Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
5

O banquete do rei Belsazar. A mão misteriosa

51O REI Belsazar deu

5.1:
Et 1.3
um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil. 2Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata,
5.2:
Dn 1.2
Jr 52.19
que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles o rei, e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 3Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 4Beberam o vinho,
5.4:
Ap 9.20
e deram louvores aos deuses de ouro, e de prata, de cobre, de ferro, de madeira, e de pedra. 5Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na estucada parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. 6Então se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram: as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro. 7E ordenou o rei
5.7:
Dn 2.2
4.6
Is 47.13
com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores: e falou o rei, e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será, no reino, o terceiro dominador. 8Então entraram todos os sábios do rei;
5.8:
Dn 2.27
4.7
mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9Então o rei Belsazar perturbou-se muito, e mudou-se nele o seu semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete: e falou a rainha, e disse: Ó
5.10:
Dn 2.4
3.9
rei, vive para sempre! não te turbem os teus pensamentos nem se mude o teu semblante. 11Há no teu reino um homem, que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus, e dos adivinhadores. 12Porquanto se achou neste Daniel
5.12:
Dn 6.3
um espírito excelente, e ciência e entendimento, interpretando sonhos, e explicando enigmas, e solvendo dúvidas,
5.12:
Dn 1.7
ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar: chame-se pois agora Daniel, e ele dará interpretação. 13Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14Tenho ouvido dizer
5.14:
Dn 5.11-12
a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria se acham em ti. 15Acabam
5.15:
Dn 5.7-8
de ser introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos,
5.15:
Dn 5.7
para lerem esta escritura, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16Eu porém tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solver dúvidas: agora, se puderes ler esta escritura, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o terceiro dominador. 17Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: Os teus dons fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro; todavia lerei ao rei a escritura, e lhe farei saber a interpretação. 18
5.18:
Dn 2.37-38
4.17,22,25
Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a magnificência. 19E por causa da grandeza, que lhe deu
5.19:
Jr 27.7
Dn 3.4
todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele: a quem queria matava, e a quem queria dava a vida; e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia. 20Mas quando o seu coração se exalçou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens, e a quem quer constitui sobre eles. 22E tu, seu filho Belsazar,
5.22:
2Cr 33.23
36.12
não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste de tudo isto. 23E
5.23:
Dn 5.3-4
te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os vasos da casa dele perante ti, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho por eles; além disto, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus,
5.23:
Jr 10.23
em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24Então dele foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura. 25Esta pois é a escritura que se escreveu: Mene, Mene, Tequel, Ufarsim. 26Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e o acabou. 27Tequel:
5.27:
Jó 31.6
Jr 6.30
Pesado foste na balança, e foste achado em falta. 28Peres: Dividido foi o teu reino,
5.28:
Is 21.2
Dn 5.31
6.28
9.1
e deu-se aos medos e aos persas. 29Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço,
5.29:
Dn 5.7
e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino. 30Naquela mesma noite
5.30:
Jr 51.31,39,57
Dn 9.1
foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31E Dario, o medo, ocupou o reino, na idade de sessenta e dois anos.