Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
13

O sermão profético; o princípio de dores

Mateus 24.1-14 e refs.

131E, SAINDO ele do

13.1:
Lc 21.5
templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! 2E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra
13.2:
Lc 19.44
que não seja derribada. 3E, assentando-se ele no monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: 4Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando
13.4:
Mt 24.3
Lc 21.27
todas elas estiverem para se cumprir. 5E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém
13.5:
Jr 29.8
Ef 5.6
1Ts 2.3
vos engane; 6Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. 7E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim. 8Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes. Isto será o princípio
13.8:
Mt 24.8
de dores. 9Mas olhai por vós mesmos,
13.9:
Mt 10.7,18
24.9
Ap 2.10
porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; sereis açoitados, e sereis apresentados ante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. 10Mas importa que o
13.10:
Mt 24.14
evangelho seja primeiramente pregado entre todas as gentes. 11Quando pois vos conduzirem para vos entregarem, não
13.11:
Mt 10.19
Lc 12.11
21.14
At 2.4
4.8,31
estejais solícitos d’antemão pelo que haveis de dizer; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. 12E o irmão
13.12:
Mq 7.6
Mt 10.21
24.10
Lc 21.16
entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. 13E sereis aborrecidos
13.13:
Mt 10.22
24.9,13
Lc 21.17
Dn 12.12
Ap 2.10
por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim esse será salvo.

O sermão profético continua: a grande tribulação

Mateus 24.15-18 e refs.

14Ora, quando vós virdes

13.14:
Dn 9.27
a abominação do assolamento, que foi predito, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judeia
13.14:
Lc 21.21
fujam para os montes. 15E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; 16E o que estiver no campo não volte atrás, para tomar o seu vestido. 17Mas ai das
13.17:
Lc 21.23
23.29
grávidas, e das que criarem naqueles dias! 18Orai pois, para que a vossa fugida não suceda no inverno; 19Porque naqueles dias
13.19:
Dn 9.26
12.1
Jl 2.2
Mt 24.21
haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. 20E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aqueles dias. 21E então, se alguém vos disser: Eis aqui
13.21:
Mt 24.23
Lc 17.23
21.8
o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis. 22Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. 23Mas vós vede;
13.23:
2Pe 3.17
eis que d’antemão vos tenho dito tudo.

O sermão profético continua: A vinda do Filho do homem

Mateus 24.29-45, etc.

24Ora,

13.24:
Dn 7.10
Sf 1.15
Lc 21.25
naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz. 25E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas. 26E então verão
13.26:
Dn 7.13-14
Mt 16.27
24.30
Mc 14.62
At 1.11
1Ts 4.16
2Ts 1.7,10
Ap 1.7
vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória. 27E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu. 28Aprendei pois a parábola
13.28:
Mt 24.32
Lc 21.29
da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que está próximo o verão. 29Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que está perto, às portas. 30Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam. 31Passará o céu e a terra,
13.31:
Is 40.8
mas as minhas palavras não passarão.

O sermão profético continua: A vigilância

32Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. 33Olhai, vigiai

13.33:
Mt 24.42
25.13
Lc 12.40
21.24
Rm 13.11
1Ts 5.6
e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. 34É como se um homem,
13.34:
Mt 24.45
25.14
partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. 35Vigiai
13.35:
Mt 24.42,44
pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, 36Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. 37E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai.

14

A consulta dos sacerdotes

Mateus 26.3-5 e refs.

141E DALI a dois

14.1:
Lc 22.1
Jo 11.55
13.1
dias era a páscoa, e a festa dos pães asmos; e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam. 2Mas eles diziam: Não na festa, para que porventura se não faça alvoroço entre o povo.

O jantar em Betânia

Mateus 26.6-13 e refs.

3E, estando ele em

14.3:
Jo 12.1,3
Lc 7.37
Betânia assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. 4E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento? 5Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela. 6Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais? Ela fez-me boa obra. 7Porque sempre tendes os
14.7:
Dt 15.11
pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. 8Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. 9Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.

O preço da traição

Mateus 26.14-16

10E

14.10:
Lc 22.3-4
Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar. 11E eles, ouvindo-o, folgaram e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna.

A última páscoa; a santa ceia

Mateus 26.17-30

12E, no primeiro

14.12:
Lc 22.7
dia dos pães asmos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa? 13E enviou dois dos seus discípulos, e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem, que leva um cântaro d’água, vos encontrará; segui-o; 14E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? 15E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado e preparado; preparai-a ali. 16E, saindo os seus discípulos, foram à cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a páscoa. 17E, chegada
14.17:
Mt 26.20
a tarde, foi com os doze, 18E, quando estavam assentados a comer, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me. 19E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Porventura sou eu, Senhor? e outro: Porventura sou eu, Senhor? 20Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que mete comigo a mão no prato. 21Na verdade o Filho
14.21:
Mt 26.24
Lc 22.22
do homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! bom seria para o tal homem não haver nascido. 22E, comendo eles, tomou
14.22:
Mt 26.26
Lc 22.19
1Co 11.23
Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 23E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. 24E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado. 25Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele dia em que o beber novo, no reino de Deus. 26E, tendo cantado
14.26:
Mt 26.30
o hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

Mateus 26.31-35 e refs.

27E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque escrito

14.27:
Zc 13.7
está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão. 28Mas, depois que eu
14.28:
Mc 16.7
houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia. 29E disse-lhe
14.29:
Mt 26.33-34
Lc 22.33-34
Jo 13.37-38
Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu. 30E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. 31Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também.

Jesus em Getsêmani

Mateus 26.36-46 e refs.

32E foram a um lugar chamado

14.32:
Lc 22.39
Jo 18.1
Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro. 33E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. 34E disse-lhes:
14.34:
Jo 12.27
A minha alma está profundamente triste até a morte: ficai aqui e vigiai. 35E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 36E disse:
14.36:
Rm 8.15
Gl 4.6
Hb 5.7
Jo 5.30
6.38
Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres. 37E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não podes vigiar uma hora? 38Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o
14.38:
Rm 7.19
Gl 5.17
espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. 40E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam que responder-lhe. 41E voltou terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descansai. Basta; é chegada a hora.
14.41:
Jo 13.1
Eis que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantai-vos,
14.42:
Mt 26.46
Jo 18.1-2
vamos; eis que está perto o que me trai.

Jesus é preso

Mateus 26.47-56

43E logo,

14.43:
Lc 22.17
Jo 18.3
falando ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus. 44Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o, e levai-o com segurança. 45E, logo que chegou, aproximou-se dele, e disse-lhe: Rabi, Rabi. E beijou-o. 46E lançaram-lhe as mãos, e o prenderam. 47E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe uma orelha. 48E, respondendo
14.48:
Mt 26.55
Lc 22.52
Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e varapaus a prender-me, como a um salteador? 49Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para
14.49:
Sl 22.6
Is 53.7
Lc 22.37
24.44
que as Escrituras se cumpram. 50Então, deixando-o, todos
14.50:
Sl 88.8
Mc 14.27
fugiram. 51E um certo mancebo o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão. 52Mas ele, largando o lençol, fugiu nu.

Jesus perante o sinédrio

Mateus 26.57-68

53E levaram Jesus

14.53:
Lc 22.54
Jo 18.13
ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas. 54E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os 14.54: ou oficiaisservidores, aquentando-se ao lume. 55E os principais
14.55:
Mt 26.59
dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. 56Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram conformes. 57E, levantando-se alguns, testificavam falsamente contra ele, dizendo: 58Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derribarei
14.58:
Mc 15.29
Jo 2.19
este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. 59E nem assim o seu testemunho era conforme. 60E, levantando-se
14.60:
Mt 26.62
o sumo sacerdote no sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti? 61Mas ele calou-se, e nada respondeu.
14.61:
Is 53.7
Mt 26.63
O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? 62E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis
14.62:
Mt 24.30
26.64
Lc 22.69
o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu. 63E o sumo sacerdote, rasgando os seus vestidos, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas? 64Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte. 65E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

Pedro nega a Jesus

Mateus 26.69-75 e refs.

66E, estando

14.66:
Lc 22.55
Jo 18.16
Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote; 67E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para ele, e disse: Tu também estavas com Jesus Nazareno. 68Mas ele negou-o dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou. 69E a criada, vendo-o outra
14.69:
Mt 26.71
Lc 22.58
Jo 18.25
vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais. 70Mas ele o negou outra vez.
14.70:
Mt 26.73
Lc 22.59
Jo 18.26
E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um deles, porque
14.70:
At 2.7
és também galileu. 71E ele começou a imprecar, e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. 72E
14.72:
Mt 26.75
o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou.

15

Jesus perante Pilatos

Mateus 27.1-2,11-31 e refs.

151E, LOGO ao

15.1:
Sl 2.2
Lc 22.66
23.1
Jo 18.28
At 3.13
4.26
amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. 2E Pilatos
15.2:
Mt 27.11
lhe perguntou: Tu és o Rei dos Judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. 3E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas; porém ele nada respondia. 4E Pilatos
15.4:
Mt 23.13
o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti. 5Mas Jesus
15.5:
Is 53.7
Jo 19.9
nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava. 6Ora no dia da festa
15.6:
Mt 27.15
Lc 23.17
Jo 18.39
costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem. 7E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte. 8E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito. 9E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos Judeus? 10Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado. 11Mas os principais dos
15.11:
Mt 27.20
At 3.14
sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes Barrabás. 12E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis pois que faça daquele a quem chamais Rei dos Judeus? 13E eles tornaram a clamar: Crucifica-o. 14Mas Pilatos lhes disse: Mas que mal fez? E eles cada vez clamavam mais: Crucifica-o. 15Então
15.15:
Mt 27.26
Jo 19.1,16
Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes Barrabás, e, açoitado Jesus, o entregou para que fosse crucificado. 16E
15.16:
Mt 27.27
os soldados o levaram dentro à sala, 15.16: isto é, o pretórioque é a da audiência, e convocaram toda a coorte; 17E vestiram-no de púrpura, e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça. 18E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos Judeus! 19E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele, e, postos de joelhos, o adoraram. 20E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com os seus próprios vestidos; e o levaram para fora a fim de o crucificarem.

A crucifixão

Mateus 27.32-56 e refs.

21E constrangeram um certo

15.21:
Lc 23.26
Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. 22E levaram-no ao
15.22:
Mt 27.33
Lc 23.33
Jo 19.17
lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira. 23E deram-lhe a
15.23:
Mt 27.34
beber vinho com mirra, mas ele não o tomou. 24E, havendo-o crucificado, repartiram os seus vestidos,
15.24:
Sl 22.18
Lc 23.34
Jo 19.23
lançando sobre eles sortes, para saber o que cada um levaria. 25E era a hora terceira,
15.25:
Mt 27.45
Lc 23.34
Jo 19.23
e o crucificaram. 26E por cima dele estava
15.26:
Mt 27.37
Jo 19.19
escrita a sua acusação: O Rei dos Judeus. 27E crucificaram
15.27:
Mt 27.38
com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda. 28E cumpriu-se
15.28:
Is 53.12
Lc 22.37
a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado. 29E os que passavam blasfemavam dele,
15.29:
Sl 22.7
meneando as suas cabeças, e dizendo:
15.29:
Mc 14.58
Jo 2.19
Ah! tu que derribas o templo, e em três dias o edificas. 30Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz. 31E da mesma maneira também os principais dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo; 32O Cristo, o Rei d’Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Também os que com ele foram crucificados
15.32:
Mt 27.44
Lc 23.39
o injuriavam. 33E, chegada a hora sexta,
15.33:
Mt 27.45
Lc 23.44
houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. 34E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz,
15.34:
Sl 22.1
Mt 27.46
dizendo: Eloi, Eloi, lama sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 35E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Eis que chama por Elias. 36E um deles correu
15.36:
Mt 27.48
Jo 19.29
Sl 69.21
a embeber uma esponja em vinagre, e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo. 37E Jesus,
15.37:
Mt 27.50
Lc 23.46
Jo 19.30
dando um grande brado, expirou. 38E o véu
15.38:
Mt 27.51
Lc 23.45
do templo se rasgou em dois, d’alto a baixo. 39E o centurião,
15.39:
Mt 27.54
Lc 23.47
que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. 40E também ali estavam algumas mulheres,
15.40:
Mt 27.55
Lc 23.49
Sl 38.11
olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; 41As quais também o seguiam,
15.41:
Lc 8.2-3
e o serviam, quando estava na Galileia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém.

A sepultura de Jesus

Mateus 27.57-66 e refs.

42E,

15.42:
Lc 23.50
Jo 19.38
chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43Chegou José d’Arimateia, senador honrado, que também
15.43:
Lc 2.25,38
Mt 27.59-60
esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. 44E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. 45E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José; 46O qual comprara
15.46:
Lc 23.53
Jo 19.40
um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. 47E Maria Madalena e Maria mãe de José observavam onde o punham.

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