Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
18

Jesus preso em Getsêmani

Mateus 26.36-56 e refs.

181TENDO Jesus dito isto,

18.1:
Mc 14.32
saiu com os seus discípulos para
18.1:
2Sm 15.23
além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou e seus discípulos. 2E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar,
18.2:
Lc 21.37
22.39
porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos. 3Tendo
18.3:
Mt 26.47
Mc 14.43
At 1.16
pois Judas recebido a coorte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e archotes e armas. 4Sabendo pois Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais? 5Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava também com eles. 6Quando pois lhes disse: Sou eu, recuaram, e caíram por terra. 7Tornou-lhes pois a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus Nazareno. 8Jesus respondeu: vos disse que sou eu: se pois me buscais a mim, deixai ir estes. 9Para que se cumprisse a palavra que tinha dito:
18.9:
Jo 17.12
dos que me deste nenhum deles perdi. 10Então
18.10:
Mt 26.51
Lc 22.49-50
Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. 11Mas Jesus disse a Pedro: Mete a tua espada na bainha;
18.11:
Mt 20.22
não beberei eu o cálice que o Pai me deu?

Jesus perante o sinédrio. Pedro nega-o

Mateus 26.57-75 e refs.

12Então a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus e o manietaram. 13E conduziram-no primeiramente a

18.13:
Lc 3.2
Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. 14Ora Caifás
18.14:
Jo 11.50
era quem tinha aconselhado aos judeus que convinha que um homem morresse pelo povo. 15E
18.15:
Mt 26.58
Mc 14.54
Lc 22.54
Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote. 16E
18.16:
Mt 26.69
Mc 14.66
Lc 22.54
Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro. 17Então a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou. 18Ora estavam ali os servos e os criados, que tinham feito brasas, e se aquentavam, porque fazia frio; e com eles estava Pedro, aquentando-se também. 19E o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20Jesus lhe respondeu:
18.20:
Mt 26.55
Lc 4.15
Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se ajuntam, e nada disse em oculto. 21Para que me perguntas a mim? pergunta aos que ouviram o que é que lhes ensinei; eis que eles sabem o que eu lhes tenho dito. 22E, tendo dito isto, um dos criados que ali estavam deu
18.22:
Jr 20.2
At 23.2
uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote? 23Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, porque me feres? 24
18.24:
Mt 26.57
Anás mandou-o manietado, ao sumo sacerdote Caifás. 25E Simão Pedro estava ali, e aquentava-se.
18.25:
Mt 26.69-71
Mc 14.69
Lc 22.58
Disseram-lhe pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou. 26E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele? 27E Pedro negou outra vez, e
18.27:
Mt 26.74
Mc 14.72
logo o galo cantou.

Jesus perante Pilatos

Mateus 27.1-2,31 e refs.

28Depois levaram

18.28:
Mc 15.1
At 3.13
Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo.
18.28:
At 10.28
11.3
E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem? 30Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. 31Disse-lhes pois Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma. 32(Para
18.32:
Mt 20.19
Jo 12.32-33
que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer). 33Tornou
18.33:
Mt 27.11
pois a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o rei dos Judeus? 34Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? 35Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? a tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim: que fizeste? 36Respondeu
18.36:
1Tm 6.13
Jesus:
18.36:
Dn 2.44
7.14
Lc 12.14
O meu reino não é deste mundo: se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus: mas agora o meu reino não é daqui. 37Disse-lhe pois Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que
18.37:
Jo 8.47
1Jo 3.19
é da verdade ouve a minha voz. 38Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes.
18.38:
Mt 27.24
Lc 23.4
Jo 19.4,6
Não acho nele crime algum; 39Mas
18.39:
Mt 27.15
Mc 15.6
Lc 23.17
vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis pois que vos solte o Rei dos Judeus? 40Então
18.40:
At 3.14
todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás.
18.40:
Lc 23.19
E Barrabás era um salteador.