Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)

Os judeus matam os seus inimigos

91E NO

9.1:
Et 3.13
8.12
mês duodécimo, que é o mês de adar, no dia treze do mesmo mês em que chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, porque os judeus foram os
9.1:
2Sm 22.41
que se assenhorearam dos seus aborrecedores. 2Porque os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero,
9.2:
Et 8.11
9.16
se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal; e nenhum podia resistir-lhes, porque o seu terror caiu
9.2:
Et 8.17
sobre todos aqueles povos. 3E todos os maiorais das províncias, e os sátrapas, e os governadores, e os que faziam a obra do rei, auxiliavam os judeus porque tinha caído sobre eles o temor de Mardoqueu. 4Porque Mardoqueu era grande na casa do rei, e a sua fama saía por todas as províncias; porque o homem Mardoqueu se ia engrandecendo. 5Feriram pois os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, e com matança e com destruição; e fizeram dos seus aborrecedores o que quiseram. 6E na fortaleza de Susã mataram e destruíram os judeus quinhentos homens; 7Como também a Parsandata, e a Dalfom, e a Aspata, 8E a Porata, e a Adália, e a Aridata, 9E a Farmasta, e a Arisai, e a Aridai, e a Vaizata: 10Os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, inimigo dos judeus, foram mortos;
9.10:
Et 5.11
8.11
Jó 18.19
27.13-15
porém ao despojo não estenderam a sua mão. 11No mesmo dia veio perante o rei o número dos mortos na fortaleza de Susã. 12E disse o rei à rainha Ester: Na fortaleza de Susã mataram e destruíram os judeus quinhentos homens, e os dez filhos de Hamã; nas mais províncias do rei que fariam? Qual é pois a
9.12:
Et 5.6
7.2
tua petição? E dar-se-te-á. Ou qual é ainda o teu requerimento? E far-se-á. 13Então disse Ester: Se bem parecer
9.13:
Et 8.11
2Sm 21.6,9
ao rei, conceda-se também amanhã aos judeus que se acham em Susã que façam conforme ao mandado de hoje; e enforquem os dez filhos de Hamã numa forca. 14Então disse o rei que assim se fizesse: e publicou-se um edito em Susã, e enforcaram os dez filhos de Hamã. 15E reuniram-se
9.15:
Et 8.11
9.2,10
os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do mês de adar, e mataram em Susã a trezentos homens; porém ao despojo não estenderam a sua mão. 16Também os demais
9.16:
Et 8.11
9.2
judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram para se porem em defesa da sua vida, e tiveram repouso dos seus inimigos; e mataram dos seus aborrecedores setenta e cinco mil; porém ao despojo não
9.16:
Et 8.11
estenderam a sua mão. 17Sucedeu isto no dia treze
9.17:
Et 9.11,15
do mês de adar; e repousaram no dia catorze do mesmo, e fizeram daquele dia dia de banquetes e de alegria. 18Também os judeus, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e repousaram no dia quinze do mesmo, e fizeram daquele dia dia de banquetes e de alegria. 19E também os judeus das aldeias, que habitavam nas vilas, fizeram do dia catorze
9.19:
Dt 16.11,14
Ne 8.10,12
Et 8.17
9.22
do mês de adar dia de alegria e de banquetes, e dia de folguedo, e de mandarem presentes uns aos outros.

A festa de purim

20E Mardoqueu escreveu estas cousas, e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto, e aos de longe, 21Ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de adar, e o dia quinze do mesmo, todos os anos. 22Como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos; e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de folguedo; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem

9.22:
Et 9.19
Ne 8.11
presentes uns aos outros, e dádivas aos pobres. 23E se encarregaram os judeus de fazerem o que tinham começado, como também o que Mardoqueu lhes tinha escrito. 24Porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita,
9.24:
Et 3.6-7
inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus; e tinha lançado Pur, isto é a sorte para os assolar e destruir. 25Mas, vindo isto perante o rei, mandou ele por cartas que o seu mau intento, que intentara contra os judeus, se tornasse sobre
9.25:
Et 7.5,10
8.3
9.13-14
a sua cabeça; pelo que o enforcaram a ele e a seus filhos numa forca. 26Por isso àqueles dias chamam purim, do nome Pur; pelo que também por causa de todas as palavras daquela carta,
9.26:
Et 9.20
e do que viram sobre isso, e do que lhes tinha sucedido, 27Confirmaram os judeus,
9.27:
Et 8.17
Is 56.3,6
Zc 2.11
e tomaram sobre si, e sobre a sua semente, e sobre todos os que se achegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escrevera deles, segundo o seu tempo determinado, todos os anos. 28E que estes dias seriam lembrados e guardados por cada geração, família, província, e cidade, e que estes dias de purim se celebrariam entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua semente. 29Depois disto, escreveu a rainha Ester,
9.29:
Et 2.15
8.10
9.20
filha de Abigail, e Mardoqueu o judeu, com toda a força, para confirmarem segunda vez esta carta de purim. 30E mandaram cartas a todos os judeus, às
9.30:
Et 1.1
cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e fidelidade. 31Para confirmarem estes dias de purim nos seus tempos determinados, como Mardoqueu, o judeu, e a rainha Ester lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua semente, acerca do jejum e do seu clamor. 32E o mandado de Ester estabeleceu o que respeitava ao purim; e escreveu-se num livro.