Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
16

O desespero dos moabitas

161Da cidade de Sela, no deserto, os moabitas enviam carneirinhos como presente para aquele que governa no monte Sião. 2Como passarinhos que foram espantados dos seus ninhos, assim os moabitas andam de um lado para o outro nas margens do rio Arnom.

3Eles dizem ao povo de Judá:

“Digam o que devemos fazer;

venham nos ajudar e nos defender.

Sejam para nós como uma árvore

que ao meio-dia espalha a sua sombra,

que é escura como a noite.

4Estamos fugindo de Moabe;

venham nos proteger daqueles que nos querem matar

e deixem que nós moremos na terra de vocês.”

Quando terminar a perseguição,

e o perseguidor cruel tiver saído do país,

5então um descendente de Davi será rei.

Ele governará com fidelidade,

procurará julgar com justiça

e se esforçará para fazer o que é direito.

6O povo de Judá diz:

“Ouvimos falar do orgulho dos moabitas;

sabemos que eles são um povo vaidoso e cheio de si,

arrogante e convencido.

Mas eles não têm nada de que se orgulhar.”

7Por isso, os moabitas vão chorar;

todos eles vão gritar de tristeza

quando lembrarem dos bolos de passas16.7 Bolos apresentados como oferta aos deuses da fertilidade (ver Os 3.1).

que costumavam oferecer aos ídolos na cidade de Quir-Heres.

8Agora estão abandonadas as plantações de uvas de Hesbom e de Sibma,

aquelas plantações cujo vinho

deixava bêbados os chefes de muitas nações.

Elas se estendiam até a cidade de Jazer;

iam para o leste até o deserto

e para o oeste até o outro lado do mar Morto.

9Por isso, eu choro pela cidade de Jazer

e também pelas parreiras de Sibma.

Com as minhas lágrimas,

rego as cidades de Hesbom e de Eleal,

pois não se ouvem mais os gritos de alegria

dos que ali fazem as suas colheitas.

10Desapareceram das terras boas

toda alegria e felicidade;

não há mais canções alegres nas plantações de uvas.

Ninguém pisa as uvas para fazer vinho;

Deus acabou com os gritos de alegria.

11Como as cordas de uma lira,

o meu coração treme de tristeza pelo povo de Moabe

e pelos moradores de Quir-Heres.

12Os moabitas se cansarão de tanto ir aos seus lugares de adoração nos montes para orar aos seus deuses, mas isso não adiantará nada.

13Esta foi a mensagem que o Senhor anunciou há muito tempo a respeito de Moabe. 14Mas agora o Senhor diz:

— Daqui a exatamente três anos, Moabe, com a sua enorme população, perderá todo o seu poder. E os moabitas que ficarem vivos serão poucos e fracos.

17

Deus castigará a Síria e Israel

171Esta é a mensagem contra a Síria:

“Damasco não será mais uma cidade;

ela vai virar um montão de ruínas.

2As cidades da Síria ficarão abandonadas para sempre;

os rebanhos irão até lá para descansar,

e ninguém os espantará dali.

3As fortalezas de Israel serão destruídas,

e a Síria deixará de ser um reino.

Os sírios que não forem mortos

serão como o povo de Israel:

eles viverão na miséria.

Sou eu, o Senhor Todo-Poderoso, quem está falando.

17.1-3
Jr 49.23-27
Am 1.3-5
Zc 9.1

4“Está chegando o dia em que Israel perderá todo o seu poder,

e todas as suas riquezas acabarão.

5Naquele dia, o país ficará parecido com um campo

depois que todo o trigo foi colhido

ou como o vale dos Gigantes

depois de colhidas todas as espigas.

6Mas umas poucas pessoas ficarão vivas,

e Israel será como uma oliveira depois da colheita.

Depois que a oliveira é sacudida,

ainda fica com duas ou três azeitonas

nos galhos mais altos

ou umas quatro ou cinco nos galhos de baixo.

Eu, o Senhor, o Deus de Israel, estou falando.”

7Naquele dia, as pessoas olharão para o seu Criador a fim de pedir ajuda; todos se voltarão para o Santo Deus de Israel. 8Não confiarão mais nos altares que eles construíram, nem nas imagens que eles mesmos fizeram, nem nos postes da deusa Aserá, nem nos altares de queimar incenso.

9Naquele dia, as cidades protegidas por muralhas ficarão desertas como as cidades que os heveus e os amorreus abandonaram quando os israelitas invadiram a sua terra; tudo será arrasado.

10Povo de Israel, vocês esqueceram o seu Deus,

que os salvou,

e não lembram mais do seu forte protetor.

Vocês plantam jardins sagrados17.10 Ver Is 1.29, nota.

em honra dos deuses pagãos.

11Mas ainda que as plantas desses jardins brotem e floresçam

no mesmo dia em que forem plantadas,

ainda assim não haverá colheitas nos campos

quando chegar o dia de sofrimento e de dor sem cura.

A derrota dos inimigos

12Escutem o barulho de muitas nações

que se agitam e se revoltam;

parece o rugido do mar,

parece o estrondo de ondas violentas.

13Os povos rugem como o mar,

mas Deus os repreenderá, e eles fugirão.

Serão como a palha que o vento leva pelos montes

ou como o pó que a ventania espalha.

14Ao pôr do sol, metem medo,

mas de manhã já não existem mais.

É isso o que vai acontecer com os nossos inimigos,

que arrasam a nossa terra

e levam embora todos os nossos bens.

18

Deus castigará a Etiópia

181Como vai sofrer a nação que fica às margens dos rios da Etiópia,

a terra onde se ouve o zumbido de insetos!

2Esse país nos manda os seus mensageiros18.2 Mandados para Judá a fim de procurar fazer uma aliança com este país contra a Assíria.

que descem o rio Nilo em barcos feitos de junco.

Mensageiros velozes, voltem para casa!

Voltem para o seu povo forte e poderoso,

aquela gente alta e de pele lustrosa;

um povo de quem o mundo inteiro tem medo

e que vive numa região dividida por rios.

3Escutem, todos os povos do mundo,

todos os moradores da terra!

Vejam a bandeira que será levantada nas montanhas

e ouçam o som da corneta.

4Pois o Senhor Deus me disse:

“Do meu lar, no céu, olharei calmo e tranquilo

como o sol que brilha num dia de verão,

como as gotas de orvalho que aparecem no tempo da colheita.”

5Quando as flores da parreira18.5 Aqui a parreira representa a Assíria, que iria atacar os etíopes (ver Is 20.1-6); o profeta anuncia que o exército assírio será derrotado. já tiverem caído,

e as uvas estiverem amadurecendo,

mas antes do tempo da colheita,

Deus podará a parreira com o seu facão,

cortará os galhos e os jogará fora.

6Os corpos dos soldados mortos serão abandonados;

no verão, serão comidos pelos urubus,

e no inverno os animais selvagens os devorarão.

7Naquele dia, ofertas serão apresentadas ao Senhor Todo-Poderoso

por um povo corajoso e forte,

uma gente alta e de pele lustrosa;

um povo de quem o mundo inteiro tem medo

e que vive numa região dividida por rios.

Eles apresentarão as suas ofertas no monte Sião,

no Templo onde o Senhor Todo-Poderoso é adorado.

18.1-7
Sf 2.12