Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
19

Zaqueu o publicano

191E, TENDO Jesus entrado em Jericó, ia passando. 2E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. 3E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. 4E, correndo adiante, subiu 19.4: ou a um sicômoroa uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali. 5E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. 6E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso. 7E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo

19.7:
Mt 9.11
Lc 5.30
que entrara para ser hóspede de um homem pecador. 8E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa
19.8:
Lc 3.14
tenho defraudado alguém,
19.8:
Êx 22.1
1Sm 12.3
2Sm 12.6
o restituo quadruplicado. 9E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa,
19.9:
Rm 11.12,16
Gl 3.7
pois também este
19.9:
Lc 3.16
é filho de Abraão. 10Porque
19.10:
Mt 18.11
10.6
15.24
o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Parábola dos dez servos e das dez minas

Mateus 25.14-30

11E, ouvindo eles estas coisas, ele prosseguiu, e contou uma parábola; porquanto estava perto de Jerusalém,

19.11:
At 1.6
e cuidavam que logo se havia de manifestar o reino de Deus. 12Disse
19.12:
Mc 13.34
pois: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois. 13E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha. 14Mas
19.14:
Jo 1.11
os seus concidadãos aborreciam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós. 15E aconteceu que, voltando ele, depois de ter tomado o reino, disse que lhe chamassem aqueles servos, a quem tinha dado o dinheiro, para saber o que cada um tinha ganhado, negociando. 16E veio o primeiro dizendo: Senhor, a tua mina rendeu dez minas. 17E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel,
19.17:
Mt 25.21
Lc 16.10
sobre dez cidades terás a autoridade. 18E veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas. 19E a este disse também: Sê tu também sobre cinco cidades. 20E veio outro, dizendo: Senhor, aqui está a tua mina, que guardei num lenço; 21Porque tive
19.21:
Mt 25.24
medo de ti, que és homem rigoroso, que tomas o que não puseste, e segas o que não semeaste. 22Porém ele lhe disse:
19.22:
2Sm 1.16
Jó 15.6
Mt 12.37
Mau servo, pela tua boca te julgarei; sabias
19.22:
Mt 25.26
que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus, e sego o que não semeei; 23Por que não meteste pois o meu dinheiro no banco, para que eu, vindo, o exigisse com os juros? 24E disse aos que estavam com ele: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez minas. 25(E disseram-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas). 26Pois eu vos digo
19.26:
Mt 13.12
25.29
Mc 4.25
Lc 8.18
que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver até o que tem lhe será tirado. 27E, quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os diante de mim.

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Mateus 21.1-11 e refs.

28E, dito isto,

19.28:
Mc 10.32
ia caminhando adiante, subindo para Jerusalém. 29E aconteceu
19.29:
Mc 11.1
que, chegando perto de Betfagé, e de Betânia, ao monte chamado das Oliveiras, mandou dois dos seus discípulos, 30Dizendo: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que nenhum homem ainda se assentou; soltai-o e trazei-o; 31E, se alguém vos perguntar: Por que o soltais? assim lhe direis: Porque o Senhor o há de mister. 32E, indo os que haviam sido mandados, acharam como lhes dissera. 33E, quando soltaram o jumentinho, seus donos lhes disseram: Por que soltais o jumentinho? 34E eles responderam: O Senhor o há de mister. 35E trouxeram-no a Jesus:
19.35:
2Rs 9.13
Mt 21.7
Mc 11.7
Jo 12.14
e, lançando sobre o jumentinho os seus vestidos, puseram Jesus em cima. 36E, indo ele,
19.36:
Mt 21.8
estendiam no caminho os seus vestidos. 37E, quando já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto. 38Dizendo:
19.38:
Sl 118.26
Lc 13.35
Bendito o Rei que vem em nome do Senhor;
19.38:
Lc 2.14
Ef 2.14
paz no céu, e glória nas alturas. 39E disseram-lhe dentre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. 40E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem,
19.40:
Hc 2.11
as próprias pedras clamarão. 41E, quando ia chegando, vendo a cidade,
19.41:
Jo 11.35
chorou sobre ela, 42Dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! mas agora isto está encoberto aos teus olhos. 43Porque dias virão sobre ti,
19.43:
Is 29.3-4
Jr 6.3,6
Lc 21.20
em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas; 44E te
19.44:
1Rs 9.7-8
Mq 3.12
derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem; e não
19.44:
Mt 24.2
Mc 13.2
Lc 21.6
deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que
19.44:
Dn 9.24
Lc 1.68,78
1Pe 2.12
não conheceste o tempo da tua visitação.

A purificação do templo

Mateus 21.12-17 e refs.

45E, entrando

19.45:
Mc 11.11,15
Jo 2.14-15
no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, 46Dizendo-lhes:
19.46:
Is 56.7
Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós
19.46:
Jr 7.11
fizestes dela covil de salteadores. 47E todos os dias ensinava no templo;
19.47:
Mc 11.18
Jo 7.19
8.37
mas os principais dos sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo. 48E não achavam meio de o fazer, porque todo o povo pendia para ele, escutando-o.