Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)

151Algum tempo depois, durante a colheita do trigo, Sansão foi visitar a sua mulher e levou para ela um cabrito. E disse ao pai dela:

— Quero entrar no quarto da minha mulher.

Mas o pai não deixou 2e respondeu:

— Eu pensei que você a odiava, e por isso a dei em casamento ao seu amigo. Mas a irmã menor é ainda mais bonita. Se você quiser, pode ficar com ela.

3Sansão disse:

— Desta vez eu não sou responsável pelo que fizer com os filisteus.

4Então caçou trezentas raposas, amarrou-as duas a duas pelos rabos e prendeu em cada par de rabos uma tocha. 5Pôs fogo nas tochas e soltou as raposas nas plantações de trigo dos filisteus. E o fogo queimou não só o trigo que já havia sido colhido, mas também o que ainda estava nas plantações. Também os bosques de oliveiras foram queimados. 6E os filisteus perguntaram:

— Quem foi que fez isso?

E ficaram sabendo que Sansão tinha feito aquilo porque o seu sogro havia tomado a mulher dele e dado ao seu amigo. Então os filisteus foram e queimaram viva a mulher de Sansão e a família dela. 7Aí Sansão disse:

— Então é assim que vocês fazem? Pois eu juro que não descansarei até que paguem por isso!

8E atacou furiosamente, matando muitos deles. Depois saiu de lá e foi para a caverna da rocha de Etã.

Sansão derrota os filisteus

9Os filisteus foram, acamparam em Judá e atacaram a cidade de Leí15.9 Leí em hebraico quer dizer “queixada”.. 10Os homens de Judá perguntaram aos filisteus:

— Por que foi que vocês nos atacaram?

E eles responderam:

— Viemos até aqui para prender Sansão e fazer com ele o mesmo que ele fez com a gente.

11Então três mil homens de Judá foram falar com Sansão na caverna da rocha de Etã. E disseram:

— Você não sabe que os filisteus mandam em nós? Por que você foi fazer aquilo?

— Eu fiz com eles o que eles fizeram comigo! — respondeu Sansão.

12— Nós viemos até aqui para amarrar e entregar você aos filisteus! — disseram eles.

Sansão respondeu:

— Prometam que vocês não me matarão.

13— Prometemos! — disseram eles. — Nós vamos somente amarrar você e entregar aos filisteus. Não vamos matá-lo.

Então o amarraram com duas cordas novas e o fizeram sair da caverna. 14Quando Sansão chegou a Leí, os filisteus, gritando, vieram encontrá-lo. Mas o Espírito do Senhor fez com que Sansão ficasse forte. E ele arrebentou as cordas que amarravam os seus braços e as suas mãos, como se fossem fios de linha queimados. 15Encontrou por ali uma queixada de jumento que ainda não estava seca. Pegou a queixada e com ela matou mil homens. 16Aí começou a cantar assim:

“Com a queixada de um jumento,

matei mil homens.

Com a queixada de um jumento,

fiz montões e montões de corpos15.16 Em hebraico a expressão “fazer montões” é parecida com a palavra “jumento”..”

17Depois jogou fora a queixada. E aquele lugar foi chamado de “monte da Queixada”.

18Sansão ficou com muita sede e fez esta oração a Deus, o Senhor:

— Tu me deste esta grande vitória. Será que agora vais deixar que eu morra de sede e caia nas mãos desta gente que não pratica a circuncisão?

19Então, na cidade de Leí, Deus abriu um buraco, e dele saiu água. Sansão bebeu daquela água e sentiu-se bem melhor. Aquela fonte foi chamada de En-Hacoré15.19 En-Hacoré em hebraico quer dizer “fonte daquele que ora”. e existe até hoje.

20Sansão governou o povo de Israel vinte anos, na época em que os filisteus dominavam aquela terra.