Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
13

A parábola do semeador

Marcos 4.1-20; Lucas 8.4-15

131TENDO Jesus saído de casa naquele dia, estava assentado junto ao mar; 2E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. 3E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo:

13.3:
Lc 8.5
Eis que o semeador saiu a semear. 4E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; 5E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; 6Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. 7E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na. 8E outra caiu em boa terra, e deu fruto:
13.8:
Gn 26.12
um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. 9Quem tem ouvidos para ouvir,
13.9:
Mt 11.15
Mc 4.9
ouça. 10E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? 11Ele, respondendo, disse-lhes: Porque
13.11:
Mt 11.25
16.17
a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; 12Porque àquele que tem,
13.12:
Mt 25.29
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. 13Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. 14E neles se cumpre a profecia d’Isaías, que diz:
13.14:
Is 6.9
Ez 12.2
Lc 8.10
Jo 12.40
At 28.26-27
Rm 11.8
2Co 3.10
Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis. 15Porque o coração deste povo está endurecido,
13.15:
Hb 5.11
e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure. 16Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque veem,
13.16:
Mt 16.17
Lc 10.23
Jo 20.29
e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17Porque em verdade vos digo
13.17:
Hb 11.13
1Pe 1.10
que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram. 18Escutai
13.18:
Mc 4.14
Lc 8.11
vós, pois, a parábola do semeador. 19Ouvindo alguém a palavra do reino,
13.19:
Mt 4.23
e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho; 20Porém o que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra,
13.20:
Is 58.2
Ez 33.31
Jo 5.35
e logo a recebe com alegria; 21Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da palavra,
13.21:
Mt 11.6
2Tm 1.15
logo se ofende; 22E o que foi semeado entre espinhos
13.22:
Mt 19.23
Mc 10.23
Lc 18.24
1Tm 6.9
Jr 4.3
é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas, sufocam a palavra, e fica infrutífera; 23Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

A parábola do trigo e do joio

24Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; 25Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. 26E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. 27E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem então joio? 28E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo? 29Porém ele lhes disse: Não; para que ao colher o joio não arranqueis também o trigo com ele. 30Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar;

13.30:
Mt 3.12
mas o trigo ajuntai-o no meu celeiro.

As parábolas do grão de mostarda e do fermento

Marcos 4.30-34; Lucas 13.18-21

31Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando dele, semeou no seu campo; 32O qual é realmente a mais pequena de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. 33Outra parábola lhes disse:

13.33:
Lc 13.20
O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado. 34Tudo isto
13.34:
Mc 4.33
disse Jesus por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas; 35Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse:
13.35:
Sl 78.2
Abrirei em parábolas a minha boca;
13.35:
Rm 16.25-26
1Co 2.7
Ef 3.9
Cl 1.6
publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo.

Explicação da parábola do joio

36Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. 37E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem; 38O campo é o mundo;

13.38:
Mt 24.14
Mc 16.15,20
Lc 24.47
Rm 10.18
Cl 1.6
e a boa semente são os filhos do reino;
13.38:
Jo 8.44
At 13.10
1Jo 3.8
e o joio são os filhos do maligno; 39O inimigo, que o semeou,
13.39:
Jl 3.13
Ap 14.15
é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. 40Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. 41Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo,
13.41:
Mt 18.7
2Pe 2.1-2
e os que cometem iniquidade. 42E lançá-los-ão na fornalha de fogo;
13.42:
Mt 3.12
8.12
Ap 19.20
ali haverá pranto e ranger de dentes. 43Então os justos resplandecerão como o sol,
13.43:
Dn 12.13
1Co 15.42
Mt 13.9
no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Parábolas, do tesouro escondido, da pérola, da rede

44Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo

13.44:
Fp 3.7-8
Is 55.1
Ap 3.18
dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. 45Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; 46E, encontrando uma pérola de grande valor,
13.46:
Pv 2.4
3.14-15
8.10,19
foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. 47Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar,
13.47:
Mt 22.10
e que apanha toda qualidade de peixes. 48E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. 49Assim será na consumação dos séculos:
13.49:
Mt 25.32
virão os anjos, e separarão os maus dentre os justos. 50E lançá-los-ão na fornalha de fogo:
13.50:
Mt 13.42
ali haverá pranto e ranger de dentes. 51E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. 52E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família,
13.52:
Ct 7.13
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. 53E aconteceu que Jesus, concluindo estas parábolas, se retirou dali. 54E, chegando à
13.54:
Mt 2.23
Mc 6.1
Lc 4.16,23
sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: Donde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? 55Não é este
13.55:
Is 49.7
Mc 6.3
Lc 3.23
Jo 6.42
o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? 56E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe veio pois tudo isto? 57E escandalizavam-se nele.
13.57:
Mt 11.6
Mc 6.3-4
Lc 4.24
Jo 4.44
Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. 58E não fez ali muitas maravilhas,
13.58:
Mc 6.5-6
por causa da incredulidade deles.

14

A morte de João Batista

Marcos 6.14-29; Lucas 3.19-20; 9.7-9

141NAQUELE tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus. 2E disse aos seus criados: Este é João Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. 3Porque Herodes tinha prendido João,

14.3:
Mc 6.17
Lc 3.19-20
e tinha-o manietado e encerrado no cárcere por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; 4Porque João lhe dissera:
14.4:
Lv 18.16
20.21
Não te é lícito possuí-la. 5E, querendo matá-lo, temia o povo;
14.5:
Mt 21.26
Lc 20.6
porque o tinham como profeta. 6Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes. 7Pelo que prometeu com juramento dar-lhe tudo o que pedisse; 8E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista. 9E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse. 10E mandou degolar João no cárcere, 11E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe. 12E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus.

A primeira multiplicação dos pães

Marcos 6.30-34; Lucas 9.10-17; João 6.1-14

13E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. 14E Jesus, saindo, viu uma grande multidão,

14.14:
Mt 9.36
e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. 15E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. 16Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão: dai-lhes vós de comer. 17Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18E ele disse: Trazei-mos aqui. 19E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e,
14.19:
Mt 15.36
partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. 20E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias. 21E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.

Jesus anda por cima do mar

Marcos 6.45-56; João 6.15-21

22E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para a outra banda, enquanto despedia a multidão. 23E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada a tarde, estava ali só. 24E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; 25Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar. 26E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar,

14.26:
Jó 9.8
assustaram-se, dizendo: É um fantasma.
14.26:
Sl 2.7
Mt 16.16
Mc 1.1
Lc 4.41
Jo 1.49
6.70
At 8.37
Rm 1.4
E gritaram, com medo. 27Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. 28E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. 29E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. 30Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me. 31E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? 32E, quando subiram para o barco, acalmou o vento. 33Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus. 34E, tendo passado para a outra banda,
14.34:
Mc 6.53
chegaram à terra de Genesaré. 35E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras em redor, e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos. 36E rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla do seu vestido;
14.36:
Mt 9.20
Mc 3.10
Lc 6.19
At 19.12
e todos os que a tocavam ficavam sãos.

15

A tradição dos anciãos

Marcos 7.1-23

151ENTÃO chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: 2Por que

15.2:
Cl 2.8
transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. 3Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição? 4Porque Deus ordenou,
15.4:
Êx 20.12
21.17
Lv 19.3
20.9
Dt 5.16
27.16
Pv 23.22
Ef 6.2
dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, morra de morte. 5Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe:
15.5:
Mc 7.11-12
É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe, 6E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. 7Hipócritas,
15.7:
Mc 7.6
bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: 8Este povo honra-me com os seus lábios,
15.8:
Is 29.13
Ez 33.21
mas o seu coração está longe de mim. 9Mas em vão me adoram,
15.9:
Is 29.13
Cl 2.18,22
Tt 1.14
ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. 10E,
15.10:
Mc 7.14
chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: 11O que contamina o homem
15.11:
At 10.15
Rm 14.14,17,20
1Tm 4.4
Tt 1.15
não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem. 12Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? 13Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta,
15.13:
Jo 15.2
1Co 3.12
que meu Pai celestial não plantou, será arrancada. 14Deixai-os:
15.14:
Is 9.16
Ml 2.8
Mt 23.16
Lc 6.39
são condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. 15E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe:
15.15:
Mc 7.17
Explica-nos essa parábola. 16Jesus, porém, disse:
15.16:
Mt 16.9
Mc 7.18
Até vós mesmos estais ainda sem entender? 17Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca
15.17:
1Co 6.13
desce para o ventre, e é lançado fora? 18Mas o que sai da boca,
15.18:
Tg 3.6
procede do coração, e isso contamina o homem. 19Porque do coração procedem os maus pensamentos,
15.19:
Gn 6.5
8.21
Pv 6.14
Jr 17.9
Mc 7.21
mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. 20São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.

A mulher cananeia

Marcos 7.24-30

21E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom. 22E eis que uma mulher cananeia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. 23Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. 24E ele, respondendo, disse:

15.24:
Mt 10.5-6
At 3.25-26
13.46
Rm 15.8
Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa d’Israel. 25Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me. 26Ele, porém respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos
15.26:
Mt 7.6
Fp 3.2
cachorrinhos. 27E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. 28Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher! grande é a tua fé: seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.

A segunda multiplicação dos pães

Marcos 8.1-10

29Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galileia,

15.29:
Mt 4.18
e, subindo a um monte,
15.29:
Is 35.5-6
Mt 11.5
Lc 7.22
assentou-se lá. 30E veio ter com ele muito povo, que trazia coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos: e os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou; 31De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus d’Israel. 32E Jesus, chamando os seus discípulos,
15.32:
Mc 8.1
disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho. 33E os seus discípulos disseram-lhe:
15.33:
2Rs 4.43
Donde nos viriam num deserto tantos pães, para saciar tal multidão? 34E Jesus disse-lhes: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete, e uns poucos peixinhos. 35Então mandou à multidão que se assentasse no chão. 36E, tomando os sete pães e os peixes,
15.36:
Mt 14.19
e dando graças, partiu-os,
15.36:
1Sm 9.13
Lc 22.19
e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos à multidão. 37E todos comeram e se saciaram: e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços. 38Ora os que tinham comido eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. 39E,
15.39:
Mc 8.10
tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magdala.