Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
11

João Batista envia dois discípulos seus a Jesus

Lucas 7.18-35

111E, ACONTECEU que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles. 2E João, ouvindo

11.2:
Mt 14.3
no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, 3A dizer-lhe:
11.3:
Gn 49.10
Nm 24.17
Dn 9.24
Jo 6.14
És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? 4E Jesus, respondendo, disse-lhe: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: 5Os cegos veem,
11.5:
Is 29.18
35.4
61.1
Jo 2.23
3.2
5.36
Sl 22.27
Lc 4.18
Tg 2.5
e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. 6E bem-aventurado é aquele
11.6:
Is 8.14-15
Mt 13.57
Rm 9.32
1Co 1.23
Gl 5.11
1Pe 2.8
que se não escandalizar em mim. 7E, partindo eles,
11.7:
Lc 7.24
Ef 4.14
começou Jesus a dizer às turbas, a respeito de João: Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento? 8Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis. 9Mas então que fostes ver? um profeta? sim, vos digo eu,
11.9:
Mt 14.5
Lc 1.76
e muito mais do que profeta; 10Porque é este de quem está escrito:
11.10:
Ml 3.1
Mc 1.2
Lc 1.76
7.27
Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho. 11Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. 12E, desde os dias de João Batista até agora,
11.12:
Lc 16.16
se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. 13Porque
11.13:
Ml 4.6
todos os profetas e a lei profetizaram até João. 14E, se quereis dar crédito,
11.14:
Ml 4.5
Mt 17.12
Lc 1.17
é este o Elias que havia de vir. 15Quem
11.15:
Mt 13.9
Lc 8.8
Ap 2.7,11,17,29
3.6,13,22
tem ouvidos para ouvir ouça. 16Mas,
11.16:
Lc 7.31
a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros, 17E dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes: cantamo-vos lamentações, e não chorastes. 18Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio. 19Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão,
11.19:
Mt 9.10
Lc 7.35
amigo de publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.

As três cidades impenitentes

Lucas 10.13-15, etc.

20Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo: 21Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido,

11.21:
Jn 3.6,8
com saco e com cinza. 22Por isso eu vos digo
11.22:
Mt 10.15
11.24
que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. 23E tu, Capernaum,
11.23:
Is 14.13
Lm 2.1
que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. 24Porém eu vos digo
11.24:
Mt 10.15
que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti.

O jugo de Jesus

Lucas 10.21, etc.

25Naquele tempo,

11.25:
Sl 8.3
1Co 1.19,27
2.8
2Co 3.14
Mt 16.17
respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. 27Todas as coisas
11.27:
Lc 10.22
Jo 3.35
1.18
6.46
1Co 15.27
10.15
me foram entregues por meu Pai: e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim,
11.29:
Jo 13.16
Fp 2.5,7-8
1Pe 2.21
1Jo 2.6
Zc 9.9
Jr 6.16
que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo
11.30:
1Jo 5.3
é suave e o meu fardo é leve.

12

Jesus é Senhor do Sábado

Marcos 2.2-18; Lucas 6.1

121NAQUELE tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer. 2E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. 3Ele porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi,

12.3:
1Sm 21.6
quando teve fome, ele e os que com ele estavam? 4Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição,
12.4:
Êx 25.30
29.32-33
Lv 24.5
8.31
24.9
que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? 5Ou não tendes lido na lei
12.5:
Nm 28.9
Jo 7.22
que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? 6Pois eu vos digo que está aqui
12.6:
2Cr 6.18
Ml 3.1
quem é maior do que o templo. 7Mas, se vós soubésseis o que significa:
12.7:
Os 6.6
Mq 6.6-8
Mt 9.13
Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes. 8Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor.

A cura do homem que tinha uma das mãos mirrada

Marcos 3.1-6; Lucas 6.6-11

9E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. 10E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles,

12.10:
Lc 13.14
14.3
Jo 9.16
para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? 11E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha,
12.11:
Êx 23.4-5
Dt 22.4
se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? 12Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados. 13Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. 14E os fariseus,
12.14:
Mt 27.1
Mc 3.6
Lc 6.11
Jo 5.18
10.39
tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem. 15Jesus, sabendo isso,
12.15:
Mt 10.23
Mc 3.7
retirou-se dali, e acompanhou-o uma grande multidão de gente, e ele curou a todos. 16E
12.16:
Mt 9.30
recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem. 17Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: 18Eis aqui o meu servo,
12.18:
Is 42.1
Mt 3.17
17.5
que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz: porei sobre ele o meu espírito, e anunciará 12.18: ou às naçõesaos gentios o juízo. 19Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz; 20Não esmagará a cana quebrada e não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo; 21E no seu nome os gentios esperarão.

A blasfêmia dos fariseus

Lucas 11.14-23

22Trouxeram-lhe então um endemoninhado cego e mudo;

12.22:
Mt 9.32
Mc 3.11
e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. 23E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi? 24Mas
12.24:
Mt 9.34
Mc 3.22
Lc 11.15
os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. 25Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos,
12.25:
Mt 9.4
Jo 2.25
Ap 2.23
disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. 26E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá pois o seu reino? 27E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam então os vossos filhos? Portanto eles mesmos serão os vossos juízes. 28Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus,
12.28:
Dn 2.44
7.14
Lc 1.33
11.20
17.20-21
é conseguintemente chegado a vós o reino de Deus. 29Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente,
12.29:
Is 49.24
Lc 11.21-23
e furtar os seus bens, se primeiro não manietar o valente, saqueando então a sua casa? 30Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. 31Portanto eu vos digo:
12.31:
Mc 3.28
Lc 12.10
Hb 6.4,10
1Jo 5.16
At 7.51
Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. 32E, se qualquer disser
12.32:
Mt 11.19
Jo 7.12,52
1Tm 1.13
alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.

Árvores e seus frutos

Lucas 6.43-45

33Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. 34Raça de víboras,

12.34:
Mt 3.7
23.33
Lc 6.45
como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 35O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. 36Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. 37Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.

O milagre de Jonas

Lucas 11.16,19-32

38Então

12.38:
Mc 8.11
Jo 2.18
1Co 1.22
alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal, 39Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede
12.39:
Is 57.3
Mt 16.4
Mc 8.38
Jo 4.8
um sinal, porém não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas; 40Pois,
12.40:
Jn 2.1
como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra. 41Os ninivitas
12.41:
Lc 11.32
ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão,
12.41:
Jr 3.11
Ez 16.51
Rm 2.27
Jn 3.5
porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas. 42A rainha do meio-dia
12.42:
1Rs 10.1
2Cr 9.1
Lc 11.31
se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é mais do que Salomão. 43E, quando
12.43:
Lc 11.24
o espírito imundo tem saído do homem,
12.43:
Jó 1.7
1Pe 5.8
anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. 44Então diz: Voltarei para a minha casa donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. 45Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali:
12.45:
Hb 6.4
10.26
2Pe 2.20-22
e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má.

A família de Jesus

Marcos 3.31-35; Lucas 8.19-21

46E, falando ele ainda à multidão, eis que

12.46:
Mc 6.3
Jo 2.12
estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. 47E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. 48Porém ele, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos? 49E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; 50Porque,
12.50:
Jo 15.14
Gl 5.6
Cl 3.11
Hb 2.11
qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.

13

A parábola do semeador

Marcos 4.1-20; Lucas 8.4-15

131TENDO Jesus saído de casa naquele dia, estava assentado junto ao mar; 2E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. 3E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo:

13.3:
Lc 8.5
Eis que o semeador saiu a semear. 4E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; 5E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; 6Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. 7E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na. 8E outra caiu em boa terra, e deu fruto:
13.8:
Gn 26.12
um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. 9Quem tem ouvidos para ouvir,
13.9:
Mt 11.15
Mc 4.9
ouça. 10E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? 11Ele, respondendo, disse-lhes: Porque
13.11:
Mt 11.25
16.17
a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; 12Porque àquele que tem,
13.12:
Mt 25.29
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. 13Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. 14E neles se cumpre a profecia d’Isaías, que diz:
13.14:
Is 6.9
Ez 12.2
Lc 8.10
Jo 12.40
At 28.26-27
Rm 11.8
2Co 3.10
Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis. 15Porque o coração deste povo está endurecido,
13.15:
Hb 5.11
e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure. 16Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque veem,
13.16:
Mt 16.17
Lc 10.23
Jo 20.29
e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17Porque em verdade vos digo
13.17:
Hb 11.13
1Pe 1.10
que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram. 18Escutai
13.18:
Mc 4.14
Lc 8.11
vós, pois, a parábola do semeador. 19Ouvindo alguém a palavra do reino,
13.19:
Mt 4.23
e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho; 20Porém o que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra,
13.20:
Is 58.2
Ez 33.31
Jo 5.35
e logo a recebe com alegria; 21Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da palavra,
13.21:
Mt 11.6
2Tm 1.15
logo se ofende; 22E o que foi semeado entre espinhos
13.22:
Mt 19.23
Mc 10.23
Lc 18.24
1Tm 6.9
Jr 4.3
é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas, sufocam a palavra, e fica infrutífera; 23Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

A parábola do trigo e do joio

24Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; 25Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. 26E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. 27E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem então joio? 28E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo? 29Porém ele lhes disse: Não; para que ao colher o joio não arranqueis também o trigo com ele. 30Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar;

13.30:
Mt 3.12
mas o trigo ajuntai-o no meu celeiro.

As parábolas do grão de mostarda e do fermento

Marcos 4.30-34; Lucas 13.18-21

31Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando dele, semeou no seu campo; 32O qual é realmente a mais pequena de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. 33Outra parábola lhes disse:

13.33:
Lc 13.20
O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado. 34Tudo isto
13.34:
Mc 4.33
disse Jesus por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas; 35Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse:
13.35:
Sl 78.2
Abrirei em parábolas a minha boca;
13.35:
Rm 16.25-26
1Co 2.7
Ef 3.9
Cl 1.6
publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo.

Explicação da parábola do joio

36Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. 37E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem; 38O campo é o mundo;

13.38:
Mt 24.14
Mc 16.15,20
Lc 24.47
Rm 10.18
Cl 1.6
e a boa semente são os filhos do reino;
13.38:
Jo 8.44
At 13.10
1Jo 3.8
e o joio são os filhos do maligno; 39O inimigo, que o semeou,
13.39:
Jl 3.13
Ap 14.15
é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. 40Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. 41Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo,
13.41:
Mt 18.7
2Pe 2.1-2
e os que cometem iniquidade. 42E lançá-los-ão na fornalha de fogo;
13.42:
Mt 3.12
8.12
Ap 19.20
ali haverá pranto e ranger de dentes. 43Então os justos resplandecerão como o sol,
13.43:
Dn 12.13
1Co 15.42
Mt 13.9
no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Parábolas, do tesouro escondido, da pérola, da rede

44Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo

13.44:
Fp 3.7-8
Is 55.1
Ap 3.18
dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. 45Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; 46E, encontrando uma pérola de grande valor,
13.46:
Pv 2.4
3.14-15
8.10,19
foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. 47Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar,
13.47:
Mt 22.10
e que apanha toda qualidade de peixes. 48E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. 49Assim será na consumação dos séculos:
13.49:
Mt 25.32
virão os anjos, e separarão os maus dentre os justos. 50E lançá-los-ão na fornalha de fogo:
13.50:
Mt 13.42
ali haverá pranto e ranger de dentes. 51E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. 52E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família,
13.52:
Ct 7.13
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. 53E aconteceu que Jesus, concluindo estas parábolas, se retirou dali. 54E, chegando à
13.54:
Mt 2.23
Mc 6.1
Lc 4.16,23
sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: Donde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? 55Não é este
13.55:
Is 49.7
Mc 6.3
Lc 3.23
Jo 6.42
o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? 56E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe veio pois tudo isto? 57E escandalizavam-se nele.
13.57:
Mt 11.6
Mc 6.3-4
Lc 4.24
Jo 4.44
Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. 58E não fez ali muitas maravilhas,
13.58:
Mc 6.5-6
por causa da incredulidade deles.

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