Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
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Promessas àqueles que guardam o sábado

561ASSIM diz o Senhor: Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça a manifestar-se. 2Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de perpetrar algum mal. 3E não fale o filho do estrangeiro, que se houver chegado ao Senhor, dizendo: De todo me apartará o Senhor do seu povo: nem tão pouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca. 4Porque assim diz o Senhor a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo que me agrada, e abraçam o meu concerto. 5Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas: um nome eterno darei a cada um deles que nunca se apagará. 6E aos filhos dos estrangeiros, que se chegarem ao Senhor, para o servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu concerto, 7Também os levarei ao meu santo monte, e os festejarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.

As faltas e os crimes de Israel

8Assim diz o Senhor Jeová, que ajunta os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram. 9Vós, todos os animais do campo, todas as feras dos bosques, vinde comer. 10Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar: andam adormecidos, estão deitados, e amam o tosquenejar. 11E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem: todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. 12Vinde, dizem eles, trarei vinho, e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este, e ainda maior e mais famoso.

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571PERECE o justo, e não quem considere isso em seu coração, e os homens compassivos são retirados, sem que alguém considere que o justo é levado antes do mal. 2Entrará em paz: descansarão nas suas camas os que houveram andado na sua retidão. 3Mas chegai-vos aqui, vós os filhos da agoureira, semente adulterina e de prostituição. 4De quem fazeis o vosso passatempo? contra quem escancarais a boca, e deitais para fora a língua? porventura não sois filhos da transgressão, semente da falsidade, 5Que vos esquentais com os ídolos debaixo de toda a árvore verde, e sacrificais os filhos nos ribeiros, nas aberturas dos penhascos? 6Nas pedras lisas dos ribeiros está a tua parte; estas, estas são a tua sorte; sobre elas também derramas a tua libação, e lhes ofereces ofertas: contentar-me-ia eu destas cousas? 7Sobre os montes altos e levantados pões a tua cama; e a eles sobes para oferecer sacrifícios. 8E detrás das portas e das umbreiras pões os teus memoriais; porque a outros mais do que a mim te descobres, e sobes, alargas a tua cama, e fazes concerto com eles: amas a sua cama, onde quer que a vês. 9E vais ao rei com óleo e multiplicas os teus perfumes; e envias os teus embaixadores para longe, e te abates até aos infernos. 10Na tua comprida viagem te cansaste; mas não dizes: Não há esperança; o que buscavas achaste, por isso não adoeces. 11Mas de quem tiveste receio ou temor, para que mentisses, e não te lembrasses de mim, nem no teu coração me pusesses? não é porventura porque eu me calo, e isso já desde muito tempo, e me não temes? 12Eu publicarei a tua justiça, e as tuas obras, que não te aproveitarão. 13Quando clamares, livrem-te os teus congregados; mas o vento a todos levará, e a vaidade os arrebatará: mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdará o meu santo monte. 14E dir-se-á: Aplainai, aplainai, preparai o caminho: tirai os tropeços do caminho do meu povo. 15Porque assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos. 16Porque para sempre não contenderei, nem continuamente me indignarei; porque o espírito perante a minha face se enfraqueceria, e as almas que eu fiz. 17Pela iniquidade da sua avareza me indignei, e os feri: escondi-me, e indignei-me; mas, rebeldes, seguiram o caminho do seu coração. 18Eu vejo os seus caminhos, e os sararei; também os guiarei, e lhes tornarei a dar consolações e aos seus pranteadores. 19Eu crio os frutos dos lábios: paz, paz, para os que estão longe, e para os que estão perto, diz o Senhor, e eu os sararei. 20Mas os ímpios são como o mar bravo que se não pode aquietar, e cujas águas lançam de si lama e lodo. 21Os ímpios, diz o meu Deus, não têm paz.

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581CLAMA em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados. 2Todavia me procuram cada dia, tomam prazer em saber os meus caminhos; como um povo que pratica a justiça, e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, 3Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu o não sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho. 4Eis que para contendas e debates jejuais, e para dardes punhadas impiamente: não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto. 5Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao Senhor? 6Porventura não é este o jejum que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo? e que deixes livres os quebrantados, e despedaces todo o jugo? 7Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desterrados? e, vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? 8Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. 9Então clamarás, e o Senhor te responderá: gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui: se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar vaidade; 10E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita: então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. 11E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam. 12E os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentos de geração em geração: e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar. 13Se desviares o teu pé do sábado, de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras, 14Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.