Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
10

A glória de Deus deixa o Templo

101Olhei para a cobertura curva10.1 Ver Ez 1.22. que estava sobre as cabeças dos animais com asas10.1 Ver Ez 1.5-12., e acima delas havia uma coisa que parecia um trono feito de safira.

10.1
Ez 1.26
Ap 4.2
2E o Senhor disse ao homem que usava a roupa de linho:

— Passe pelo meio das rodas que ficam debaixo dos animais com asas e encha as mãos com brasas. Depois, espalhe as brasas sobre a cidade.

Eu vi que o homem foi.

10.2
Ap 8.5
3Quando ele entrou, os animais com asas estavam ao sul do Templo, e uma nuvem encheu o pátio de dentro. 4A glória do Senhor saiu de cima dos animais e foi para a entrada do Templo. Então a nuvem encheu o Templo, e o pátio ficou brilhando com a glória do Senhor. 5O barulho das asas dos animais era ouvido até no pátio de fora e parecia a voz do Deus Todo-Poderoso.

6O Senhor mandou que o homem que usava a roupa de linho tirasse fogo do meio das rodas que estavam debaixo dos animais. O homem entrou e ficou ao lado de uma das rodas. 7Um dos animais estendeu a mão para o fogo que estava entre eles, pegou algumas brasas e pôs nas mãos do homem. E ele saiu levando as brasas.

8Vi que cada animal tinha debaixo das asas uma coisa parecida com mão de gente. 9Também vi que ao lado de cada animal havia uma roda, e as rodas brilhavam como pedras preciosas. 10Todas eram iguais, e, por dentro, cada uma tinha outra roda, atravessada. 11Quando os animais andavam, as rodas iam em qualquer direção, sem virar. Todos eles iam juntos na direção que queriam, sem terem de virar. 12Os corpos dos animais, as costas, as mãos, as asas e as rodas estavam cheios de olhos.

10.12
Ap 4.8
13Essas rodas eram as mesmas que eu tinha visto na minha primeira visão.
10.9-13
Ez 1.15-21

14Cada animal tinha quatro caras. A primeira cara era de boi, a segunda era de gente, a terceira era de leão, e a quarta era de águia.

10.14
Ez 1.10
Ap 4.7
15Eram os mesmos animais que eu tinha visto na beira do rio Quebar. Eles subiam da terra, 16e, quando andavam, as rodas rodavam com eles. Quando os animais abriam as asas e voavam, as rodas também iam com eles. 17Quando os animais paravam, as rodas paravam; e, quando os animais voavam, as rodas iam com eles, pois eram controladas por eles.

18Então a glória do Senhor saiu da entrada do Templo e parou por cima dos animais. 19Enquanto eu estava olhando, os animais abriram as asas e subiram da terra, e as rodas foram com eles. Aí pararam no portão leste do Templo, e a glória do Deus de Israel continuou acima deles. 20Reconheci que estes eram os mesmos animais que eu tinha visto debaixo do Deus de Israel, na beira do rio Quebar.

21Cada um deles tinha quatro caras e quatro asas, e debaixo das asas de cada um havia uma coisa parecida com mão de gente. 22As suas caras pareciam as mesmas caras que eu tinha visto na beira do rio Quebar. Cada animal andava direto para a frente.

11

O castigo de Jerusalém

111Então o Espírito de Deus me levou pelo ar até o portão leste do Templo. Ali perto, estavam vinte e cinco homens. No meio deles, vi Jazanias, filho de Azur, e Pelatias, filho de Benaías. Os dois eram líderes do povo.

2Deus me disse:

Homem mortal, são estes os dois homens que fazem planos de maldade e dão maus conselhos nesta cidade. 3Eles dizem: “Logo vamos construir casas de novo. A cidade é uma panela, e nós somos como a carne lá dentro, mas pelo menos estamos protegidos do fogo.” 4Por isso, homem mortal, profetize agora contra eles.

5Aí o Espírito do Senhor me dominou, e o Senhor me mandou dar esta mensagem ao povo:

— Povo de Israel, eu sei o que vocês estão falando e conheço os planos que estão fazendo. 6Vocês têm assassinado tanta gente nesta cidade, que as ruas estão cheias de mortos.

7— Portanto, eu, o Senhor Deus, lhes digo isto: De fato, esta cidade é uma panela; mas a carne o que é? São os corpos das pessoas que vocês mataram! Mas eu expulsarei vocês da cidade. 8Vocês têm medo de espadas? Pois trarei homens com espadas para atacá-los. 9Levarei vocês para fora da cidade e os entregarei na mão de estrangeiros. Eu os condenei à morte, 10e vocês serão mortos em batalha, no seu próprio país. Então todos ficarão sabendo que eu sou o Senhor. 11A panela protege a carne, mas esta cidade não os protegerá. Eu os castigarei onde quer que estejam na terra de Israel. 12Vocês saberão que eu sou o Senhor. Vocês guardaram as leis das nações vizinhas e ao mesmo tempo quebraram as minhas leis e desobedeceram aos meus mandamentos.

13Enquanto eu estava profetizando, Pelatias, filho de Benaías, caiu morto. Então me atirei no chão, com o rosto encostado na terra, e gritei:

— Ó Senhor, meu Deus, isso não! Será que vais matar todos os israelitas que sobraram?

A nova aliança

14O Senhor Deus falou comigo assim:

15Homem mortal, o povo que mora em Jerusalém está falando a respeito de você e dos seus patrícios, os israelitas que foram levados como prisioneiros para fora do seu país. Eles dizem: “Esses israelitas estão longe demais e não têm um lugar onde adorar o Senhor. Ele nos deu esta terra para ser nossa propriedade.”

16— Agora, vá falar com os seus patrícios que foram levados para fora do seu país e conte a eles o que eu estou dizendo. Fui eu que os mandei para longe, para o meio das outras nações, e os espalhei por outros países. Mas, por um pouco de tempo, nas terras para onde foram, eu mesmo fui para eles um santuário onde podiam me adorar.

17— Por isso, diga-lhes o que eu, o Senhor Deus, estou dizendo. Eu os buscarei dos países para onde os espalhei e lhes darei de novo a terra de Israel. 18Quando voltarem para a sua terra, eles tirarão dela todos os ídolos e acabarão com todos os costumes imorais do povo. 19Eu lhes darei um coração novo e uma nova mente. Tirarei deles o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração humano, obediente. 20Assim eles cumprirão as minhas leis e obedecerão fielmente a todos os meus mandamentos. Eles serão o meu povo, e eu serei o Deus deles.

11.19-20
Ez 36.26-28
21Mas castigarei os que gostam de adorar ídolos nojentos e de praticar atos imorais. Eu os castigarei pelo que têm feito. Eu, o Senhor Deus, falei.

A glória de Deus se afasta de Jerusalém

22Os animais com asas começaram a voar, e as rodas foram com eles. A glória do Deus de Israel estava por cima deles. 23Aí a glória do Senhor se afastou da cidade e foi parar sobre o monte que está a leste dela.

11.22-23
Ez 43.2-5
24Na visão, o Espírito de Deus me levantou e me levou de volta até a Babilônia, onde estavam os prisioneiros. Aí a visão acabou, 25e eu contei aos que estavam no cativeiro tudo o que o Senhor me havia mostrado.

12

O profeta como um refugiado

121O Senhor falou comigo assim:

2Homem mortal, você está vivendo no meio de um povo desobediente. Eles têm olhos, mas não veem nada; têm ouvidos, mas não ouvem nada, pois são rebeldes.

3— Agora, homem mortal, arrume uma trouxa como se você fosse um refugiado e saia antes do cair da noite. Deixe que todos vejam que você está saindo para ir a algum lugar. Pode ser que aqueles rebeldes o vejam. 4Para que eles possam vê-lo, arrume durante o dia a sua bagagem de refugiado; e então faça com que eles vejam você partir à noitinha, como quem está indo para o cativeiro. 5Enquanto eles estiverem olhando, abra um buraco na parede da sua casa e saia por ele com a sua trouxa. 6Deixe que eles o vejam pôr a trouxa nas costas e saia no escuro, com o rosto coberto, para que você não possa ver aonde vai. O que você fizer será um aviso para os israelitas.

7Eu fiz o que o Senhor mandou. Naquele dia, arrumei uma bagagem como se fosse um refugiado. E naquela tarde, quando estava escurecendo, fiz com as minhas próprias mãos um buraco na parede e saí. E eles me viram quando coloquei a trouxa nas costas e fui embora.

8Na manhã seguinte, o Senhor me disse:

9— Homem mortal, esses israelitas rebeldes estão lhe perguntando o que você está fazendo. 10Agora, diga-lhes aquilo que eu, o Senhor Deus, estou dizendo a eles. Esta mensagem é para o príncipe que governa em Jerusalém e para todo o povo que mora ali. 11Diga-lhes que o que você fez é um sinal daquilo que vai acontecer com eles. Serão refugiados, serão levados para o cativeiro. 12O príncipe que os está governando porá a sua trouxa nas costas no escuro e escapará por um buraco aberto no muro para ele. Ele cobrirá o rosto e não verá para onde estará indo. 13Mas eu prepararei a minha armadilha e o apanharei nela. Depois, eu o levarei para a cidade de Babilônia, onde ele morrerá sem chegar a vê-la. 14Espalharei em todas as direções todos os que vivem em volta dele, os seus conselheiros e os seus guardas; e haverá gente procurando matá-los.

15— Quando eu os espalhar entre as outras nações e por países estrangeiros, eles ficarão sabendo que eu sou o Senhor. 16Deixarei alguns escaparem da guerra, da fome e das doenças, de modo que, lá no meio das nações, eles compreenderão o quanto as suas ações foram vergonhosas e reconhecerão que eu sou o Senhor.

Medo da destruição

17O Senhor falou assim comigo:

18Homem mortal, trema de medo quando você comer e estremeça quando beber. 19Diga ao povo deste país que esta é a mensagem do Senhor Deus para a gente de Jerusalém que ainda está vivendo na sua terra. Quando eles comerem, estremecerão; e, quando beberem, tremerão de medo. Tudo o que existe na terra deles será tirado, pois todos os que vivem ali são gente violenta. 20As cidades que agora estão cheias de gente serão destruídas, e o país vai virar um deserto. Aí eles ficarão sabendo que eu sou o Senhor.

As profecias vão se cumprir

21O Senhor falou comigo assim:

22Homem mortal, por que é que o povo de Israel repete este provérbio: “O tempo passa, e as profecias dão em nada”? 23Agora, diga a essa gente aquilo que eu, o Senhor Deus, penso a respeito disso. Eu vou acabar com esse provérbio; ele nunca mais será repetido em Israel. Diga isto: “O tempo chegou, e o que foi dito está se cumprindo.”

24— Não haverá mais visões falsas nem profecias enganadoras no meio do povo de Israel. 25Eu, o Senhor, falarei, e o que eu disser acontecerá. Não haverá mais demoras. Povo rebelde, vocês ainda estarão vivos quando eu fizer o que prometi. Eu, o Senhor Deus, falei.

26O Senhor me disse:

27— Homem mortal, os israelitas pensam que as visões que você tem e as suas profecias são a respeito de um futuro que está longe. 28Por isso, diga a eles o que eu, o Senhor Deus, estou dizendo: “Não haverá mais demoras. O que eu disse vai acontecer.” Eu, o Senhor Deus, falei.