Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
15

Parábolas, da ovelha e da dracma perdidas

151E CHEGAVAM-SE a

15.1:
Mt 9.10
ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. 2E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores,
15.2:
At 11.3
Gl 2.12
e come com eles. 3E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: 4Que homem dentre
15.4:
Mt 18.12
vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la? 5E, achando-a, a põe sobre seus ombros, gostoso; 6E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha
15.6:
1Pe 2.10,25
perdida. 7Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais
15.7:
Lc 5.32
do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. 8Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? 9E, achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. 10Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

Parábola do filho pródigo

11E disse: Um certo homem tinha dois filhos; 12E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu

15.12:
Mc 12.44
por eles a fazenda. 13E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. 14E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. 15E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 16E desejava encher o seu estômago com as 15.16: ou alfarrobasbolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. 17E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; 19Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. 20E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando
15.20:
At 2.39
Ef 2.13,17
ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu
15.21:
Sl 51.4
e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. 22Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa o melhor vestido, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; 23E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; 24Porque
15.24:
Lc 15.32
Ef 2.1
5.14
Ap 3.1
este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. 25E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. 26E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. 27E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. 28Mas ele se indignou, e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. 29Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; 30Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. 31E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; 32Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos,
15.32:
Lc 15.24
porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.