Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
4

Primeira fala de Elifaz

Caps. 4—5

Chegou a sua vez de sofrer

41Então Elifaz, da região de Temã, em resposta disse:

2“Jó, será que você ficará ofendido se eu falar?

Mas quem é que pode ficar calado?

3Você ensinou muita gente

e deu forças a muitas pessoas desanimadas.

4Quando alguém tropeçava, cansado e fraco,

as suas palavras o animavam a ficar de pé.

5Mas agora que chegou a sua vez de sofrer,

como é que você perde a paciência e a coragem?

6O seu temor a Deus não lhe dá confiança?

A sua vida correta não o enche de esperança?

7Você lembra de alguma pessoa inocente

que tenha caído na desgraça

ou de alguma pessoa honesta

que tenha sido destruída?

8Tenho notado que os que aram campos de maldade

e plantam sementes de desgraça

só colhem maldade e desgraça.

9Como uma tempestade, Deus os destrói na sua ira.

10Eles rugem como um leão feroz,

mas Deus os faz calar

e lhes quebra os dentes.

11Assim como leões que não podem caçar,

eles morrem de fome,

e os seus filhos se espalham.

Alguém pode ser correto diante de Deus?

12“Veio a mim de mansinho uma mensagem,

em voz tão baixa, que mal pude ouvir.

13À noite, quando as pessoas dormem um sono pesado,

eu tive um pesadelo que me deixou agitado.

4.13
Jó 33.15

14O terror tomou conta de mim,

e o meu corpo inteiro começou a tremer.

15Um sopro passou pelo meu rosto,

e eu fiquei todo arrepiado.

16Alguém estava ali;

olhei bem, mas não pude ver a sua forma.

Houve silêncio, e depois ouvi uma voz, que disse:

17‘Será que alguém pode ser correto diante de Deus?

Será que alguém pode ser puro aos olhos do seu Criador?

18Deus não confia nem nos seus servidores celestiais4.18 Ver Jó 1.6, nota a.

e até nos seus anjos ele encontra defeitos.

19Então você pensa que ele vai confiar nos seres humanos,

que são feitos de barro,

que foram criados do pó

e que podem ser esmagados como uma traça?

20Podemos estar vivos de manhã,

mas de tarde morremos para sempre,

e ninguém se importa.

21A nossa vida se acaba

como cai uma barraca,

e morremos sem termos alcançado a sabedoria.’