Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
1

A vaidade de todas as cousas terrestres

11PALAVRAS

1.1:
Ec 1.12
7.27
12.8-9
do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém: 2Vaidade
1.2:
Ec 12.8
de vaidades! diz o pregador, vaidade de vaidades! é tudo vaidade. 3Que vantagem
1.3:
Ec 2.22
3.9
tem o homem, de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol? 4Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. 5E nasce o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar donde nasceu. 6O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento,
1.6:
Jo 3.8
e volta fazendo os seus circuitos. 7Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam eles a ir. 8Todas estas cousas se cansam tanto, que ninguém o pode declarar:
1.8:
Pv 27.20
os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir. 9O
1.9:
Ec 3.15
que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer: de modo que nada há novo debaixo do sol. 10Há alguma cousa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. 11 não lembrança das cousas que precederam; e das cousas que hão de ser também delas não haverá lembrança, nos que hão de vir depois. 12Eu,
1.12:
Ec 1.1
o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém. 13E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu:
1.13:
Gn 3.19
Ec 3.10
esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar. 14Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito. 15Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não pode ser calculado. 16Falei eu com o meu coração, dizendo:
1.16:
1Rs 3.12-13
4.30
10.7,23
Ec 2.9
Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém: na verdade, o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e a ciência. 17E apliquei
1.17:
Ec 2.3,12
7.23,25
1Ts 5.21
o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. 18Porque
1.18:
Ec 12.12
na muita sabedoria muito enfado; e o que aumenta em ciência, aumenta em trabalho.

2

Os prazeres e as riquezas não dão felicidade

21DISSE eu no meu coração:

2.1:
Lc 12.19
Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isto era vaidade. 2Do riso disse:
2.2:
Pv 14.13
Está doido; e da alegria: De que serve esta? 3Busquei
2.3:
Ec 1.17
no meu coração como me daria ao vinho (regendo porém o meu coração com sabedoria), e como reterei a loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante o número dos dias de sua vida. 4Fiz para mim obras magníficas: edifiquei para mim casas: plantei para mim vinhas. 5Fiz para mim hortas e jardins, e plantei neles árvores de toda a espécie de fruto. 6Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores. 7Adquiri servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grande possessão de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém. 8Amontoei também para mim prata e ouro, e joias de reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, e de instrumentos de música de toda a sorte. 9E engrandeci-me, e
2.9:
Ec 1.16
aumentei mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém: perseverou também comigo a minha sabedoria. 10E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho,
2.10:
Ec 3.22
5.18
9.9
e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho. 11E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade
2.11:
Ec 1.3,14
e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol. 12Então passei à contemplação da sabedoria, e dos desvarios,
2.12:
Ec 1.17
e da doidice; porque, que fará o homem que seguir ao rei? o mesmo que outros já fizeram; 13Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas. 14Os olhos
2.14:
Pv 17.24
Ec 8
do sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas: também então entendi eu que o mesmo lhes sucede a todos. 15Pelo que eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria? Então disse no meu coração que também isto era vaidade. 16Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo nos dias futuros total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo! 17Pelo que aborreci esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito. 18Também eu aborreci todo o meu trabalho, em que trabalhei debaixo do sol, visto como eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim. 19E quem sabe se será sábio ou tolo? contudo, ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que trabalhei, e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vaidade. 20Pelo que eu me apliquei a fazer que o meu coração perdesse a esperança de todo o trabalho, em que trabalhei debaixo do sol. 21Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, e ciência, e destreza; contudo, a um homem que não trabalhou nele, o deixará como porção sua; também isto é vaidade e grande enfado. 22Porque,
2.22:
Ec 1.3
3.9
que mais tem o homem de todo o seu trabalho, e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol? 23Porque todos os seus dias
2.23:
Jó 5.7
14.1
são dores, e a sua ocupação é desgosto; até de noite não descansa o seu coração: também isto é vaidade. 24Não é pois bom para o homem que
2.24:
Ec 3.12-13,22
5.18
8.15
coma e beba, e que faça gozar a sua alma do bem do seu trabalho? Isto também eu vi que vem da mão de Deus. 25(Porque quem pode comer, ou quem 2.25: Hebr. se apressaria a gozarpode gozar melhor do que eu?) 26Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe,
2.26:
Jó 27.16-17
Pv 28.8
e o dê ao bom perante a sua face. Também isto é vaidade e aflição de espírito.

3

Há para todas as cousas, um tempo determinado por Deus

31TUDO tem o seu

3.1:
Ec 3.17
8.6
tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: 2 tempo de nascer,
3.2:
Hb 9.27
e tempo de morrer: tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou: 3Tempo de matar, e tempo de curar: tempo de derribar, e tempo de edificar: 4Tempo de chorar, e tempo de rir: tempo de prantear, e tempo de saltar: 5Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras: tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar: 6Tempo de buscar, e tempo de perder: tempo de guardar, e tempo de deitar fora: 7Tempo de rasgar, e tempo de coser: tempo de estar calado,
3.7:
Am 5.13
e tempo de falar: 8Tempo de amar,
3.8:
Lc 14.26
e tempo de aborrecer: tempo de guerra, e tempo de paz. 9Que
3.9:
Ec 1.3
vantagem tem o trabalhador naquilo em que trabalha? 10Tenho
3.10:
Ec 1.13
visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir. 11Tudo fez formoso em seu tempo: também pôs o mundo no coração deles,
3.11:
Ec 8.17
Rm 11.33
sem que o homem possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. 12 tenho conhecido
3.12:
Ec 3.22
que não há cousa melhor para eles do que alegrarem-se e fazerem bem na sua vida; 13E também que todo o homem
3.13:
Ec 2.24
coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho: isto é um dom de Deus. 14Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente: nada se lhe deve acrescentar,
3.14:
Tg 1.17
e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele. 15
3.15:
Ec 1.9
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou. 16Vi mais debaixo
3.16:
Ec 5.8
do sol: no lugar do juízo, impiedade; e no lugar da justiça, impiedade ainda. 17Eu disse no meu coração:
3.17:
Ec 3.1
Rm 2.6-8
2Co 5.10
2Ts 1.6-7
Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o intento e para toda a obra. 18Disse eu no meu coração: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver
3.18:
Ec 2.16
que são em si mesmos como os animais. 19Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma cousa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. 20Todos vão para um lugar:
3.20:
Gn 3.19
todos são pó, e todos ao pó tornarão. 21Quem
3.21:
Ec 12.7
adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima, e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra? 22Assim que tenho visto
3.22:
Ec 2.24
3.12
5.18
11.9
que não cousa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção;
3.22:
Ec 2.10
8.7
10.14
porque quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

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