Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
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Continuação do sermão da montanha. Esmolas, Oração, Jejum

61GUARDAI-VOS de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles: aliás não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. 2Quando pois deres esmola, não

6.2:
Rm 12.8
faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 3Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; 4Para que a tua esmola seja dada ocultamente: e teu Pai, que vê em segredo,
6.4:
Lc 14.14
te recompensará publicamente. 5E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 6Mas tu, quando orares,
6.6:
2Rs 4.33
entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará. 7E, orando,
6.7:
Ec 5.2
não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito
6.7:
1Rs 18.26,29
falarem serão ouvidos. 8Não vos assemelheis pois a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 9Portanto, vós orareis assim:
6.9:
Lc 11.2
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10Venha o teu reino,
6.10:
Mt 26.39,42
At 21.14
seja feita a tua vontade, assim na terra
6.10:
Sl 103.19
como no céu; 11O pão nosso de cada dia
6.11:
Jó 23.12
Pv 30.8
nos dá hoje; 12E perdoa-nos as nossas dívidas,
6.12:
Mt 18.21
assim como nós perdoamos aos nossos devedores; 13E não nos induzas
6.13:
Mt 26.41
Lc 22.40,46
1Co 10.30
2Pe 2.9
Ap 5.10
Jo 17.5
à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. 14Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas,
6.14:
Mc 11.25-26
Ef 4.32
Cl 3.13
também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15Se, porém,
6.15:
Mt 18.35
Tg 2.13
não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. 16E,
6.16:
Is 58.5
quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 17Porém tu, quando jejuares, unge
6.17:
Rt 3.3
Dn 10.3
a tua cabeça, e lava o teu rosto. 18Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará.

O tesouro no céu. O olho puro. Os dois senhores. A ansiosa solicitude pela nossa vida

19Não ajunteis tesouros na terra,

6.19:
Pv 23.4
1Tm 6.17
Hb 13.5
Tg 5.1
onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20Mas ajuntai tesouros no céu,
6.20:
Mt 19.21
Lc 12.23,34
18.22
1Tm 6.19
1Pe 1.4
onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 22A candeia do corpo são os
6.22:
Lc 11.34,36
olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; 23Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! 24Ninguém pode servir a
6.24:
Lc 16.13
dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.
6.24:
Gl 1.10
1Tm 6.17
1Jo 2.15
Não podeis servir a Deus e a 6.24: ou as riquezasMamom. 25Por isso vos digo:
6.25:
Sl 55.23
Lc 12.22
Fp 4.6
1Pe 5.7
Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido? 26Olhai para as aves do céu,
6.26:
Jó 38.41
Sl 147.9
Lc 12.24
que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? 27E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? 28E, quanto ao vestido, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam; 29E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? 31Não andeis pois inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? 32(Porque todas estas coisas os gentios procuram.) De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; 33Mas buscai primeiro o reino de Deus,
6.33:
1Rs 3.13
Sl 37.25
Mc 10.30
Lc 12.31
1Tm 4.8
e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34Não vos inquieteis pois pelo dia d’amanhã, porque o dia d’amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

7

Continuação do sermão da montanha. O juízo temerário. As coisas santas não deis aos cães. Perseverança na oração. A porta estreita. Os falsos profetas. Devemos ouvir e cumprir as palavras de Jesus

71NÃO julgueis,

7.1:
Lc 6.37
Rm 2.1
14.3
1Co 4.3,5
Tg 4.11-12
para que não sejais julgados. 2Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados,
7.2:
Mc 4.24
Lc 6.38
e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. 3E por que reparas tu no argueiro que
7.3:
Lc 6.41
está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? 4Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. 6Não deis aos cães as coisas santas,
7.6:
Pv 7.8-9
23.9
At 13.45-46
nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem, com os pés, e, voltando-se, vos despedacem. 7Pedi,
7.7:
Mt 21.22
Mc 11.24
Lc 11.9-10
18.1
Jo 14.13
Tg 1.5-6
1Jo 3.22
e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8Porque,
7.8:
Pv 8.17
Jr 29.12
aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra: e, ao que bate, se abre. 9E qual dentre vós é o homem que,
7.9:
Lc 11.11,13
pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? 10E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? 11Se, vós pois, sendo maus,
7.11:
Gn 6.5
sabeis dar 7.11: ou boas dádivasboas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem? 12Portanto,
7.12:
Lc 6.31
Lv 19.18
Mt 22.40
Rm 13.8,10
Gl 5.14
1Tm 1.5
tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. 13Entrai pela porta
7.13:
Lc 13.24
estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. 15Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas,
7.15:
Dt 13.3
Jr 23.16
Mc 13.22
Rm 16.17-18
Ef 5.6
Cl 2.8
2Pe 2.1
1Jo 4.1
Mq 3.5
At 20.29
que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. 16Por seus frutos
7.16:
Mt 7.20
12.33
Lc 6.43
os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17Assim,
7.17:
Ne 11.19
Mt 12.33
toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. 18Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. 19Toda a árvore
7.19:
Mt 3.10
Lc 3.9
Jo 15.26
que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. 21Nem todo o que me diz:
7.21:
Os 8.2
Mt 25.11
Lc 6.47
13.25
At 19.13
Rm 2.13
Tg 1.22
Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor,
7.22:
Jo 11.51
1Co 13.2
não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? 23E então lhes direi abertamente:
7.23:
Mt 25.12,41
Lc 13.25,27
2Tm 2.19
Sl 5.5-6,9
Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. 24Todo aquele,
7.24:
Lc 6.47
pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha: 25E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26E aquele que ouve estas minhas palavras, e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 28E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso,
7.28:
Mt 13.54
Mc 1.22
6.2
Lc 4.32
a multidão se admirou da sua doutrina; 29Porquanto os ensinava como tendo autoridade;
7.29:
Jo 7.46
e não como os escribas.

8

O leproso purificado

Marcos 1.40-45; Lucas 5.12-14

81E DESCENDO ele do monte, seguiu-o uma grande multidão. 2E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 3E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Quero: sê limpo. E logo ficou purificado da lepra. 4Disse-lhe então Jesus:

8.4:
Mt 9.30
Mc 5.43
Olha não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou,
8.4:
Lv 14.3,10
Lc 5.14
para lhes servir de testemunho.

O centurião de Capernaum

Lucas 7.1-10

5E, entrando Jesus em Capernaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, 6E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e violentamente atormentado. 7E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde. 8E o centurião, respondendo, disse: Senhor,

8.8:
Lc 15.19,21
não sou digno de que entres debaixo do meu telhado,
8.8:
Sl 107.20
mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará; 9Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz. 10E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. 11Mas eu vos digo que muitos virão do oriente
8.11:
Gn 12.3
Is 2.2
Ml 1.11
Lc 13.29
At 10.45
Rm 15.9
e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; 12E os filhos do reino
8.12:
Mt 21.43
13.42
Lc 13.28
2Pe 2.17
Jd 13
serão lançados nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes. 13Então disse Jesus ao centurião: Vai e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou.

A sogra de Pedro

Marcos 1.29-31; Lucas 4.38-41

14E Jesus, entrando em casa de Pedro,

8.14:
1Co 9.5
viu a sogra deste jazendo com febre. 15E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os. 16E, chegada a tarde,
8.16:
Mc 1.32
Lc 4.40-41
trouxeram-lhe muitos endemoninhados e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; 17Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz:
8.17:
Is 53.4
1Pe 2.24
Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.

Como devemos seguir a Jesus

Lucas 9.57, etc.

18E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para a banda d’além; 19E, aproximando-se dele um escriba, disse: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. 20E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 21E

8.21:
Lc 9.59
outro de seus discípulos lhe disse: Senhor,
8.21:
1Rs 19.20
permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai. 22Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa aos mortos sepultar os seus mortos.

Jesus apazigua a tempestade

Marcos 4.35-41; Lucas 8.22-25

23E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; 24E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. 25E os seus discípulos, aproximando-se o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos. 26E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé?

8.26:
Sl 65.8
89.9-10
107.29
Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. 27E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?

Os endemoninhados gergesenos

Marcos 5.1; Lucas 8.26, etc.

28E, tendo chegado à outra banda, à província dos gergesenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram que ninguém podia passar por aquele caminho. 29E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo? 30E andava pastando distante deles uma manada de muitos porcos. 31E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, permite-nos que entremos naquela manada de porcos. 32E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles, se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas. 33Os porqueiros fugiram, e, chegando à cidade, divulgaram tudo o que acontecera aos endemoninhados. 34E eis que toda aquela cidade saiu ao encontro de Jesus, e, vendo-o,

8.34:
Dt 5.25
1Rs 17.18
Lc 5.8
At 16.39
rogaram-lhe que se retirasse dos seus termos.

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