Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
38

Jeremias no poço

381Certa vez, Sefatias, filho de Matã, e Gedalias, filho de Pasur, e Jucal, filho de Selemias, e Pasur, filho de Malquias, ouviram o que eu estava dizendo ao povo. Eu dizia que 2o Senhor Deus tinha dito o seguinte:

— Quem ficar na cidade morrerá em combate, ou de fome, ou de doença. Mas aquele que sair e se entregar aos babilônios não será morto; pelo menos, escapará com vida e continuará a viver.

3Eu estava dizendo que o Senhor também tinha dito isto:

— Certamente entregarei esta cidade ao exército do rei da Babilônia, e ele a conquistará.

4Então as autoridades disseram ao rei:

— Este homem tem de morrer. Falando desse jeito, ele está tirando a coragem dos soldados que estão na cidade e desanimando todo o povo. Este homem não está procurando ajudar; o que ele quer é a desgraça de todos.

5O rei Zedequias disse:

— Muito bem! Façam o que quiserem com Jeremias. Eu não posso segurar vocês.

6Então eles me pegaram e me puseram dentro do poço que havia no pátio da guarda e que era do príncipe Malquias. Eles me desceram com cordas. Não havia água no poço; só lama; e eu me atolei na lama.

7-8Ebede-Meleque, um eunuco nascido na Etiópia, que trabalhava no palácio real, ficou sabendo que me haviam jogado no poço. Então saiu do palácio e foi falar com o rei, que naquela hora estava julgando causas no Portão de Benjamim. Ebede-Meleque disse o seguinte:

9— Ó rei, meu senhor, o que aqueles homens fizeram está errado. Jogaram Jeremias no poço, e ele na certa vai morrer de fome, pois não há mais comida na cidade.

10Aí o rei deu ordem para Ebede-Meleque levar trinta homens dali e me tirar do poço antes que eu morresse. 11Então Ebede-Meleque levou os homens ao depósito do palácio. Pegou alguns trapos e roupas usadas e os desceu por meio de cordas para dentro do poço onde eu estava. 12E disse:

— Jeremias, ponha esses trapos debaixo dos braços para que as cordas não machuquem você.

Eu fiz o que ele mandou. 13Então me puxaram com as cordas e me tiraram do poço. Depois disso, fiquei no pátio da guarda.

Zedequias pede conselho a Jeremias

14O rei Zedequias mandou que me levassem até a terceira entrada do Templo, onde ele estava. Então disse:

— Jeremias, vou lhe fazer uma pergunta e não quero que você esconda nada de mim.

15Eu respondi:

— Se eu disser a verdade, o senhor me matará; e, se eu lhe der conselhos, o senhor não ouvirá.

16Aí o rei Zedequias me prometeu, em segredo, o seguinte:

— Pelo Senhor Deus, que está vivo e que nos deu a vida, juro que não matarei você, nem o entregarei aos homens que querem matá-lo.

17Então eu disse a Zedequias que o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte:

— Rei Zedequias, se você se entregar aos oficiais do rei da Babilônia, você não será morto, e esta cidade não será queimada. Tanto você como a sua família ficarão vivos. 18Porém, se você não se entregar, então esta cidade será entregue aos babilônios, e eles a queimarão. E você não escapará deles.

19O rei Zedequias respondeu:

— Mas eu tenho medo dos judeus que passaram para o lado dos babilônios. Pode acontecer que os babilônios me entreguem a esses judeus, e eles me torturem.

20Aí eu disse ao rei:

— O senhor não será entregue a esses judeus. Por favor, obedeça à mensagem do Senhor Deus, como lhe falei. Então tudo lhe correrá bem, e o senhor não será morto. 21Mas Deus me mostrou o que acontecerá se o senhor não quiser se entregar. 22Todas as mulheres que ficarem no palácio real de Judá serão levadas para os oficiais do rei da Babilônia. E elas irão dizendo assim:

“O rei foi enganado e dominado pelos seus melhores amigos.

E, agora que ele afundou os pés na lama,

os seus amigos o abandonaram.”

23Eu disse ainda:

— Rei Zedequias, todas as suas mulheres e os seus filhos serão entregues aos babilônios, e o senhor também não escapará deles. O senhor será levado como prisioneiro pelo rei da Babilônia, e esta cidade será destruída pelo fogo.

24Aí Zedequias me recomendou:

— Jeremias, não conte esta conversa a ninguém; se não, a sua vida correrá perigo. 25Se as autoridades souberem que eu estive falando com você, vão lhe perguntar o que foi que conversamos. E vão prometer que não o matarão se você lhes contar tudo. 26Se isso acontecer, diga que você veio me pedir que não o mandasse de volta à casa de Jônatas, pois ali você morreria.

27Então todos os oficiais vieram e me fizeram perguntas. E eu respondi como o rei havia ordenado. Eles me deixaram em paz porque não tinham ouvido nada da conversa. 28E eu fiquei ali no pátio da guarda até o dia em que Jerusalém foi tomada.

38.28
Ez 33.21

39

Os babilônios conquistam Jerusalém

2Reis 25.1-21; 2Crônicas 36.17-21; Jeremias 52.3-30

391No décimo mês do ano nono do reinado de Zedequias em Judá, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, veio com todo o seu exército e atacou a cidade de Jerusalém. 2No ano décimo primeiro do reinado de Zedequias, no dia nove do quarto mês, eles conseguiram abrir uma brecha na muralha da cidade.

3Quando Jerusalém foi tomada39.3 As palavras “Quando Jerusalém foi tomada” foram tiradas do final do capítulo 38 e colocadas aqui., todos os altos funcionários do rei da Babilônia vieram e sentaram nos seus lugares, no Portão do Meio. Entre eles, estavam Nergal-Sarezer, Sangar-Nebo, Sarsequim e outro Nergal-Sarezer.

4Quando o rei Zedequias e todos os seus soldados viram o que havia acontecido, tentaram fugir da cidade durante a noite. Eles saíram pelo caminho do jardim do rei, foram pelo portão que ligava as duas muralhas e fugiram na direção do vale do Jordão. 5Mas o exército dos babilônios os perseguiu e prendeu Zedequias na planície de Jericó. Eles o levaram como prisioneiro ao rei Nabucodonosor, que estava na cidade de Ribla, na região de Hamate. Ali Nabucodonosor o condenou. 6Em Ribla, o rei da Babilônia mandou matar os filhos de Zedequias na presença do pai. Também mandou matar as autoridades de Judá. 7Depois, mandou furar os olhos de Zedequias e o prendeu com correntes de bronze a fim de levá-lo para a Babilônia. 8Enquanto isso, os babilônios incendiaram o palácio real e as casas do povo e derrubaram as muralhas de Jerusalém. 9E Nebuzaradã, o comandante-geral do exército babilônio, levou como prisioneiros para a Babilônia os que haviam sido deixados na cidade e os que haviam fugido para o lado dele. 10Mas deixou ficar na terra de Judá algumas pessoas mais pobres, que não tinham propriedades, e lhes deu plantações de uvas e terras.

Jeremias é libertado

11E Nabucodonosor, rei da Babilônia, deu a Nebuzaradã a seguinte ordem a meu respeito:

12— Vá buscar Jeremias e cuide bem dele. Não o trate mal, mas faça por ele o que ele quiser.

13Assim Nebuzaradã, junto com Nebusazbã, alto oficial, e Nergal-Sarezer, que também era alto oficial, e todas as outras autoridades do rei da Babilônia 14mandaram me tirar do pátio da guarda. Fui entregue a Gedalias, filho de Aicã e neto de Safã, e ele me levou para casa. Assim eu fiquei em Jerusalém, no meio do povo.

Mensagem para Ebede-Meleque

15Enquanto eu ainda estava preso no pátio da guarda, o Senhor Deus falou comigo. Ele me mandou 16que dissesse a Ebede-Meleque, da Etiópia, que o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte:

— Conforme prometi, não trarei progresso e sim destruição a esta cidade de Jerusalém. E, quando isso acontecer, você estará aqui para ver. 17Mas eu, o Senhor, o protegerei, e você não será entregue nas mãos daqueles de quem está com medo. 18Eu o salvarei: você não morrerá. Você continuará vivo porque confiou em mim. Eu, o Senhor, falei.

40

Jeremias e Gedalias

401O Senhor Deus falou comigo outra vez depois que o comandante-geral Nebuzaradã me havia posto em liberdade na cidade de Ramá. Eu tinha sido acorrentado, junto com todo o povo de Jerusalém e de Judá que estava sendo levado como prisioneiro para a Babilônia. 2O comandante-geral me chamou de lado e disse:

— O Senhor, seu Deus, ameaçou destruir esta terra 3e agora fez o que tinha dito. Tudo isso aconteceu porque o seu povo pecou contra o Senhor e não lhe obedeceu. 4Agora, estou tirando as correntes dos seus pulsos e pondo você em liberdade. Se quiser vir comigo para a Babilônia, venha, e eu cuidarei bem de você. Mas, se não quiser, não venha. Você pode ficar em qualquer lugar deste país. Vá para onde quiser e achar melhor.

5Mas, como eu estava demorando a me decidir, Nebuzaradã me disse:

— Volte e fique com Gedalias, filho de Aicã e neto de Safã. O rei da Babilônia colocou Gedalias como governador das cidades de Judá. Você pode ficar com ele e viver no meio do povo ou então ir para onde achar melhor.

Nebuzaradã me deu mantimentos e um presente e deixou que eu fosse embora. 6Então fui e fiquei com Gedalias, em Mispa. E ali passei a viver no meio do povo que tinha ficado na terra de Judá.

O governo de Gedalias

2Reis 25.22-24

7Alguns oficiais de Judá e os seus soldados, que estavam no campo, não haviam se entregado. Eles ouviram falar que o rei da Babilônia tinha posto Gedalias, filho de Aicã, como governador do país e como responsável por todos aqueles que não haviam sido levados como prisioneiros para a Babilônia. Só os mais pobres ficaram no país. 8Então Ismael, filho de Netanias, e Joanã, filho de Careá, e Seraías, filho de Tanumete, e os filhos de Efai, da cidade de Netofa, e Jezanias, de Maacá, foram com os seus homens até Mispa a fim de falar com Gedalias. 9E Gedalias lhes disse:

— Eu dou a minha palavra que vocês não precisam ter medo de serem dominados pelos babilônios. Fiquem morando nesta terra, trabalhem para o rei da Babilônia, e tudo correrá bem para vocês. 10Eu mesmo vou ficar em Mispa e, quando os babilônios chegarem, serei o representante de vocês. Vocês podem colher e guardar frutas, armazenar vinho e azeite e morar nas cidades que vocês conquistaram.

11Da mesma forma, todos os judeus que estavam em Moabe, Amom, Edom e em outros países ouviram dizer que o rei da Babilônia tinha deixado que alguns judeus ficassem vivendo em Judá. Souberam também que ele havia posto Gedalias como governador deles. 12Aí os judeus saíram de todos os lugares onde estavam espalhados e voltaram para a terra de Judá. Eles foram até Mispa, onde vivia Gedalias, e fizeram muito vinho e colheram muitas frutas.

A morte de Gedalias

2Reis 25.25-26

13Depois disso, Joanã, filho de Careá, e os chefes dos soldados que não se haviam entregado aos babilônios foram a Mispa, onde Gedalias estava, 14e lhe disseram:

— Sabe que Baalis, rei de Amom, mandou Ismael, filho de Netanias, matar o senhor?

Mas Gedalias não acreditou. 15Então Joanã lhe disse o seguinte, em particular:

— Deixe que eu mate Ismael, e ninguém vai ficar sabendo quem o matou. Por que deixar que ele mate o senhor? Se isso acontecer, todos os judeus que se ajuntaram em volta do senhor se espalharão, e isso será uma desgraça para todo o povo que ficou em Judá.

16Mas Gedalias respondeu:

— Não mate Ismael! O que você está dizendo a respeito dele é mentira.

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