Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
4

As grandes aflições de várias classes de pessoas

Álefe. 41COMO se escureceu o ouro! como se mudou

4.1:
Lm 2.19
o ouro fino e bom! como estão espalhadas as pedras do santuário ao canto de todas as ruas!

Beta. 2Os preciosos filhos de Sião, comparáveis a puro ouro,

4.2:
Is 30.14
Jr 19.11
2Co 4.7
como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos do oleiro!

Guímel. 3Até os chacais abaixam o peito, dão de mamar aos seus filhos; mas

4.3:
Jó 39.14,16
a filha do meu povo tornou-se cruel como os avestruzes no deserto.

Dálete. 4A língua do que mama fica pegada pela sede ao seu paladar:

4.4:
Lm 2.11-12
os meninos pedem pão, e ninguém lho dá.

Hê. 5Os que comiam iguarias delicadas desfalecem nas ruas:

4.5:
Jó 24.8
os que se criaram em carmesim abraçam o esterco.

Vau. 6Porque maior é a maldade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma,

4.6:
Gn 19.25
a qual se subverteu como num momento, sem que trabalhassem nela mãos algumas.

Zaine. 7Os seus nazireus eram mais alvos do que a neve, eram mais brancos do que o leite, eram mais roxos de corpo do que os rubis, mais polidos do que a safira.

Hete. 8Mas

4.8:
Lm 5.10
Jl 2.6
Na 2.10
agora escureceu-se o seu parecer mais do que o negrume, não se conhecem nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos ossos, secou-se, tornou-se como um pau.

Tete. 9Os mortos à espada mais ditosos são do que os mortos à fome; porque estes se esgotam como traspassados, por falta dos frutos dos campos.

Jode. 10As

4.10:
Lm 2.20
Is 49.15
mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos:
4.10:
Dt 28.57
2Rs 6.29
serviram-lhes de alimento na destruição da filha do meu povo.

Cafe. 11Deu o Senhor cumprimento ao seu furor:

4.11:
Jr 7.20
21.14
Dt 32.22
derramou o ardor da sua ira, e acendeu fogo em Sião, que consumiu os seus fundamentos.

Lâmede. 12Não creram os reis da terra, nem todos os moradores do mundo, que entrasse o adversário e o inimigo pelas portas de Jerusalém.

Mem. 13Por causa dos

4.13:
Jr 5.31
6.13
14.14
23.11,21
Ez 22.26,28
Sf 3.4
pecados dos profetas,
4.13:
Mt 23.31,37
das maldades dos seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos no meio dela.

Num. 14Erram como os cegos nas ruas,

4.14:
Jr 2.34
andam contaminados de sangue; de tal sorte que ninguém pode tocar nas suas roupas.

Sâmeque. 15Desviai-vos,

4.15:
Lv 13.45
bradavam eles. Imundo! desviai-vos, desviai-vos, não toqueis; quando fugiram e erraram, disseram entre as nações: Nunca mais morarão aqui.

Pê. 16A ira do Senhor os dividiu; ele nunca mais tornará a olhar para eles:

4.16:
Lm 5.12
não reverenciaram a face dos sacerdotes, nem se compadeceram dos velhos.

Aim. 17

4.17:
Is 30.6-7
Os nossos olhos desfaleciam esperando vão socorro: olhávamos atentamente para gente que não podia livrar.

Tsadê. 18Espiaram os nossos passos,

4.18:
2Rs 25.4-5
de maneira que não podíamos andar pelas nossas ruas: está chegando o nosso fim, estão cumpridos os nossos dias,
4.18:
Ez 7.2-3,6
Am 8.2
porque é vindo o nosso fim.

Cofe. 19Os nossos perseguidores, foram

4.19:
Jr 4.13
mais ligeiros do que as aves dos céus: sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas.

Rexe. 20O respiro

4.20:
Gn 2.7
dos nossos narizes, o ungido do Senhor,
4.20:
Jr 52.9
Ez 12.13
19.4,8
foi preso nas suas covas; dele dizíamos: Debaixo da sua sombra viveremos entre as nações.

Chim. 21Regozija-te, e

4.21:
Ec 11.9
alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz:
4.21:
Jr 25.15-16
Ob 10
o cálice chegará também para ti; embebedar-te-ás, e te descobrirás.

Tau. 22O castigo da tua maldade

4.22:
Is 40.2
está consumado, ó filha de Sião; ele nunca mais te levará para o cativeiro: ele visitará a tua maldade, ó filha de Edom, descobrirá os teus pecados.

5

Males presentes, e tristes recordações

51LEMBRA-TE, Senhor do que nos tem sucedido: considera, e olha para o nosso opróbrio. 2A nossa herdade passou a estranhos, e as nossas casas a forasteiros. 3Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas. 4A nossa água por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha. 5Os nossos perseguidores estão sobre os nossos pescoços:

5.5:
Dt 28.48
Jr 28.14
estamos cansados, e não temos descanso. 6Aos egípcios estendemos
5.6:
Gn 24.2
Jr 50.15
Os 12.1
as mãos, e aos assírios, para nos fartarem de pão. 7Nossos pais pecaram,
5.7:
Jr 31.29
Ez 18.2
e não existem:
5.7:
Gn 42.13
Zc 1.5
nós levamos as suas maldades. 8Servos dominam sobre nós; ninguém que nos arranque da sua mão. 9Com perigo de nossas vidas trazemos o nosso pão, por causa da espada do deserto. 10Nossa pele
5.10:
Jó 30.30
se enegreceu como um forno, por causa do ardor da fome. 11Forçaram
5.11:
Is 13.16
as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá. 12Os príncipes foram enforcados pelas mãos deles;
5.12:
Is 47.6
as faces dos velhos não foram reverenciadas. 13Aos
5.13:
Jz 16.21
mancebos obrigam a moer e os moços tropeçaram debaixo da lenha. 14Os velhos já não têm assento na porta, os mancebos já não cantam. 15Cessou o gozo de nosso coração, converteu-se em lamentação a nossa dança. 16Caiu
5.16:
Jó 19.9
a coroa da nossa cabeça; ai de nós, porque pecamos. 17Por isso desmaiou
5.17:
Lm 1.22
2.11
o nosso coração; por isso se escureceram os nossos olhos. 18Pelo monte de Sião; que está assolado, andam as raposas. 19Tu, Senhor,
5.19:
Hc 1.12
permaneces eternamente, e o teu trono de geração em geração. 20Por que te esquecerias de nós para sempre? por que nos desampararias por tanto tempo? 21Converte-nos,
5.21:
Jr 31.18
Senhor, a ti, e nós nos converteremos: renova os nossos dias como dantes. 22Por que nos rejeitarias totalmente? por que te enfurecerias contra nós em tão grande maneira?

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