Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
3

A estátua de ouro: os companheiros de Daniel no forno de fogo ardente

31O REI Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, a altura da qual era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados: levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia. 2E o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos e presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3Então se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos e presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. 4E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós,

3.4:
Dn 6.25
ó povos, nações e gente de todas as línguas: 5Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, vos prostrareis, e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado. 6E qualquer que se não prostrar e não a adorar,
3.6:
Ap 13.15
será na mesma hora lançado dentro do forno de fogo ardente. 7Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, e de toda a sorte de música, se prostraram todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 8Ora, no mesmo instante, se chegaram
3.8:
Dn 6.12
alguns homens caldeus, e acusaram os judeus. 9E falaram, e disseram ao rei Nabucodonosor:
3.9:
Dn 2.4
5.10
Ó rei, vive eternamente! 10Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo o homem que ouvisse o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a sorte de música, se prostraria e adoraria a estátua de ouro; 11E, qualquer que se não prostrasse e adorasse, seria lançado dentro do forno de fogo ardente. 12
3.12:
Dn 2.49
Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abednego: estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro, que levantaste, adoraram. 13Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abednego. E trouxeram a estes homens perante o rei. 14Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei? 15Agora pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da guitarra, da harpa, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se a não adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro do forno de fogo ardente:
3.15:
Êx 5.2
2Rs 18.35
e quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos? 16Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. 17Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. 18E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. 19Então Nabucodonosor se encheu de furor, e se mudou o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego: falou, e ordenou que o forno se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer. 20E ordenou aos homens mais fortes, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para os lançarem no forno de fogo ardente. 21Então aqueles homens foram atados com as suas capas, seus calções, e seus chapéus, e seus vestidos, e foram lançados dentro do forno de fogo ardente. 22E, porque a palavra do rei apertava, e o forno estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que levantaram a Sadraque, Mesaque e Abednego. 23E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abednego, caíram atados dentro do forno de fogo ardente. 24Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa: falou, e disse aos seus capitães: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei. 25Respondeu, e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos,
3.25:
Is 43.2
que andam passeando dentro do fogo, e nada há de lesão neles;
3.25:
Jó 1.6
38.7
Dn 3.28
e o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses. 26Então se chegou Nabucodonosor à porta do forno de fogo ardente; falou, e disse: Sadraque, Mesaque e Abednego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo. 27E ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, e os presidentes, e os capitães do rei, contemplando estes homens,
3.27:
Hb 11.34
e viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos: nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles. 28Falou Nabucodonosor, e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele,
3.28:
Jr 17.7
Dn 6.22-23
pois 3.28: ou mudaramnão quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus. 29Por mim pois
3.29:
Dn 6.26
é feito um decreto, pelo qual todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado e as suas casas sejam feitas um monturo;
3.29:
Dn 6.27
porquanto não há outro Deus que possa livrar como este. 30Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de Babilônia.

4

O edito do rei. O seu sonho duma árvore grande: a sua loucura

41NABUCODONOSOR rei: a todos os povos,

4.1:
Dn 3.4
6.25
nações, e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada. 2Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo,
4.2:
Dn 3.26
tem feito para comigo. 3Quão
4.3:
Dn 6.27
grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas!
4.3:
Dn 2.44
6.26
o seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração. 4Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e florescente no meu palácio. 5Tive um sonho, que me espantou;
4.5:
Dn 2.28-29
e as imaginações na minha cama e as visões da minha cabeça
4.5:
Dn 2.1
me turbaram. 6Por mim pois se fez um decreto, pelo qual fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho. 7Então
4.7:
Dn 2.2
entraram os magos, os astrólogos, os caldeus, e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação. 8Mas por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar,
4.8:
Dn 1.7
2.11
4.18
Is 63.11
segundo o nome do meu deus, e no qual o espírito dos deuses santos; e eu contei o sonho diante dele: 9Beltessazar,
4.9:
Dn 2.48
5.11
príncipe dos magos, eu sei que em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum segredo te é difícil; dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação. 10Eram assim as visões da minha cabeça, na minha cama: eu estava olhando,
4.10:
Ez 31.3
Dn 4.20
e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande; 11Crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até ao céu; e foi vista até aos confins da terra. 12A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos;
4.12:
Ez 17.23
31.6
Lm 4.20
debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e toda a carne se mantinha dela. 13Estava vendo isto nas visões da minha cabeça, na minha cama; e eis que
4.13:
Dn 4.17,23
um vigia, um santo, descia do céu, 14Clamando fortemente, e dizendo assim:
4.14:
Mt 3.10
Ez 31.12
Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacudi as suas folhas, espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos. 15Mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo: e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais na 4.15: ou ervagrama da terra. 16Seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e seja-lhe dado coração de animal;
4.16:
Dn 11.13
12.7
e passem sobre ele sete tempos: 17Esta sentença é por decreto dos vigiadores, e 4.17: ou este negócioesta ordem por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes
4.17:
Dn 2.21
4.25,32
5.21
que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens; e os dá a quem quer, e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles. 18Isto em sonho eu, rei Nabucodonosor, vi: tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação:
4.18:
Gn 41.8,15
Dn 5.8,15
todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a interpretação, mas tu podes; pois em ti o espírito dos deuses santos. 19Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito quase uma hora, e os seus pensamentos o turbavam; falou pois o rei, e disse: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, e disse: Senhor meu:
4.19:
2Sm 18.32
o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos. 20A árvore
4.20:
Dn 4.11-12
que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra; 21Cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia mantimento; debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu; 22És
4.22:
Dn 2.38
tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu, e chegou
4.22:
Jr 27.6-8
até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra. 23E quanto
4.23:
Dn 4.13
ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e que dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu,
4.23:
Dn 5.21
e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos; 24Esta é a interpretação, ó rei: e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei meu Senhor: 25
4.25:
Dn 4.32
5.21
Serás tirado de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti: até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. 26E quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti,
4.26:
Mt 21.25
depois que tiveres conhecido que o céu reina. 27Portanto, ó rei, aceita o meu conselho,
4.27:
1Pe 4.8
e desfaze os teus pecados pela justiça, e as tuas iniquidades usando de misericórdia com os pobres,
4.27:
1Rs 21.29
se se prolongar a tua tranquilidade. 28Todas estas cousas vieram sobre o rei Nabucodonosor. 29Ao cabo de doze meses, andando a passear sobre o palácio real de Babilônia, 30Falou
4.30:
Dn 5.20
o rei, e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência? 31Ainda estava a
4.31:
Lc 12.20
palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino. 32E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo: far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer. 33Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves. 34Mas ao fim daqueles dias
4.34:
Dn 4.26
eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo,
4.34:
Ap 4.10
Mq 4.7
Lc 1.33
e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. 35E todos
4.35:
Is 40.15,17
os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão,
4.35:
Jó 9.12
34.29
Is 45.9
Rm 9.20
e lhe diga: Que fazes? 36No mesmo tempo me tornou a vir o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino
4.36:
Dn 4.26
tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e me buscaram os meus capitães e os meus grandes; e fui restabelecido no meu reino,
4.36:
Mt 6.33
e a minha glória foi aumentada. 37Agora pois eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao rei do céu; porque todas as suas obras são verdades;
4.37:
Ap 15.3
16.7
e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.

5

O banquete do rei Belsazar. A mão misteriosa

51O REI Belsazar deu

5.1:
Et 1.3
um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil. 2Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata,
5.2:
Dn 1.2
Jr 52.19
que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles o rei, e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 3Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 4Beberam o vinho,
5.4:
Ap 9.20
e deram louvores aos deuses de ouro, e de prata, de cobre, de ferro, de madeira, e de pedra. 5Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na estucada parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. 6Então se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram: as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro. 7E ordenou o rei
5.7:
Dn 2.2
4.6
Is 47.13
com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores: e falou o rei, e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será, no reino, o terceiro dominador. 8Então entraram todos os sábios do rei;
5.8:
Dn 2.27
4.7
mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9Então o rei Belsazar perturbou-se muito, e mudou-se nele o seu semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete: e falou a rainha, e disse: Ó
5.10:
Dn 2.4
3.9
rei, vive para sempre! não te turbem os teus pensamentos nem se mude o teu semblante. 11Há no teu reino um homem, que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus, e dos adivinhadores. 12Porquanto se achou neste Daniel
5.12:
Dn 6.3
um espírito excelente, e ciência e entendimento, interpretando sonhos, e explicando enigmas, e solvendo dúvidas,
5.12:
Dn 1.7
ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar: chame-se pois agora Daniel, e ele dará interpretação. 13Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14Tenho ouvido dizer
5.14:
Dn 5.11-12
a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria se acham em ti. 15Acabam
5.15:
Dn 5.7-8
de ser introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos,
5.15:
Dn 5.7
para lerem esta escritura, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16Eu porém tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solver dúvidas: agora, se puderes ler esta escritura, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o terceiro dominador. 17Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: Os teus dons fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro; todavia lerei ao rei a escritura, e lhe farei saber a interpretação. 18
5.18:
Dn 2.37-38
4.17,22,25
Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a magnificência. 19E por causa da grandeza, que lhe deu
5.19:
Jr 27.7
Dn 3.4
todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele: a quem queria matava, e a quem queria dava a vida; e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia. 20Mas quando o seu coração se exalçou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens, e a quem quer constitui sobre eles. 22E tu, seu filho Belsazar,
5.22:
2Cr 33.23
36.12
não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste de tudo isto. 23E
5.23:
Dn 5.3-4
te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os vasos da casa dele perante ti, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho por eles; além disto, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus,
5.23:
Jr 10.23
em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24Então dele foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura. 25Esta pois é a escritura que se escreveu: Mene, Mene, Tequel, Ufarsim. 26Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e o acabou. 27Tequel:
5.27:
Jó 31.6
Jr 6.30
Pesado foste na balança, e foste achado em falta. 28Peres: Dividido foi o teu reino,
5.28:
Is 21.2
Dn 5.31
6.28
9.1
e deu-se aos medos e aos persas. 29Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço,
5.29:
Dn 5.7
e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino. 30Naquela mesma noite
5.30:
Jr 51.31,39,57
Dn 9.1
foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31E Dario, o medo, ocupou o reino, na idade de sessenta e dois anos.