Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
13

Servidão dos israelitas sob os filisteus, e o nascimento de Sansão

131E OS filhos de Israel tornaram a

13.1:
Jz 2.11
3.7
4.1
6.1
10.6
fazer o que parecia mal aos olhos do Senhor, e o Senhor
13.1:
1Sm 12.9
os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos. 2E havia um homem de Zorá, da
13.2:
Js 19.41
tribo de Dã, cujo nome era Manué: e sua mulher era estéril, e não tinha filhos. 3E o anjo do Senhor
13.3:
Jz 6.12
Lc 1.11,13,28,31
apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho. 4Agora, pois, guarda-te de que bebas vinho,
13.4:
Nm 6.2-3
Lc 1.15
ou bebida forte, ou comas cousa imunda. 5Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha:
13.5:
Nm 6.2,5
1Sm 1.11
7.13
2Sm 8.1
1Cr 18.1
porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre: e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus. 6Então a mulher entrou e falou a seu marido, dizendo:
13.6:
Dt 33.1
Jz 13.17-18
1Sm 2.27
9.6
1Rs 17.24
Mt 28.3
Lc 9.29
At 6.15
Um homem de Deus veio a mim, cuja vista era semelhante à vista dum anjo de Deus, terribilíssima: e não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome: 7Porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas cousa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até o dia da sua morte. 8Então Manué orou instantemente ao Senhor, e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste, ainda venha para nós outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. 9E Deus ouviu a voz de Manué: e o anjo de Deus veio outra vez à mulher, e ela estava no campo, porém não estava com ela seu marido Manué. 10Apressou-se pois a mulher, e correu, e noticiou a seu marido, e disse-lhe: Eis que aquele homem que veio a mim o outro dia me apareceu. 11Então Manué levantou-se, e seguiu a sua mulher, e veio àquele homem, e disse-lhe: És tu aquele homem que falaste a esta mulher? E disse: Eu sou. 12Então disse Manué: Cumpram-se as tuas palavras: mas qual será o modo de viver e serviço do menino? 13E disse o anjo do Senhor a Manué: De tudo quanto eu disse à mulher se guardará ela. 14De tudo quanto procede da vide de vinho não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá,
13.14:
Jz 13.4
nem cousa imunda comerá: tudo quanto lhe tenho ordenado guardará. 15Então Manué disse ao anjo do Senhor: Ora deixa que te detenhamos, e
13.15:
Gn 18.5
Jz 6.18
te preparemos um cabrito. 16Porém o anjo do Senhor disse a Manué: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto o oferecerás ao Senhor. Porque não sabia Manué que fosse o anjo do Senhor. 17E disse Manué ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos. 18E o anjo do Senhor lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome,
13.18:
Gn 32.29
visto que é maravilhoso? 19Então Manué tomou um cabrito
13.19:
Jz 6.19-20
e uma oferta de manjares, e os ofereceu sobre uma penha ao Senhor: e obrou o anjo maravilhosamente, vendo-o Manué e sua mulher. 20E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do Senhor subiu na chama do altar: o que vendo Manué e sua mulher, caíram
13.20:
Lv 9.24
1Cr 21.16
Ez 1.28
Mt 17.6
em terra sobre seus rostos. 21E nunca mais apareceu o anjo do Senhor a Manué, nem a sua mulher: então conheceu Manué
13.21:
Jz 6.22
que era o anjo do Senhor. 22E disse Manué a sua mulher: Certamente morreremos,
13.22:
Gn 32.30
Êx 33.20
Dt 5.26
Jz 6.22
porquanto temos visto a Deus. 23Porém sua mulher lhe disse: Se o Senhor nos quisera matar, não aceitaria da nossa mão o holocausto e a oferta de manjares, nem nos mostraria tudo isto, nem nos deixaria ouvir tais cousas neste tempo. 24Depois teve esta mulher um filho e chamou o seu nome
13.24:
1Sm 3.19
Lc 1.80
2.52
Hb 11.32
Sansão: e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou. 25E o espírito do Senhor
13.25:
Js 15.33
Jz 3.10
18.11
1Sm 11.6
Mt 4.1
o começou a impelir de quando em quando para o campo de Dã, entre Zorá e Estaol.

14

O casamento de Sansão

141E DESCEU Sansão a

14.1:
Gn 34.2
38.13
Js 15.10
Timnata: e, vendo em Timnata a uma mulher das filhas dos filisteus, 2Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnata, das filhas dos filisteus; agora pois, tomai-ma
14.2:
Gn 21.21
34.4
por mulher. 3Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há porventura mulher entre as filhas de teus irmãos,
14.3:
Gn 24.3-4
34.14
Êx 34.16
Dt 7.3
nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Tomai-me esta, porque ela agrada aos meus olhos. 4Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor;
14.4:
Js 11.20
1Rs 12.15
2Rs 6.33
2Cr 10.15
22.7
25.20
pois buscava ocasião contra os filisteus: porquanto naquele tempo os filisteus dominavam
14.4:
Jz 13.1
Dt 28.48
sobre Israel. 5Desceu pois Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnata: e, chegando às vinhas de Timnata, eis que um filho de leão, bramando, lhe saiu ao encontro. 6Então o espírito do Senhor
14.6:
Jz 3.10
13.25
1Sm 11.6
se apossou dele tão possantemente que o fendeu de alto a baixo, como quem fende um cabrito, sem ter nada na sua mão: porém nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que tinha feito. 7E desceu, e falou àquela mulher, e agradou aos olhos de Sansão. 8E depois de alguns dias voltou ele para a tomar: e, apartando-se do caminho a ver o corpo do leão morto, eis que no corpo do leão havia um enxame de abelhas com mel. 9E tomou-o nas suas mãos, e foi-se andando e comendo dele; e foi-se a seu pai e a sua mãe, e deu-lhes dele, e comeram, porém não lhes deu a saber que tomara o mel do corpo do leão. 10Descendo pois seu pai àquela mulher, fez Sansão ali um banquete: porque assim o costumavam fazer os mancebos. 11E sucedeu que, como o vissem, tomaram trinta companheiros para estarem com ele.

O enigma de Sansão

12Disse-lhes pois Sansão: Eu vos darei um enigma

14.12:
Gn 29.27
1Sm 10.1
Ez 17.2
Lc 14.7
a adivinhar e, se nos sete dias das bodas mo declarardes e descobrirdes, vos darei trinta lençóis e trinta mudas de vestidos. 13E, se mo não puderdes declarar, vós me dareis a mim os trinta lençóis e as trinta mudas de vestidos. E eles lhe disseram: Dá-nos o teu enigma a adivinhar, para que o ouçamos. 14Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e doçura saiu do forte. E em três dias não puderam declarar o enigma. 15E sucedeu que, ao sétimo dia, disseram à mulher de Sansão: Persuade a teu marido
14.15:
Jz 15.6
16.5
que nos declare o enigma para que porventura não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai: chamastes-nos vós aqui para possuir o que é nosso, não é assim? 16E a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse: Tão somente me aborreces, e não me amas;
14.16:
Jz 16.15
pois deste aos filhos do meu povo um enigma a adivinhar, e ainda mo não declaraste a mim. E ele lhe disse: Eis que nem a meu pai nem a minha mãe o declarei, e to declararia a ti? 17E chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas: sucedeu pois que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo. 18Disseram-lhe pois os homens daquela cidade, ao sétimo dia, antes de se pôr o sol: Que cousa há mais doce do que o mel? e que cousa há mais forte do que o leão? E ele lhes disse: Se vós não lavrásseis com a minha novilha, nunca teríeis descoberto o meu enigma. 19Então
14.19:
Jz 3.10
13.25
o espírito do Senhor tão possantemente se apossou dele, que desceu aos ascalonitas, e matou deles trinta homens, e tomou os seus vestidos, e deu as mudas de vestidos aos que declararam o enigma: porém acendeu-se a sua ira, e subiu à casa de seu pai. 20E a mulher de Sansão foi dada ao
14.20:
Jz 15.2
Jo 3.29
seu companheiro, que o acompanhava.

15

Sansão põe fogo às searas dos filisteus

151E ACONTECEU, depois de alguns dias, que na sega do trigo Sansão visitou a sua mulher com um cabrito, e disse: Entrarei na câmara à minha mulher. Porém o pai dela não o deixou entrar. 2Porque disse seu pai: Por certo dizia eu que de todo a aborrecias:

15.2:
Jz 14.20
de sorte que a dei ao teu companheiro: porém não é sua irmã mais nova, mais formosa do que ela? toma-a pois em seu lugar. 3Então Sansão disse acerca deles: Inocente sou esta vez para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal. 4E foi Sansão, e tomou trezentas raposas: e, tomando tições, as virou cauda a cauda, e lhes pôs um tição no meio de cada duas caudas. 5E chegou fogo aos tições, e largou-as na seara dos filisteus: e assim abrasou os molhos com a sega do trigo, e as vinhas com os olivais. 6Então disseram os filisteus: Quem fez isto? E disseram: Sansão, o genro de Timnata, porque lhe tomou a sua mulher, e a deu a seu companheiro. Então subiram os filisteus
15.6:
Jz 14.15
e queimaram a fogo a ela e a seu pai. 7Então lhes disse Sansão: Assim o havíeis de fazer? pois, havendo-me vingado eu de vós, então cessarei. 8E feriu-os com grande ferimento, perna juntamente com coxa: e desceu, e habitou no cume da rocha de Etã. 9Então os filisteus subiram, e acamparam-se contra Judá, e estenderam-se por
15.9:
Jz 15.19
Lequi.

Os homens de Judá amarram a Sansão

10E disseram os homens de Judá: Por que subistes contra nós? E eles disseram: Subimos para amarrar a Sansão, para lhe fazer a ele como ele nos fez a nós. 11Então três mil homens de Judá desceram até à cova da rocha de Etã, e disseram a Sansão: Não sabias tu que

15.11:
Jz 14.4
os filisteus dominam sobre nós? por que pois nos fizeste isto? E ele lhes disse: Assim como eles me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles. 12E disseram-lhe: Descemos para te amarrar, para te entregar nas mãos dos filisteus. Então Sansão lhes disse: Jurai-me que vós mesmos me não acometereis. 13E eles lhe falaram, dizendo: Não mas fortemente te amarraremos, e te entregaremos na sua mão; porém de maneira nenhuma te mataremos. E amarraram-no com duas cordas novas e fizeram-no subir da rocha.

Sansão fere mil homens com a queixada dum jumento

14E, vindo ele a Lequi, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando: porém

15.14:
Jz 3.10
14.6
o espírito do Senhor possantemente se apossou dele, e as cordas que ele tinha nos braços se tornaram como fios de linho que estão queimados do fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos. 15E achou uma queixada fresca dum jumento, e estendeu a sua mão, e, tomou-a, e feriu
15.15:
Lv 26.8
Js 23.10
Jz 3.31
com ela mil homens. 16Então disse Sansão: Com uma queixada de jumento um montão, dois montões: com uma queixada de jumento feri a mil homens. 17E aconteceu que, acabando ele de falar, lançou a queixada da sua mão: e chamou àquele lugar 15.17: que significa o alto da queixadaRamate-Lequi. 18E como tivesse grande sede, clamou ao Senhor, e disse:
15.18:
Sl 3.7
Pela mão do teu servo tu deste esta grande salvação: morrerei eu pois agora de sede, e cairei na mão destes incircuncisos? 19Então o Senhor fendeu a caverna que estava em 15.19: que significa queixadaLequi; e saiu dela água, e bebeu; e o seu espírito tornou,
15.19:
Gn 45.27
Is 40.29
e reviveu: pelo que chamou o seu nome: A fonte do que clama, a qual está em Lequi até ao dia de hoje. 20E julgou a Israel,
15.20:
Jz 13.1
nos dias dos filisteus, vinte anos.

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