Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
14

O cântico dos cento e quarenta e quatro mil

141Olhei, e eis que o Cordeiro estava em pé sobre o monte Sião. Com ele estavam cento e quarenta e quatro mil, que tinham escrito na testa

14.1
Ez 9.4
Ap 7.3-4
o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai. 2Ouvi uma voz do céu como som de muitas águas,
14.2
Ap 1.15
como som de um forte trovão. A voz que ouvi era como de harpistas quando tocam as suas harpas. 3Entoavam um cântico novo
14.3
Sl 96.1
Ap 5.9
diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém podia aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. 4Estes são os que não se macularam com mulheres, porque são virgens. Eles seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá. São os que foram comprados dentre todos os seres humanos, primícias para Deus e para o Cordeiro; 5e não se achou mentira
14.5
Sf 3.13
na sua boca; não têm mácula.

As mensagens dos três anjos

6Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno

14.6
1Pe 1.25
para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo,
14.6
Ap 5.9
7dizendo com voz forte:

— Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra,

14.7
Ap 4.11
10.6
o mar e as fontes das águas.

8Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo:

— Caiu! Caiu a grande Babilônia

14.8
Is 21.9
Ap 18.2
que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição.

9Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo com voz forte:

— Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão,

14.9
Ap 13.16-17
10também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira,
14.10
Is 51.17
e será atormentado com fogo e enxofre,
14.10
Gn 19.24
diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11A fumaça
14.11
Is 34.10
do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite. 12Aqui está a perseverança dos santos,
14.12
Ap 13.10
os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
14.12
Ap 12.17

Uma voz do céu

13Então ouvi uma voz do céu, dizendo:

— Escreva: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.”

— Sim — diz o Espírito —, para que descansem das suas fadigas,

14.13
Hb 4.9
pois as suas obras os acompanham.

A colheita do fim dos tempos

14Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem,

14.14
Dn 7.13
Ap 1.13
tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. 15Outro anjo saiu do santuário, gritando com voz forte para aquele que estava sentado sobre a nuvem:

— Pegue a sua foice e comece a colher, pois chegou a hora da colheita,

14.15
Jl 3.13
visto que os campos da terra já amadureceram!

16E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra e fez a colheita.

17Então outro anjo saiu do santuário que se encontra no céu, tendo também ele uma foice afiada. 18Ainda outro anjo saiu do altar, o anjo que tem autoridade sobre o fogo, e clamou com voz forte ao que tinha a foice afiada, dizendo:

— Pegue a sua foice afiada e ajunte os cachos da videira da terra, porque as suas uvas estão maduras!

19Então o anjo passou a sua foice na terra, ajuntou os cachos da videira da terra e os lançou no grande lagar da ira de Deus. 20O lagar foi pisado fora da cidade. E correu sangue do lagar,

14.20
Is 63.3
Ap 19.15
chegando até a altura dos freios dos cavalos, numa extensão de cerca de trezentos quilômetros.

15

Os anjos com os últimos flagelos

151Vi no céu outro sinal grande e maravilhoso: sete anjos que tinham os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a ira de Deus.

2Vi como que um mar de vidro,

15.2
Ap 4.6
misturado com fogo, e também os que venceram a besta, a sua imagem e o número do seu nome.
15.2
Ap 12.11
Eles estavam em pé junto ao mar de vidro, tendo harpas que lhes foram dadas por Deus. 3E entoavam o cântico de Moisés,
15.3
Êx 15.1
servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo:

“Grandes e admiráveis

são as tuas obras,

15.3
Sl 111.2

Senhor Deus, Todo-Poderoso!

Justos e verdadeiros

são os teus caminhos,

15.3
Sl 145.17

ó Rei das nações!

4Quem não temerá

15.4
Jr 10.7

e não glorificará o teu nome,

ó Senhor?

Pois só tu és santo.

15.4
Ap 4.8

Por isso, todas as nações virão

15.4
Sl 86.9

e se prostrarão diante de ti,

porque os teus atos de justiça

se fizeram manifestos.”

5Depois destas coisas, olhei, e abriu-se no céu o santuário do tabernáculo do testemunho.

15.5
Nm 1.50
Hb 8.5
Ap 11.19
6E os sete anjos que tinham os sete flagelos saíram do santuário, vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos, à altura do peito, com cintos de ouro.
15.6
Ap 1.13
7Então um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus,
15.7
Ap 14.10
que vive para todo o sempre. 8O santuário se encheu da fumaça
15.8
1Rs 8.10-11
2Cr 5.13-14
Is 6.4
da glória de Deus e do seu poder, e ninguém podia entrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos.

16

161Ouvi uma voz forte, vinda do santuário, dizendo aos sete anjos:

— Vão e derramem sobre a terra as sete taças da ira de Deus.

16.1
Ap 15.7

O primeiro flagelo

2O primeiro anjo foi e derramou a sua taça sobre a terra, e apareceram úlceras malignas e dolorosas

16.2
Êx 9.10
nas pessoas que tinham a marca da besta e que adoravam a sua imagem.

O segundo flagelo

3O segundo anjo derramou a sua taça no mar, e o mar se transformou em sangue, como de um morto, e morreu todo ser vivo que havia no mar.

O terceiro flagelo

4O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes de água, e eles se transformaram em sangue.

16.3-4
Êx 7.17-21
5Então ouvi o anjo das águas dizendo:

“Tu és justo, tu que és

e que eras,

16.5
Ap 1.4
11.17
o Santo,
16.5
Ap 6.10
15.4

pois julgaste estas coisas.

6Porque derramaram sangue

de santos e de profetas,

também lhes deste sangue

para beber.

16.6
Is 49.26

É o que merecem.”

7Ouvi uma voz do altar, que dizia:

“Certamente, ó Senhor Deus,

Todo-Poderoso,

verdadeiros e justos

são os teus juízos.”

O quarto flagelo

8O quarto anjo

16.8
Ap 8.12
derramou a sua taça sobre o sol, e lhe foi dado queimar a humanidade com fogo. 9As pessoas se queimaram com o intenso calor e blasfemaram contra o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos. Porém, não se arrependeram
16.9
Ap 9.20
para darem glória a Deus.

O quinto flagelo

10O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta. O reino da besta ficou em trevas,

16.10
Êx 10.21
e as pessoas mordiam a língua por causa da dor que sentiam 11e blasfemavam contra o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam. Porém, não se arrependeram de suas obras.

O sexto flagelo

12O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates. As águas do rio secaram,

16.12
Is 11.15-16
para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do Oriente. 13Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs. 14São espíritos de demônios, operadores de sinais,
16.14
Ap 13.13
e se dirigem aos reis do mundo inteiro a fim de ajuntá-los para a batalha do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.

15“Eis que venho como vem o ladrão.

16.15
Mt 24.43-44
Ap 3.3
Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu,
16.15
Ap 3.18
e não se veja a sua vergonha.”

16Então ajuntaram os reis no lugar

16.16
2Rs 23.29
2Cr 35.22
que em hebraico se chama Armagedom.16.16 O monte de Megido, onde os israelitas travaram batalhas decisivas (Jz 5.19; 2Rs 23.29-30)

O sétimo flagelo

17Então o sétimo anjo derramou a sua taça pelo ar. E uma voz forte saiu do santuário, do lado do trono, dizendo:

— Está feito!

16.17
Ap 21.6

18E sobrevieram relâmpagos,

16.18
Ap 8.5
11.19
vozes e trovões, e ocorreu um grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra, tal foi o terremoto, forte e grande. 19E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E Deus se lembrou da grande Babilônia para dar-lhe o cálice
16.19
Is 51.17
Ap 14.10
do vinho do furor da sua ira. 20Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados.
16.20
Ap 6.14
20.11
21Também desabou do céu sobre as pessoas uma grande chuva de granizo,
16.21
Êx 9.23
Ap 8.7
11.19
com pedras que pesavam mais de trinta quilos. E, por causa do flagelo da chuva de pedras, as pessoas blasfemaram contra Deus,
16.21
Ap 16.9,11
porque esse flagelo do granizo era terrível.