Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
50

A tomada da Babilônia

501O Senhor Deus me deu a seguinte mensagem a respeito da Babilônia e do seu povo:

50.1—51.64
Is 13.1—14.23
47.1-15

2“Deem a notícia às nações!

Avisem a todos!

Deem o sinal

e espalhem a novidade!

Não deixem que ela fique em segredo!

‘A Babilônia caiu!

O seu deus Bel-Marduque está desesperado!

Os ídolos da Babilônia estão cobertos de vergonha,

e as suas imagens nojentas estão cheias de medo!’ ”

3— Um povo do Norte veio atacar a Babilônia, e ela vai virar um deserto. As pessoas e os animais fugirão, e ninguém mais viverá ali.

A volta de Israel

4O Senhor Deus disse:

— Quando esse tempo chegar, o povo de Israel e o povo de Judá voltarão chorando e procurarão a mim, o seu Deus. 5Perguntarão onde é o caminho para Sião e vão seguir nessa direção. E vão dizer assim: “Vamos nos ligar com Deus, o Senhor, e fazer com ele uma aliança que durará para sempre.”

6— O meu povo é como ovelhas perdidas nas montanhas por culpa dos pastores. Como ovelhas, caminharam de montanha em montanha e esqueceram a sua casa. 7Foram atacados por todos aqueles que os encontraram. Os seus inimigos dizem: “Eles pecaram contra Deus, e por isso o que fizemos não está errado. Eles deveriam ter ficado fiéis a Deus, o Senhor, como os seus antepassados ficaram.”

8— Israelitas, fujam da Babilônia! Deixem o país! Sejam os primeiros a sair!

50.8
Ap 18.4
9Pois levantarei no Norte um grupo de nações fortes e farei com que ataquem a Babilônia. Essas nações ficarão em linha de batalha para lutar contra a cidade e a conquistarão. Os seus soldados atiram flechas como bons caçadores que nunca erram o alvo. 10Tirarão todas as riquezas da Babilônia e levarão embora tudo o que quiserem. Eu, o Senhor, estou falando.

A queda de Babilônia

11O Senhor Deus diz:

— Povo de Babilônia, vocês levaram todas as riquezas da minha nação. Vocês agora estão alegres e felizes, andando soltos como um bezerro no pasto ou rinchando como um cavalo bravo. 12Mas a cidade de vocês ficará humilhada e muito envergonhada. A Babilônia será a nação menos importante de todas; ela vai virar um deserto seco, sem água. 13Por causa da minha ira, Babilônia ficará arrasada, e ninguém viverá ali. Todos os que passarem por lá ficarão admirados e espantados, vendo o que aconteceu com a cidade.

14— Flecheiros, fiquem em linha de batalha para lutar contra Babilônia e cerquem a cidade. Atirem todas as suas flechas contra ela, pois pecou contra mim, o Senhor. 15Soltem o grito de guerra em volta da cidade toda! Agora, Babilônia se entregou. Abriram brechas nas suas muralhas e as derrubaram. Eu, o Senhor, estou me vingando dos babilônios. Vocês também se vinguem deles e os tratem como eles trataram os outros. 16Não deixem que plantem, nem que façam colheitas na Babilônia. Todos os estrangeiros que vivem lá ficarão com medo do exército inimigo e voltarão para as suas pátrias.

A volta de Israel

17O Senhor Deus diz:

— O povo de Israel é como ovelhas que os leões caçam e espalham. Primeiro, os israelitas foram atacados pelo rei da Assíria, e depois o rei Nabucodonosor, da Babilônia, roeu os ossos deles. 18Por isso, eu, o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, castigarei o rei Nabucodonosor e a sua nação, do mesmo jeito que castiguei o rei da Assíria. 19Levarei o povo de Israel de volta para a sua pátria. Eles vão se alimentar do que cresce no monte Carmelo e na região de Basã e comerão tudo o que quiserem do que dá nas terras de Efraim e Gileade. 20Quando esse dia chegar, ninguém achará mais pecado em Israel nem maldade em Judá, pois perdoarei aqueles que eu deixar com vida. Eu, o Senhor, estou falando.

A condenação da Babilônia

21O Senhor diz:

— Ataquem o povo de Merataim e Pecode. Matem, acabem de uma vez com eles. Façam tudo o que estou mandando. 22O barulho da batalha é ouvido no país, e há grande destruição. 23A Babilônia quebrou o mundo a marretadas, e agora a marreta está quebrada em pedaços! Todas as nações estão espantadas, vendo o que aconteceu com a Babilônia. 24Você, Babilônia, sem saber, caiu na armadilha que eu armei. Você foi apanhada e presa porque lutou contra mim. 25Eu, o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, abri o lugar onde as minhas armas estão guardadas. Tirei as minhas armas para fora, pois estou irado e tenho um serviço a fazer na Babilônia. 26Ataquem de todos os lados e arrebentem os depósitos de cereais! Amontoem as riquezas como se fossem montes de cereais! Destruam o país! Não deixem sobrar nada! 27Matem todos os seus soldados! Acabem com eles! Coitado do povo da Babilônia! Chegou o dia do seu castigo!

28Já posso ver os refugiados que escaparam da Babilônia chegando a Sião e contando como o Senhor, nosso Deus, se vingou daquilo que os babilônios fizeram contra o Templo dele.

29— Digam aos flecheiros que ataquem Babilônia. Mandem para lá todos os que sabem usar o arco e a flecha. Cerquem a cidade e não deixem ninguém escapar. Que a Babilônia pague por tudo o que fez! Façam com ela o que ela fez com os outros, pois me tratou com orgulho a mim, o Santo Deus de Israel.

50.29
Ap 18.6
30Por isso, os seus jovens serão mortos nas ruas, e todos os seus soldados serão destruídos naquele dia. Sou eu, o Senhor, quem está falando.

31— Babilônia, você está muito orgulhosa, e por isso eu, o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, estou contra você! Chegou a hora de castigá-la. 32Você, nação orgulhosa, tropeçará e cairá, e ninguém a ajudará a se levantar. Eu porei fogo nas suas cidades, e tudo o que está em volta será destruído.

33O Senhor Todo-Poderoso diz:

— O povo de Israel e o povo de Judá estão sofrendo perseguição. Todos aqueles que os prenderam os estão vigiando de perto e não querem soltá-los. 34Mas aquele que vai libertá-los é forte; o seu nome é Senhor, o Todo-Poderoso. Ele mesmo defenderá a causa deles e trará paz à terra; mas para o povo da Babilônia ele trará confusão.

35O Senhor diz:

“Morram a Babilônia!

Morra o seu povo,

as suas autoridades

e os seus sábios!

36Morram os seus adivinhos mentirosos e tolos!

Morram os seus soldados,

que estão apavorados!

37Acabem com os seus cavalos

e com os seus carros de guerra!

Morram os soldados tão fracos

que ela contratou!

Destruam os tesouros dela!

Peguem as suas riquezas

e levem embora!

38Virá uma seca à sua terra,

e os seus rios secarão.

A Babilônia é uma terra de ídolos medonhos,

ídolos que têm feito o seu povo de bobo.”

39— E assim feras do deserto, lobos e aves imundas morarão em Babilônia. Nunca mais viverá gente ali; o lugar ficará para sempre sem moradores.

50.39
Ap 18.2
40Acontecerá com Babilônia o que aconteceu com Sodoma e Gomorra, que eu destruí junto com as cidades que ficavam ao seu redor. Nunca mais ninguém viverá lá. Sou eu, o Senhor, quem está falando.
50.40
Gn 19.24-25

41“Um povo vem vindo de longe,

de uma terra do Norte;

uma forte nação e muitos reis

estão se preparando para a guerra.

42Estão armados com arcos e espadas.

São cruéis e não têm piedade.

Eles vêm montados em cavalos,

fazendo o barulho do mar quando está bravo.

Eles estão prontos para atacar a Babilônia.

43O rei da Babilônia ouve as notícias,

e os seus braços ficam moles.

A aflição e a dor tomam conta dele

como acontece com a mulher na hora do parto.”

44— Assim como um leão sai da floresta na beira do rio Jordão e sobe até a terra de pastos verdes, assim eu, o Senhor Deus, virei e farei com que os babilônios fujam correndo da sua cidade. Então o chefe que eu escolher governará a nação. Quem pode se comparar comigo? Quem tem coragem de me desafiar? Que governador poderia me enfrentar? 45Por isso, prestem atenção no plano que eu, o Senhor, fiz contra a cidade de Babilônia; escutem o que vou fazer com o seu povo. Até as suas crianças serão arrastadas, e os que ouvirem falar disso ficarão horrorizados. 46Quando Babilônia cair, o barulho será tão grande, que a terra tremerá, e os gritos de pavor serão ouvidos pelas outras nações.

51

Mais condenação para a Babilônia

511O Senhor Deus diz:

— Eu farei com que venha um vento destruidor contra a Babilônia e o seu povo. 2Mandarei estrangeiros para destruírem o país como o vento que joga longe a palha. Quando chegar esse dia de destruição, eles atacarão de todos os lados e deixarão a terra deserta. 3Não permitam que os soldados da Babilônia atirem as suas flechas ou vistam as suas couraças. Não deixem de matar os jovens! Destruam todo o exército! 4Eles serão feridos e morrerão nas ruas das suas cidades. 5Eu, o Senhor Todo-Poderoso, não abandonei Israel e Judá. Mas o povo da Babilônia tem pecado contra mim, o Santo Deus de Israel. 6Fujam da Babilônia! Salve-se quem puder! Não sejam mortos por causa do pecado da Babilônia. Agora, eu me vingarei dela e lhe darei o castigo que merece. 7A Babilônia era na minha mão como um copo de ouro que fazia o mundo inteiro ficar bêbado. As nações beberam o vinho que havia nela e ficaram loucas. 8De repente, a Babilônia caiu e ficou arrasada. Chorem por ela! Arranjem remédio para as suas feridas, e assim talvez ela seja curada. 9Os estrangeiros que moravam lá disseram: “Quisemos ajudar a Babilônia, mas já era tarde demais. Vamos sair e voltar cada um para a sua pátria. Deus castigou com toda a sua força a Babilônia e a destruiu completamente.”

10O Senhor Deus diz:

— O meu povo grita assim: “O Senhor mostrou que estamos certos. Vamos a Jerusalém contar ao povo o que o Senhor, nosso Deus, tem feito.”

11O Senhor despertou o ânimo dos reis da Média porque ele quer destruir a Babilônia. É assim que ele vingará a destruição do seu Templo.

Os oficiais ordenam:

— Afiem as suas flechas! Aprontem os seus escudos! 12Deem o sinal para atacar as muralhas de Babilônia! Reforcem a guarda! Coloquem sentinelas! Ponham homens de tocaia!

O Senhor Deus fez o que havia planejado; ele cumpriu a ameaça que tinha feito a respeito do povo da Babilônia. 13A Babilônia tem muitos rios e muitos tesouros, mas chegou a hora, e o fio da sua vida está cortado.

51.13
Ap 17.1
14O Senhor Todo-Poderoso jurou pela sua própria vida que ia trazer muitos homens para atacarem a Babilônia. Eles chegarão como uma nuvem de gafanhotos e darão o grito de vitória.

Hino de louvor a Deus

15Pelo seu poder, o Senhor Deus fez a terra;

com a sua sabedoria, ele criou o mundo

e, com a sua inteligência, estendeu o céu como uma barraca.

16Quando o Senhor dá ordem,

as águas rugem no céu.

Ele manda as nuvens subirem dos fins da terra.

Ele faz o raio para a chuva

e manda o vento sair dos seus depósitos.

17Diante disso, todos os seres humanos são tolos e ignorantes;

todos os que fabricam ídolos ficam desapontados

porque fazem deuses falsos,

que não têm vida.

18Esses ídolos não valem nada;

são uma tapeação.

Serão destruídos quando o Senhor vier castigá-los.

19O Deus de Jacó não é assim;

foi ele quem fez todas as coisas

e escolheu Israel para ser o seu povo.

O seu nome é Senhor, o Todo-Poderoso.

Babilônia, poder destruidor nas mãos de Deus

20O Senhor Deus diz:

“Babilônia, você foi o meu porrete de guerra,

você foi as minhas armas de combate.

Por meio de você, eu despedacei nações

e acabei com reinos.

21Por meio de você, esmaguei cavalos e cavaleiros

e destruí carros de guerra

e aqueles que os dirigiam.

22Por meio de você, matei homens e mulheres,

despedacei velhos e moços

e esmaguei homens e moças.

23Por meio de você, esmigalhei pastores e os seus rebanhos,

despedacei lavradores e os seus bois de arado

e esmaguei governadores e altas autoridades.”

O castigo da Babilônia

24O Senhor Deus diz:

— Vocês verão como vou fazer com que a Babilônia e o seu povo paguem por todo o mal que fizeram a Jerusalém. 25Babilônia, você é como uma montanha que destrói o mundo inteiro; mas eu, o Senhor, sou seu inimigo. Eu a pegarei e arrasarei; eu farei você virar cinza. 26Nenhuma das suas pedras será usada para uma nova construção. Você vai virar para sempre um deserto. Sou eu, o Senhor, quem está falando.

27— Deem o sinal de ataque! Toquem as cornetas para que os povos escutem! Preparem as nações para lutarem contra Babilônia! Digam aos reinos de Ararate, Mini e Asquenaz que ataquem. Indiquem um oficial para comandar o ataque. Tragam um grande número de cavalos, como se fossem uma nuvem de gafanhotos. 28Preparem os reis da Média, as suas autoridades, os seus oficiais e todos os países que eles controlam, para que eles guerreiem contra Babilônia. 29A terra treme e se abala porque o Senhor está fazendo o que planejou. Ele fará Babilônia virar um deserto onde não mora ninguém. 30Os soldados babilônios pararam de lutar e ficam nas suas fortalezas. Perderam toda a coragem; parecem mulheres. Os portões da cidade estão quebrados, e as casas pegaram fogo. 31Saem correndo mensageiros, um depois do outro, para contar ao rei da Babilônia que a cidade foi invadida de todos os lados. 32O inimigo tomou as passagens do rio e pôs fogo nas fortalezas. Os soldados babilônios ficaram apavorados. 33Dentro de pouco tempo, o inimigo os cortará e pisará como trigo no terreiro. O Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, está falando.

34O rei da Babilônia cortou Jerusalém em pedaços

e a devorou.

Ele esvaziou a cidade como um jarro;

como um monstro, ele a engoliu.

Ele tirou o que queria

e jogou o resto fora.

35Diga o povo de Sião:

“Que a Babilônia receba de volta a violência que nos fez!”

E diga ainda o povo de Jerusalém:

“Que a Babilônia seja castigada

pelo que sofremos!”

Deus ajudará Israel

36Assim diz o Senhor Deus ao povo de Jerusalém:

— Defenderei a causa de vocês e os vingarei. Secarei a fonte de água da Babilônia e farei com que os seus rios sequem. 37Então Babilônia se tornará um montão de pedras, onde vivem animais ferozes. Será um espetáculo horrível. Ninguém vai morar lá, e todos os que olharem para Babilônia ficarão horrorizados por causa do que aconteceu com ela. 38Todos os babilônios rugem como leões e rosnam como leõezinhos. 39Será que eles são esganados? Farei uma festa para eles. Eu os embriagarei e alegrarei. Aí eles dormirão e nunca mais acordarão. 40Eu os levarei para serem mortos, como se fossem cordeiros, bodes e carneiros. Eu, o Senhor, estou falando.

A queda de Babilônia

41O Senhor Deus diz:

— Babilônia, a cidade que era admirada em todo o mundo, foi tomada! Que espetáculo horrível ela se tornou para as outras nações! 42O mar rolou sobre Babilônia e a cobriu com ondas violentas. 43As cidades estão arrasadas; são como um deserto sem água, onde ninguém mora e por onde ninguém passa. 44Eu castigarei Bel, o deus da Babilônia, e farei com que ele devolva as coisas que roubou. As nações não o adorarão mais.

— As muralhas de Babilônia caíram. 45Povo de Israel, fuja de lá. Que cada um salve a sua vida do fogo da minha ira! 46Não percam a coragem, nem fiquem com medo das notícias que ouvirem. Cada ano, se espalha uma notícia diferente; são notícias de violência na terra e de um rei lutando contra outro. 47E assim está chegando a hora em que vou castigar os ídolos da Babilônia. Os moradores da sua terra ficarão com vergonha por causa da derrota, e todos serão mortos. 48Quando Babilônia cair e for destruída pelo povo que vem do Norte, então tudo o que existe no céu e na terra cantará de alegria.

51.48
Ap 18.20
49Babilônia matou gente em todo o mundo e agora ela cairá porque matou tantos israelitas. Eu, o Senhor, estou falando.
51.49
Ap 18.24

Mensagem aos judeus na Babilônia

50O Senhor diz:

— Meu povo que está na Babilônia, vocês escaparam da morte! Agora andem! Não fiquem esperando! Embora estejam longe de casa, pensem em mim, o Deus de vocês, e lembrem de Jerusalém. 51Vocês dizem: “Estamos envergonhados porque fomos insultados. Estamos humilhados porque os estrangeiros invadiram os lugares santos do Templo.” 52Por isso, digo que está chegando a hora em que vou castigar os ídolos da Babilônia; e os feridos vão gemer, espalhados pelo país inteiro. 53Mesmo que a Babilônia pudesse subir até o céu e construir ali uma fortaleza, ainda assim eu mandaria gente para destruí-la. Eu, o Senhor, estou falando.

A destruição de Babilônia

54O Senhor Deus diz:

“Escutem os gritos em Babilônia,

gente chorando por causa da destruição que há no país.

55Estou destruindo Babilônia

e fazendo com que ela fique quieta.

Como ondas violentas, os exércitos invadem

e atacam com gritos barulhentos.

56Vieram para destruir Babilônia;

os seus soldados são presos,

e os seus arcos e as suas flechas são quebrados.

Eu, o Senhor, sou Deus que castiga o mal;

eu vou tratar Babilônia do jeito que ela merece.

57Farei com que os seus governantes fiquem bêbados

e também os seus sábios, as suas autoridades e os seus soldados.

Eles vão dormir

e nunca mais vão acordar.

Sou eu, o Rei, quem está falando.

O meu nome é Senhor, o Todo-Poderoso.

58As grossas muralhas de Babilônia serão completamente arrasadas,

e os seus altos portões serão destruídos pelo fogo.

Todo o trabalho dos povos não vale nada;

os esforços das nações se acabam nas chamas.”

O Senhor Todo-Poderoso falou.

A mensagem de Jeremias é enviada à Babilônia

59Seraías, filho de Nerias e neto de Maaseias, era o oficial ajudante do rei Zedequias, de Judá. No quarto ano do reinado de Zedequias em Judá, Seraías estava de saída para a Babilônia, e então eu lhe dei algumas ordens. 60Escrevi num livro como a Babilônia ia ser destruída e todas as outras coisas que iam acontecer com ela. 61E disse a Seraías:

— Quando você chegar à cidade de Babilônia, faça questão de ler em voz alta tudo o que está escrito aqui. 62Depois, ore assim: “Ó Senhor Deus, tu disseste que vais destruir este lugar, de tal modo que aqui não ficará nenhum ser vivo, nem pessoas nem animais. A cidade será como um deserto para sempre.” 63Quando você acabar de ler para o povo este livro, amarre uma pedra nele e jogue-o no rio Eufrates. 64Então diga: “Isto é o que acontecerá com a Babilônia — ela vai afundar e nunca mais se levantará, por causa da destruição que Deus vai trazer sobre ela.”

As palavras de Jeremias terminam aqui.

51.63-64
Ap 18.21

52

A queda de Jerusalém

2Reis 24.18—25.7; 2Crônicas 36.11-21; Jeremias 39.1-7

521Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando se tornou rei de Judá; e reinou onze anos em Jerusalém. A sua mãe se chamava Hamutal, filha de outro Jeremias, que vivia na cidade de Libna. 2O rei Zedequias pecou contra Deus, o Senhor, fazendo o que era errado, como o rei Jeoaquim também havia feito. 3O Senhor ficou muito irado com o povo de Judá e de Jerusalém e por isso fez com que fossem levados como prisioneiros.

Zedequias se revoltou contra o rei da Babilônia. 4No ano nono do reinado de Zedequias em Judá, no dia dez do décimo mês, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, veio com todo o seu exército e atacou Jerusalém. Eles acamparam fora da cidade e construíram torres em volta para cercá-la.

52.4
Ez 24.2
5A cidade ficou cercada até o ano onze do reinado de Zedequias. 6No dia nove do quarto mês daquele mesmo ano, a fome apertou na cidade; o povo não tinha nada para comer. 7Quando os babilônios abriram brechas nas muralhas, todos os soldados judeus tentaram fugir durante a noite, embora a cidade estivesse cercada. Foram pelo caminho do jardim real, atravessaram o portão que liga as duas muralhas e fugiram na direção do vale do Jordão.
52.7
Ez 33.21
8Mas o exército dos babilônios perseguiu o rei Zedequias e o prendeu na planície de Jericó. E todos os seus soldados o abandonaram. 9Zedequias foi levado como prisioneiro ao rei Nabucodonosor, que estava na cidade de Ribla, na região de Hamate. Ali Nabucodonosor o condenou. 10Em Ribla, o rei da Babilônia mandou matar os filhos de Zedequias na presença do pai. Também mandou matar as autoridades de Judá. 11Depois, mandou furar os olhos de Zedequias e o prendeu com correntes de bronze a fim de levá-lo para a Babilônia. E Zedequias ficou na prisão em Babilônia até o dia da sua morte.
52.11
Ez 12.13

A destruição do Templo

2Reis 25.8-17; 2Crônicas 36.17-21

12No ano décimo nono do reinado de Nabucodonosor, da Babilônia, no dia dez do quinto mês, Nebuzaradã, conselheiro do rei e comandante-geral do seu exército, entrou em Jerusalém. 13Ele incendiou o Templo, o palácio do rei e as casas de todas as pessoas importantes de Jerusalém.

52.13
1Rs 9.8
14Os seus soldados derrubaram as muralhas da cidade. 15E Nebuzaradã levou como prisioneiros para a Babilônia os que haviam sido deixados na cidade, os que haviam fugido para o lado dele e o resto dos operários especializados. 16Mas deixou em Judá algumas das pessoas mais pobres e as pôs para trabalhar nas plantações de uvas e nos campos.

17Os babilônios quebraram as colunas de bronze e as carretas que estavam ao lado do Templo e também o grande tanque de bronze. Então levaram todo o bronze para a Babilônia. 18Levaram as pás e as vasilhas usadas para carregar as cinzas do altar e as tesouras de cortar pavios de lamparinas. Levaram as tigelas onde era recolhido o sangue dos sacrifícios, as vasilhas de queimar incenso e todos os objetos de bronze usados no culto. 19Levaram todas as peças feitas de ouro ou de prata: as vasilhas pequenas, os pratos de carregar brasas, as tigelas em que era recolhido o sangue dos sacrifícios, as vasilhas para cinza, os candeeiros, as vasilhas de incenso e os vasos usados nas ofertas de bebidas. 20Não foi possível calcular o peso dos objetos de bronze que o rei Salomão havia feito para o Templo, isto é, as duas colunas, as carretas, o grande tanque e os doze bois que o sustentavam. 21-22As duas colunas eram iguais: cada uma tinha oito metros de altura por cinco metros e trinta e cinco centímetros de circunferência. Eram ocas, e a grossura do metal era de dez centímetros. No alto de cada coluna havia um remate de bronze, que media dois metros e vinte de altura. Em toda a volta do remate havia um enfeite rendilhado e com romãs. Tudo isso também era de bronze. 23No enfeite rendilhado de cada coluna havia cem romãs, sendo que noventa e seis delas podiam ser vistas do chão.

52.17-23
1Rs 7.15-47

O povo de Judá é levado para a Babilônia

2Reis 25.18-21,27-30

24Nebuzaradã, o comandante-geral, também levou como prisioneiros Seraías, o Grande Sacerdote, e Sofonias, o segundo sacerdote, e os três outros oficiais de importância no Templo. 25Da cidade, ele levou o oficial que tinha sido o comandante das tropas, sete conselheiros do rei que ainda estavam lá, o oficial encarregado de alistar homens para o exército e mais sessenta homens importantes. 26Nebuzaradã os levou ao rei da Babilônia, que estava na cidade de Ribla, 27na terra de Hamate. Ali o rei mandou surrá-los e depois matá-los.

Assim o povo de Judá foi levado como prisioneiro para fora da sua terra. 28Este é o número de prisioneiros que Nabucodonosor levou: no sétimo ano do seu reinado, levou três mil e vinte e três; 29no décimo oitavo ano, oitocentos e trinta e dois, de Jerusalém. 30No vigésimo terceiro ano, Nebuzaradã levou setecentos e quarenta e cinco. Ao todo, foram levadas quatro mil e seiscentas pessoas.

31No ano em que se tornou rei da Babilônia, Evil-Merodaque foi bondoso com o rei Joaquim, de Judá, e o libertou da prisão. Isto aconteceu trinta e sete anos, onze meses e vinte e cinco dias depois que Joaquim havia sido levado como prisioneiro. 32Evil-Merodaque tratou Joaquim com bondade e lhe deu uma posição mais alta do que a dos outros reis que eram prisioneiros com ele em Babilônia. 33Assim deixaram que Joaquim tirasse as suas roupas de prisioneiro, e vestisse as suas próprias roupas, e comesse junto com o rei pelo resto da sua vida. 34E todos os dias, enquanto viveu, recebeu do rei uma pensão para o seu sustento.