Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2000) (NTLH)
30

A comemoração da Páscoa

301Depois disso, o rei Ezequias enviou mensageiros por toda a terra de Israel e de Judá e mandou cartas para o povo das tribos de Efraim e de Manassés, convidando todos para virem ao Templo em Jerusalém a fim de comemorar a Festa da Páscoa em honra do Senhor, o Deus de Israel. 2O rei, as altas autoridades e os moradores de Jerusalém tinham concordado em comemorar essa festa no segundo mês do ano 3porque não tinham podido fazê-lo no tempo marcado, isto é, no primeiro mês. Isso porque os sacerdotes que se haviam purificado eram poucos, e o povo não se havia reunido em Jerusalém.

30.2-3
Nm 9.9-11
4O rei e o povo acharam bom o seu plano. 5Resolveram espalhar a notícia pelo país inteiro, desde a cidade de Berseba, no Sul, até a tribo de Dã, no Norte, convidando todos para virem a Jerusalém a fim de tomar parte na Festa da Páscoa em honra do Senhor, o Deus de Israel. Pois já fazia muito tempo que a Páscoa não era comemorada de acordo com o que estava escrito na Lei.

6Os mensageiros obedeceram à ordem do rei e levaram as cartas do rei e também as cartas das altas autoridades por toda a terra de Israel e de Judá. Elas diziam assim:

“Povo de Israel, voltem para o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e assim ele voltará para vocês que escaparam do poder dos reis da Assíria. 7Não sejam como os seus antepassados e como os seus patrícios, que foram infiéis ao Senhor, o Deus dos nossos antepassados. Foi por isso que ele os destruiu, como vocês estão vendo. 8Não sejam teimosos como os seus antepassados, mas sejam obedientes ao Senhor. Venham ao Templo, que ele separou para a sua adoração para sempre, e adorem a Deus a fim de que ele pare de ficar irado com vocês. 9Se vocês voltarem para Deus, então os inimigos que levaram os seus parentes e os seus filhos como prisioneiros terão pena deles e os deixarão voltar para casa. Pois o Senhor, nosso Deus, é bondoso e misericordioso e os aceitará se vocês voltarem para ele.”

10Os mensageiros foram por todas as cidades das tribos de Efraim e de Manassés, chegando até o território da tribo de Zebulom, no Norte; mas todos riram e caçoaram deles. 11Porém algumas pessoas das tribos de Aser, de Manassés e de Zebulom se arrependeram e foram até Jerusalém. 12E em Judá Deus fez com que todo o povo cumprisse o que o rei e as altas autoridades tinham ordenado, obedecendo à ordem de Deus, o Senhor.

13Portanto, no segundo mês do ano, muitas pessoas foram até Jerusalém para comemorar a Festa dos Pães sem Fermento. Era uma multidão enorme. 14Pegaram os altares onde eram oferecidos sacrifícios e também os altares onde era queimado incenso e os jogaram no vale do Cedrom. 15No dia catorze do segundo mês, mataram os carneiros para a Festa da Páscoa. Os sacerdotes e os levitas ficaram com vergonha e por isso se purificaram e levaram ao Templo sacrifícios para serem completamente queimados. 16Foram para os seus lugares no Templo, de acordo com o que mandava a Lei de Moisés, homem de Deus. Os levitas davam o sangue dos animais aos sacerdotes, e estes borrifavam o altar. 17Havia ali muitas pessoas que estavam impuras, e por isso os levitas precisaram matar os carneiros que essas pessoas ofereciam, a fim de dedicá-los a Deus, o Senhor. 18Pois muitas pessoas das tribos de Efraim, de Manassés, de Issacar e de Zebulom haviam comido o jantar da Páscoa sem terem se purificado, como manda a Lei de Deus. Mas Ezequias orou em favor delas, dizendo:

— Ó Deus bondoso, perdoa todos 19os que com todo o coração te adoram a ti, o Senhor, o Deus dos nossos antepassados. Perdoa-os, ó Senhor, ainda que eles não se tenham purificado de acordo com a lei do Templo.

20O Senhor Deus atendeu o pedido de Ezequias e perdoou o povo. 21Durante sete dias, todos os israelitas que estavam em Jerusalém comemoraram com grande alegria a Festa dos Pães sem Fermento. Todos os dias os sacerdotes e os levitas louvaram a Deus, tocando bem alto os instrumentos musicais sagrados. 22Ezequias elogiou todos os levitas que haviam dirigido tão bem o culto de adoração. Durante sete dias, todos tomaram parte na Festa, apresentaram as ofertas de paz e louvaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados.

23Aí concordaram em festejar mais sete dias e assim fizeram com muita alegria. 24O rei Ezequias deu ao povo mil touros novos e sete mil carneiros, e as altas autoridades deram mil touros novos e dez mil carneiros para a Festa. E muitos sacerdotes se purificaram. 25Assim todo mundo ficou alegre — o povo de Judá, os sacerdotes, os levitas, as pessoas que tinham vindo da terra de Israel e os estrangeiros que moravam em Israel e em Judá. 26Houve grande alegria em toda a cidade de Jerusalém, pois desde o tempo de Salomão, rei de Israel e filho de Davi, nunca havia acontecido uma coisa assim.

27Os sacerdotes e os levitas, de pé, pediram as bênçãos de Deus para o povo. E Deus, no seu santo lar no céu, ouviu a oração e atendeu o pedido deles.

31

A reforma feita por Ezequias

311Quando a festa terminou, todos os israelitas que estavam em Jerusalém foram pelas cidades de Judá, quebrando as colunas do deus Baal, cortando os postes da deusa Aserá e destruindo os altares e os lugares pagãos de adoração. Fizeram o mesmo em todo o território das tribos de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés. Depois todos voltaram para casa.

2Ezequias organizou os sacerdotes e os levitas em grupos, dando a cada grupo a sua responsabilidade. Os sacerdotes apresentavam os sacrifícios que eram completamente queimados e as ofertas de paz; os levitas cantavam louvores, e davam graças a Deus, e guardavam os portões do Templo. 3Dos seus touros e dos seus carneiros, o rei dava animais para os sacrifícios a serem completamente queimados que eram oferecidos de manhã e à tarde e também para os sacrifícios a serem completamente queimados que eram oferecidos nos sábados, nas Festas da Lua Nova e nas outras festas fixas, conforme mandava a Lei de Deus, o Senhor.

31.3
Nm 28.1—29.39

4O rei ordenou aos moradores de Jerusalém que entregassem aos sacerdotes e levitas tudo o que, de direito, era deles, a fim de que pudessem gastar todo o seu tempo fazendo aquilo que a Lei do Senhor mandava. 5Logo que a ordem do rei foi anunciada, o povo deu generosamente a melhor parte do seu trigo, vinho, azeite, mel e de todos os outros produtos das suas plantações; trouxeram também em grande quantidade a décima parte31.5 A “melhor parte” era para os sacerdotes, e a “décima parte” era para os levitas (ver Nm 18.12-13,21). de tudo o que tinham. 6Os que moravam em Israel e os moradores das outras cidades de Judá também trouxeram a décima parte dos seus touros e dos seus carneiros e a décima parte de tudo o que tinham dedicado ao Senhor, seu Deus, e juntaram as coisas em grandes montões. 7Começaram a amontoar as ofertas no terceiro mês e terminaram no sétimo mês. 8Quando Ezequias e as altas autoridades foram ver aqueles montões de ofertas, louvaram a Deus, o Senhor, e elogiaram o povo de Israel. 9Ezequias falou com os sacerdotes e os levitas a respeito daqueles montões, 10e o Grande Sacerdote Azarias, descendente de Zadoque, respondeu:

— Desde que o povo começou a trazer todas estas ofertas ao Templo, nós temos tido bastante para comer, e tem sobrado muita coisa; o Senhor Deus tem abençoado o seu povo, e por isso temos comida até demais.

11Aí o rei Ezequias ordenou que preparassem depósitos no Templo, e isso foi feito. 12Foram honestos e colocaram ali todas as ofertas, os dízimos e as coisas dedicadas a Deus. Para tomar conta dos depósitos, puseram um levita chamado Conanias, que tinha como ajudante o seu irmão Simei. 13O rei Ezequias e o Grande Sacerdote Azarias nomearam os seguintes levitas para servirem debaixo da direção de Conanias e Simei: Jeiel, Azarias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaías. 14O guarda do Portão Leste do Templo, Coré, filho de Imna, estava encarregado das ofertas feitas a Deus por vontade própria; ele distribuía as ofertas e as coisas dedicadas a Deus. 15Nas outras cidades onde os sacerdotes moravam, os seguintes levitas trabalhavam fielmente debaixo da direção de Coré: Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amariá e Secanias. Estes distribuíam as porções devidas a todos os seus colegas, os levitas, de acordo com os grupos a que pertenciam, dando a cada um a mesma porção. 16Sem levar em conta se os seus nomes estavam ou não nas listas dos seus antepassados, a distribuição era feita a todos os homens de trinta anos para cima que iam ao Templo para fazer os seus serviços diários, de acordo com o grupo a que pertenciam e o trabalho que faziam. 17A lista dos sacerdotes foi feita de acordo com os seus grupos de famílias; os levitas de vinte anos para cima estavam alistados de acordo com o trabalho que faziam e o grupo a que pertenciam. 18Nas listas estavam também os nomes das mulheres, dos filhos e das filhas, isto é, da família inteira. Os sacerdotes e os levitas tinham sido consagrados a Deus e precisavam estar sempre prontos para fazer o seu trabalho sagrado. 19Havia também homens nomeados para distribuírem os alimentos que eram para os sacerdotes, os descendentes de Arão, que moravam nas cidades dos sacerdotes ou nos campos que ficavam ao redor, e também os alimentos que eram para todos os levitas cujos nomes estavam nas listas.

20Foi isso o que Ezequias fez em toda a terra de Judá. Ele sempre foi bom, correto e fiel em todos os serviços que prestou ao Senhor, seu Deus. 21Tudo o que Ezequias fez para o Templo ou em obediência à lei deu certo porque ele procurou sempre seguir com todo o coração a vontade de Deus.

32

Senaqueribe invade Judá

2Reis 18.13-37; 19.35-37; Isaías 36.1-22; 37.36-38

321Depois de tudo isso e dessas provas de fidelidade que o rei Ezequias deu, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu o país de Judá. O seu exército cercou as cidades protegidas por muralhas, procurando conquistá-las. 2Quando Ezequias viu que Senaqueribe estava planejando atacar Jerusalém também, 3consultou os seus chefes militares e civis e propôs que tapassem as fontes de água que ficavam fora da cidade; e eles concordaram com o plano. 4Muita gente se ajuntou, e foram tapar todas as fontes e também o canal que atravessava aquela região. Isso foi feito para que os assírios encontrassem pouca água quando chegassem perto da cidade.

5Ezequias se animou e consertou a muralha da cidade, construiu torres em cima dela e levantou outra muralha ao redor da que já existia. Também construiu defesas no aterro que havia sido feito no lado leste, na Cidade de Davi; e mandou fazer muitas lanças e escudos. 6Colocou oficiais no comando de todos os homens da cidade, mandou os oficiais se reunirem na praça do portão de entrada da cidade e disse:

7— Sejam fortes e corajosos! Não fiquem assustados, nem tenham medo do rei da Assíria e do seu enorme exército. Pois aquele que está do nosso lado é mais poderoso do que o que está do lado dele. 8Ele só conta com a força dos homens, mas do nosso lado está o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear por nós.

E o povo ficou animado ao ouvir as palavras do rei Ezequias.

9Algum tempo depois, Senaqueribe, rei da Assíria, junto com o seu exército estava cercando a cidade de Laquis. Ele enviou alguns oficiais a Jerusalém para entregarem ao rei Ezequias a seguinte mensagem:

10“Eu, Senaqueribe, rei da Assíria, quero saber como é que vocês, moradores de Jerusalém, podem se sentir seguros ficando aí enquanto o exército inimigo está cercando a cidade. 11Ezequias diz que o Senhor, o Deus de vocês, os livrará das minhas mãos; mas ele os está enganando, e vocês morrerão de fome e de sede. 12Pois foi o próprio Ezequias que acabou com os lugares de adoração e com os altares desse Deus e disse ao povo de Judá e aos moradores de Jerusalém que adorassem a Deus diante de um altar só e queimassem incenso somente naquele altar. 13Será que vocês não sabem o que eu e os meus antepassados fizemos com os povos de outras nações? Vocês pensam que os deuses daquelas nações foram capazes de salvá-las das minhas mãos? 14Não houve nenhum deus das nações que os meus antepassados conquistaram que fosse capaz de salvar o seu povo do meu poder. Então por que é que vocês pensam que o seu Deus pode salvá-los das minhas mãos? 15Portanto, não deixem que Ezequias os engane assim. Não se iludam, não acreditem nele. Nunca houve nenhum deus que pudesse salvar o seu povo do poder dos meus antepassados ou do meu poder. Muito menos o Deus de vocês poderá salvá-los!”

16Os oficiais assírios disseram coisas ainda piores contra Deus, o Senhor, e contra o seu servo Ezequias. 17E Senaqueribe escreveu cartas em que insultava o Senhor, o Deus de Israel, dizendo o seguinte contra ele: “Os deuses de outras nações não salvaram os seus povos das minhas mãos; assim também o Deus de Ezequias não salvará o seu povo das minhas mãos.” 18Os oficiais gritaram isso em hebraico aos moradores de Jerusalém que estavam em cima da muralha da cidade, a fim de assustá-los e deixá-los apavorados e assim poder conquistar a cidade. 19Os oficiais falaram a respeito do Deus de Jerusalém como se ele fosse como os deuses de outros povos, que são ídolos feitos por mãos humanas.

20Aí o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amoz, oraram a Deus e pediram a sua ajuda. 21Então o Senhor Deus enviou um anjo que matou todos os soldados e todos os oficiais do exército assírio. O rei Senaqueribe voltou envergonhado para o seu país. Certo dia, quando estava adorando no templo do seu deus, alguns dos seus filhos o mataram à espada.

22Foi assim que o Senhor Deus salvou Ezequias e os moradores de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e das mãos de todos os outros inimigos. E Deus deu ao seu povo paz com todos os países vizinhos. 23Muitas pessoas iam a Jerusalém levando ofertas ao Senhor e ricos presentes para o rei Ezequias, de Judá. Daquela época em diante, a fama de Ezequias foi crescendo em todas as nações.

A doença de Ezequias

2Reis 20.1-11; Isaías 38.1-8

24Por esse tempo, o rei Ezequias ficou doente e quase morreu. Então orou a Deus, o Senhor, e Deus respondeu, dando um sinal para provar que ele ficaria bom. 25Deus foi bondoso com Ezequias, mas ele não lhe agradeceu, pois era orgulhoso. Por isso, Deus ficou irado com ele, com o povo de Judá e com os moradores de Jerusalém. 26Aí Ezequias se arrependeu do seu orgulho, como também os moradores de Jerusalém, e assim o Senhor só castigou o povo depois da morte de Ezequias.

A riqueza de Ezequias

27Ezequias ficou muito rico e recebeu muitas homenagens. Construiu depósitos para guardar a prata, o ouro, as pedras preciosas, as especiarias, os escudos e os outros objetos de valor que possuía. 28Construiu também armazéns para os cereais, o vinho e o azeite, estrebarias para o gado e currais para os carneiros. 29Ezequias também construiu cidades. Ele se tornou dono de muito gado e de muitos carneiros, pois Deus lhe deu muitas riquezas.

30Foi Ezequias quem mandou tapar a saída de cima da fonte de Giom e cavar no lado oeste de Jerusalém um túnel para levar água para dentro da cidade. Tudo o que Ezequias fez deu certo. 31Quando as altas autoridades da Babilônia enviaram mensageiros a Ezequias para fazerem perguntas sobre o milagre que havia acontecido em Judá, Deus não o ajudou, pois queria pô-lo à prova a fim de descobrir o que estava no fundo do seu coração.

A morte de Ezequias

2Reis 20.20-21

32Tudo o mais que Ezequias fez, inclusive as coisas que fez como prova da sua dedicação a Deus, está escrito na Visão do Profeta Isaías, Filho de Amoz, e na História dos Reis de Judá e de Israel. 33Ezequias morreu e foi sepultado na parte de cima dos túmulos dos reis, que eram descendentes de Davi. Quando ele morreu, o povo de Judá e os moradores de Jerusalém lhe prestaram homenagens. E o seu filho Manassés ficou no lugar dele como rei.

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