Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
26

O plano para matar Jesus

Marcos 14.1-2; Lucas 22.1-2; João 11.45-57

261Quando Jesus acabou de ensinar essas coisas, disse aos discípulos:

2— Vocês sabem que daqui a dois dias vai ser comemorada a Festa da Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

26.2
Êx 12.1-27

3Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus se reuniram no palácio de Caifás, o Grande Sacerdote, 4e fizeram um plano para prender Jesus em segredo e matá-lo. 5Eles diziam:

— Não vamos fazer isso durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo.

Jesus em Betânia

Marcos 14.3-9; João 12.1-8

6-7Jesus estava no povoado de Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o Leproso. Então uma mulher chegou perto de Jesus com um frasco feito de alabastro, cheio de um perfume muito caro, e derramou o perfume na cabeça dele.

26.6-7
Lc 7.37-38
8Ao verem aquilo, os discípulos ficaram zangados e disseram:

— Que desperdício! 9Esse perfume poderia ter sido vendido por uma fortuna, e o dinheiro, dado aos pobres.

10Mas Jesus, sabendo o que eles diziam, disse:

— Por que vocês estão aborrecendo esta mulher? Ela fez para mim uma coisa muito boa. 11Pois os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não.

26.11
Dt 15.11
12O que ela fez foi perfumar o meu corpo para o meu sepultamento. 13Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer lugar do mundo onde o evangelho for anunciado, será contado o que ela fez, e ela será lembrada.

Judas trai Jesus

Marcos 14.10-11; Lucas 22.3-6

14Então um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os chefes dos sacerdotes. 15Ele disse:

— Quanto vocês me pagam para eu lhes entregar Jesus?

E eles lhe pagaram trinta moedas de prata.

26.15
Zc 11.12

16E daí em diante Judas ficou procurando uma oportunidade para entregar Jesus.

Jesus comemora a Páscoa

Marcos 14.12-21; Lucas 22.7-23; João 13.21-30

17No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram:

— Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?

18Ele respondeu:

— Vão até a cidade, procurem certo homem e digam: “O Mestre manda dizer: A minha hora chegou. Os meus discípulos e eu vamos comemorar a Páscoa na sua casa.”

19Os discípulos fizeram como Jesus havia mandado e prepararam o jantar da Páscoa.

20Quando anoiteceu, Jesus e os doze discípulos sentaram para comer. 21Durante o jantar Jesus disse:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês vai me trair.

22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a perguntar:

— O senhor não está achando que sou eu; está?

23Jesus respondeu:

— Quem vai me trair é aquele que come no mesmo prato que eu.

26.23
Sl 41.9
24Pois o Filho do Homem vai morrer da maneira como dizem as Escrituras Sagradas; mas ai daquele que está traindo o Filho do Homem! Seria melhor para ele nunca ter nascido!

25Então Judas, o traidor, perguntou:

— Mestre, o senhor não está achando que sou eu; está?

Jesus respondeu:

— Quem está dizendo isso é você mesmo.

A Ceia do Senhor

Marcos 14.22-26; Lucas 22.14-20; 1Coríntios 11.23-25

26Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo:

— Peguem e comam; isto é o meu corpo.

27Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, dizendo:

— Bebam todos vocês 28porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo.

26.28 a
Êx 24.8
29Eu afirmo a vocês que nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino do meu Pai.

30Então eles cantaram canções de louvor26.30 Os Salmos 113—118, que eram cantados na Festa da Páscoa. e foram para o monte das Oliveiras.

Jesus avisa Pedro

Marcos 14.27-31; Lucas 22.31-34; João 13.36-38

31E Jesus disse aos discípulos:

— Esta noite todos vocês vão fugir e me abandonar, pois as Escrituras Sagradas dizem: “Matarei o pastor, e as ovelhas serão espalhadas.”

26.31
Zc 13.7
32Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia.
26.32
Mt 28.16

33Então Pedro disse a Jesus:

— Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem.

34Mas Jesus lhe disse:

— Eu afirmo a você que isto é verdade: nesta mesma noite, antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.

35Pedro respondeu:

— Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o senhor!

E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa.

Jesus no jardim do Getsêmani

Marcos 14.32-42; Lucas 22.39-46

36Jesus foi com os discípulos para um lugar chamado Getsêmani e lhes disse:

— Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar.

37Então Jesus foi, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu. Aí ele começou a sentir uma grande tristeza e aflição 38e disse a eles:

— A tristeza que estou sentindo é tão grande, que é capaz de me matar. Fiquem aqui vigiando comigo.

39Ele foi um pouco mais adiante, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e orou:

— Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.

40Depois voltou e encontrou os três discípulos dormindo. Então disse a Pedro:

— Será que vocês não podem vigiar comigo nem uma hora? 41Vigiem e orem para que não sejam tentados. É fácil querer resistir à tentação; o difícil mesmo é conseguir.

42Pela segunda vez Jesus foi e orou, dizendo:

— Meu Pai, se este cálice de sofrimento não pode ser afastado de mim sem que eu o beba, então que seja feita a tua vontade.

43Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo. Eles estavam com sono e não conseguiam ficar com os olhos abertos.

44Jesus tornou a sair de perto deles e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45Então voltou até onde os discípulos estavam e perguntou:

— Vocês ainda estão dormindo e descansando? Olhem! Chegou a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos maus. 46Levantem-se, e vamos embora. Vejam! Aí vem chegando o homem que está me traindo!

Jesus é preso

Marcos 14.43-52; Lucas 22.47-53; João 18.3-12

47Jesus ainda estava falando, quando chegou Judas, um dos doze discípulos. Vinha com ele uma grande multidão armada com espadas e porretes, que tinha sido mandada pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes judeus. 48O traidor tinha combinado com eles um sinal. Ele tinha dito: “Prendam o homem que eu beijar, pois é ele.” 49Judas foi até perto de Jesus e disse:

— Mestre, que a paz esteja com o senhor!

E o beijou. 50Jesus respondeu:

— Amigo, o que você vai fazer faça agora.

Então eles chegaram, prenderam Jesus e o amarraram. 51Mas um dos que estavam ali com Jesus tirou a espada, atacou um empregado do Grande Sacerdote e cortou uma orelha dele. 52Aí Jesus disse:

— Guarde a sua espada, pois quem usa uma espada será morto por uma espada. 53Você não sabe que, se eu pedisse ajuda ao meu Pai, ele me mandaria agora mesmo doze exércitos de anjos? 54Mas, nesse caso, como poderia se cumprir aquilo que as Escrituras Sagradas dizem que é preciso acontecer?

55Depois Jesus disse para aquela gente:

— Vocês vêm com espadas e porretes para me prender como se eu fosse um bandido? Eu estava todos os dias ensinando no pátio do Templo, e vocês não me prenderam.

26.55
Lc 19.47
21.37
56Mas tudo isso está acontecendo para se cumprir o que os profetas escreveram nas Escrituras Sagradas.

Então todos os discípulos abandonaram Jesus e fugiram.

Jesus diante do Conselho Superior

Marcos 14.53-65; Lucas 22.54-55,63-71; João 18.12-14,19-24

57Os homens que prenderam Jesus o levaram até a casa do Grande Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos alguns mestres da Lei e alguns líderes judeus. 58Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio da casa do Grande Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como aquilo ia terminar.

59Os chefes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior estavam procurando alguma acusação falsa contra Jesus a fim de o condenar à morte. 60Mas não puderam encontrar nada contra ele, embora muitos se levantassem para dizer mentiras a respeito dele. Afinal dois homens se apresentaram 61e disseram:

— Este homem afirmou: “Eu posso destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias.”

26.61
Jo 2.19

62Aí o Grande Sacerdote se levantou e perguntou a Jesus:

— Você não vai se defender desta acusação?

63Mas Jesus ficou calado. Então o Grande Sacerdote tornou a perguntar:

— Em nome do Deus vivo, eu exijo que você diga para nós: você é o Messias, o Filho de Deus?

64Jesus respondeu:

— Quem está dizendo isso é o senhor. Mas eu afirmo a vocês que de agora em diante vocês verão o Filho do Homem sentado do lado direito do Deus Todo-Poderoso e descendo nas nuvens do céu!

26.64
Dn 7.13

65Aí o Grande Sacerdote rasgou as suas próprias roupas e disse:

— Ele blasfemou! Não precisamos mais de testemunhas! Vocês ouviram agora mesmo esta blasfêmia contra Deus! 66Então, o que resolvem?

Eles responderam:

— Ele é culpado e deve morrer!

26.65-66
Lv 24.16

67Em seguida cuspiram no rosto de Jesus e deram bofetadas nele. E os que batiam nele

26.67
Is 50.6
68diziam:

— Ei, Messias, adivinhe para nós quem foi que bateu em você!

Pedro nega Jesus

Marcos 14.66-72; Lucas 22.56-62; João 18.15-18,25-27

69Pedro estava sentado lá fora no pátio, quando uma das empregadas chegou perto dele e disse:

— Você também estava com Jesus da Galileia.

70Mas ele negou diante de todos, dizendo:

— Eu não sei do que é que você está falando.

71Depois foi para a entrada do pátio. Outra empregada o viu e disse às pessoas que estavam ali:

— Ele estava com Jesus de Nazaré.

72Pedro negou outra vez, respondendo:

— Juro que não conheço esse homem!

73Pouco depois, os que estavam ali chegaram perto de Pedro e disseram:

— O seu modo de falar mostra que, de fato, você também é um deles.

74Então Pedro disse:

— Juro que não conheço esse homem! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade!

Naquele instante o galo cantou, 75e Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.” Então Pedro saiu dali e chorou amargamente.

27

Jesus é levado a Pilatos

Marcos 15.1; Lucas 23.1-2; João 18.28-32

271Assim que amanheceu, todos os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus fizeram os seus planos para conseguir que Jesus fosse morto. 2Eles o amarraram, levaram e entregaram ao governador Pilatos.

A morte de Judas

Atos 1.18-19

3Quando Judas, o traidor, viu que Jesus havia sido condenado, sentiu remorso e foi devolver as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos líderes judeus, 4dizendo:

— Eu pequei, entregando à morte um homem inocente.

Eles responderam:

— O que é que nós temos com isso? O problema é seu.

5Então Judas jogou o dinheiro para dentro do Templo e saiu. Depois foi e se enforcou.

6Os chefes dos sacerdotes pegaram o dinheiro e disseram:

— Isto é dinheiro sujo de sangue, e é contra a nossa Lei pôr esse dinheiro na caixa das ofertas do Templo.

7Depois de conversarem sobre o assunto, resolveram usar o dinheiro para comprar o “Campo do Oleiro”, a fim de que servisse como cemitério para os não judeus. 8Por isso aquele campo é chamado até hoje de “Campo de Sangue”. 9Assim aconteceu o que o profeta Jeremias tinha dito: “Eles pegaram as trinta moedas de prata, o preço que o povo de Israel tinha concordado em pagar por ele, 10e as usaram para comprar o campo do oleiro, como o Senhor me havia mandado fazer.”

27.9-10
Zc 11.12-13

Jesus diante de Pilatos

Marcos 15.2-5; Lucas 23.1-5; João 18.33-38a

11Jesus estava em pé diante do Governador, e este o interrogou, dizendo:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— Quem está dizendo isso é o senhor.

12Mas, quando foi acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes judeus, Jesus não respondeu nada. 13Então Pilatos disse:

— Você não está ouvindo as acusações que estão fazendo contra você?

14Porém Jesus não disse nada, e o Governador ficou muito admirado com isso.

Jesus é condenado à morte

Marcos 15.6-15; Lucas 23.13-25; João 18.38b—19.16

15Em toda Festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar um dos presos, a pedido do povo. 16Naquela ocasião estava preso um homem muito conhecido, chamado Jesus Barrabás. 17Então, quando a multidão se reuniu, Pilatos perguntou:

— Quem é que vocês querem que eu solte: Jesus Barrabás ou este Jesus, que é chamado de Messias?

18Pilatos sabia muito bem que os líderes judeus haviam entregado Jesus porque tinham inveja dele.

19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, a sua esposa lhe mandou o seguinte recado:

— Não tenha nada a ver com esse homem inocente porque esta noite, num sonho, eu sofri muito por causa dele.

20Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus convenceram a multidão a pedir ao governador Pilatos que soltasse Barrabás e condenasse Jesus à morte. 21Então o Governador perguntou:

— Qual dos dois vocês querem que eu solte?

— Barrabás! — responderam eles.

22Pilatos perguntou:

— Que farei então com Jesus, que é chamado de Messias?

— Crucifica! — responderam todos.

23Ele perguntou:

— Que crime ele cometeu?

Aí começaram a gritar bem alto:

— Crucifica!

24Então Pilatos viu que não conseguia nada e que o povo estava começando a se revoltar. Aí mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:

— Eu não sou responsável pela morte deste homem. Isso é com vocês.

27.24
Dt 21.6-9

25E toda a multidão respondeu:

— Que o castigo por esta morte caia sobre nós e sobre os nossos filhos!

26Então Pilatos soltou Barrabás, como eles haviam pedido. Depois mandou chicotear Jesus e o entregou para ser crucificado.

Os soldados zombam de Jesus

Marcos 15.16-20; João 19.2-3

27Depois os soldados de Pilatos levaram Jesus para o Palácio do Governador e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com uma capa vermelha. 29Fizeram uma coroa de ramos cheios de espinhos, e a puseram na sua cabeça, e colocaram um bastão na sua mão direita. Aí começaram a se ajoelhar diante dele e a caçoar, dizendo:

— Viva o Rei dos Judeus!

30Cuspiam nele, pegavam o bastão e batiam na sua cabeça. 31Depois de terem caçoado dele, tiraram a capa vermelha e o vestiram com as suas próprias roupas. Em seguida o levaram para o crucificarem.

A crucificação de Jesus

Marcos 15.21-32; Lucas 23.26-43; João 19.17-27

32Quando estavam saindo, os soldados encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33Eles chegaram a um lugar chamado Gólgota. (Gólgota quer dizer “Lugar da Caveira”.) 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Mas, depois que o provou, ele não quis beber.

27.34
Sl 69.21
35Em seguida os soldados o crucificaram e repartiram as suas roupas entre si, tirando a sorte com dados, para ver qual seria a parte de cada um.
27.35
Sl 22.18
36Depois disso sentaram ali e ficaram guardando Jesus. 37Puseram acima da sua cabeça uma tabuleta onde estava escrito como acusação contra ele: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus.” 38Com Jesus, crucificaram também dois ladrões: um à sua direita e o outro à sua esquerda.

39Os que passavam por ali caçoavam dele, balançavam a cabeça e o insultavam,

27.39
Sl 22.7
109.25
40dizendo assim:

— Ei, você que disse que era capaz de destruir o Templo e tornar a construí-lo em três dias! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz e salve-se a si mesmo!

27.40
Mt 26.61
Jo 2.19

41Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes judeus também caçoavam dele, dizendo:

42— Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo! Ele é o Rei de Israel, não é? Se descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele! 43Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora!

27.43
Sl 22.8

44E até os ladrões que foram crucificados com Jesus também o insultavam.

A morte de Jesus

Marcos 15.33-41; Lucas 23.44-49; João 19.28-30

45Ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão. 46Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto:

— “Eli, Eli, lemá sabactani?” Essas palavras querem dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

27.46
Sl 22.1

47Algumas pessoas que estavam ali ouviram isso e disseram:

— Ele está chamando Elias.

48Uma dessas pessoas correu e molhou uma esponja em vinho comum, pôs na ponta de um bastão e deu para Jesus beber.

27.48
Sl 69.21
49Mas outros disseram:

— Espere. Vamos ver se Elias vem salvá-lo!

50Aí Jesus deu outro grito forte e morreu.

51Então a cortina do Templo se rasgou em dois pedaços, de cima até embaixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram.

27.51
Êx 26.31-33
52Os túmulos se abriram, e muitas pessoas do povo de Deus que haviam morrido foram ressuscitadas 53e saíram dos túmulos. E, depois da ressurreição de Jesus, entraram em Jerusalém, a Cidade Santa, onde muitos viram essas pessoas.

54O oficial do exército romano e os seus soldados, que estavam guardando Jesus, viram o terremoto e tudo o que aconteceu. Então ficaram com muito medo e disseram:

— De fato, este homem era o Filho de Deus!

55Algumas mulheres estavam ali, olhando de longe. Eram as que tinham acompanhado Jesus desde a Galileia e o haviam ajudado. 56Entre elas estavam Maria Madalena; Maria, a mãe de Tiago e de José; e a mãe dos filhos de Zebedeu.

27.55-56
Lc 8.2-3

O sepultamento de Jesus

Marcos 15.42-47; Lucas 23.50-56; João 19.38-42

57Já era quase noite quando chegou da cidade de Arimateia um homem rico chamado José. Ele também era seguidor de Jesus. 58José foi e pediu a Pilatos o corpo de Jesus. E Pilatos mandou que o entregassem a ele. 59Então José pegou o corpo, enrolou num lençol novo de linho 60e o colocou no seu próprio túmulo, que há pouco tempo havia sido cavado na rocha. Depois rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo e foi embora. 61Maria Madalena e a outra Maria estavam ali, sentadas em frente do túmulo.

A guarda do túmulo

62No dia seguinte, isto é, o dia depois da sexta-feira, os chefes dos sacerdotes e os fariseus se reuniram com Pilatos 63e disseram:

— Governador, nós lembramos que, quando ainda estava vivo, aquele mentiroso disse: “Depois de três dias eu serei ressuscitado.”

27.63
Mt 16.21
17.23
20.19
Mc 8.31
9.31
10.33-34
Lc 9.22
18.31-33
64Portanto, mande vigiar bem o túmulo até o terceiro dia, para os discípulos dele não poderem roubar o corpo e depois dizerem ao povo que ele foi ressuscitado. Pois esta última mentira seria pior do que a primeira.

65Então Pilatos disse:

— Levem estes soldados com vocês e guardem o túmulo o melhor que puderem.

66Eles foram, puseram um selo de segurança na pedra e deixaram os soldados ali, guardando o túmulo.

28

A ressurreição de Jesus

Marcos 16.1-8; Lucas 24.1-12; João 20.1-10

281Depois do sábado, no domingo bem cedo, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o túmulo. 2De repente, houve um grande tremor de terra. Um anjo do Senhor desceu do céu, tirou a pedra e sentou-se nela. 3Ele era parecido com um relâmpago, e as suas roupas eram brancas como a neve. 4Os guardas tremeram de medo do anjo e ficaram como mortos. 5Então o anjo disse para as mulheres:

— Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado, 6mas ele não está aqui; já foi ressuscitado, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele foi posto. 7Agora vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: “Ele foi ressuscitado e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo.” Era isso o que eu tinha a dizer para vocês.

8Elas foram embora depressa do túmulo, pois estavam com medo, mas muito alegres. E correram para contar tudo aos discípulos. 9De repente, Jesus se encontrou com elas e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

Elas chegaram perto dele, abraçaram os seus pés e o adoraram.

10Então Jesus disse:

— Não tenham medo! Vão dizer aos meus irmãos para irem à Galileia, e eles me verão ali.

O boato dos soldados

11Enquanto as mulheres ainda estavam no caminho, alguns dos soldados que estavam vigiando o túmulo voltaram para a cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. 12Os chefes se reuniram com os líderes judeus e fizeram os seus planos. Então deram uma grande quantia de dinheiro aos soldados 13e ordenaram o seguinte:

— Digam que os discípulos dele vieram de noite, quando vocês estavam dormindo, e roubaram o corpo. 14Se o Governador souber disso, nós vamos convencê-lo de que foi isso mesmo o que aconteceu, e vocês não terão nenhum problema.

15Os soldados pegaram o dinheiro e fizeram o que os chefes dos sacerdotes tinham mandado. E esse boato se espalhou entre os judeus até o dia de hoje.

Jesus aparece aos onze discípulos

Marcos 16.14-18; Lucas 24.36-49; João 20.19-23; Atos 1.6-8

16Os onze discípulos foram para a Galileia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado.

28.16
Mt 26.32
Mc 14.28
17E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. 18Então Jesus chegou perto deles e disse:

— Deus me deu todo o poder no céu e na terra. 19Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

28.19
At 1.8
20e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.