Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
36

Os descendentes de Esaú

1Crônicas 1.34-37

361São estes os descendentes de Esaú, também chamado de Edom. 2Esaú casou com duas mulheres do país de Canaã, isto é, com Ada, filha de Elom, o heteu; e com Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão, o heveu.

36.2
Gn 26.34
3Esaú casou também com Basemate, filha de Ismael e irmã de Nebaiote.
36.3
Gn 28.9
4Ada foi mãe de Elifaz, Basemate foi mãe de Reuel, 5e Oolibama foi mãe de Jeús, Jalã e Corá. Esses foram os filhos de Esaú que nasceram quando ele estava morando na terra de Canaã.

6Depois Esaú foi para outro lugar com as suas mulheres, os seus filhos, as suas filhas e toda a gente da sua casa, separando-se assim do seu irmão Jacó. Esaú levou consigo todas as suas ovelhas e cabras, todo o seu gado e tudo o que havia conseguido no país de Canaã. 7Esaú saiu dali porque a terra em que ele e Jacó estavam morando era pequena demais para os dois; eles tinham muito gado e por isso não podiam ficar juntos. 8Portanto, Esaú, também chamado de Edom, foi morar na região montanhosa de Seir.

9Segue a lista dos descendentes de Esaú, o antepassado dos edomitas, que vivem na região montanhosa de Edom, também chamada de Seir. 10-13Ada, mulher de Esaú, teve um filho chamado Elifaz; os filhos de Elifaz foram cinco: Temã, Omar, Zefo, Gaetã e Quenaz. Com a sua concubina Timna, Elifaz teve Amaleque.

Basemate, outra mulher de Esaú, teve um filho chamado Reuel; e Reuel foi pai de quatro filhos: Naate, Zera, Sama e Miza.

14Esaú tinha outra mulher chamada Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão. Os filhos dela foram Jeús, Jalã e Corá.

15Segue a lista das tribos que descendem de Esaú. De Elifaz, o filho mais velho de Esaú, descendem as seguintes tribos: Temã, Omar, Zefo, Quenaz, 16Corá, Gaetã e Amaleque. Estes foram descendentes de Ada, mulher de Esaú.

17De Reuel descendem as seguintes tribos: Naate, Zera, Sama e Miza. Estes foram descendentes de Basemate, outra mulher de Esaú.

18De Esaú com sua outra mulher chamada Oolibama, filha de Aná, descendem as seguintes tribos: Jeús, Jalã e Corá. 19Todas essas tribos são descendentes de Esaú.

Os descendentes de Seir

1Crônicas 1.38-42

20-21As primeiras tribos que moraram na terra de Edom eram descendentes de Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã, todos eles filhos de Seir, o horeu.

22Lotã foi o pai dos grupos de famílias de Hori e de Homã. Lotã tinha uma irmã chamada Timna.

23Sobal foi o antepassado dos grupos de famílias de Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.

24Zibeão foi pai de dois filhos: Aías e Aná. Este foi o Aná que descobriu as fontes de água quente no deserto, quando estava tomando conta dos jumentos do pai. 25-26Aná foi o pai de Disom, que foi o pai dos grupos de famílias de Hendã, Esbã, Itrã e Querã. Aná também foi pai de uma filha chamada Oolibama.

27Eser foi o pai dos grupos de famílias de Bilã, Zaavã e Acã.

28Disã foi o pai dos grupos de famílias de Uz e Arã.

29-30São estas, portanto, as tribos dos horeus na terra de Edom: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã.

Os reis de Edom

1Crônicas 1.43-54

31-39Os seguintes reis governaram a terra de Edom, um depois do outro, no tempo em que Israel ainda não tinha rei:

Belá, filho de Beor, da cidade de Dinaba.

Jobabe, filho de Zera, de Bosra.

Husã, da região de Temã.

Hadade, filho de Bedade, da cidade de Avite. Ele derrotou os midianitas numa batalha na terra de Moabe.

Samlá, da cidade de Masreca.

Saul, de Reobote-do-Rio-Eufrates.

Baal-Hanã, filho de Acbor.

Hadade, da cidade de Paú (o nome da mulher dele era Meetabel, filha de Matrede e neta de Me-Zaabe).

40-43De Esaú vieram as seguintes tribos edomitas: Timna, Alva, Jetete, Oolibama, Elá, Pinom, Quenaz, Temã, Mibsar, Magdiel e Irão. A região em que morava cada uma dessas tribos recebeu o nome da sua tribo.

37

José e os seus irmãos

371Jacó ficou morando na terra de Canaã, onde o seu pai tinha vivido. 2Esta é a história da família de Jacó.

Quando José era um jovem de dezessete anos, cuidava das ovelhas e das cabras, junto com os seus irmãos, os filhos de Bila e de Zilpa, que eram mulheres do seu pai. E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam.

3Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas. 4Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.

5Certa vez José teve um sonho e o contou aos seus irmãos. Aí é que ficaram com mais raiva dele 6porque ele disse assim:

— Escutem, que eu vou contar o sonho que tive. 7Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.

8Então os irmãos perguntaram:

— Quer dizer que você vai ser nosso rei e que vai mandar em nós?

E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.

9Depois José sonhou outra vez e contou também esse sonho aos seus irmãos. Ele disse assim:

— Eu tive outro sonho. Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.

10Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse:

— O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?

11Os irmãos de José tinham inveja dele, mas o seu pai ficou pensando no caso.

37.11
At 7.9

José é vendido e levado para o Egito

12Um dia os irmãos de José levaram as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos que ficavam perto da cidade de Siquém. 13Então Jacó disse a José:

— Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras.

— Estou pronto para ir — respondeu José.

14Jacó disse:

— Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias.

Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi. Quando chegou lá, 15ele foi andando pelo campo. Aí um homem o viu e perguntou:

— O que você está procurando?

16— Estou procurando os meus irmãos — respondeu José. — Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras. O senhor sabe aonde foram?

17O homem respondeu:

— Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã.

Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã. 18Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo. 19Eles disseram:

— Lá vem o sonhador! 20Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.

21Quando Rúben ouviu isso, quis salvá-lo dos seus irmãos e disse:

— Não vamos matá-lo. 22Não derramem sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço, aqui no deserto, mas não o machuquem.

Rúben disse isso porque planejava salvá-lo dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai. 23Quando José chegou ao lugar onde os seus irmãos estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de mangas compridas, que ele estava vestindo. 24Depois o pegaram e o jogaram no poço, que estava vazio e seco. 25E sentaram-se para comer. De repente, viram que ia passando uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes e de especiarias. 26Aí Judá disse aos irmãos:

— O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? 27Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas ele é nosso irmão, é do nosso sangue.

Os irmãos concordaram. 28Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.

37.28
At 7.9

29Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá dentro, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza. 30Ele voltou para o lugar onde os seus irmãos estavam e disse:

— O rapaz não está mais lá! E agora o que é que eu vou fazer?

31Então os irmãos mataram um cabrito e com o sangue mancharam a túnica de José. 32Depois levaram a túnica ao pai e disseram:

— Achamos isso aí. Será que é a túnica do seu filho?

33Jacó a reconheceu e disse:

— Sim, é a túnica do meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou.

34Então, em sinal de tristeza, Jacó rasgou as suas roupas e vestiu roupa de luto. E durante muito tempo ficou de luto pelo seu filho. 35Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele não quis ser consolado e disse:

— Vou ficar de luto por meu filho até que vá me encontrar com ele no mundo dos mortos.

E continuou de luto por seu filho José. 36Enquanto isso, os midianitas venderam José a Potifar, oficial e capitão da guarda do rei do Egito.

38

Judá e Tamar

381Por esse tempo Judá se separou dos seus irmãos e foi morar na casa de um homem chamado Hira, que era da cidade de Adulã. 2Ali Judá ficou conhecendo a filha de um cananeu chamado Sua. Judá casou com ela, 3e ela lhe deu um filho, a quem ele chamou de Er. 4Ela ficou grávida outra vez e teve outro filho, a quem ela deu o nome de Onã. 5Depois ela teve mais um filho, em quem ela pôs o nome de Selá. Judá estava em Quezibe quando esse menino nasceu.

6Judá casou Er, o seu filho mais velho, com uma mulher chamada Tamar. 7O Senhor Deus não gostava da vida perversa que Er levava e por isso o matou. 8Então Judá disse a Onã:

— Vá e tenha relações com a viúva do seu irmão. Assim, você cumprirá o seu dever de cunhado para que o seu irmão tenha descendentes por meio de você38.8 O primeiro filho de uma viúva com o seu cunhado era considerado filho do seu marido falecido (ver Dt 25.5-6)..

9Ora, Onã sabia que o filho que nascesse não seria considerado como seu. Por isso, cada vez que tinha relações com a viúva do seu irmão, ele deixava que o esperma caísse no chão para que o seu irmão não tivesse descendentes por meio dele. 10O Senhor ficou desgostoso com o que Onã estava fazendo e o matou também. 11Então Judá disse a Tamar, a sua nora:

— Volte para a casa do seu pai e continue viúva até que o meu filho Selá fique adulto.

Ele disse isso porque tinha medo que Selá fosse morto, como havia acontecido com os seus irmãos. Assim, Tamar foi morar na casa do pai dela.

12Passado algum tempo, a mulher de Judá morreu. Quando acabou o luto, Judá foi até Timnate, onde estavam cortando a lã das suas ovelhas. E o seu amigo Hira, de Adulã, foi com ele. 13Alguém contou a Tamar que o seu sogro ia a Timnate a fim de cortar a lã das suas ovelhas. 14Então ela trocou de roupa, deixando de lado as suas roupas de viúva, cobriu o rosto com um véu e se disfarçou. Em seguida foi e se sentou perto da entrada da cidade de Enaim, que fica no caminho para Timnate. Ela fez isso porque sabia muito bem que Selá já era homem feito, mas Judá não havia mandado que ele casasse com ela.

15Quando Judá a viu, pensou que era uma prostituta, pois ela estava com o rosto coberto. 16Ele foi falar com ela na beira do caminho, sem saber que era a sua nora. Ele disse:

— Você quer ir para a cama comigo?

Ela perguntou:

— Quanto é que você me paga?

17Ele respondeu:

— Eu lhe mando um cabrito do meu rebanho.

— Está bem — disse ela. — Mas deixe alguma coisa comigo como garantia de que você vai mandar o cabrito.

18Judá perguntou:

— O que você quer que eu deixe?

Ela respondeu:

— O seu sinete com o cordão e também o bastão que você tem na mão.

Então Judá entregou os objetos. Ele teve relações com ela, e ela ficou grávida. 19Tamar voltou para casa, tirou o véu e vestiu as suas roupas de viúva.

20Mais tarde Judá mandou o seu amigo Hira levar o cabrito e trazer de volta os objetos que havia deixado com ela, mas Hira não a encontrou. 21Ele perguntou aos homens de Enaim se sabiam onde estava a prostituta que costumava ficar na beira da estrada.

— Aqui não esteve nenhuma prostituta — foi a resposta deles.

22Hira voltou e disse a Judá:

— Não encontrei a mulher. E os homens do lugar disseram que ali nunca havia estado nenhuma prostituta.

23Então Judá disse:

— Pois ela que fique com as minhas coisas. Assim, ninguém vai zombar de nós. Eu mandei o cabrito, mas você não encontrou a mulher.

24Passados uns três meses, foram dizer a Judá:

— A sua nora agiu como prostituta e agora está grávida.

Aí Judá disse:

— Tragam essa mulher para fora a fim de ser queimada!

25Quando a estavam tirando da sua casa, ela mandou dizer ao seu sogro: “Quem me engravidou foi o dono destas coisas. Examine e veja de quem são o sinete com o cordão e o bastão.” 26Judá reconheceu as coisas e disse:

— Ela tem mais razão do que eu; pois prometi casá-la com o meu filho Selá, mas não cumpri a promessa.

E nunca mais teve relações com ela.

27Na hora de Tamar dar à luz, descobriram que ia ter gêmeos. 28Quando ela estava no trabalho de parto, um dos gêmeos pôs uma das mãos para fora. A parteira pegou uma fita vermelha e amarrou na mão dele. E disse:

— Este saiu primeiro.

29Mas ele puxou a mão, e o irmão gêmeo nasceu primeiro. Então a parteira disse:

— Como você abriu caminho!

E puseram nele o nome de Peres38.29 Peres em hebraico quer dizer “abrir caminho”..

30Depois nasceu o outro, o que estava com a fita vermelha amarrada na mão, e ele recebeu o nome de Zera38.30 Zera: este nome parece estar relacionado com uma palavra hebraica que quer dizer “vermelho”..