Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
7

Continuação do sermão da montanha. O juízo temerário. As coisas santas não deis aos cães. Perseverança na oração. A porta estreita. Os falsos profetas. Devemos ouvir e cumprir as palavras de Jesus

71NÃO julgueis,

7.1:
Lc 6.37
Rm 2.1
14.3
1Co 4.3,5
Tg 4.11-12
para que não sejais julgados. 2Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados,
7.2:
Mc 4.24
Lc 6.38
e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. 3E por que reparas tu no argueiro que
7.3:
Lc 6.41
está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? 4Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. 6Não deis aos cães as coisas santas,
7.6:
Pv 7.8-9
23.9
At 13.45-46
nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem, com os pés, e, voltando-se, vos despedacem. 7Pedi,
7.7:
Mt 21.22
Mc 11.24
Lc 11.9-10
18.1
Jo 14.13
Tg 1.5-6
1Jo 3.22
e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8Porque,
7.8:
Pv 8.17
Jr 29.12
aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra: e, ao que bate, se abre. 9E qual dentre vós é o homem que,
7.9:
Lc 11.11,13
pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? 10E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? 11Se, vós pois, sendo maus,
7.11:
Gn 6.5
sabeis dar 7.11: ou boas dádivasboas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem? 12Portanto,
7.12:
Lc 6.31
Lv 19.18
Mt 22.40
Rm 13.8,10
Gl 5.14
1Tm 1.5
tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. 13Entrai pela porta
7.13:
Lc 13.24
estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. 15Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas,
7.15:
Dt 13.3
Jr 23.16
Mc 13.22
Rm 16.17-18
Ef 5.6
Cl 2.8
2Pe 2.1
1Jo 4.1
Mq 3.5
At 20.29
que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. 16Por seus frutos
7.16:
Mt 7.20
12.33
Lc 6.43
os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17Assim,
7.17:
Ne 11.19
Mt 12.33
toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. 18Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. 19Toda a árvore
7.19:
Mt 3.10
Lc 3.9
Jo 15.26
que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. 21Nem todo o que me diz:
7.21:
Os 8.2
Mt 25.11
Lc 6.47
13.25
At 19.13
Rm 2.13
Tg 1.22
Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor,
7.22:
Jo 11.51
1Co 13.2
não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? 23E então lhes direi abertamente:
7.23:
Mt 25.12,41
Lc 13.25,27
2Tm 2.19
Sl 5.5-6,9
Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. 24Todo aquele,
7.24:
Lc 6.47
pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha: 25E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26E aquele que ouve estas minhas palavras, e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 28E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso,
7.28:
Mt 13.54
Mc 1.22
6.2
Lc 4.32
a multidão se admirou da sua doutrina; 29Porquanto os ensinava como tendo autoridade;
7.29:
Jo 7.46
e não como os escribas.

8

O leproso purificado

Marcos 1.40-45; Lucas 5.12-14

81E DESCENDO ele do monte, seguiu-o uma grande multidão. 2E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 3E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Quero: sê limpo. E logo ficou purificado da lepra. 4Disse-lhe então Jesus:

8.4:
Mt 9.30
Mc 5.43
Olha não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou,
8.4:
Lv 14.3,10
Lc 5.14
para lhes servir de testemunho.

O centurião de Capernaum

Lucas 7.1-10

5E, entrando Jesus em Capernaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, 6E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e violentamente atormentado. 7E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde. 8E o centurião, respondendo, disse: Senhor,

8.8:
Lc 15.19,21
não sou digno de que entres debaixo do meu telhado,
8.8:
Sl 107.20
mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará; 9Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz. 10E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. 11Mas eu vos digo que muitos virão do oriente
8.11:
Gn 12.3
Is 2.2
Ml 1.11
Lc 13.29
At 10.45
Rm 15.9
e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; 12E os filhos do reino
8.12:
Mt 21.43
13.42
Lc 13.28
2Pe 2.17
Jd 13
serão lançados nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes. 13Então disse Jesus ao centurião: Vai e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou.

A sogra de Pedro

Marcos 1.29-31; Lucas 4.38-41

14E Jesus, entrando em casa de Pedro,

8.14:
1Co 9.5
viu a sogra deste jazendo com febre. 15E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os. 16E, chegada a tarde,
8.16:
Mc 1.32
Lc 4.40-41
trouxeram-lhe muitos endemoninhados e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; 17Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz:
8.17:
Is 53.4
1Pe 2.24
Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.

Como devemos seguir a Jesus

Lucas 9.57, etc.

18E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para a banda d’além; 19E, aproximando-se dele um escriba, disse: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. 20E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 21E

8.21:
Lc 9.59
outro de seus discípulos lhe disse: Senhor,
8.21:
1Rs 19.20
permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai. 22Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa aos mortos sepultar os seus mortos.

Jesus apazigua a tempestade

Marcos 4.35-41; Lucas 8.22-25

23E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; 24E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. 25E os seus discípulos, aproximando-se o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos. 26E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé?

8.26:
Sl 65.8
89.9-10
107.29
Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. 27E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?

Os endemoninhados gergesenos

Marcos 5.1; Lucas 8.26, etc.

28E, tendo chegado à outra banda, à província dos gergesenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram que ninguém podia passar por aquele caminho. 29E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo? 30E andava pastando distante deles uma manada de muitos porcos. 31E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, permite-nos que entremos naquela manada de porcos. 32E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles, se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas. 33Os porqueiros fugiram, e, chegando à cidade, divulgaram tudo o que acontecera aos endemoninhados. 34E eis que toda aquela cidade saiu ao encontro de Jesus, e, vendo-o,

8.34:
Dt 5.25
1Rs 17.18
Lc 5.8
At 16.39
rogaram-lhe que se retirasse dos seus termos.

9

O paralítico de Capernaum

Marcos 2.3-12; Lucas 5.18-36

91E, ENTRANDO no barco, passou para a outra banda, e chegou à sua cidade. E eis que

9.1:
Mc 2.3
Lc 5.18
lhe trouxeram um paralítico deitado numa cama. 2E
9.2:
Mt 8.10
Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo; perdoados te são os teus pecados. 3E eis que alguns dos escribas diziam entre si: Ele blasfema. 4Mas Jesus,
9.4:
Sl 139.3
Mt 12.25
Mc 12.15
Lc 5.22
conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações? 5Pois qual é mais fácil? dizer: Perdoados te são os teus pecados: ou dizer: Levanta-te e anda? 6Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te; toma a tua cama, e vai para tua casa. 7E, levantando-se, foi para sua casa. 8E a multidão, vendo isto, maravilhou-se, e glorificou a Deus, que dera tal poder aos homens.

A vocação de Mateus

Marcos 2.14-17; Lucas 5.27-32

9E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na alfândega um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu. 10E aconteceu que,

9.10:
Mc 2.15
Lc 5.29
estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. 11E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos:
9.11:
Mt 11.19
Lc 5.30
Gl 2.15
Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? 12Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os doentes. 13Ide, porém, e aprendei o que significa:
9.13:
Os 6.6
Mq 6.6-8
Mt 12.7
1Tm 1.15
Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.

O jejum

Marcos 2.18-22; Lucas 5.33, etc.

14Então chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam? 15E disse-lhes Jesus: Podem porventura

9.15:
Jo 3.29
andar tristes 9.15: Gr. os filhos da câmara nupcialos filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo
9.15:
At 13.2-3
14.23
1Co 7.5
e então jejuarão. 16Ninguém deita remendo de pano novo em vestido velho, porque semelhante remendo rompe o vestido, e faz-se maior a rotura. 17Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.

A cura da mulher que tinha um fluxo de sangue

Marcos 5.22-43 e refs.

18Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um 9.18: ou governadorchefe, e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá. 19E Jesus, levantando-se, seguiu-o ele e os seus discípulos. 20E eis que uma mulher

9.20:
Mc 5.25
Lc 8.43
que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás dele, tocou a orla do seu vestido; 21Porque dizia consigo: Se eu tão somente tocar o seu vestido, ficarei sã. 22E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse:
9.22:
Lc 7.50
8.48
17.19
18.42
Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã. 23E
9.23:
Mc 5.38
Lc 8.51
2Cr 35.25
Jesus, chegando à casa daquele chefe, e vendo os instrumentistas, e o povo em alvoroço, 24Disse-lhes:
9.24:
At 20.10
Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riram-se dele. 25E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. 26E espalhou-se aquela notícia por todo aquele país.

A cura de dois cegos e um mudo

27E, partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando, e dizendo:

9.27:
Mt 15.22
Mc 10.47
Lc 18.38
Tem compaixão de nós, filho de Davi. 28E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. 29Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. 30E os olhos se lhes abriram. E Jesus ameaçou-os, dizendo:
9.30:
Mt 8.4
12.16
Lc 5.14
Olhai que ninguém o saiba. 31Mas,
9.31:
Mc 7.36
tendo ele saído, divulgaram a sua fama por toda aquela terra. 32E,
9.32:
Mt 12.22
Lc 11.14
havendo-se eles retirado, trouxeram-lhe um homem mudo e endemoninhado. 33E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. 34Mas os fariseus diziam:
9.34:
Mt 12.24
Mc 3.22
Lc 11.15
Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios.

A seara e os ceifeiros

35E percorria Jesus todas as cidades e aldeias,

9.35:
Mc 6.3
Lc 13.22
Mt 4.23
ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. 36E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles,
9.36:
Mc 6.34
Nm 27.17
Ez 34.5
Zc 10.2
porque andavam desgarrados e errantes, como ovelhas que não têm pastor. 37Então disse aos seus discípulos: A
9.37:
Lc 10.2
Jo 4.35
seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. 38Rogai pois
9.38:
2Ts 3.1
ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.