Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
22

Quadro profético do cerco de Jerusalém

22122.1: ou SentençaPESO do vale da visão. Que tens agora, para que assim totalmente subisses aos telhados? 2Cidade cheia de aclamações, cidade turbulenta,

22.2:
Is 32.13
cidade que salta de alegria, os teus mortos não são mortos à espada, nem morreram na guerra. 3Todos os teus príncipes juntamente fugiram, foram ligados pelos archeiros: todos os que em ti se acharam, foram amarrados juntamente e fugiram para longe. 4Portanto digo: Desviai de mim a vista, e chorarei amargamente:
22.4:
Jr 9.1
não vos canseis mais em consolar-me pela destruição da filha do meu povo. 5Porque
22.5:
Is 37.3
dia de alvoroço, e de vexame, e de confusão é este da parte do Senhor Jeová dos Exércitos, no vale da visão: um derribar de muros, e um clamor até às montanhas. 6Porque Elão
22.6:
Jr 49.35
Is 15.1
tomou a aljava, com carros de homens e cavaleiros: e Quir descobre os escudos. 7E será que os teus mais formosos vales se encherão de carros, e os cavaleiros se porão em ordem às portas. 8E se tirará a cobertura de Judá,
22.8:
1Rs 7.2
10.17
e naquele dia olharás para as armas da casa do bosque. 9E vereis
22.9:
2Rs 20.20
2Cr 32.4-5,30
as brechas da cidade de Davi, porquanto são muitas, e ajuntareis as águas do viveiro inferior. 10Também contareis as casas de Jerusalém, e derribareis as casas, para fortalecer os muros. 11Fizestes também
22.11:
Ne 3.16
um reservatório entre os dois muros para as águas do viveiro velho, mas não olhastes para cima, para o que o tinha feito, nem considerastes o que o formou desde a antiguidade. 12E o Senhor, o Senhor dos Exércitos vos convidará naquele
22.12:
Jl 1.13
Ed 9.2
Is 15.3
Mq 1.16
dia ao choro, e ao pranto, e à rapadura da cabeça, e ao cingidouro do saco. 13Mas eis aqui gozo e alegria, matam-se vacas e degolam-se ovelhas, come-se carne, e bebe-se vinho, e diz-se:
22.13:
Is 56.12
1Co 15.32
Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. 14Mas
22.14:
Is 5.9
1Sm 3.14
o Senhor dos Exércitos se declarou aos meus ouvidos, dizendo. Certamente esta maldade não será expiada até que morrais, diz o Senhor Jeová dos Exércitos.

Sebna é degradado: Eliaquim é exaltado

15Assim diz o Senhor Jeová dos Exércitos: Anda, vai ter com este tesoureiro, com Sebna, o mordomo, e dize-lhe: 16Que é que tens aqui? ou a quem tens tu aqui, para que cavasses aqui uma sepultura?

22.16:
Mt 27.60
Cavando em lugar alto a sua sepultura, cinzelando na rocha uma morada para si mesmo! 17Eis que o Senhor te arrojará violentamente como um homem forte, e de todo te envolverá. 18Certamente te fará rolar, como se faz rolar uma bola em terra larga e espaçosa: ali morrerás, e ali acabarão os carros da tua glória, o opróbrio da casa do teu Senhor. 19E demitir-te-ei do teu ofício e te arrancarei do teu assento. 20E será naquele dia que chamarei a meu servo Eliaquim,
22.20:
2Rs 13.18
filho de Hilquias, 21E revesti-lo-ei da tua túnica, e esforçá-lo-ei com o teu talabarte, e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá. 22E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro,
22.22:
Jó 12.14
Ap 3.7
e abrirá, e ninguém fechará, e fechará, e ninguém abrirá. 23E fixá-lo-ei como a um
22.23:
Ed 9.8
prego num lugar firme e será como um trono de honra para a casa de seu pai. 24E dele penderá toda a glória da casa de seu pai, os renovos e os descendentes, todos os vasos menores, desde as taças até às garrafas. 25Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, o prego pregado em lugar firme será tirado: será arrancado, e cairá, e a carga que nele estava se desprenderá, porque o Senhor o disse.

23

A ruína e restauração de Tiro

23123.1: ou SentençaPESO

23.1:
Jr 25.22
47.4
Ez 26
27
28
Am 1.9
Zc 9.2,4
Is 23.12
de Tiro. Uivai, navios de Tarsis, porque está assolada, a ponto de não haver nela casa nenhuma, e de ninguém mais entrar nela: desde a terra de Quitim lhes foi isto revelado. 2Calai-vos, moradores da ilha, vós a quem encheram os mercadores de Sidom, navegando pelo mar. 3E a sua provisão era a semente de Sicor, que vinha com as muitas águas, a ceifa do Nilo, e ela era a feira das nações. 4Envergonha-te, ó Sidom, porque o mar, a fortaleza do mar, fala, dizendo: Eu não tive dores de parto, nem dei à luz, nem ainda criei mancebos, nem eduquei donzelas. 5Como com as novas do Egito, assim haverá dores quando se ouvirem as de Tiro. 6Passai a Tarsis: uivai, moradores da ilha. 7É esta
23.7:
Is 22.2
a vossa cidade que andava pulando de alegria? cuja antiguidade vem de dias remotos? pois levá-la-ão os seus próprios pés para longe andarem a peregrinar. 8Quem formou este desígnio contra Tiro, a cidade coroada, cujos mercadores são príncipes e cujos negociantes são os mais nobres da terra? 9O Senhor dos Exércitos formou este desígnio para denegrir a soberba de todo o ornamento, e envilecer os mais nobres da terra. 10Passa como o Nilo pela tua terra, ó filha de Tarsis; já não há cinto ao redor de ti. 11Ele estendeu a sua mão sobre o mar, e turbou os reinos: o Senhor deu mandado contra Canaã, para que se destruíssem as suas fortalezas. 12E disse:
23.12:
Ap 18.22
Is 23.1
Nunca mais pularás de alegria, ó oprimida donzela, filha de Sidom: levanta-te, passa a Quitim, e mesmo ali não terás descanso. 13Vede a terra dos caldeus, ainda este povo não era povo; a Assíria a fundou para os que moravam no deserto: levantaram as suas fortalezas, e edificaram os seus paços; mas já está arruinada de todo. 14Uivai,
23.14:
Is 23.1
Ez 27.25,30
navios de Tarsis, porque é destruída a vossa força. 15E sucederá naquele dia que Tiro será posta em esquecimento por setenta anos, conforme os dias dum rei: mas no fim de setenta anos Tiro será como a canção duma prostituta. 16Toma a harpa, rodeia a cidade, ó prostituta entregue ao esquecimento: toca bem, canta e repete a ária, para que haja memória de ti. 17Porque será no fim de setenta anos que o Senhor visitará a Tiro, e ela tornará à sua ganância de prostituta, e terá comércio com todos os reinos que há sobre a face da terra. 18E será
23.18:
Zc 14.20-21
consagrado ao Senhor o seu comércio e a sua ganância de prostituta; não se entesourará, nem se fechará; mas o seu comércio será para os que habitam perante o Senhor, para que comam suficientemente, e tenham vestido durável.

24

Predição do castigo dos israelitas, e o seu bom efeito. A promessa de livramento e da ruína dos seus inimigos. Cântico de louvor pela misericórdia de Deus

241EIS que o Senhor esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores. 2E o que suceder ao povo,

24.2:
Os 4.9
sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua senhora;
24.2:
Ez 7.12-13
ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao que dá usura, como ao que paga usura. 3De todo se esvaziará a terra, e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra. 4A terra pranteia e se murcha: o mundo enfraquece e se murcha: enfraquecem os mais altos do povo da terra. 5Na verdade a terra
24.5:
Gn 3.17
Nm 35.33
está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. 6Por isso
24.6:
Ml 4.6
a maldição consome a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão. 7Pranteia o mosto,
24.7:
Is 16.8-9
Jl 1.10,12
enfraquece a vide; e suspirarão todos os alegres de coração. 8Cessou o folguedo
24.8:
Jr 7.34
16.9
25.10
Ez 26.13
Os 2.11
Ap 18.22
dos tamboris, acabou o ruído dos que pulam de prazer, e descansou a alegria da harpa. 9Com canções não beberão vinho; a bebida forte será amarga para os que a beberem. 10Demolida está a cidade vazia, todas as casas fecharam, ninguém já pode entrar. 11Há lastimoso clamor nas ruas por causa do vinho; toda a alegria se escureceu, desterrou-se o gozo da terra. 12Na cidade só ficou a desolação, e com estalidos se quebra a porta. 13Porque será no interior da terra, no meio destes povos,
24.13:
Is 17.5-6
como a sacudidura da oliveira, e como os rabiscos, quando está acabada a vindima. 14Estes alçarão a sua voz, e cantarão com alegria; por causa da glória do Senhor clamarão desde o mar. 15Por isso glorificai ao Senhor nos vales,
24.15:
Ml 1.11
e nas ilhas do mar ao nome do Senhor Deus de Israel. 16Dos confins da terra ouvimos cantar: glória ao Justo; mas eu digo: Emagreço, emagreço, ai de mim!
24.16:
Jr 5.11
os pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam perfidamente. 17O temor, e a cova, e o laço vem sobre ti,
24.17:
1Rs 19.17
Jr 48.43-44
Am 5.19
ó morador da terra. 18E será que aquele que fugir da voz do temor cairá na cova, e o que subir da cova o laço o prenderá;
24.18:
Gn 7.11
porque as janelas do alto se abriram, e os fundamentos da terra tremem. 19De todo será quebrantada a terra,
24.19:
Jr 4.23
de todo se romperá, e de todo se moverá a terra. 20De todo vacilará
24.20:
Is 19.14
a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará. 21E será que naquele dia o Senhor visitará os exércitos do alto na altura, e os reis da terra sobre a terra. 22E serão amontoados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere: e serão visitados depois de muitos dias. 23E a lua
24.23:
Is 13.10
60.19
Ez 32.7
Jl 2.1
3.15
se envergonhará, e o sol se confundirá quando
24.23:
Ap 19.4,6
Hb 12.22
o Senhor dos Exércitos reinar no monte de Sião e em Jerusalém; e então perante os seus anciãos haverá glória.

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