Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
10

101A MINHA alma

10.1:
1Rs 19.4
Jó 7.16
Jn 4.3
tem tédio de minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei
10.1:
Jó 7.11
na amargura da minha alma. 2Direi a Deus: não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo. 3Parece-te bem que me oprimas, que rejeites o trabalho das tuas mãos e resplandeças sobre o conselho dos ímpios? 4Tens tu porventura olhos de carne? Vês
10.4:
1Sm 16.7
tu como vê o homem? 5São os teus dias como os dias do homem? Ou são os teus anos como os anos de um homem. 6Para te informares da minha iniquidade, e averiguares o meu pecado? 7Bem sabes tu que eu não sou ímpio; todavia ninguém que me livre da tua mão. 8As tuas mãos me fizeram e me entreteceram; e, todavia, me consomes. 9Peço-te que te lembres de que como barro me formaste,
10.9:
Gn 2.7
3.19
Is 64.8
e de que ao pó me farás tornar. 10Porventura não me vazaste como leite, e como queijo me não coalhaste? 11De pele e carne me vestiste e de ossos e nervos me entreteceste. 12Vida e beneficência me concedeste; e o teu cuidado guardou o meu espírito. 13Mas estas cousas as ocultaste no teu coração; bem sei eu que isto esteve contigo. 14Se eu pecar, tu me observas; e da minha iniquidade não me escusarás. 15Se for ímpio, ai
10.15:
Jó 9.12,15,20-21
Is 3.11
de mim! e se for justo, não levantarei a minha cabeça; cheio estou de ignomínia, e olho para a minha miséria. 16Porque se me exalto, tu me caças
10.16:
Is 38.13
Lm 3.10
como a um leão feroz, e de novo fazes maravilhas contra mim. 17Tu renovas contra mim as tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira; reveses e combate estão comigo. 18Por
10.18:
Jó 3.11
que pois me tiraste da madre? Ah! se então dera o espírito, e olhos nenhuns me vissem! 19Então fora como se nunca houvera sido: e desde o ventre seria levado à sepultura! 20Porventura não são poucos os meus dias?
10.20:
Jó 7.16,19
Cessa pois, e deixa-me para que por um pouco eu tome alento; 21Antes que me vá, para nunca mais voltar, à terra da escuridão e da sombra da morte; 22Terra escuríssima, como a mesma escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é como a escuridão.

11

Sofar repreende Jó, mostra a sabedoria de Deus e exorta ao arrependimento

111ENTÃO respondeu Sofar, o naamatita, e disse: 2Porventura não se dará resposta à multidão de palavras? E o homem falador será justificado? 3Às tuas mentiras se hão de calar os homens? E zombarás tu sem que ninguém te envergonhe? 4Pois

11.4:
Jó 6.10
10.7
tu disseste: A minha doutrina é pura, limpo sou aos teus olhos. 5Mas, na verdade, oxalá que Deus falasse e abrisse os seus lábios contra ti, 6E te fizesse saber os segredos da sabedoria, que é multíplice em eficácia; pelo que sabe que Deus exige de ti menos
11.6:
Ed 9.13
do que merece a tua iniquidade. 7Porventura
11.7:
Ec 3.11
Rm 11.33
alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? 8Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o 11.8: Hebr. Sheolinferno, que poderás tu saber? 9Mais comprida é a sua medida do que a terra; e mais larga do que o mar. 10Se
11.10:
Jó 9.12
12.14
Ap 3.7
ele destruir, e encerrar, ou juntar, quem o impedirá? 11Porque ele conhece os homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração? 12Mas o homem vão é
11.12:
Ec 3.18
Rm 1.22
falto de entendimento; sim, o homem nasce como a cria do jumento montês. 13Se tu preparaste
11.13:
1Sm 10.3
Jó 5.8
22.1
o teu coração, estende as tuas mãos para ele; 14Se iniquidade na tua mão, lança-a para longe de ti, e não deixes habitar a injustiça nas tuas tendas, 15Porque então
11.15:
Gn 4.5-6
Jó 22.26
1Jo 3.21
o teu rosto levantarás sem mácula; e estarás firme, e não temerás. 16Porque te esquecerás dos
11.16:
Is 65.16
trabalhos, e te lembrarás deles como das águas que já passaram. 17E a tua vida mais clara se levantará do que o meio-dia; ainda que haja trevas, será como a manhã. 18E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta, e repousarás seguro. 19E deitar-te-ás, e ninguém te espantará; muitos acariciarão o teu rosto. 20Mas os
11.20:
Lv 26.16
Dt 28.65
Jó 8.14
18.14
Pv 11.7
olhos dos ímpios desfalecerão, e perecerá o seu refúgio; e a sua esperança será o expirar da alma.

12

Jó defende-se contra as acusações de seus amigos

121ENTÃO Jó respondeu, e disse: 2Na verdade, que só vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria. 3Também eu tenho

12.3:
Jó 13.2
um coração como vós, e não vos sou inferior; e quem não sabe tais cousas como estas? 4Eu sou irrisão para os
12.4:
Jó 16.10
21.3
30.1
meus amigos; eu, que invoco a Deus, e ele me responde; o justo e o reto servem de irrisão. 5Tocha desprezível é,
12.5:
Pv 14.2
na opinião do que está descansado, aquele que está pronto a tropeçar com os pés. 6As tendas
12.6:
Jó 21.7
Jr 12.1
Ml 3.15
dos assoladores têm descanso, e os que provocam a Deus estão seguros; nas suas mãos Deus lhes põe tudo. 7Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber; 8Ou fala com a terra, e ela to ensinará até os peixes do mar to contarão. 9Quem não entende por todas estas cousas que a mão do Senhor fez isto, 10Que está na sua mão
12.10:
Nm 16.22
Dn 5.23
At 17.29
a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda carne humana? 11Porventura o
12.11:
Jó 6.30
34.3
ouvido não provará as palavras, como o paladar prova as comidas? 12Com os idosos está a
12.12:
Jó 32.7
sabedoria, e na abundância de dias o entendimento. 13Com ele está a sabedoria
12.13:
Jó 9.4
11.10
36.5
Is 22.22
Ap 3.7
e a força; conselho e entendimento tem. 14Eis que ele derriba, e não se reedificará; e a quem ele encerra não se abrirá. 15Eis que ele retém
12.15:
1Rs 8.35
17.1
as águas, e se secam; e as larga, e transtornam a terra. 16Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que faz errar. 17Aos conselheiros leva despojados, e aos juízes faz
12.17:
2Rs 15.31
Is 19.12
29.14
1Co 1.19
desvairar. 18Solta a atadura dos reis, e ata o cinto aos seus lombos. 19Aos príncipes leva despojados, aos poderosos transtorna. 20Aos confiados tira a
12.20:
Jó 32.9
Is 3.1-3
Dn 2.21
fala, e toma o entendimento aos velhos. 21Derrama desprezo sobre os príncipes, e afrouxa o cinto dos fortes. 22As profundezas das
12.22:
Dn 2.22
Mt 10.26
1Co 4.5
trevas manifesta, e a sombra da morte traz à luz. 23Multiplica
12.23:
Is 9.3
26.15
as gentes e as faz perecer; dispersa as gentes, e de novo as reconduz. 24Tira o coração aos chefes das gentes da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho. 25Nas trevas andam às apalpadelas,
12.25:
Dt 28.29
Jó 5.14
sem terem luz, e os faz desatinar como ébrios.

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