Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
7

71PORVENTURA

7.1:
Jó 14.5,13-14
não tem o homem guerra sobre a terra? E não são os seus dias como os dias do jornaleiro? 2Como o cervo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga. 3Assim me deram
7.3:
Jó 29.2
por herança meses de vaidade, e noites de trabalho me prepararam. 4Deitando-me a dormir, então digo:
7.4:
Dt 28.67
Jó 17.12
Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me voltar na cama até à alva. 5A minha carne se tem vestido de bichos
7.5:
Is 14.11
e de torrões de pó; a minha pele está gretada, e se fez abominável. 6Os meus dias
7.6:
Jó 9.25
16.22
17.11
Is 38.12
Tg 4.14
são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e perecem sem esperança. 7Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem. 8Os olhos dos que agora me veem não me verão
7.8:
Jó 20.9
mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais. 9Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura
7.9:
2Sm 12.23
nunca tornará a subir. 10Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar
7.10:
Jó 8.18
20.9
jamais o conhecerá. 11Por isso não reprimirei a
7.11:
1Sm 1.10
Jó 10.1
minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma. 12Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda? 13Dizendo eu:
7.13:
Jó 9.27
Consolar-me-á a minha cama, meu leito aliviará a minha ânsia! 14Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras; 15Pelo que a minha alma escolheria antes a estrangulação; e antes a morte do que estes meus ossos. 16A minha vida abomino,
7.16:
Jó 10.20
14.6
pois não viverei para sempre; retira-te de mim, pois vaidade são os meus dias. 17Que é
7.17:
Hb 2.6
o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração, 18E cada manhã o visites, e cada momento o proves? 19Até quando me não deixarás, nem me largarás, até que engula a minha saliva? 20Se pequei, que te farei,
7.20:
Jó 16.12
Lm 3.12
ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? 21E por que me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não estarei lá.