Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
1

João Batista

Mateus 3.1-12, etc.

11PRINCÍPIO do Evangelho de Jesus Cristo, Filho

1.1:
Mt 14.33
Lc 1.35
Jo 1.34
de Deus; 2Como está escrito no profeta Isaías:
1.2:
Ml 3.1
Mt 11.10
Lc 7.27
Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. 3Voz do que clama no
1.3:
Is 40.3
Mt 3.3
Lc 3.4
Jo 1.15
deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 4Apareceu João batizando no deserto,
1.4:
Mt 3.1
Lc 3.3
Jo 3.23
e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados. 5E toda a província da Judeia e os de Jerusalém iam ter com ele;
1.5:
Mt 3.5
e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6E João andava
1.6:
Mt 3.4
Lv 11.22
vestido de pelos de camelo, e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre. 7E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu,
1.7:
Mt 3.11
Jo 1.27
At 13.25
ao qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas. 8Eu, em verdade, tenho-vos
1.8:
At 1.5
2.4
10.45
11.16
19.4
Is 44.3
Jl 2.28
1Co 12.13
batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.

O batismo e tentação de Jesus

Mateus 3.13-17; 4.1-11

9E aconteceu

1.9:
Mt 13.18
Lc 3.21
naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galileia, foi batizado por João, no Jordão. 10E, logo que saiu
1.10:
Mt 3.16
Jo 1.32
da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele. 11E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu
1.11:
Sl 2.7
Mt 3.17
Mc 9.7
Filho amado em quem me comprazo. 12E logo
1.12:
Mt 4.1
Lc 4.1
o Espírito o impeliu para o deserto. 13E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras,
1.13:
Mt 4.11
e os anjos o serviam.

Vocação dos primeiros apóstolos

Mateus 4.12-25

14E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o Evangelho do reino de Deus, 15E dizendo:

1.15:
Dn 9.25
Gl 4.4
Ef 4.10
O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos,
1.15:
Mt 3.12
4.17
e crede no Evangelho. 16E, andando junto do mar da Galileia,
1.16:
Mt 4.18
Lc 5.4
viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. 18E,
1.18:
Mt 19.27
Lc 5.11
deixando logo as suas redes, o seguiram. 19E, passando dali
1.19:
Mt 4.21
um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes, 20E logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os jornaleiros, foram após ele.

A cura do endemoninhado de Capernaum

Lucas 4.31-37

21Entraram em

1.21:
Mt 4.13
Capernaum, e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava. 22E maravilharam-se
1.22:
Mt 7.28
da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas. 23E
1.23:
Lc 4.33
estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: 24Ah! que temos
1.24:
Mt 8.29
contigo, Jesus nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. 25E repreendeu-o Jesus,
1.25:
Mc 1.34
dizendo: Cala-te, e sai dele. 26Então o espírito imundo, convulsionando-o,
1.26:
Mc 9.19
e clamando com grande voz, saiu dele. 27E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? que nova doutrina é esta? pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! 28E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.

A cura da sogra de Pedro

Mateus 8.14-17

29E

1.29:
Lc 4.38
logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André com Tiago e João. 30E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela. 31Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e a febre a deixou, e servia-os. 32E, tendo chegado a
1.32:
Mt 8.16
Lc 4.40
tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados. 33E toda a cidade se ajuntou à porta. 34E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades,
1.34:
Mc 3.12
Lc 4.41
At 16.17
e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam. 35E, levantando-se de manhã muito cedo,
1.35:
Lc 4.42
fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. 36E seguiram-no Simão e os que com ele estavam. 37E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam. 38E ele lhes disse:
1.38:
Lc 4.43
Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue; porque para
1.38:
Is 61.1
Jo 16.28
17.4
isso vim. 39E pregava nas sinagogas deles por toda a
1.39:
Mt 4.23
Lc 4.44
Galileia, e expulsava os demônios.

A cura dum leproso

Mateus 8.1-4, etc.

40E aproximou-se dele

1.40:
Lc 5.12
um leproso, que rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. 41E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero; sê limpo. 42E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo. 43E, advertindo-o severamente, logo o despediu. 44E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que
1.44:
Lv 14.3-4,10
Lc 5.14
Moisés determinou, para lhes servir de testemunho. 45Mas,
1.45:
Lc 5.15
tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos;
1.45:
Mt 2.13
e de todas as partes iam ter com ele.

2

O paralítico de Capernaum

Mateus 9.1-8, etc.

21E ALGUNS

2.1:
Lc 5.18
dias depois entrou outra vez em Capernaum, e soube-se que estava em casa. 2E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra. 3E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro. 4E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. 5E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. 6E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: 7Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus! 8E Jesus,
2.8:
Jó 14.4
Is 42.25
conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? 9Qual é mais fácil?
2.9:
Mt 9.4
dizer ao paralítico:
2.9:
Mt 9.5
Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? 10Ora para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), 11A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. 12E levantou-se, e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.

A vocação de Levi

Mateus 9.9-13

13E tornou a sair para o mar, e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava. 14E, passando,

2.14:
Mt 9.9
Lc 5.27
viu Levi filho Alfeu, sentado na 2.14: ou recebedoriaalfândega, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu. 15E aconteceu
2.15:
Mt 9.10
que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido. 16E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? 17E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes:
2.17:
Mt 9.12-13
18.11
Dt 5.31-32
19.10
1Tm 1.15
Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.

O jejum

Mateus 9.14-17, etc.

18Ora os discípulos de

2.18:
Lc 5.33
João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos? 19E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos 2.19: Gr. da câmara nupcialdas bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar; 20Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias. 21Ninguém deita remendo de pano novo em vestido velho: doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior; 22E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos.

Jesus é Senhor do sábado

Mateus 12.1-8

23E

2.23:
Lc 6.1
aconteceu que, passando ele num sábado pelas searas, os seus discípulos, caminhando,
2.23:
Dt 23.25
começaram a colher espigas. 24E os fariseus lhe disseram: Vês? por que fazem no sábado o que não é lícito? 25Mas ele disse-lhes:
2.25:
1Sm 21.6
Nunca lestes o que fez Davi quando estava em necessidade e teve fome, ele e os que com ele estavam? 26Como entrou na casa de Deus, no tempo de Abiatar, sumo sacerdote, e comeu
2.26:
Êx 29.32-33
Lv 24.9
1Sm 21.6
os pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão aos sacerdotes, dando também aos que com ele estavam? 27E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. 28Assim
2.28:
Mt 12.8
o Filho do homem até do sábado é Senhor.

3

A cura de um que tinha uma das mãos mirrada

Mateus 12.9-21, etc.

31E OUTRA vez entrou

3.1:
Lc 6.6
na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada. 2E estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem. 3E disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e vem para o meio. 4E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se. 5E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra. 6E, tendo saído
3.6:
Mt 12.14
os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele,
3.6:
Mt 22.16
procurando ver como o matariam. 7E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão da Galileia
3.7:
Lc 6.17
e da Judeia, 8E de Jerusalém, e da Idumeia, e d’além do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande multidão, que ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele. 9E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não oprimisse, 10Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum 3.10: ou flagelomal se arrojavam sobre ele, para lhe tocarem. 11E os espíritos
3.11:
Mc 1.23-24
Lc 4.41
Mt 14.33
imundos, vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és
3.11:
Mt 12.16
Mc 1.25,34
o Filho de Deus. 12E ele os ameaçava muito, para que não o manifestassem.

A eleição dos doze

Mateus 10.1-4, etc.

13E subiu ao

3.13:
Lc 6.12
9.1
monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. 14E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar; 15E para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios: 16A Simão,
3.16:
Jo 1.42
a quem pôs o nome de Pedro, 17E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão; 18E a André, e a Filipe, e a Bartolomeu, e a Mateus, e a Tomé, e a Tiago, filho de Alfeu, e a Tadeu, e a Simão, o cananeu. 19E a Judas Iscariotes, o que o entregou.

A blasfêmia dos escribas

Lucas 11.14-23, etc.

20E foram para uma casa. E afluiu outra vez a multidão,

3.20:
Mc 6.31
de tal maneira que nem sequer podiam comer pão. 21E, quando os seus ouviram isto, saíram para o prender;
3.21:
Jo 7.5
10.20
porque diziam: Está fora de si. 22E os escribas, que tinham descido de Jerusalém, diziam:
3.22:
Mt 9.34
Lc 11.15
Jo 7.20
8.48
Tem Belzebu, e pelo príncipe dos demônios expulsa os demônios. 23E, chamando-os a si,
3.23:
Mt 12.25
disse-lhes por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás? 24E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; 25E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir; 26E, se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode subsistir; antes tem fim. 27Ninguém
3.27:
Is 49.24
Mt 12.29
pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não manietar o valente; e então roubará a sua casa. 28Na verdade vos digo
3.28:
Mt 12.31
Lc 12.10
1Jo 5.16
que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem; 29Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, 3.29: Gr. mas é réu de um eterno pecadomas será réu do eterno juízo. 30(Porque diziam: Tem espírito imundo.)

A família de Jesus

Mateus 12.46-50

31Chegaram então seus irmãos e sua mãe;

3.31:
Lc 8.19
e, estando de fora, mandaram-no chamar. 32E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora. 33E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? 34E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 35Porquanto qualquer que fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.

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