Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
3

Há para todas as cousas, um tempo determinado por Deus

31TUDO tem o seu

3.1:
Ec 3.17
8.6
tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: 2 tempo de nascer,
3.2:
Hb 9.27
e tempo de morrer: tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou: 3Tempo de matar, e tempo de curar: tempo de derribar, e tempo de edificar: 4Tempo de chorar, e tempo de rir: tempo de prantear, e tempo de saltar: 5Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras: tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar: 6Tempo de buscar, e tempo de perder: tempo de guardar, e tempo de deitar fora: 7Tempo de rasgar, e tempo de coser: tempo de estar calado,
3.7:
Am 5.13
e tempo de falar: 8Tempo de amar,
3.8:
Lc 14.26
e tempo de aborrecer: tempo de guerra, e tempo de paz. 9Que
3.9:
Ec 1.3
vantagem tem o trabalhador naquilo em que trabalha? 10Tenho
3.10:
Ec 1.13
visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir. 11Tudo fez formoso em seu tempo: também pôs o mundo no coração deles,
3.11:
Ec 8.17
Rm 11.33
sem que o homem possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. 12 tenho conhecido
3.12:
Ec 3.22
que não há cousa melhor para eles do que alegrarem-se e fazerem bem na sua vida; 13E também que todo o homem
3.13:
Ec 2.24
coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho: isto é um dom de Deus. 14Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente: nada se lhe deve acrescentar,
3.14:
Tg 1.17
e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele. 15
3.15:
Ec 1.9
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou. 16Vi mais debaixo
3.16:
Ec 5.8
do sol: no lugar do juízo, impiedade; e no lugar da justiça, impiedade ainda. 17Eu disse no meu coração:
3.17:
Ec 3.1
Rm 2.6-8
2Co 5.10
2Ts 1.6-7
Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o intento e para toda a obra. 18Disse eu no meu coração: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver
3.18:
Ec 2.16
que são em si mesmos como os animais. 19Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma cousa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. 20Todos vão para um lugar:
3.20:
Gn 3.19
todos são pó, e todos ao pó tornarão. 21Quem
3.21:
Ec 12.7
adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima, e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra? 22Assim que tenho visto
3.22:
Ec 2.24
3.12
5.18
11.9
que não cousa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção;
3.22:
Ec 2.10
8.7
10.14
porque quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

4

Os males e as tribulações da vida

41DEPOIS voltei-me,

4.1:
Ec 3.16
5.8
e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol: e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador; e a força estava da banda dos seus opressores; mas eles não tinham nenhum consolador. 2Pelo que eu louvei
4.2:
Jó 3.17
os que já morreram, mais do que os que vivem ainda. 3E melhor
4.3:
Jó 3.11,16,21
Ec 6.3
que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol. 4Também vi eu que todo o trabalho, e toda a destreza em obras, traz ao homem a inveja do seu próximo. Também isto é vaidade e aflição de espírito. 5O tolo
4.5:
Pv 6.10
24.33
cruza as suas mãos, e come a sua própria carne. 6Melhor
4.6:
Pv 15.16-17
16.8
é uma mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho e aflição de espírito. 7Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol. 8Há um que é só, e não tem segundo; sim, ele não tem filho nem irmã; e contudo de todo o seu trabalho não fim,
4.8:
Pv 27.20
1Jo 2.16
nem os seus olhos se fartam de riquezas; e não diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação. 9Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. 10Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro: mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. 11Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um como se aquentará? 12E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa. 13Melhor é o mancebo pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que se não deixa mais admoestar. 14Porque um sai do cárcere para reinar; sim, um que nasceu pobre no seu reino. 15Vi a todos os viventes andarem debaixo do sol com o mancebo, o sucessor, que ficará em seu lugar. 16Não tem fim todo o povo, todo o que ele domina; tão pouco os descendentes se alegrarão dele. Na verdade que também isto é vaidade e aflição de espírito.

5

Vários conselhos práticos

51GUARDA

5.1:
Êx 3.5
o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. 2Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra;
5.2:
Pv 10.19
Mt 6.7
pelo que sejam poucas as tuas palavras. 3Porque, da muita ocupação vêm os sonhos,
5.3:
Pv 10.19
e a voz do tolo da multidão das palavras. 4Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo;
5.4:
Nm 30.2
Dt 23.21-23
porque não se agrada de tolos: o que votares, paga-o. 5Melhor
5.5:
Pv 20.25
At 5.4
é que não votes do que votes e não pagues. 6Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, nem
5.6:
1Co 11.10
digas diante do anjo que foi erro: por que razão se iraria Deus contra a tua voz, de sorte que destruísse a obra das tuas mãos? 7Porque, como na multidão dos sonhos vaidades, assim também nas muitas palavras:
5.7:
Ec 12.13
mas tu teme a Deus. 8Se vires em alguma província opressão de pobres, e a violência em lugar do juízo e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que mais alto é do que os altos para isso atenta; e mais altos do que eles. 9O proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo. 10O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda: também isto é vaidade. 11Onde a fazenda se multiplica, aí se multiplicam também os que a comem: que mais proveito pois têm os seus donos do que verem-na com os seus olhos? 12Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir. 13Há mal que vi debaixo do sol,
5.13:
Ec 6.1
e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano; 14Porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má aventura; e havendo algum filho nada fica na sua mão. 15Como
5.15:
Jó 1.21
1Tm 6.7
saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. 16Também isto é um mal que causa enfermidades: que, infalivelmente, como veio, assim ele vai; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento. 17E de haver comido todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, e enfermidades, e cruel furor? 18Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela cousa:
5.18:
Ec 2.24
3.12-13,22
9.7
11.9
comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, em que trabalhou debaixo do sol, todos os dias da sua vida que Deus lhe deu;
5.18:
Ec 2.10
3.22
porque esta é a sua porção. 19E quanto
5.19:
Ec 2.24
3.13
6.2
ao homem, a quem Deus deu riquezas e fazenda, e lhe deu poder para delas comer, e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho: isto é dom de Deus. 20Porque não se lembrará muito dos dias da sua vida; porquanto Deus lhe responde na alegria do seu coração.