Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
31

311AI dos

31.1:
Is 30.2
36.6,9
Ez 17.15
que descem ao Egito a buscar socorro, e se estribam em cavalos; e têm confiança em carros, porque são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos;
31.1:
Dn 9.13
e não atentam para o Santo de Israel, e não buscam ao Senhor. 2Todavia também ele é sábio, e fará vir o mal,
31.2:
Nm 23.19
e não retirará as suas Palavras; ele se levantará contra a casa dos malfeitores, e contra a ajuda dos que praticam a iniquidade. 3Porque os egípcios são homens, e não Deus; e os seus cavalos carne, e não espírito; e quando o Senhor estender a sua mão, cairão por terra tanto o auxiliador, como o ajudado, e todos juntamente serão consumidos. 4Porque assim me disse o Senhor:
31.4:
Os 11.10
Am 3.8
Como o leão, e o cachorro do leão, rugem sobre a sua presa, ainda que se convoque contra ele uma multidão de pastores, e não se espantam das suas vozes, nem se abatem pela sua multidão,
31.4:
Is 42.13
assim o Senhor dos Exércitos descerá para pelejar pelo monte de Sião, e pelo seu outeiro. 5Como as aves
31.5:
Dt 32.11
voam, assim o Senhor dos Exércitos amparará a Jerusalém: ele a amparará e a livrará, e, passando, a salvará. 6Convertei-vos pois àquele contra quem os filhos de Israel se rebelaram tão profundamente. 7Porque naquele dia cada um lançará
31.7:
Is 2.20
30.22
1Rs 12.30
fora os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que fabricaram as vossas mãos para pecardes. 8E a Assíria cairá pela espada, não de varão; e a espada, não de homem, a consumirá; e fugirá perante a espada, e os seus mancebos serão derrotados. 9E de medo passará
31.9:
Is 37.37
a sua rocha, e os seus príncipes se assombrarão da bandeira, diz o Senhor, cujo fogo está em Sião e cuja fornalha em Jerusalém.

32

321EIS aí está que reinará

32.1:
Jr 23.5
Zc 9.9
um Rei com justiça, e dominarão os príncipes segundo o juízo. 2E será aquele Varão como um esconderijo contra o vento,
32.2:
Is 4.6
25.4
e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra duma grande rocha em terra sedenta. 3E os olhos dos que veem não olharão para
32.3:
Is 29.18
35.5-6
trás: e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos. 4E o coração dos imprudentes entenderá a sabedoria; e a língua dos gagos estará pronta para falar distintamente. 5Ao louco nunca mais se chamará liberal; e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. 6Porque o louco fala loucamente, e o seu coração pratica a iniquidade, para usar de hipocrisia, e para proferir erros contra o Senhor, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento venha a ter falta de bebida. 7Também todos os instrumentos do avarento são maus: ele maquina invenções malignas, para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre chega a falar retamente. 8Mas o liberal projeta cousas liberais, e pela liberalidade está em pé. 9Levantai-vos, mulheres que estais em repouso, e ouvi a minha voz: e vós, filhas que estais tão seguras, inclinai os ouvidos às minhas palavras. 10Porque um ano e dias vireis a ser turbadas, ó mulheres que estais tão seguras; porque a vindima se acabará e a colheita não virá. 11Tremei, mulheres que estais em repouso, e turbai-vos vós que estais tão seguras: despi-vos e ponde-vos nuas, e cingi com sacos os vossos lombos. 12Ferirão os peitos sobre os campos desejáveis, e sobre as vides frutuosas. 13Sobre a terra
32.13:
Is 34.13
Os 9.6
do meu povo virão espinheiros e sarças; como também sobre todas as casas de alegria,
32.13:
Is 22.2
na cidade que anda pulando de prazer. 14Porque
32.14:
Is 27.10
o palácio será abandonado, o ruído da cidade cessará: Ofel e as torres da guarda servirão de cavernas eternamente, para alegria dos jumentos monteses, e para pasto dos gados; 15Até que se derrame sobre nós o espírito
32.15:
Jl 2.28
Is 29.17
35.2
lá do alto: então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque. 16E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. 17E o efeito
32.17:
Tg 3.18
da justiça será paz, e a operação da justiça repouso e segurança, para sempre. 18E o meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso. 19Mas, descendo ao bosque,
32.19:
Is 30.30
Zc 11.2
cairá saraiva, e a cidade será inteiramente abatida. 20Bem-aventurados vós os que semeais sobre todas as águas, e
32.20:
Is 30.24
que enviais o pé do boi e do jumento.

33

Os inimigos do povo de Deus serão destruídos: Jerusalém será restaurada à sua glória e felicidade.

331AI de ti

33.1:
Hc 2.8
Ap 13.10
despojador, que não foste despojado, e que obras perfidamente contra os que não obraram perfidamente contra ti! acabando tu de despojar, serás despojado: e, acabando tu de tratar perfidamente, perfidamente te tratarão. 2Senhor, tem misericórdia de nós;
33.2:
Is 25.9
por ti temos esperado: sê tu o seu braço cada manhã, como também a nossa salvação no tempo da tribulação. 3Ao ruído do tumulto fugirão os povos: à tua exaltação as gentes serão dispersas. 4Então ajuntar-se-á o vosso despojo como se apanha o pulgão: como os gafanhotos saltam, ali saltará. 5O Senhor é exalçado, pois habita nas alturas: encheu a Sião de retidão e de justiça. 6E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e ciência: e o temor do Senhor será o seu tesouro. 7Eis que os seus embaixadores estão clamando de fora; e os mensageiros de paz estão chorando amargamente. 8As estradas estão desoladas,
33.8:
Jz 5.6
2Rs 18.14-17
cessam os que passam pelas veredas: ele rompeu a aliança, desprezou as cidades, e a homem nenhum estima. 9A terra geme e pranteia, o Líbano se envergonha e se murcha: Sarom se tornou como um deserto; e Basã e Carmelo foram sacudidos. 10Agora me levantarei, diz o Senhor: agora me levantarei a mim mesmo, agora, serei exaltado. 11Concebestes
33.11:
Is 59.4
palha, produzireis pragana: e o vosso espírito vos devorará como fogo. 12E os povos serão como os incêndios de cal:
33.12:
Is 9.18
como espinhos cortados arderão no fogo. 13Ouvi,
33.13:
Is 49.1
vós os que estais longe, o que tenho feito: e vós, que estais vizinhos, conhecei o meu poder. 14Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? quem dentre nós habitará com as labaredas eternas? 15O que
33.15:
Sl 15.2
anda em justiça, e o que fala com retidão; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue,
33.15:
Sl 119.37
e fecha os seus olhos para não ver o mal. 16Este habitará nas alturas: as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas. 17Os teus olhos verão o Rei na sua formosura, e verão a terra que está longe. 18O teu coração considerará em assombro, dizendo:
33.18:
1Co 1.20
Onde o escrivão, onde o 33.18: ou que pesa o tributopagador? onde o que conta as torres? 19Não verás
33.19:
Dt 28.49-50
Jr 5.13
mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha que não se pode entender. 20Olha
33.20:
Sl 48.13
para Sião, a cidade das nossas solenidades: os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derribada,
33.20:
Is 54.2
cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará. 21Mas o Senhor ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles. 22Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador;
33.22:
Tg 4.12
o Senhor é o nosso Rei: ele nos salvará. 23As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam: então a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa. 24E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade.