituir-lho-emos, e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então chamei os sacerdotes, e os fiz
5.12:
Ed 10.5
Jr 34.8-9
jurar que fariam conforme a esta palavra. 13Também o meu regaço sacudi, e disse:
5.13:
Mt 10.14
At 13.51
18.6
Assim sacuda Deus todo o homem da sua casa e do seu trabalho que não cumprir esta palavra, e assim seja sacudido e vazio. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram ao Senhor; e o povo
5.13:
2Rs 23.3
fez conforme a esta palavra. 14Também desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá,
5.14:
Ne 13.6
desde o ano vinte, até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o
5.14:
1Co 9.4,15
pão do governador. 15Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo, e tomaram-lhe pão e vinho, e além disso, quarenta siclos de prata; ainda também os seus moços dominavam sobre o povo; porém eu assim não fiz, por causa do
5.15:
Ne 5.9
2Co 11.9
12.13
temor de Deus. 16Antes também na obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos: e todos os meus moços se ajuntaram ali à obra. 17Também cento e cinquenta homens dos judeus e dos magistrados, e os que vinham a nós, dentre as gentes, que estão à roda de nós, se
5.17:
2Sm 9.7
1Rs 18.19
punham à minha mesa. 18E o que se preparava para cada dia era
5.18:
1Rs 4.22
um boi e seis ovelhas escolhidas; também aves se me preparavam, e de dez em dez dias de todo o vinho muitíssimo: e nem por isso exigi
5.18:
Ne 5.14-15
o pão do governador, porquanto a servidão deste povo era grande. 19Lembra-te
5.19:
Ne 13.22
de mim para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo.

6

Os inimigos conspiram para surpreender e intimidar Neemias

61SUCEDEU mais

6.1:
Ne 2.10,19
4.1,7
que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro; e que nele não havia brecha alguma; ainda que
6.1:
Ne 3.1,3
até este tempo não tinha posto as portas nos portais; 2Sambalate e Gesém
6.2:
Pv 26.24-25
enviaram a dizer: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale
6.2:
1Cr 8.12
Ne 11.35
de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. 3E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer: por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? 4E da mesma maneira enviaram a mim quatro vezes; e da mesma maneira lhes respondi. 5Então Sambalate da mesma maneira pela quinta vez me enviou o seu moço com uma carta aberta na sua mão; 6E na qual estava escrito: Entre as gentes se ouviu, e Gusmu diz, que tu e os
6.6:
Ne 12.19
judeus intentais revoltar-vos, pelo que edificais o muro; e que tu te farás rei deles segundo estas palavras; 7E que puseste profetas, para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem pois agora e consultemos juntamente. 8Porém eu enviei a dizer-lhe: De tudo o que dizes cousa nenhuma sucedeu; mas tu do teu coração o inventas. 9Porque todos eles nos procuravam atemorizar, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora pois, ó Deus, esforça as minhas mãos. 10E, entrando eu em casa de Semaías, filho de Delaías, o filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te: sim, de noite virão matar-te. 11Porém eu disse: Um homem como eu fugiria? e quem , como eu, que entre no templo e viva? de maneira nenhuma entrarei. 12E conheci que eis que não era Deus quem o enviara; mas esta profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. 13Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que eu assim fizesse, e pecasse, para que tivessem alguma causa a fim de me infamarem, e assim me vituperarem. 14Lembra-te,
6.14:
Ne 13.29
Ez 13.17
meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme a estas suas obras, e também da profetisa Noadia, e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me. 15Acabou-se pois o muro aos vinte e cinco de Elul, em cinquenta e dois dias. 16E sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos
6.16:
Ne 2.10
4.1,7
6.1
inimigos, temeram, todos os gentios que havia em roda de nós, e abateram-se muito em seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra. 17Também naqueles dias alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas, que iam para Tobias: e as cartas de Tobias vinham para eles. 18Porque muitos em Judá se lhe ajuramentaram, porque era genro de Secanias, filho de Ará; e seu filho Joanã tomara a filha de Mesulão, filho de Berequias. 19Também as suas bondades contavam perante mim, e as minhas palavras lhe levavam a ele; portanto Tobias escrevia cartas para me atemorizar.