Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
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A ordem de Ciro é encontrada

61Então o rei Dario mandou que dessem uma busca nos arquivos reais da Babilônia, onde eram guardados os documentos. 2E na cidade de Ecbatana, na província da Média, foi encontrado o documento. Nele estava escrito o seguinte:

3“No primeiro ano do seu reinado, o rei Ciro6.3 Ver Ed 3.7. deu ordem para que o Templo de Jerusalém fosse reconstruído, a fim de ser o lugar onde o povo apresentasse sacrifícios e ofertas a serem completamente queimadas. O Templo deverá medir vinte e sete metros de altura, por vinte e sete metros de largura. 4As paredes deverão ser feitas com uma carreira de madeira em cima de cada três carreiras de pedra. Todas as despesas serão pagas pelo governo.

5“Além disso, todos os objetos de prata e de ouro que o rei Nabucodonosor tirou do Templo de Jerusalém e trouxe para a Babilônia serão devolvidos, cada um para o seu próprio lugar no Templo de Jerusalém.”

A ordem de Dario

6Então o rei Dario mandou a seguinte resposta:

“São estas as ordens do rei Dario para Tatenai, governador da província do Eufrates-Oeste6.6 Ver Ed 4.10, nota h., para Setar-Bozenai e para os seus companheiros oficiais da província do Eufrates-Oeste:

“Afastem-se do Templo 7e não proíbam a sua construção. Deixem que o governador de Judá e os líderes israelitas reconstruam o Templo de Deus no lugar onde ficava o que foi destruído. 8Por meio desta carta, ordeno que vocês os ajudem na construção. As despesas serão pagas imediatamente para que a obra não pare. O dinheiro para isso será tirado do tesouro real, isto é, dos impostos recebidos na província do Eufrates-Oeste. 9Deem aos sacerdotes de Jerusalém todos os dias, sem falta, tudo o que eles disserem que precisam: bois novos, carneiros e carneirinhos para serem completamente queimados como ofertas ao Deus do céu; e deem também trigo, sal, vinho e azeite. 10Isso será feito para que assim eles ofereçam sacrifícios que agradem ao Deus do céu e orem pedindo as suas bênçãos para mim e para os meus filhos. 11Se alguma pessoa desobedecer a esta ordem, ordeno também que vocês atravessem o seu corpo com uma viga pontuda, tirada da sua casa. Depois finquem a viga no chão. Além disso, derrubem a sua casa e a façam virar um montão de entulho. 12Que Deus, que escolheu Jerusalém como o lugar onde deve ser adorado, acabe com qualquer rei ou nação que desobedecer a esta ordem e tentar destruir o Templo de Jerusalém! Eu, Dario, dei esta ordem. Que ela seja obedecida em tudo.”

O Templo é terminado e inaugurado

13Então o governador Tatenai, Setar-Bozenai e os seus companheiros fizeram exatamente o que o rei tinha ordenado. 14Os líderes israelitas progrediram na construção do Templo, animados pelas mensagens do profeta Ageu e do profeta Zacarias, filho de Ido. Eles terminaram o Templo, conforme as ordens do Deus de Israel e de Ciro, Dario e Artaxerxes6.14 Artaxerxes I (ver Ed 4.7, nota e)., reis da Pérsia.

6.14 a
Ag 1.1
15Acabaram a construção do Templo no dia três do mês de adar, no sexto ano do reinado de Dario6.15 Mais ou menos em 516 antes de Cristo..

16Então o povo de Israel, isto é, os sacerdotes, os levitas e todos os outros que haviam voltado da Babilônia, fizeram a inauguração do Templo, dedicando-o com alegria à adoração a Deus. 17Para essa dedicação, eles ofereceram cem touros, duzentos carneiros e quatrocentos carneirinhos como sacrifício e doze bodes como oferta para tirar pecados, um bode para cada uma das tribos de Israel. 18Também fizeram a escala dos sacerdotes e dos levitas para os serviços do Templo de Jerusalém, de acordo com as instruções escritas no Livro de Moisés.

A Páscoa

19O povo que havia voltado do cativeiro na Babilônia comemorou a Festa da Páscoa no dia catorze do primeiro mês.

6.19
Êx 12.1-20
20Todos os sacerdotes e levitas tinham se purificado e estavam puros. Eles mataram os animais para os sacrifícios da Páscoa, em favor de todas as pessoas que haviam voltado, em favor dos seus colegas sacerdotes e também em favor de si mesmos. 21Todos os israelitas que haviam voltado da Babilônia comeram da carne dos sacrifícios. E todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o Senhor, o Deus de Israel, também comeram. 22Durante sete dias, eles comemoraram alegremente a Festa dos Pães sem Fermento. Estavam muito contentes porque o Senhor havia feito o rei da Assíria6.22 Nesse tempo o rei da Pérsia também governava o território da Assíria, que tinha sido inimiga do povo de Israel. ficar a favor deles, ajudando-os no trabalho da reconstrução do Templo.

7

Esdras chega a Jerusalém

71Alguns anos depois, quando Artaxerxes7.1 Provavelmente Artaxerxes II, que reinou de 404 a 358 antes de Cristo. era rei da Pérsia, um homem chamado Esdras foi da Babilônia para Jerusalém. Ele era descendente de Arão, o Grande Sacerdote. Esdras era filho de Seraías, neto de Azarias, e bisneto de Hilquias; 2e os seus outros antepassados eram Salum, Zadoque, Aitube, 3Amariá, Azarias, Meraiote, 4Zeraías, Uzi, Buqui, 5Abisua, Fineias e Eleazar, que era filho de Arão, o Grande Sacerdote. 6Esdras era mestre da Lei e conhecia muito bem a Lei de Moisés, dada pelo Senhor, o Deus de Israel. Ele foi falar com o rei Artaxerxes, e este lhe deu tudo o que pediu porque o Senhor abençoava Esdras. Assim Esdras foi da Babilônia para Jerusalém 7com um grupo de israelitas, entre os quais havia sacerdotes, levitas e músicos, guardas e servidores do Templo. Isso foi no sétimo ano7.7 Mais ou menos em 398 antes de Cristo. do reinado de Artaxerxes. 8-9Eles saíram da Babilônia no dia primeiro do primeiro mês e, com a ajuda de Deus, chegaram a Jerusalém no dia primeiro do quinto mês. 10Esdras havia dedicado a sua vida a estudar, e a praticar a Lei do Senhor, e a ensinar todos os seus mandamentos ao povo de Israel.

A carta de Artaxerxes

11Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes entregou ao sacerdote Esdras, o mestre da Lei, que conhecia bem todas as leis e mandamentos que o Senhor tinha dado a Israel:

12“Esta carta de Artaxerxes, o rei dos reis, é para o sacerdote Esdras, o mestre da Lei do Deus do céu7.12 Ed 7.12-26 vem escrito em aramaico (ver também Ed 4.7, nota f).: Saudações. 13Ordeno que, de todo o meu reino, podem ir com você para Jerusalém todos os israelitas que quiserem, isto é, gente do povo, sacerdotes e levitas. 14Eu, o rei, junto com os meus sete conselheiros, mando que você vá a Jerusalém e a Judá para ver se a Lei do seu Deus, que lhe foi entregue, está sendo bem-obedecida. 15Leve as ofertas de ouro e de prata que eu e os meus conselheiros queremos dar ao Deus de Israel, que tem o seu Templo em Jerusalém. 16Leve também toda a prata e ouro que recolheu na província da Babilônia e as ofertas que o povo israelita e os seus sacerdotes deram para o Templo do seu Deus em Jerusalém.

17“Use esse dinheiro com cuidado, comprando com ele touros, carneiros, ovelhas, cereais e vinho, para oferecer no altar do Templo de Jerusalém. 18Com o ouro e a prata que sobrarem, compre qualquer coisa que você e os seus companheiros quiserem, de acordo com a vontade do seu Deus. 19Os objetos que lhe foram dados para serem usados nos serviços do Templo, você os entregará a Deus em Jerusalém. 20E qualquer outra coisa que precisar para o Templo será paga pela tesouraria do rei.

21“Eu, o rei Artaxerxes, ordeno a todos os tesoureiros da província do Eufrates-Oeste7.21 Ver Ed 4.10, nota h. que entreguem imediatamente ao sacerdote Esdras, o mestre da Lei do Deus do céu, tudo o que ele pedir, 22até no máximo três mil e quatrocentos quilos de prata, doze mil e quinhentos quilos de trigo, dois mil litros de vinho, dois mil litros de azeite e sal à vontade. 23Deverão ser cumpridas com todo o cuidado as ordens que o Deus do céu der a respeito do seu Templo, para que assim eu tenha a certeza de que ele nunca ficará irado comigo nem com os meus descendentes que forem reis depois de mim. 24Vocês estão proibidos de cobrar qualquer imposto dos sacerdotes, dos levitas, dos músicos, dos guardas e servidores do Templo ou de qualquer outra pessoa ligada a esse Templo.

25“E você, Esdras, usando a sabedoria que o seu Deus lhe deu, nomeie administradores e juízes para governarem todo o povo da província do Eufrates-Oeste, isto é, todos os que conhecem as leis do seu Deus; e ensine essas leis aos que não as conhecem. 26Quem desobedecer às leis do seu Deus ou às leis do reino será castigado imediatamente: será morto, ou expulso do país, ou preso, ou as suas propriedades serão tomadas.”

Esdras louva a Deus

27Esdras disse:

— Louvado seja o Senhor, o Deus dos nossos antepassados, que pôs no coração do rei o desejo de honrar dessa maneira o Templo do Senhor, em Jerusalém! 28Pois, sabendo que o Senhor estava comigo, criei coragem e conquistei a boa vontade do rei, dos seus conselheiros e de todos os seus oficiais poderosos. Assim o Senhor, meu Deus, me animou, e eu consegui convencer muitos chefes dos grupos de famílias de Israel a voltarem comigo para a nossa terra.

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Os que voltaram da Babilônia

81Esta é a lista dos chefes de grupos de famílias que estavam na Babilônia e que voltaram com Esdras para Jerusalém quando Artaxerxes8.1 Ver Ed 7.1, nota. era rei:

2-14Gérson, da família de Fineias; Daniel, da família de Itamar; Hatus, filho de Secanias, da família de Davi;

Zacarias, da família de Parós, com cento e cinquenta homens do seu grupo de famílias (havia registro das suas famílias);

Elioenai, filho de Zeraías, da família de Paate-Moabe, com duzentos homens;

Secanias, filho de Jaziel, da família de Zatu, com trezentos homens;

Ebede, filho de Jônatas, da família de Adim, com cinquenta homens;

Jesaías, filho de Atalias, da família de Elão, com setenta homens;

Zebadias, filho de Micael, da família de Sefatias, com oitenta homens;

Obadias, filho de Jeiel, da família de Joabe, com duzentos e dezoito homens;

Selomite, filho de Josifias, da família de Bani, com cento e sessenta homens;

Zacarias, filho de Bebai, da família de Bebai, com vinte e oito homens;

Joanã, filho de Hacatã, da família de Azgade, com cento e dez homens;

Elifelete, Jeiel e Semaías, da família de Adonicã, com sessenta homens. Eles foram os últimos a chegar;

Utai e Zabude, da família de Bigvai, com setenta homens.

Esdras manda buscar levitas

15Eu, Esdras, reuni toda essa gente perto do rio que corre para a cidade de Aava, e ficamos acampados ali três dias. Quando examinei o povo com mais cuidado, vi que no meio deles havia sacerdotes, porém não havia nenhum levita. 16Aí mandei chamar nove líderes: Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulã. E chamei também dois professores: Joiaribe e Elnatã. 17Eu mandei que eles fossem procurar Ido, o chefe do lugar chamado Casifia, e dissessem a ele e aos seus colegas servidores do Templo que nos mandassem gente para servir a Deus no Templo. 18E, porque Deus estava nos abençoando, eles nos mandaram um homem muito capaz, chamado Serebias, levita da família de Mali. Dezoito dos seus filhos e irmãos vieram com ele. 19Eles também mandaram Hasabias e Jesaías, da família de Merari, com vinte dos seus filhos e irmãos. 20Vieram também duzentos e vinte servidores do Templo, os quais eram descendentes daqueles que o rei Davi e os seus oficiais haviam escolhido para ajudar os levitas. E fizeram uma lista com os nomes de todos eles.

O povo jejua e ora

21Então, ali perto do rio Aava, dei ordem para que houvesse um dia de jejum. Todos nós deveríamos nos ajoelhar diante do nosso Deus e lhe pedir que nos dirigisse na nossa viagem e nos protegesse, os nossos filhos e tudo o que era nosso. 22Eu tinha dito ao rei que o nosso Deus protege todos os que confiam nele, porém que a sua força e a sua ira vão contra aqueles que o abandonam. Por isso, fiquei com vergonha de pedir ao rei uma tropa de soldados da cavalaria para nos defender dos nossos inimigos durante a viagem. 23Assim nós jejuamos e oramos, pedindo a Deus que nos protegesse, e ele atendeu as nossas orações.

A entrega das ofertas

24Dos chefes dos sacerdotes, eu escolhi Serebias, Hasabias e outros dez. 25Então pesei a prata, o ouro e os objetos que o rei, os seus conselheiros e funcionários e o povo de Israel haviam dado para serem usados no Templo. E entreguei tudo a esses sacerdotes. 26-27O que eu entreguei foi o seguinte: vinte e dois mil quilos de prata; cem objetos de prata, pesando setenta quilos; três mil e quinhentos quilos de ouro; vinte taças de ouro, pesando oito quilos e meio; dois objetos de fino bronze, preciosos como ouro.

28Então eu lhes disse:

— Vocês estão separados para servir o Senhor, o Deus dos seus antepassados. E também estão separados para o Senhor todos estes objetos de prata e de ouro trazidos a ele como ofertas feitas por vontade própria. 29Tomem bem conta deles até que vocês cheguem ao Templo. Ali, nas salas do Templo do Senhor, vocês pesarão e entregarão tudo aos chefes dos sacerdotes e dos levitas e aos líderes do povo de Israel em Jerusalém.

30Então os sacerdotes e os levitas receberam a prata, o ouro e os objetos a fim de os levar para o Templo de Jerusalém.

A volta para Jerusalém

31No dia doze do primeiro mês, nós saímos do rio Aava a fim de ir para Jerusalém. O nosso Deus esteve conosco durante a viagem e nos protegeu dos ataques dos inimigos e dos bandidos. 32Quando chegamos a Jerusalém, descansamos três dias. 33E então, no quarto dia, fomos ao Templo e pesamos a prata, o ouro e os objetos. E os entregamos ao sacerdote Meremote, filho de Urias. Com ele estavam Eleazar, filho de Fineias, e dois levitas: Jozabade, filho de Jesua, e Noadias, filho de Binui. 34A prata, o ouro e os objetos foram contados e pesados, e o peso foi anotado.

35Depois todos os que voltaram da Babilônia entregaram animais para serem completamente queimados como sacrifícios ao Deus de Israel. Eles ofereceram doze touros em favor do povo de Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete carneirinhos e, para purificar o povo dos pecados, doze bodes. Todos esses animais foram completamente queimados como sacrifícios a Deus, o Senhor.

36Depois entregaram a ordem do rei às autoridades do reino e aos governadores da província do Eufrates-Oeste8.36 Ver Ed 4.10, nota h., e estes ajudaram o povo e o culto no Templo de Deus.

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