Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
21

Profecia da queda da Babilônia

211Esta é a mensagem contra a Babilônia, “o deserto do mar”:

Como os furacões que varrem a região sul,

assim o destruidor vem do deserto, daquela terra pavorosa.

2A visão que Deus me mostrou foi terrível:

traição e destruição por toda parte!

Exército de Elão, ataque!

Exército da Média, cerque as cidades!

Deus vai acabar com os sofrimentos que a Babilônia causou.

3A visão me deixou desesperado;

estou sofrendo como uma mulher que está dando à luz.

Eu quase não posso ouvir, de tanta dor;

quase não posso ver, de tão fraco.

4Estou cheio de confusão e tremo de medo;

esperava que a noite me trouxesse alívio,

mas ela só me trouxe pavor.

5Na visão, eu vi um banquete preparado na Babilônia;

os lugares para os convidados sentarem estavam prontos,

e eles comiam e bebiam.

De repente, alguém deu esta ordem:

“Oficiais, levantem-se e peguem as suas armas!”

6O Senhor me ordenou:

“Vá e ponha um soldado de vigia,

e que ele conte tudo o que vir!

7Que o vigia preste muita atenção

se enxergar um grupo de cavaleiros

avançando em fila de dois

e homens montados em jumentos e em camelos!”

8Então o vigia gritou:

“Ó Senhor, dia e noite tenho ficado no meu posto

e estou sempre vigiando.

9Atenção! Aí vêm cavaleiros,

em fila de dois!”

Depois o vigia disse:

“Ela caiu! Babilônia caiu!

Todas as imagens que os babilônios adoravam

estão despedaçadas no chão!”

21.9
Ap 14.8
18.2

10Vocês, meu povo, foram maltratados,

foram malhados como o trigo no terreiro.

Mas eu lhes estou anunciando a mensagem

que recebi do Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel.

Mensagem contra Edom

11Esta é a mensagem contra Edom:

Alguém me chama do país de Edom e diz:

“Guarda, quanto falta para terminar a noite?

Guarda, quanto falta para terminar a noite?”

12O guarda responde:

“A manhã vai chegar, mas a noite voltará outra vez.

Se quiser perguntar de novo,

volte e pergunte.”

Mensagem contra a Arábia

13Esta é a mensagem contra a Arábia:

Os fugitivos da tribo de Dedã

são forçados a acampar no deserto.

14Moradores de Temá, socorram os dedanitas,

dando-lhes água e comida.

15Pois eles estão fugindo de uma batalha feroz;

tentam escapar dos seus inimigos,

que querem matá-los com as suas espadas,

com os seus arcos e flechas.

16O Senhor me disse:

— Daqui a exatamente um ano, a grandeza das tribos de Quedar terá desaparecido. 17Poucos dos flecheiros valentes de Quedar estarão vivos. Eu, o Senhor, o Deus de Israel, falei.

22

Mensagem contra Jerusalém

221Esta é a mensagem a respeito do vale da Visão:

Por que é que vocês estão nos terraços,

2gritando e festejando?

Por que a cidade está toda alvoroçada e alegre?

Os soldados de Jerusalém que morreram nesta guerra

não foram mortos em batalha.

3Todos os seus oficiais fugiram

e foram presos antes de terem atirado uma só flecha.

Até os que fugiram para muito longe

também foram presos.

4Por isso, eu disse:

“Vão embora;

deixem-me chorar amargamente.

Não tentem me consolar

por causa da desgraça do meu povo.”

5Pois o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, nos enviou aquele dia,

um dia de terror, de confusão e de derrota no vale da Visão.

As muralhas da cidade foram derrubadas,

e os gritos dos seus moradores foram ouvidos nas montanhas.

6Nos seus cavalos e carros de guerra,

e armados com arcos e flechas,

os soldados do país de Elão vieram nos atacar.

Os soldados de Quir também vieram com os seus escudos.

7Os vales de Judá estavam cheios de carros de guerra;

a cavalaria dos inimigos estava em frente dos portões de Jerusalém.

8Judá não tinha nenhum meio de se defender.

Naquele dia, vocês foram buscar as armas que estavam guardadas no Salão da Floresta22.8 Ver 1Rs 7.2-5; 10.16-17., 9examinaram as muralhas para marcar os lugares onde havia brechas e encheram de água o açude que ficava dentro da cidade. 10Examinaram as casas de Jerusalém e derrubaram algumas delas a fim de usar as pedras na reconstrução das muralhas. 11Entre as duas muralhas, vocês construíram um reservatório22.11 Ver 2Rs 20.20. para guardar a água que vinha do açude velho.

Porém vocês não deram atenção a Deus,

que há muito tempo já havia planejado todas essas coisas;

não confiaram naquele que fez tudo isso acontecer.

12O Senhor, o Deus Todo-Poderoso, os estava convidando a chorar e se lamentar,

a rapar os cabelos e vestir roupas feitas de pano grosseiro em sinal de tristeza.

13Em vez disso, vocês se divertiram e festejaram,

mataram touros e ovelhas,

comeram e beberam vinho à vontade.

Vocês diziam:

“Comamos e bebamos

porque amanhã morreremos.”

22.13
1Co 15.32

14O Senhor Todo-Poderoso se revelou a mim e me disse:

— Não perdoarei essa maldade que eles fizeram; todos morrerão sem serem perdoados. Eu, o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, falei.

Mensagem contra Sebna

15O Senhor, o Deus Todo-Poderoso, ordenou que eu fosse falar com Sebna, o administrador do palácio do rei, e lhe dissesse o seguinte:

16— O que é que você está fazendo? Quem disse que você tinha o direito de cavar a sua sepultura na rocha, no lugar mais alto do monte? 17Você é poderoso, mas o Senhor vai agarrá-lo e, com toda a força, vai jogá-lo longe. 18Ele vai pegá-lo como quem pega uma bola e vai jogá-lo longe, num país enorme. Ali você morrerá perto dos seus carros de guerra, que o enchiam de tanto orgulho. Pois você é uma vergonha para o seu patrão, o rei de Judá.

19O Senhor Deus disse a Sebna:

— Eu vou tirar você da sua alta posição e vou rebaixá-lo. 20Então chamarei o meu servo Eliaquim, filho de Hilquias; 21eu o vestirei com a roupa de administrador, e lhe darei o cinto que você usava, e passarei para ele toda a autoridade que você tinha. Eliaquim será como um pai para os moradores de Jerusalém e para o povo de Judá. 22Darei a ele as chaves do cargo que ele ocupará como o homem mais poderoso do país, logo abaixo do rei. O que ele abrir ninguém fechará, e o que ele fechar ninguém abrirá.

22.22
Ap 3.7
23Eu o firmarei no seu lugar, como uma estaca que foi fincada firmemente no chão, e toda a sua família se sentirá honrada por causa dele. 24Mas os seus parentes, desde os mais importantes até os mais humildes, vão se tornar uma carga pesada para ele, pois viverão às suas custas. Eles serão como canecas, vasos e jarros pendurados numa estaca. 25E assim como a estaca quebra com todo esse peso, assim Eliaquim perderá a sua posição, e todos os seus parentes ficarão sem recursos. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, falei.

23

Mensagem contra Tiro e Sidom

231Esta é a mensagem contra Tiro:

Chorem, marinheiros que estão em alto-mar,

pois a cidade de Tiro está arrasada!

Não há nenhuma casa de pé, e o porto foi destruído.

Vocês receberam essa notícia na ilha de Chipre.

2Soltem gemidos de tristeza, vocês, moradores do litoral,

negociantes de Sidom!

Os seus viajantes atravessavam o mar,

3navegavam nos oceanos imensos.

Do rio Nilo, no Egito, vinham os cereais

que vocês vendiam a todas as nações,

tirando disso grandes lucros.

4Fique envergonhada, cidade de Sidom,

e você também, Tiro, fortaleza da beira do mar!

Pois o mar disse23.4 Os fenícios, isto é, a gente de Tiro e de Sidom, eram famosos marinheiros e se orgulhavam do seu poder no mar. Aqui, em linguagem poética, o mar nega que eles sejam os seus filhos, isto é, que sejam de fato donos legítimos do mar.:

“Nunca tive dores de parto, nem dei à luz;

nunca criei filhos ou filhas.”

5E o povo do Egito ficará aflito

quando souber o que aconteceu com Tiro.

6Moradores da Fenícia, chorem de dor!

Fujam para a Espanha!

7Será esta a alegre cidade de Tiro,

que foi fundada há séculos?

Será esta a cidade que enviou os seus filhos

para fundarem colônias em regiões distantes?

8Tiro era uma cidade importante;

os seus negociantes eram como príncipes,

os seus comerciantes eram respeitados no mundo inteiro.

Quem foi que planejou tudo isso contra Tiro?

9Foi o Senhor Todo-Poderoso que fez esses planos

a fim de humilhar os orgulhosos

e rebaixar os mais poderosos do mundo.

10Moradores das colônias que ficam na Espanha,

cultivem as suas terras

como se faz nas margens do rio Nilo.

Pois o porto de vocês já não existe mais.

11O Senhor levantou a mão para castigar o mar;

ele derrubou reinos

e deu ordem para que as fortalezas da Fenícia fossem destruídas.

12Ele disse a Sidom:

“Pobre cidade, tão perseguida,

pare de se divertir!

Mesmo que os seus moradores fujam para Chipre,

não ficarão seguros.”

13Vejam esta cidade, que agora está arrasada! Foram os babilônios, e não os assírios, que construíram rampas de ataque em volta dela, destruíram as suas fortalezas e deixaram tudo em ruínas. 14Chorem, marinheiros que estão em alto-mar! A cidade de Tiro foi destruída, e agora vocês não têm um porto seguro. 15Está chegando o tempo em que Tiro ficará esquecida por setenta anos, que é o tempo de vida de um rei. Mas, depois desses setenta anos, Tiro será como a prostituta daquela canção que diz assim:

16“Ó prostituta, esquecida por todos,

pegue a harpa e dê voltas pela cidade.

Toque música bonita

e cante as suas canções,

para que todos lembrem de novo de você.”

17Depois desses setenta anos, o Senhor lembrará outra vez da cidade de Tiro, e ela voltará a ser prostituta, vendendo-se a todas as nações do mundo. 18Mas o dinheiro que ela ganhar com a sua profissão será dedicado a Deus, o Senhor. Ela não poderá ficar com esse dinheiro; aqueles que adoram o Senhor o usarão para comprar muita comida e roupas finas.

23.1-18
Ez 26.1—28.19
Jl 3.4-8
Am 1.9-10
Zc 9.1-4
Mt 11.21-22
Lc 10.13-14

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