Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
2

Os caldeus serão castigados a seu turno

21SOBRE a minha guarda estarei,

2.1:
Is 21.8,11
e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que fala comigo, e o que eu responderei, quando eu for arguido. 2Então o Senhor me respondeu, e disse:
2.2:
Is 8.1
30.8
Escreve a visão, e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa. 3Porque
2.3:
Dn 10.14
11.27,35
a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá: se tardar, espera-o,
2.3:
Hb 10.37
porque certamente virá, não tardará. 4Eis que a sua alma se incha, não é reta nele;
2.4:
Jo 8.36
Rm 1.17
Gl 3.11
Hb 10.38
mas o justo pela sua fé viverá. 5Tanto mais que, por ser dado ao vinho, é desleal; um homem soberbo, que não se contém,
2.5:
Pv 27.20
30.16
que alarga como o sepulcro o seu desejo, e, como a morte, que não se farta, ajunta a si todas as nações, e congrega a si todos os povos. 6Não levantarão pois
2.6:
Mq 2.4
todos estes contra ele uma parábola e um dito agudo contra ele dizendo: Ai daquele que multiplica o que não é seu! (até quando!) e daquele que se carrega a si mesmo de dívidas! 7Não se levantarão de repente os que te hão de morder? e não despertarão os que te hão de abalar? e não lhes servirás tu de despojo? 8Visto como
2.8:
Is 33.1
despojaste a muitas nações, todos os mais povos te despojarão a ti por causa do sangue dos homens, e da violência para com a terra, a cidade, e todos os que habitam nela. 9Ai
2.9:
Jr 22.13
daquele que ajunta em sua casa bens mal adquiridos,
2.9:
Jr 49.16
Ob 4
para pôr o seu ninho no alto, a fim de se livrar da mão do mal! 10Vergonha maquinaste para a tua casa; destruindo tu a muitos povos, pecaste contra a tua alma. 11Porque a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento. 12Ai
2.12:
Jr 22.13
Ez 24.9
Mq 3.10
Na 3.1
daquele que edifica a cidade com sangue, e que funda a cidade com iniquidade! 13Eis que não vem do Senhor dos Exércitos
2.13:
Jr 51.53
que os povos trabalhem para o fogo e os homens se cansem pela vaidade. 14Porque
2.14:
Is 11.9
a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar. 15Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro!
2.15:
Os 7.5
tu, que lhe chegas o teu odre, e o embebedas,
2.15:
Gn 9.22
para ver a sua nudez, 16Serás farto de ignomínia em lugar de honra:
2.16:
Jr 25.26-27
51.57
bebe tu também, e sê como um incircunciso: o cálice da mão direita do Senhor se voltará sobre ti, e vômito ignominioso cairá sobre a tua glória. 17Porque a violência cometida contra o Líbano te cobrirá, e a destruição dos animais ferozes os assombrará,
2.17:
Hc 2.8
por causa do sangue dos homens, e da violência para com a terra, a cidade, e todos os seus moradores. 18Que
2.18:
Is 44.9-10
46.2
aproveitará a imagem de escultura, que esculpiu o seu artífice?
2.18:
Jr 10.8,14
Zc 10.2
a imagem de fundição, que ensina a mentira, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos? 19Ai daquele que diz ao pau: Acorda! e à pedra muda: Desperta! Pode isto ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas no meio dele não espírito algum. 20Mas o Senhor está no seu santo templo:
2.20:
Sf 1.7
Zc 2.13
cale-se diante dele toda a terra.

3

A oração de Habacuque

31ORAÇÃO do profeta Habacuque sobre Sigionote. 2Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi: aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica: na ira lembra-te da misericórdia. 3Deus veio de Temã,

3.3:
Dt 33.2
Jz 5.4
e o Santo do monte de Parã. (Selá.) A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor. 4E o seu resplendor era como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão,
3.4:
Na 1.3
e ali estava o esconderijo da sua força. 5Adiante dele ia a peste, e raios de fogo sob os seus pés. 6Parou, e mediu a terra: olhou, e separou as nações:
3.6:
Na 1.5
Gn 49.26
e os montes perpétuos foram esmiuçados, os outeiros eternos se encurvaram: o andar eterno é seu. 7Vi as tendas de Cusã em aflição; as cortinas da terra de Midiã tremiam. 8Acaso é contra os rios, Senhor, que estás irado? contra os ribeiros foi a tua ira ou contra o mar foi o teu furor, para que andasses montado sobre os teus cavalos,
3.8:
Dt 33.26-27
sobre os teus carros de salvação? 9Descoberto se fez o teu arco: os juramentos feitos às tribos foram uma palavra segura. (Selá.) Tu fendeste a terra com rios. 10Os montes te viram,
3.10:
Êx 14.22
19.16,18
Jz 5.4-5
Js 3.16
e tremeram: a inundação das águas passou; deu o abismo a sua voz, levantou as suas mãos ao alto. 11O sol e a lua pararam nas suas moradas;
3.11:
Js 10.11-13
andaram à luz das tuas frechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança. 12Com indignação marchaste pela terra,
3.12:
Jr 51.33
Am 1.3
Mq 4.13
com ira trilhaste as nações. 13Tu saíste para salvamento do teu povo, para salvamento do teu ungido;
3.13:
Js 10.24
11.8,12
tu feriste a cabeça da casa do ímpio, descobrindo os fundamentos até ao pescoço. (Selá.) 14Tu abriste com os seus próprios cajados a cabeça dos seus guerreiros; eles me acometeram tempestuosos para me espalharem: alegravam-se, como se estivessem para devorar o pobre em segredo. 15Tu
3.15:
Hc 3.8
com os teus cavalos marchaste pelo mar, pela massa de grandes águas. 16Ouvindo-o eu, o meu ventre se comoveu, à sua voz tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e estremeci dentro de mim; descanse eu no dia da angústia, quando ele vier contra o povo que nos destruirá. 17Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas: 18Todavia
3.18:
Is 41.16
61.10
eu me alegrarei no Senhor: exultarei no Deus da minha salvação. 19Jeová, o Senhor é minha força,
3.19:
2Sm 22.34
e fará os meus pés como os das cervas,
3.19:
Dt 32.13
33.29
e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de música.)

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