Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
23

231E, PONDO Paulo os olhos no conselho, disse:

23.1:
At 24.16
1Co 4.4
2Co 1.12
4.2
2Tm 1.3
Hb 13.18
Varões irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência. 2Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto
23.2:
1Rs 22.24
Jr 20.2
Jo 18.22
dele que o ferissem na boca. 3Então Paulo lhe disse:
23.3:
Lv 19.35
Dt 25.1-2
Jo 7.5
Deus te ferirá, parede branqueada: tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? 4E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? 5E Paulo disse:
23.5:
At 24.17
Êx 22.28
Ec 10.20
2Pe 2.10
Jd 8
Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo. 6E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho:
23.6:
At 24.15,21
26.5-6
28.20
Fp 3.5
Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu, no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado. 7E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. 8
23.8:
Mt 22.23
Mc 12.18
Lc 20.27
Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa. 9E originou-se um grande clamor; e, levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam,
23.9:
At 22.7,17-18
25.25
26.31
dizendo: Nenhum mal achamos neste homem, e se algum espírito ou
23.9:
At 5.39
anjo lhe falou, não resistamos a Deus. 10E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza. 11E na noite
23.11:
At 18.9
27.23-24
seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo: porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma.

Conspiração dos judeus contra Paulo; este é mandado para Cesareia

12E, quando já era dia,

23.12:
At 23.21,30
25.3
alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e juraram dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo. 13E eram mais de quarenta os que fizeram esta conjuração. 14E estes foram ter com os principais dos sacerdotes e anciãos, e disseram: 23.14: Gr. Anatematizamo-nos com anátemaConjuramo-nos, sob pena de maldição, a nada provarmos até que matemos a Paulo. 15Agora, pois, vós, com o conselho, rogai ao tribuno que vo-lo traga amanhã, como que querendo saber mais alguma coisa de seus negócios, e, antes que chegue, estaremos prontos para o matar. 16E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido acerca desta cilada, foi, e entrou na fortaleza, e o anunciou a Paulo. 17E Paulo, chamando a si um dos centuriões, disse: Leva este mancebo ao tribuno, porque tem alguma coisa que lhe comunicar. 18Tomando-o ele, pois, o levou ao tribuno, e disse: O preso Paulo chamando-me a si, me rogou que te trouxesse este mancebo, que tem alguma coisa que dizer-te. 19E o tribuno, tomando-o pela mão, e pondo-se à parte, perguntou-lhe em particular: Que tens que me contar? 20E disse ele:
23.20:
At 23.12
Os judeus se concertaram rogar-te que amanhã leves Paulo ao conselho como que tendo de inquirir dele mais alguma coisa ao certo: 21Mas tu não os creias; porque mais de quarenta homens dentre eles lhe andam armando ciladas: os quais se obrigaram, sob pena de maldição, a não comerem nem beberem até que o tenham morto: e já estão apercebidos, esperando de ti promessa. 22Então o tribuno despediu o mancebo, mandando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo. 23E, chamando dois centuriões, lhes disse: Aprontai para as três horas da noite duzentos soldados, e setenta de cavalo, e duzentos archeiros para irem até Cesareia; 24E aparelhai cavalgaduras, para que pondo nelas a Paulo, o levem salvo ao presidente Félix. 25E escreveu uma carta que continha isto: 26Cláudio Lísias, a Félix, potentíssimo presidente, saúde. 27Esse homem
23.27:
At 21.33
24.7
foi preso pelos judeus; e, estando a ponto de ser morto por eles, sobrevim eu com a soldadesca, e o livrei, informado de que era romano. 28E querendo saber
23.28:
At 22.30
a causa porque o acusavam, o levei ao seu conselho. 29E achei que o acusavam de algumas questões
23.29:
At 18.15
25.19
26.31
da sua lei: mas que nenhum crime havia nele digno de morte ou de prisão. 30E, sendo-me
23.30:
At 23.20
24.8
25.6
notificado que os judeus haviam de armar ciladas a esse homem, logo to enviei, mandando também aos acusadores que perante ti digam o que tiverem contra ele. Passa bem. 31Tomando pois os soldados a Paulo, como lhe fora mandado, o trouxeram de noite a Antipatris. 32E no dia seguinte, deixando aos de cavalo irem com ele, tornaram à fortaleza. 33Os quais, logo que chegaram a Cesareia, e entregaram a carta ao presidente, lhe apresentaram Paulo. 34E o presidente, lida a carta, perguntou de que província era: e, sabendo
23.34:
At 21.39
que da Cilícia, 35Ouvir-te-ei, disse,
23.35:
At 24.1,10
25.16
quando também aqui vierem os teus acusadores. E mandou que o guardassem
23.35:
Mt 27.27
no pretório de Herodes.

24

Paulo perante o tribunal do governador Félix

241E CINCO dias depois o sumo sacerdote

24.1:
At 21.27
23.2,30,35
25.2
Ananias desceu com os anciãos, e um certo Tértulo, orador os quais compareceram perante o presidente contra Paulo. 2E, sendo chamado, Tértulo começou a acusá-lo, dizendo: 3Visto como por ti temos tanta paz e por tua prudência se fazem a este povo muitos e louváveis serviços, sempre e em todo o lugar, ó potentíssimo Félix, com todo o agradecimento o queremos reconhecer. 4Mas, para que te não detenha muito, rogo-te que, conforme a tua equidade, nos ouças por pouco tempo. 5Temos
24.5:
Lc 23.2
At 6.13
16.20
17.6
21.28
1Pe 2.12,15
achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos; 6O qual
24.6:
At 21.28
intentou também profanar o templo: e por isso o prendemos, e conforme a nossa lei o
24.6:
Jo 18.31
quisemos julgar. 7Mas, sobrevindo
24.7:
At 21.33
o tribuno Lísias, no-lo tirou dentre as mãos, com grande violência, 8Mandando aos seus
24.8:
At 23.30
acusadores que viessem a ti: e dele tu mesmo, examinando-o, poderás entender tudo o de que o acusamos. 9E também os judeus o acusavam, dizendo serem estas coisas assim. 10Paulo, porém, fazendo-lhe o presidente sinal que falasse, respondeu: Porque sei que já vai para muitos anos que desta nação és juiz, com tanto melhor ânimo respondo por mim. 11Pois bem podes saber que não há mais de doze dias que subi
24.11:
At 21.26
24.17
a Jerusalém a adorar; 12E não me acharam no templo falando com alguém,
24.12:
At 25.8
28.17
nem amotinando o povo nas sinagogas, nem na cidade. 13Nem tão pouco podem provar as coisas de que agora me acusam. 14Mas confesso-te isto: que, conforme aquele caminho que chamam seita,
24.14:
Am 8.14
At 9.2
26.22
28.23
2Tm 1.3
assim sirvo ao Deus de nossos pais,
24.14:
At 23.6
26.6-7
28.20
Dn 12.2
Jo 5.28-29
crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. 15Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos. 16E por isso procuro sempre ter uma
24.16:
At 23.1
consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens. 17Ora, muitos anos depois, vim trazer à minha nação esmolas
24.17:
At 11.29-30
20.16
Rm 15.25
2Co 8.4
Gl 2.10
e ofertas. 18Nisto me
24.18:
At 21.26-27
26.21
acharam santificado no templo, não em ajuntamentos, nem com alvoroços,
24.18:
At 23.30
25.16
uns certos judeus da Ásia, 19Os quais convinha que estivessem presentes perante ti, e me acusassem, se alguma coisa contra mim tivessem. 20Ou digam estes mesmos, se acharam em mim alguma iniquidade, quando compareci perante o conselho, 21A não ser estas palavras, que, estando entre eles, clamei:
24.21:
At 23.6
28.20
Hoje sou julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos. 22Então Félix, havendo ouvido estas coisas, lhes pôs dilação, dizendo: Havendo-me informado melhor deste caminho, quando o tribuno
24.22:
At 24.7
Lísias tiver descido então tomarei inteiro conhecimento dos vossos negócios. 23E mandou ao centurião que o guardassem em prisão, tratando-o com brandura,
24.23:
At 27.3
28.16
e que a ninguém dos seus proibisse servi-lo ou vir ter com ele. 24E alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e ouviu-o acerca da fé em Cristo. 25E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, espavorido, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei. 26Esperando ao mesmo tempo que Paulo lhe desse
24.26:
Êx 23.8
dinheiro, para que o soltasse; pelo que também muitas vezes o mandava chamar, e falava com ele. 27Mas, passados dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo; e, querendo Félix comprazer
24.27:
Êx 23.2
At 12.3
25.9,14
aos judeus, deixou a Paulo preso.

25

Paulo comparece perante Festo e apela para César

251ENTRANDO pois Festo na província, subiu dali a três dias de Cesareia a Jerusalém. 2E o sumo sacerdote e

25.2:
At 24.1
25.15
os principais dos judeus compareceram perante ele contra Paulo, e lhe rogaram, 3Pedindo como favor contra ele que o fizesse vir a Jerusalém,
25.3:
At 23.12,15
armando ciladas para o matarem no caminho. 4Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesareia, e que ele brevemente partiria para lá. 5Os que pois, disse, dentre vós têm poder, desçam
25.5:
At 18.14
25.18
comigo e, se neste varão houver algum crime, acusem-no. 6E, não se demorando entre eles mais de dez dias, desceu a Cesareia; e no dia seguinte assentando-se no tribunal, mandou que trouxessem Paulo. 7E, chegando ele, o rodearam os judeus que haviam descido de Jerusalém,
25.7:
Mc 15.3
Lc 23.2,10
At 24.5,13
trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar. 8Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma
25.8:
At 6.13
24.12
28.17
contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César. 9Todavia Festo,
25.9:
At 24.27
25.20
querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres tu subir a Jerusalém, e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas? 10Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes. 11Se fiz
25.11:
At 18.14
23.29
25.25
26.31
algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles;
25.11:
At 26.32
28.19
apelo para César. 12Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? para César irás. 13E, passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesareia, a saudar Festo. 14E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo,
25.14:
At 24.27
dizendo: Um certo varão foi deixado por Félix aqui preso, 15Por cujo
25.15:
At 25.2-3
respeito os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele. 16Aos quais respondi
25.16:
At 25.4-5
não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores, e possa defender-se da acusação. 17De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação
25.17:
At 25.6
alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem.

Paulo perante o rei Agripa

18Acerca do qual, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava. 19Tinham, porém, contra ele algumas questões

25.19:
At 18.15
23.29
acerca de sua superstição, e de um tal Jesus, defunto, que Paulo afirmava viver. 20E, estando eu perplexo acerca da inquirição desta causa, disse se queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado acerca destas coisas. 21E, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César. 22Então
25.22:
At 9.15
Agripa disse a Festo: Bem quisera eu ouvir também esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás. 23E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e varões principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo. 24E Festo disse: Rei Agripa, e todos os varões que estais presentes conosco: aqui vedes um homem de que toda
25.24:
At 25.2-3,7
22.22
a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais. 25Mas, achando eu que nenhuma coisa
25.25:
At 23.9,29
25.11-12
26.31
digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. 26Do qual não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever. 27Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações.

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