Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
15

O cântico de Moisés

151ENTÃO cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor; e falaram, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque sumamente se exaltou: lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. 2O Senhor é a minha força, e o meu cântico;

15.2:
Sl 118.14
Is 12.2
ele me foi por salvação; este é o meu Deus, 15.2: Hebr. e o louvareiportanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei. 3O Senhor é varão de guerra:
15.3:
Sl 24.8
45.3
Ap 19.11
o Senhor é o seu nome. 4Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército: e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no Mar Vermelho. 5Os abismos os cobriram: desceram às profundezas
15.5:
Ne 9.11
Sl 118.15-16
como pedra. 6A tua destra, ó Senhor, se tem glorificado em potência: a tua destra, ó Senhor tem despedaçado o inimigo; 7E com a grandeza da tua excelência derribaste aos que se levantaram contra ti; enviaste o teu furor, que os consumiu
15.7:
Is 5.24
47.14
como restolho. 8E com o sopro
15.8:
2Sm 22.16
Jó 4.9
dos teus narizes amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão: os abismos coalharam-se no coração do mar. 9O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos: fartar-se-á 15.9: Hebr. o meu desejoa minha alma deles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá. 10Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu: afundaram-se como chumbo em veementes águas. 11Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? quem é como tu 15.11: ou poderosoglorificado em santidade, terrível em louvores, obrando maravilhas? 12Estendeste a tua mão direita: a terra os tragou. 13Tu, com a tua beneficência,
15.13:
Is 63.13
guiaste a este povo, que salvaste: com a tua força o levaste à habitação da tua santidade. 14Os povos o ouvirão,
15.14:
Nm 14.14
Js 2.10
eles estremecerão: apoderar-se-á uma dor dos habitantes da Palestina. 15Então os príncipes de Edom se pasmarão, dos poderosos dos moabitas apoderar-se-á um tremor, derreter-se-ão
15.15:
Js 5.1
todos os habitantes de Canaã. 16Espanto e pavor
15.16:
Dt 2.25
11.25
cairá sobre eles: pela grandeza do teu braço emudecerão como pedra; até que o teu povo haja passado, ó Senhor, até que passe este povo
15.16:
Sl 74.2
que adquiriste. 17Tu os introduzirás,
15.17:
Sl 44.2-3
78.54
e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. 18O Senhor reinará
15.18:
Sl 146.10
Dn 4.3
7.27
eterna e perpetuamente; 19Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar sobre eles; mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.

A dança de Miriã e das mulheres

20Então Miriã, a profetisa, a irmã de Aarão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. 21E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque sumamente se exaltou, e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro. 22Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho,

15.22:
Gn 16.7
e saíram ao deserto de Sur: e andaram três dias no deserto, e não acharam água.

As águas amargas tornam-se doces

23Então chegaram a Mara;

15.23:
Nm 33.8
mas não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas: por isso chamou-se o seu nome 15.23: que significa amargaMara. 24E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? 25E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe um lenho que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces:
15.25:
2Rs 2.21
4.41
ali lhes deu estatutos e uma ordenação, e ali os provou. 26E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e obrares o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos,
15.26:
Êx 23.25
e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor
15.26:
Sl 103.3
que te sara. 27Então vieram
15.27:
Nm 33.9
a Elim, e havia ali doze fontes dágua e setenta palmeiras: e ali se acamparam junto das águas.

16

Deus manda o maná

161E PARTIDOS de Elim,

16.1:
Nm 33.10
toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois que saíram da terra do Egito. 2E toda a congregação dos filhos de Israel
16.2:
Êx 15.24
murmurou contra Moisés e contra Aarão no deserto. 3E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera que nós morrêssemos por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas da carne, quando comíamos pão até fartar!
16.3:
Nm 11.4-5
porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão. 4Então disse o Senhor a Moisés. Eis que vos farei chover pão dos céus,
16.4:
Sl 78.24
Jo 6.31-32
1Co 10.3
Dt 8.16
e o povo sairá, e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu veja se anda em minha lei ou não. 5E acontecerá, ao sexto dia, que prepararão o que colherem: e será o dobro
16.5:
Êx 16.22
do que colhem cada dia. 6Então disse Moisés e Aarão a todos os filhos de Israel: À tarde sabereis que o Senhor vos tirou da terra do Egito, 7E amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ouviu as vossas murmurações contra o Senhor; porque quem somos nós, para que murmureis contra nós? 8Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouviu as vossas murmurações, com que murmurais contra ele: (porque quem somos nós?) As vossas murmurações não são contra nós, mas sim
16.8:
1Sm 8.7
contra o Senhor. 9Depois disse Moisés a Aarão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos para diante do Senhor, porque ouviu as vossas murmurações. 10E aconteceu que, quando falou Aarão a toda a congregação dos filhos de Israel, e eles se viraram para o deserto, eis que a glória do Senhor
16.10:
Nm 14.10
apareceu na nuvem.

Deus manda carne

11E o Senhor falou a Moisés, dizendo: 12Tenho

16.12:
Êx 16.7
ouvido as murmurações dos filhos de Israel; fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão: e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus. 13E aconteceu que à tarde subiram codornizes,
16.13:
Nm 11.31
Sl 105.40
e cobriram o arraial: e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial. 14E, alçando-se o orvalho caído, eis que sobre a face do deserto estava uma cousa miúda, redonda; miúda como a geada sobre a terra. 15E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: 16.15: Hebr. Man hu que também pode significar Isto é manáQue é isto? porque não sabiam o que era. Disse-lhes pois Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer. 16Esta é a palavra que o Senhor tem mandado: Colhei dele cada um conforme ao que pode comer, um gômer por cada cabeça, segundo o número das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda. 17E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos. 18Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava
16.18:
2Co 8.15
ao que colhera pouco: cada um colheu tanto quanto podia comer. 19E disse-lhes Moisés: Ninguém dele deixe para
16.19:
Mt 6.34
amanhã. 20Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e aquele criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles. 21Eles pois o colhiam cada manhã, cada um, conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se. 22E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um: e todos os príncipes da congregação vieram, e contaram-no a Moisés. 23E ele disse-lhes: Isto é o que o Senhor tem
16.23:
Gn 2.3
Êx 20.8
31.15
Lv 23.3
dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor: o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde em guarda para vós até amanhã. 24E guardaram-no até amanhã, como Moisés tinha ordenado: e não cheirou mal, nem nele houve algum
16.24:
Êx 16.20
bicho. 25Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor: hoje não o achareis no campo. 26Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. 27E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. 28Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos
16.28:
Nm 14.11
e as minhas leis? 29Vede, visto que o Senhor vos deu o sábado, por isso ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, que ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. 30Assim repousou o povo no sétimo dia. 31E chamou a casa de Israel o seu nome maná;
16.31:
Êx 16.15
Nm 11.7-8
e era como semente de coentro branco, e o seu sabor como bolos de mel. 32E disse Moisés: Esta é a palavra que o Senhor tem mandado: Encherás um gômer dele e o guardarás para as vossas gerações, para que vejam o pão que vos tenho dado a comer neste deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito. 33Disse também Moisés a Aarão: Toma um vaso,
16.33:
Hb 9.4
Ap 2.17
e mete nele um gômer cheio de maná, e põe-no diante do Senhor, em guarda para as vossas gerações. 34Como o Senhor tinha ordenado a Moisés, assim Aarão o pôs diante do Testemunho em
16.34:
Êx 25.16
Nm 17.10
1Rs 8.9
guarda. 35E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos,
16.35:
Dt 8.2-3
Ne 9.21
Jo 6.31,49
até que entraram em terra habitada: comeram maná até que chegaram aos termos da terra de
16.35:
Js 5.12
Canaã. 36E um
16.36:
Êx 16.32-33
gômer é a décima parte do efa.

17

A jornada pelo deserto de Sim e a falta de água

171DEPOIS toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim

17.1:
Êx 16.1
Nm 33.12,14
pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. 2Então contendeu o povo com Moisés,
17.2:
Nm 20.3-4
e disseram: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? por que tentais ao
17.2:
Dt 6.16
Sl 78.18,41
95.8-9
Is 7.12
Mt 4.7
1Co 10.9
Senhor? 3Tendo pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado? 4E clamou Moisés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? daqui a pouco me
17.4:
1Sm 30.6
Jo 8.59
apedrejarão. 5Então disse o Senhor a Moisés: Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos anciãos de Israel: e toma na tua mão a tua vara,
17.5:
Êx 7.20
Nm 20.8,11
com que feriste o rio: vai. 6Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas,
17.6:
Sl 78.15
105.41
1Co 10.4
e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel. 7E chamou o nome daquele lugar 17.7: Hebr. tentaçãoMassá e 17.7: Hebr. contendaMeribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não?

Amaleque peleja contra os israelitas

8Então veio Amaleque,

17.8:
Nm 24.20
e pelejou contra Israel em Refidim. 9Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque: amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro,
17.9:
Êx 4.20
e a vara de Deus estará na minha mão. 10E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque: mas Moisés, Aarão, e Hur subiram ao cume do outeiro. 11E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia: mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. 12Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela:
17.12:
Êx 24.14
e Aarão e Hur sustentaram as suas mãos, um duma banda, e o outro da outra; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. 13E assim Josué desfez a Amaleque, e a seu povo, ao fio da espada. 14Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo
17.14:
Dt 25.19
1Sm 15.3
dos céus. 15E Moisés edificou um altar, e chamou o seu nome, 17.15: Hebr. Jeová-nissio Senhor é minha bandeira. 16E disse: Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.