Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
12

Parábola dos lavradores malvados

Mateus 21.33-46

121E COMEÇOU

12.1:
Lc 20.9
a falar-lhes por parábolas: Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra; 2E, chegado o tempo, mandou um servo aos lavradores para que recebesse, dos lavradores, do fruto da vinha. 3Mas estes, apoderando-se dele, o feriram e o mandaram embora vazio. 4E tornou a enviar-lhes outro servo; e eles, apedrejando-o, o feriram na cabeça, e o mandaram embora, tendo-o afrontado. 5E tornou a enviar-lhes outro, e a este mataram; e a outros muitos, dos quais a uns feriram e a outros mataram. 6Tendo ele pois ainda um seu filho amado, enviou-o também a estes por derradeiro, dizendo: Ao menos terão respeito ao meu filho. 7Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. 8E, pegando dele, o mataram, e o lançaram fora da vinha. 9Que fará pois o Senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros. 10Ainda não lestes esta Escritura:
12.10:
Sl 118.22
A pedra, que os edificadores rejeitaram, esta foi posta por cabeça da esquina; 11Isto foi feito pelo Senhor e é coisa maravilhosa aos nossos olhos? 12E buscavam
12.12:
Mt 21.45-46
Mc 11.18
Jo 7.25,30,44
prendê-lo, mas temiam a multidão; porque entendiam que contra eles dizia esta parábola; e, deixando-o, foram-se.

Interrogação acerca do tributo

Mateus 22.15-22

13E enviaram-lhe alguns

12.13:
Lc 20.20
dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem nalguma palavra. 14E, chegando eles, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és homem de verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens, antes com verdade ensinas o caminho de Deus; é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos? 15Então ele, conhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: Por que me tentais? trazei-me uma moeda, para que a veja. 16E eles lha trouxeram. E disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe disseram: De César. 17E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele.

Os saduceus e a ressurreição

Mateus 22.23-33

18Então os

12.18:
Lc 20.27
saduceus, que dizem que não há
12.18:
At 23.8
ressurreição, aproximaram-se dele, e perguntaram-lhe, dizendo: 19Mestre,
12.19:
Dt 25.5
Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse mulher e não deixasse filhos, seu irmão tomasse a mulher dele, e suscitasse descendência a seu irmão. 20Ora havia sete irmãos, e o primeiro tomou mulher, e morreu sem deixar descendência; 21E o segundo também a tomou e morreu, e nem este deixou descendência; e o terceiro da mesma maneira. 22E tomaram-na os sete, sem, contudo, terem deixado descendência. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? porque os sete a tiveram por mulher. 24E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? 25Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como
12.25:
1Co 15.42,49,52
os anjos que estão nos céus. 26E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou
12.26:
Êx 3.6
o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? 27Ora, Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Por isso vós errais muito.

O primeiro de todos os mandamentos

Mateus 22.35-40 e refs.

28Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? 29E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve,

12.29:
Dt 6.4
Lc 10.27
Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças: este é o primeiro mandamento. 31E o segundo, semelhante a este, é:
12.31:
Lv 19.18
Mt 22.39
Rm 13.9
Gl 5.14
Tg 2.8
Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. 32E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só
12.32:
Dt 4.39
Is 45.6,14
46.9
Deus, e que não há outro além dele; 33E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos
12.33:
1Sm 15.22
Os 6.6
Mq 6.6-8
os holocaustos e sacrifícios. 34E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém
12.34:
Mt 22.46
ousava perguntar-lhe mais nada.

O Cristo, filho de Davi

Mateus 22.41-46

35E, falando

12.35:
Lc 20.41
Jesus, dizia, ensinando no templo: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi? 36O próprio Davi disse pelo Espírito Santo:
12.36:
2Sm 23.2
Sl 110.1
O Senhor disse ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. 37Pois, se Davi mesmo lhe chama Senhor, como é logo seu filho? E a grande multidão o ouvia de boa vontade.

Jesus censura os escribas

Mateus 23.6, etc.

38E, ensinando-os,

12.38:
Mc 4.2
Lc 20.46
11.43
dizia-lhes: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestidos compridos, e das saudações nas praças, 39E das primeiras cadeiras nas sinagogas, e dos primeiros assentos nas ceias; 40Que devoram
12.40:
Mt 23.14
as casas das viúvas, e isso com pretexto de largas orações. Estes receberão mais grave condenação.

A oferta da viúva pobre

Lucas 21.1-4

41E, estando Jesus assentado defronte da

12.41:
2Rs 12.9
arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito. 42Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam cinco réis. 43E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre
12.43:
2Co 8.12
viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; 44Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo
12.44:
Dt 24.6
1Jo 3.17
o que tinha, todo o seu sustento.

13

O sermão profético; o princípio de dores

Mateus 24.1-14 e refs.

131E, SAINDO ele do

13.1:
Lc 21.5
templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! 2E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra
13.2:
Lc 19.44
que não seja derribada. 3E, assentando-se ele no monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: 4Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando
13.4:
Mt 24.3
Lc 21.27
todas elas estiverem para se cumprir. 5E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém
13.5:
Jr 29.8
Ef 5.6
1Ts 2.3
vos engane; 6Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. 7E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim. 8Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes. Isto será o princípio
13.8:
Mt 24.8
de dores. 9Mas olhai por vós mesmos,
13.9:
Mt 10.7,18
24.9
Ap 2.10
porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; sereis açoitados, e sereis apresentados ante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. 10Mas importa que o
13.10:
Mt 24.14
evangelho seja primeiramente pregado entre todas as gentes. 11Quando pois vos conduzirem para vos entregarem, não
13.11:
Mt 10.19
Lc 12.11
21.14
At 2.4
4.8,31
estejais solícitos d’antemão pelo que haveis de dizer; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. 12E o irmão
13.12:
Mq 7.6
Mt 10.21
24.10
Lc 21.16
entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. 13E sereis aborrecidos
13.13:
Mt 10.22
24.9,13
Lc 21.17
Dn 12.12
Ap 2.10
por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim esse será salvo.

O sermão profético continua: a grande tribulação

Mateus 24.15-18 e refs.

14Ora, quando vós virdes

13.14:
Dn 9.27
a abominação do assolamento, que foi predito, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judeia
13.14:
Lc 21.21
fujam para os montes. 15E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; 16E o que estiver no campo não volte atrás, para tomar o seu vestido. 17Mas ai das
13.17:
Lc 21.23
23.29
grávidas, e das que criarem naqueles dias! 18Orai pois, para que a vossa fugida não suceda no inverno; 19Porque naqueles dias
13.19:
Dn 9.26
12.1
Jl 2.2
Mt 24.21
haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. 20E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aqueles dias. 21E então, se alguém vos disser: Eis aqui
13.21:
Mt 24.23
Lc 17.23
21.8
o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis. 22Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. 23Mas vós vede;
13.23:
2Pe 3.17
eis que d’antemão vos tenho dito tudo.

O sermão profético continua: A vinda do Filho do homem

Mateus 24.29-45, etc.

24Ora,

13.24:
Dn 7.10
Sf 1.15
Lc 21.25
naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz. 25E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas. 26E então verão
13.26:
Dn 7.13-14
Mt 16.27
24.30
Mc 14.62
At 1.11
1Ts 4.16
2Ts 1.7,10
Ap 1.7
vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória. 27E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu. 28Aprendei pois a parábola
13.28:
Mt 24.32
Lc 21.29
da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que está próximo o verão. 29Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que está perto, às portas. 30Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam. 31Passará o céu e a terra,
13.31:
Is 40.8
mas as minhas palavras não passarão.

O sermão profético continua: A vigilância

32Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. 33Olhai, vigiai

13.33:
Mt 24.42
25.13
Lc 12.40
21.24
Rm 13.11
1Ts 5.6
e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. 34É como se um homem,
13.34:
Mt 24.45
25.14
partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. 35Vigiai
13.35:
Mt 24.42,44
pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, 36Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. 37E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai.

14

A consulta dos sacerdotes

Mateus 26.3-5 e refs.

141E DALI a dois

14.1:
Lc 22.1
Jo 11.55
13.1
dias era a páscoa, e a festa dos pães asmos; e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam. 2Mas eles diziam: Não na festa, para que porventura se não faça alvoroço entre o povo.

O jantar em Betânia

Mateus 26.6-13 e refs.

3E, estando ele em

14.3:
Jo 12.1,3
Lc 7.37
Betânia assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. 4E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento? 5Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela. 6Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais? Ela fez-me boa obra. 7Porque sempre tendes os
14.7:
Dt 15.11
pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. 8Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. 9Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.

O preço da traição

Mateus 26.14-16

10E

14.10:
Lc 22.3-4
Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar. 11E eles, ouvindo-o, folgaram e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna.

A última páscoa; a santa ceia

Mateus 26.17-30

12E, no primeiro

14.12:
Lc 22.7
dia dos pães asmos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa? 13E enviou dois dos seus discípulos, e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem, que leva um cântaro d’água, vos encontrará; segui-o; 14E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? 15E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado e preparado; preparai-a ali. 16E, saindo os seus discípulos, foram à cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a páscoa. 17E, chegada
14.17:
Mt 26.20
a tarde, foi com os doze, 18E, quando estavam assentados a comer, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me. 19E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Porventura sou eu, Senhor? e outro: Porventura sou eu, Senhor? 20Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que mete comigo a mão no prato. 21Na verdade o Filho
14.21:
Mt 26.24
Lc 22.22
do homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! bom seria para o tal homem não haver nascido. 22E, comendo eles, tomou
14.22:
Mt 26.26
Lc 22.19
1Co 11.23
Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 23E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. 24E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado. 25Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele dia em que o beber novo, no reino de Deus. 26E, tendo cantado
14.26:
Mt 26.30
o hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

Mateus 26.31-35 e refs.

27E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque escrito

14.27:
Zc 13.7
está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão. 28Mas, depois que eu
14.28:
Mc 16.7
houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia. 29E disse-lhe
14.29:
Mt 26.33-34
Lc 22.33-34
Jo 13.37-38
Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu. 30E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. 31Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também.

Jesus em Getsêmani

Mateus 26.36-46 e refs.

32E foram a um lugar chamado

14.32:
Lc 22.39
Jo 18.1
Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro. 33E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. 34E disse-lhes:
14.34:
Jo 12.27
A minha alma está profundamente triste até a morte: ficai aqui e vigiai. 35E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 36E disse:
14.36:
Rm 8.15
Gl 4.6
Hb 5.7
Jo 5.30
6.38
Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres. 37E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não podes vigiar uma hora? 38Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o
14.38:
Rm 7.19
Gl 5.17
espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. 40E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam que responder-lhe. 41E voltou terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descansai. Basta; é chegada a hora.
14.41:
Jo 13.1
Eis que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantai-vos,
14.42:
Mt 26.46
Jo 18.1-2
vamos; eis que está perto o que me trai.

Jesus é preso

Mateus 26.47-56

43E logo,

14.43:
Lc 22.17
Jo 18.3
falando ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus. 44Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o, e levai-o com segurança. 45E, logo que chegou, aproximou-se dele, e disse-lhe: Rabi, Rabi. E beijou-o. 46E lançaram-lhe as mãos, e o prenderam. 47E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe uma orelha. 48E, respondendo
14.48:
Mt 26.55
Lc 22.52
Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e varapaus a prender-me, como a um salteador? 49Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para
14.49:
Sl 22.6
Is 53.7
Lc 22.37
24.44
que as Escrituras se cumpram. 50Então, deixando-o, todos
14.50:
Sl 88.8
Mc 14.27
fugiram. 51E um certo mancebo o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão. 52Mas ele, largando o lençol, fugiu nu.

Jesus perante o sinédrio

Mateus 26.57-68

53E levaram Jesus

14.53:
Lc 22.54
Jo 18.13
ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas. 54E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os 14.54: ou oficiaisservidores, aquentando-se ao lume. 55E os principais
14.55:
Mt 26.59
dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. 56Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram conformes. 57E, levantando-se alguns, testificavam falsamente contra ele, dizendo: 58Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derribarei
14.58:
Mc 15.29
Jo 2.19
este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. 59E nem assim o seu testemunho era conforme. 60E, levantando-se
14.60:
Mt 26.62
o sumo sacerdote no sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti? 61Mas ele calou-se, e nada respondeu.
14.61:
Is 53.7
Mt 26.63
O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? 62E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis
14.62:
Mt 24.30
26.64
Lc 22.69
o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu. 63E o sumo sacerdote, rasgando os seus vestidos, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas? 64Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte. 65E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

Pedro nega a Jesus

Mateus 26.69-75 e refs.

66E, estando

14.66:
Lc 22.55
Jo 18.16
Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote; 67E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para ele, e disse: Tu também estavas com Jesus Nazareno. 68Mas ele negou-o dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou. 69E a criada, vendo-o outra
14.69:
Mt 26.71
Lc 22.58
Jo 18.25
vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais. 70Mas ele o negou outra vez.
14.70:
Mt 26.73
Lc 22.59
Jo 18.26
E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um deles, porque
14.70:
At 2.7
és também galileu. 71E ele começou a imprecar, e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. 72E
14.72:
Mt 26.75
o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou.