Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
12

A mulher e o dragão

121Viu-se grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas

12.1
Gn 37.9
na cabeça. 2A mulher estava grávida e gritava com dores de parto,
12.2
Mq 4.10
sofrendo tormentos para dar à luz. 3Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças e dez chifres,
12.3
Dn 7.7
e, nas cabeças, sete diademas. 4A sua cauda arrastou a terça parte das estrelas
12.4
Dn 8.10
do céu, as quais lançou para a terra. E o dragão se deteve diante da mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar o filho dela quando nascesse. 5Ela deu à luz um filho homem,
12.5
Is 66.7
que há de governar todas as nações
12.5
Sl 2.9
com cetro de ferro. E o filho da mulher foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. 6A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar, para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

7Então estourou a guerra no céu. Miguel

12.7
Dn 10.13,21
12.1
e os seus anjos lutaram contra o dragão. Também o dragão e os seus anjos lutaram, 8mas não conseguiram sair vitoriosos e não havia mais lugar para eles no céu. 9E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente,
12.9
Gn 3.1
que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo. Ele foi atirado para a terra,
12.9
Lc 10.18
e, com ele, os seus anjos. 10Então ouvi uma voz forte no céu, proclamando:

“Agora veio a salvação, o poder,

o reino do nosso Deus

e a autoridade do seu Cristo,

12.10
Mt 28.18

pois foi expulso o acusador

12.10
Jó 1.9-11
Zc 3.1

de nossos irmãos,

o mesmo que os acusa

de dia e de noite

diante do nosso Deus.

11Eles o venceram

por causa do sangue

do Cordeiro

e por causa da palavra

do testemunho que deram

e, mesmo diante da morte,

não amaram a própria vida.

12Por isso, alegrem-se, ó céus,

12.12
Sl 96.11

e vocês que neles habitam.

Ai da terra e do mar,

12.12
Ap 8.13

pois o diabo desceu até vocês,

cheio de fúria,

sabendo que pouco tempo

lhe resta.”

13Quando o dragão viu que tinha sido atirado para a terra, perseguiu a mulher que tinha dado à luz o filho homem. 14Mas foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, para o seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo,

12.14
Dn 7.25
12.7
fora do alcance da serpente. 15Então, a serpente lançou da boca água como um rio atrás da mulher, a fim de fazer com que ela fosse arrastada pelas águas. 16A terra, porém, socorreu a mulher: abriu a sua boca e engoliu o rio que o dragão tinha lançado de sua boca. 17O dragão ficou irado com a mulher e foi travar guerra com o restante da descendência dela, ou seja, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. 18E o dragão se pôs em pé sobre a areia do mar.

13

A besta que emerge do mar

131Vi emergir do mar uma besta

13.1
Dn 7.3,7
Ap 17.3,7-12
que tinha dez chifres e sete cabeças, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. 2A besta que vi era semelhante a leopardo,
13.2
Dn 7.4-6
com pés como de urso e boca como de leão. E o dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade. 3Uma das cabeças da besta parecia ter sido golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada. E toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; 4e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta. Também adoraram a besta, dizendo:

— Quem é semelhante à besta? Quem pode lutar contra ela?

5Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias

13.5
Dn 7.8
e foi-lhe dada autoridade para agir durante quarenta e dois meses.
13.5
Ap 11.2
6A besta abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
13.5-6
Dn 7.8,25
11.36
7Foi-lhe permitido, também, que lutasse contra os santos
13.7
Dn 7.21
e os vencesse. Foi-lhe dada, ainda, autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação. 8E ela será adorada por todos os que habitam sobre a terra, aqueles que, desde a fundação do mundo, não tiveram os seus nomes escritos no Livro da Vida
13.8
Sl 69.28
do Cordeiro que foi morto.

9Se alguém tem ouvidos, ouça.

10“Se alguém tiver de ir

para o cativeiro,

para o cativeiro irá.

Se alguém tiver de ser morto

pela espada,

pela espada morto será.”

13.10
Jr 15.2

Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.

A besta que emerge da terra

11Vi ainda outra besta emergir da terra. Tinha dois chifres, parecendo cordeiro,

13.11
Dn 8.3
mas falava como dragão. 12Ela exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença e faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal havia sido curada.
13.12
Ap 13.3
13Também opera grandes sinais,
13.13
Mt 24.24
2Ts 2.9
Ap 16.14
19.20
de maneira que até faz descer fogo do céu sobre a terra,
13.13
Lc 9.54
diante de todas as pessoas. 14Seduz aqueles que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que foi ferida à espada e sobreviveu. 15E lhe foi concedido poder para dar vida à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse morrer todos os que não adorassem a imagem da besta. 16A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz com que lhes seja dada certa marca na mão direita ou na testa,
13.16
Ap 14.9
16.2
19.20
20.4
17para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.

18Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de ser humano. E esse número é seiscentos e sessenta e seis.

14

O cântico dos cento e quarenta e quatro mil

141Olhei, e eis que o Cordeiro estava em pé sobre o monte Sião. Com ele estavam cento e quarenta e quatro mil, que tinham escrito na testa

14.1
Ez 9.4
Ap 7.3-4
o nome do Cordeiro e o nome de seu Pai. 2Ouvi uma voz do céu como som de muitas águas,
14.2
Ap 1.15
como som de um forte trovão. A voz que ouvi era como de harpistas quando tocam as suas harpas. 3Entoavam um cântico novo
14.3
Sl 96.1
Ap 5.9
diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém podia aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. 4Estes são os que não se macularam com mulheres, porque são virgens. Eles seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá. São os que foram comprados dentre todos os seres humanos, primícias para Deus e para o Cordeiro; 5e não se achou mentira
14.5
Sf 3.13
na sua boca; não têm mácula.

As mensagens dos três anjos

6Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno

14.6
1Pe 1.25
para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo,
14.6
Ap 5.9
7dizendo com voz forte:

— Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra,

14.7
Ap 4.11
10.6
o mar e as fontes das águas.

8Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo:

— Caiu! Caiu a grande Babilônia

14.8
Is 21.9
Ap 18.2
que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição.

9Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo com voz forte:

— Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão,

14.9
Ap 13.16-17
10também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira,
14.10
Is 51.17
e será atormentado com fogo e enxofre,
14.10
Gn 19.24
diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11A fumaça
14.11
Is 34.10
do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite. 12Aqui está a perseverança dos santos,
14.12
Ap 13.10
os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
14.12
Ap 12.17

Uma voz do céu

13Então ouvi uma voz do céu, dizendo:

— Escreva: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.”

— Sim — diz o Espírito —, para que descansem das suas fadigas,

14.13
Hb 4.9
pois as suas obras os acompanham.

A colheita do fim dos tempos

14Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem,

14.14
Dn 7.13
Ap 1.13
tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. 15Outro anjo saiu do santuário, gritando com voz forte para aquele que estava sentado sobre a nuvem:

— Pegue a sua foice e comece a colher, pois chegou a hora da colheita,

14.15
Jl 3.13
visto que os campos da terra já amadureceram!

16E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra e fez a colheita.

17Então outro anjo saiu do santuário que se encontra no céu, tendo também ele uma foice afiada. 18Ainda outro anjo saiu do altar, o anjo que tem autoridade sobre o fogo, e clamou com voz forte ao que tinha a foice afiada, dizendo:

— Pegue a sua foice afiada e ajunte os cachos da videira da terra, porque as suas uvas estão maduras!

19Então o anjo passou a sua foice na terra, ajuntou os cachos da videira da terra e os lançou no grande lagar da ira de Deus. 20O lagar foi pisado fora da cidade. E correu sangue do lagar,

14.20
Is 63.3
Ap 19.15
chegando até a altura dos freios dos cavalos, numa extensão de cerca de trezentos quilômetros.