Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
6

Jesus é Senhor do sábado

Mateus 12.1-8 e refs.

61E ACONTECEU

6.1:
Mc 2.23
que, no sábado segundo-primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas, e, esfregando-as com as mãos, as comiam. 2E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis
6.2:
Êx 20.10
o que não é lícito fazer nos sábados? 3E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez
6.3:
1Sm 21.6
Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? 4Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele,
6.4:
Lv 24.9
os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes? 5E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado.

Cura dum homem que tinha uma das mãos mirrada

Mateus 12.9-14 e refs.

6E aconteceu

6.6:
Mc 3.1
Lc 13.14
14.3
Jo 9.16
também noutro sábado que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. 7E os escribas e fariseus atentavam nele, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar. 8Mas ele bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele ficou em pé. 9Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? 10E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. 11E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.

Eleição dos doze

Mateus 10.1-4 e refs.

12E aconteceu que

6.12:
Mt 14.23
naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. 13E, quando era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: 14Simão, ao qual também chamou
6.14:
Jo 1.42
Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15E Mateus e Tomé; Tiago, filho d’Alfeu, e Simão, chamado o zelador; 16E Judas, 6.16: ou irmãofilho de Tiago;
6.16:
Jd 1
e Judas Iscariotes, que foi o traidor.

O sermão da montanha

Mateus 5; 6; 7

17E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus

6.17:
Mt 4.25
Mc 3.7
discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judeia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; 18Os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades, como também os atormentados dos espíritos imundos: e eram curados. 19E toda
6.19:
Mt 14.36
Mc 5.30
Lc 8.46
a multidão procurava tocar-lhe; porque saía dele virtude, e curava a todos. 20E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia:
6.20:
Mt 5.3
11.5
Tg 2.5
Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome,
6.21:
Is 55.1
61.3
65.13
Mt 5.4,6
porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. 22Bem-aventurados sereis
6.22:
Mt 5.11
1Pe 2.19
3.14
Jo 16.2
quando os homens vos aborrecerem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. 23Folgai nesse dia,
6.23:
Mt 5.12
At 5.41
7.51
Cl 1.24
Tg 1.2
exultai; porque, eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. 24Mas ai de
6.24:
Am 6.1
Tg 5.1
Mt 6.2
Lc 16.25
vós ricos! porque tendes a vossa consolação. 25Ai
6.25:
Is 65.13
Pv 14.13
de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis. 26Ai de vós
6.26:
Jo 15.19
1Jo 4.5
quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas. 27Mas a vós, que ouvis,
6.27:
Êx 23.4
Pv 25.21
Mt 5.44
Lc 6.35
Rm 12.20
digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem; 28Bendizei os que vos
6.28:
Lc 23.34
At 7.60
maldizem, e orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te ferir numa face,
6.29:
1Co 6.7
Mt 5.39
oferece-lhe também a outra; e, ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses; 30E dá a
6.30:
Dt 15.7-8,10
Pv 21.26
Mt 5.42
qualquer que te pedir; e, ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. 31E, como vós quereis
6.31:
Mt 7.12
que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também. 32E,
6.32:
Mt 5.46
se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. 33E, se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E, se emprestardes
6.34:
Mt 5.42
àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto. 35Amai pois a vossos inimigos,
6.35:
Lc 6.27,30
Sl 37.26
Mt 5.45
e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus. 36Sede pois misericordiosos,
6.36:
Mt 5.48
como também vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis,
6.37:
Mt 7.1
e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. 38Dai,
6.38:
Pv 19.17
Sl 79.12
Mt 7.2
Mc 4.24
Tg 2.13
e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. 39E dizia-lhes uma parábola:
6.39:
Mt 15.14
Pode porventura o cego guiar o cego? não cairão ambos na cova? 40
6.40:
Mt 10.24
O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. 41E porque atentas tu
6.41:
Mt 7.3
no argueiro que está no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita,
6.42:
Pv 18.17
tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 43Porque não
6.43:
Mt 7.16-17
há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. 44Porque cada
6.44:
Mt 12.33
árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. 45O homem
6.45:
Mt 12.34-35
bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca. 46E por que me chamais, Senhor, Senhor,
6.46:
Ml 1.6
Mt 7.21
25.11
Lc 13.25
e não fazeis o que eu digo? 47Qualquer que vem a mim
6.47:
Mt 7.24
e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: 48É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.

7

O centurião de Capernaum

Mateus 8.5-13 e refs.

71E, DEPOIS de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Capernaum. 2E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo. 3E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. 4E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto. 5Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; 7E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. 8Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai; e ele vai; e a outro: Vem; e ele vem; e ao meu servo: Faze isto; e ele o faz. 9E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e, voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé. 10E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.

O filho da viúva de Naim

11E aconteceu pouco depois ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; 12E quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. 14E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Mancebo, a ti te digo:

7.14:
Lc 8.54
Jo 11.43
At 9.40
Rm 4.17
Levanta-te. 15E o defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o a sua mãe. 16E de todos se apoderou
7.16:
Lc 1.65,68
24.19
Jo 4.19
6.14
9.17
o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. 17E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha.

João envia dois discípulos seus a Jesus

Mateus 11.1-19 e refs.

18E os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas. 19E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? 20E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? 21E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos. 22Respondendo então Jesus,

7.22:
Mt 11.4
disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido:
7.22:
Is 35.5
que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e
7.22:
Lc 4.18
aos pobres anuncia-se o Evangelho. 23E bem-aventurado aquele que em mim se não escandalizar. 24E, tendo-se retirado
7.24:
Mt 11.7
os mensageiros de João, começou a dizer à multidão acerca de João: Que saístes a ver no deserto? uma cana abalada pelo vento? 25Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestidos delicados? Eis que os que andam com preciosos vestidos, e em delícias, estão nos paços reais. 26Mas que saístes a ver? um profeta? sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27Este é aquele de quem está escrito:
7.27:
Ml 3.1
Eis que envio o meu anjo diante da tua face, o qual preparará diante de ti o teu caminho. 28E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. 29E todo o povo que o ouviu e os publicanos,
7.29:
Mt 3.5
Lc 3.12
tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. 30Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram
7.30:
At 20.27
o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele. 31E disse o Senhor:
7.31:
Mt 11.16
A quem pois compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes? 32São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamos-vos flauta, e não dançastes; cantamos-vos lamentações, e não chorastes. 33Porque
7.33:
Mt 3.4
Mc 1.6
Lc 1.15
veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio; 34Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí
7.34:
Mt 11.19
um homem comilão, e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores. 35Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36E rogou-lhe

7.36:
Mt 26.6
Mc 14.3
Jo 11.2
um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. 37E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento; 38E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento. 39Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo:
7.39:
Lc 15.2
Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. 40E respondendo, Jesus, disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. 41Um certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta. 42E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize pois: qual deles o amará mais? 43E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. 44E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos. 45Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. 46Não me ungiste
7.46:
Sl 23.5
a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. 47Por isso te digo
7.47:
1Tm 1.14
que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 48E disse-lhe a ela:
7.48:
Mt 9.2
Mc 2.5
Os teus pecados te são perdoados. 49E os que estavam à mesa começaram
7.49:
Mt 9.3
Mc 2.7
a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? 50E disse à mulher:
7.50:
Mc 5.34
10.52
Lc 8.48
18.42
A tua fé te salvou: vai-te em paz.

8

As mulheres que serviam a Jesus com os seus bens

81E ACONTECEU, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele, 2E

8.2:
Mt 27.55-56
algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena,
8.2:
Mc 16.9
da qual saíram sete demônios; 3E Joana, mulher de Cuza, procurador d’Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas.

A parábola do semeador

Mateus 13.1-23 e refs.

4E,

8.4:
Mc 4.1
ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábolas: 5Um semeador saiu a semear a sua semente, e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; 6E outra caiu sobre pedra, e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; 7E outra caiu entre espinhos, e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; 8E outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 9E
8.9:
Mt 13.10
Mc 4.10
os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta? 10E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas,
8.10:
Is 6.9
Mc 4.12
para que, vendo, não vejam, e, ouvindo, não entendam. 11
8.11:
Mt 13.18
Mc 4.14
Esta é pois a parábola: A semente é a palavra de Deus; 12E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que se não salvem, crendo; 13E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas creem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; 14E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram, e, indo por diante, são sufocados com os cuidados, e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; 15E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto 8.15: Gr. com paciênciacom perseverança.

A parábola da candeia

Marcos 4.21-25 e refs.

16E ninguém,

8.16:
Mt 5.15
Lc 11.33
acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz. 17Porque não há coisa
8.17:
Mt 10.26
Lc 12.2
oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. 18Vede pois como ouvis;
8.18:
Mt 13.12
25.29
Lc 19.26
porque a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver até o que parece ter lhe será tirado.

A família de Jesus

Mateus 12.46-50 e refs.

19E foram ter

8.19:
Mc 3.31
com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele, por causa da multidão. 20E foi-lhe dito: Estão fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te. 21Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.

Jesus apazigua a tempestade

Mateus 8.25-27 e refs.

22E aconteceu

8.22:
Mc 4.35
que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos, e disse-lhes: Passemos para a outra banda do lago. E partiram. 23E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se d’água, estando em perigo. 24E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, perecemos. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança. 25E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?

O endemoninhado gadareno

Mateus 8.28-34 e refs.

26E navegaram para

8.26:
Mc 5.1
a terra dos gadarenos, que está defronte da Galileia. 27E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo estava possesso de demônios, e não andava vestido, nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros. 28E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. 29Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. 30E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios. 31E rogavam-lhe que os não mandasse
8.31:
Ap 20.3
para o abismo. 32E andava ali pastando no monte uma vara de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho. 33E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago, e afogou-se. 34E aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram, e foram anunciá-lo na cidade e nos campos. 35E saíram a ver o que tinha acontecido, e vieram ter com Jesus. Acharam então o homem, de quem haviam saído os demônios, vestido, e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram. 36E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado. 37E
8.37:
Mt 8.34
toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor
8.37:
At 16.39
lhe rogou que se retirasse deles; porque estavam possuídos de grande temor. E, entrando ele no barco, voltou. 38E aquele homem, de quem haviam saído os demônios,
8.38:
Mc 5.18
rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo: 39Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.

A filha de Jairo; a mulher que tinha um fluxo de sangue

Marcos 5.21-43 e refs.

40E aconteceu que, quando voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando. 41E eis que

8.41:
Mt 9.1
chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; 42Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E, indo ele, apertava-o a multidão. 43E
8.43:
Mt 9.20
uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada. 44Chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue. 45E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? 46E disse Jesus: Alguém me tocou,
8.46:
Mc 5.30
Lc 6.19
porque bem conheci que de mim saiu virtude. 47Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo, e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara. 48E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz. 49Estando
8.49:
Mc 5.35
ele ainda falando, chegou um dos do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha está morta, não incomodes o Mestre. 50Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva. 51E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai e a mãe da menina. 52E todos choravam, e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta,
8.52:
Jo 11.11,13
mas dorme. 53E riam-se dele, sabendo que estava morta. 54Mas ele, pegando-lhe na mão, clamou, dizendo:
8.54:
Lc 7.14
Jo 11.43
Levanta-te, menina. 55E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 56E seus pais ficaram maravilhados;
8.56:
Mt 8.4
9.30
Mc 5.43
e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia sucedido.

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