Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
12

Jefté e a tribo de Efraim

121Os homens da tribo de Efraim se reuniram para lutar. Eles atravessaram o rio Jordão para o lado de Zafom e disseram a Jefté:

— Por que é que você saiu para combater os amonitas e não nos chamou para irmos também? Por causa disso nós vamos queimar a sua casa com você dentro!

2Mas Jefté respondeu:

— Eu e o meu povo tínhamos uma briga séria com os amonitas. Chamei vocês, mas vocês não me livraram deles. 3Quando vi que vocês não iam me ajudar, arrisquei a vida e fui combater contra eles. E o Senhor Deus me deu a vitória. Então por que é que vocês vêm agora lutar contra mim?

4Aí Jefté juntou todos os homens de Gileade. Eles guerrearam contra os homens de Efraim e os derrotaram. Fizeram isso porque os efraimitas tinham dito: “Vocês, gileaditas que moram nas terras de Efraim e de Manassés, são desertores de Efraim.”

5Para não deixar que os efraimitas passassem, os gileaditas tomaram os lugares onde o rio Jordão podia ser atravessado. Quando algum efraimita que estava tentando escapar pedia para atravessar o rio, os homens de Gileade perguntavam:

— Você é efraimita?

Se ele respondia que não, 6eles o mandavam dizer a palavra “Chibolete”. Mas, se ele dizia “Sibolete” porque não podia falar direito a palavra, então o agarravam e matavam ali mesmo, na beira do rio Jordão. Naquela ocasião foram mortos quarenta e dois mil efraimitas.

7Jefté, o gileadita, governou Israel durante seis anos. Então morreu e foi sepultado na sua cidade natal, em Gileade.

Ibsã, Elom e Abdom

8Depois de Jefté, Ibsã, da cidade de Belém, governou o povo de Israel. 9Ele tinha trinta filhos e trinta filhas. Deixou que as trinta filhas casassem com rapazes de fora do seu grupo de famílias e trouxe trinta moças de fora para casarem com os seus filhos. Ibsã governou Israel sete anos. 10Então morreu e foi sepultado em Belém.

11Depois de Ibsã, Elom, que era da tribo de Zebulom, governou Israel dez anos. 12Então morreu e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.

13Depois de Elom, Abdom governou o povo de Israel. Ele era filho de Hilel, da cidade de Piratom. 14Abdom tinha quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta jumentos. Ele governou Israel oito anos. 15Então morreu e foi sepultado em Piratom, que fica na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas.

13

O nascimento de Sansão

131Os israelitas pecaram outra vez contra Deus, o Senhor, e por isso ele deixou que sofressem quarenta anos nas mãos dos filisteus.

2Havia um homem chamado Manoá, que era da cidade de Zora e pertencia à tribo de Dã. A sua mulher não podia ter filhos. 3O Anjo do Senhor apareceu a ela e disse:

— Você não podia ter filhos e por isso nunca foi mãe. Mas agora você ficará grávida e terá um filho. 4Não tome vinho nem cerveja e não coma nenhuma comida proibida 5porque você ficará grávida e dará à luz um filho. Não corte nunca o cabelo dele, pois ele será consagrado a Deus como nazireu desde o dia do seu nascimento. Ele vai começar a livrar o povo de Israel do poder dos filisteus.

13.5
Nm 6.1-5

6Então a mulher procurou o marido e disse:

— Um homem de Deus falou comigo. Ele parecia um anjo de Deus, e isso me deixou apavorada. Eu não perguntei de onde ele vinha, e ele não me disse como se chamava. 7Mas prometeu que eu ficarei grávida e que terei um filho. E mandou que eu não beba vinho nem cerveja e não coma nenhuma comida proibida, pois o menino será dedicado a Deus como nazireu por toda a vida.

8Então Manoá orou ao Senhor, dizendo:

— Ó meu Deus, peço que mandes de volta o homem de Deus que enviaste, para ele nos dizer o que devemos fazer com o menino quando nascer.

9Deus fez o que Manoá pediu: o Anjo apareceu de novo à sua mulher quando ela estava sentada no campo. E o marido não estava por perto. 10Então ela correu depressa para o lugar onde ele estava e disse:

— O homem que falou comigo outro dia apareceu novamente.

11Manoá se levantou e seguiu a mulher. Foi até onde estava o homem e perguntou:

— Você é o homem que falou com a minha mulher?

— Sim! — respondeu ele.

12Então Manoá disse:

— Quando acontecer o que você falou, como é que o menino deverá agir? O que deverá fazer?

13O Anjo do Senhor respondeu:

— A sua mulher deve fazer tudo o que eu já disse a ela. 14Não vai comer nada que seja feito de uvas. Não vai tomar nem vinho nem cerveja e não vai comer nenhuma comida proibida. Ela deve fazer tudo o que eu disse.

15-16Manoá não sabia que aquele era o Anjo do Senhor. E disse:

— Por favor, não vá embora ainda. Espere, que nós vamos cozinhar um cabrito para você.

— Se eu ficar, não comerei a sua comida! — respondeu o Anjo. — Mas, se você quiser prepará-la, então queime-a como oferta ao Senhor.

17Manoá disse:

— Qual é o seu nome? Nós precisamos saber para poder prestar-lhe uma homenagem quando acontecer aquilo que você disse.

18— Por que você quer saber o meu nome? — perguntou o Anjo. — O meu nome é um mistério.

19Então Manoá pegou o cabrito e cereais e os ofereceu numa pedra ao Senhor, o Deus dos mistérios.

20Enquanto as chamas subiam do altar, Manoá e a sua mulher viram o Anjo do Senhor subir para o céu, no meio das chamas. Aí se ajoelharam e encostaram o rosto no chão. 21Manoá e a sua mulher nunca mais viram o Anjo. E Manoá compreendeu que aquele homem era o Anjo do Senhor. 22Então disse à mulher:

— Nós vamos morrer porque vimos Deus!

23Porém ela respondeu:

— Se o Senhor nos quisesse matar, não teria aceitado nossas ofertas. Ele não nos teria mostrado tudo isso, nem falado todas essas coisas.

24A mulher de Manoá deu à luz um filho e pôs nele o nome de Sansão. O menino cresceu, e o Senhor o abençoou. 25Sansão estava no campo de Dã, entre Zora e Estaol, quando começou a sentir que o Espírito do Senhor o dirigia.

14

O casamento de Sansão

141Sansão desceu até a cidade de Timna e ali viu uma moça filisteia. 2Voltou para casa e disse ao seu pai e à sua mãe:

— Eu vi em Timna uma jovem filisteia. Peçam essa moça para mim porque eu quero casar com ela.

3Mas o seu pai e a sua mãe responderam:

— Por que é que você foi procurar mulher no meio dos filisteus, aquela gente que não pratica a circuncisão? Será que você não podia achar mulher no meio dos nossos parentes ou entre o nosso povo?

Mas Sansão disse ao seu pai:

— É aquela a moça que eu quero. É dela que eu gosto.

4O seu pai e a sua mãe não sabiam que era o Senhor Deus que estava orientando Sansão para fazer aquilo. Deus estava procurando uma oportunidade para atacar os filisteus, que naquele tempo dominavam o povo de Israel.

5Sansão desceu com os seus pais até a cidade de Timna. Quando estavam passando pelas plantações de uvas de Timna, um leão novo veio rugindo para cima dele. 6Mas o Espírito do Senhor fez com que Sansão ficasse forte. Com as suas próprias mãos, Sansão despedaçou o leão, como se fosse um cabrito. Porém não contou nem ao seu pai nem à sua mãe o que havia feito.

7Então ele foi conversar com a moça e gostou dela. 8Poucos dias depois Sansão voltou lá para casar com ela. Saiu da estrada para dar uma olhada no leão que havia matado. E ficou espantado ao ver um enxame de abelhas e mel dentro do corpo do animal morto. 9Então tirou mel com as mãos e saiu comendo. Foi até onde estavam o seu pai e a sua mãe e lhes deu um pouco. E eles comeram. Porém Sansão não lhes contou que havia tirado o mel do corpo do leão.

10O pai de Sansão foi à casa da moça, e Sansão deu um banquete ali, como era o costume dos moços. 11Quando os filisteus o viram, trouxeram trinta rapazes para festejar com ele. 12-13E Sansão lhes disse:

— Eu tenho uma adivinhação para vocês. Aposto trinta túnicas de linho puro e trinta roupas finas que, antes de se passarem os sete dias da festa de casamento, vocês não me darão a resposta.

Eles responderam:

— Diga qual é a adivinhação.

14Sansão disse:

“Do que come saiu comida,

e do forte saiu doçura.”

Três dias depois eles ainda não haviam encontrado a resposta para a adivinhação.

15No quarto dia disseram à mulher de Sansão:

— Dê um jeito de fazer o seu marido dar a resposta da adivinhação. Se você não fizer isso, nós vamos pôr fogo na casa do seu pai e vamos queimar você junto. Vocês só nos convidaram para poder nos roubar, não foi?

16Aí a mulher de Sansão lhe disse, chorando:

— Você não me ama! Você me odeia! Você deu uma adivinhação aos meus amigos e não me contou a resposta!

— Eu não contei nem para o meu pai nem para a minha mãe! — respondeu ele. — Por que acha que eu iria contar para você?

17Então ela chorou durante os outros dias da festa. No sétimo dia, como a mulher não parava de insistir, ele disse a resposta. E ela contou aos seus amigos. 18Assim, no sétimo dia, antes de anoitecer, os homens da cidade disseram a Sansão:

“Que coisa é mais doce do que o mel?

E o que é mais forte do que o leão?”

Sansão respondeu:

— Se vocês não tivessem conversado com a minha mulher, não saberiam agora a resposta.

19Então o Espírito do Senhor fez com que Sansão ficasse forte, e ele desceu até Asquelom e ali matou trinta homens. Tirou as roupas finas que eles vestiam e as deu aos rapazes que tinham respondido à adivinhação. Depois voltou para a casa do seu pai, furioso com o que havia acontecido.

20E a mulher de Sansão foi dada ao homem que tinha sido o seu padrinho de casamento.

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