Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
9

A quinta trombeta

91O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela que tinha caído do céu sobre a terra. E lhe foi dada a chave do poço do abismo. 2Ela abriu o poço do abismo, e dele saiu fumaça como a fumaça de uma grande fornalha. E o sol e o ar se escureceram com a fumaça saída do poço. 3Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e lhes foi dado poder como o poder que têm os escorpiões da terra.

9.2-3
Êx 10.12-15
4E lhes foi dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma, e tão somente às pessoas que não têm o selo
9.4
Ez 9.4
de Deus na testa. 5Também não lhes foi permitido que os matassem, mas que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém. 6Naqueles dias, as pessoas buscarão a morte
9.6
Jó 3.21
e não a encontrarão; também terão desejo de morrer, mas a morte fugirá delas.

7O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos

9.7
Jl 2.4
preparados para a batalha. Na cabeça deles havia como que coroas parecendo de ouro, e o rosto deles era como rosto de um ser humano. 8Tinham também cabelos, como cabelos de mulher; e os dentes eram como dentes de leão.
9.8
Jl 1.6
9Tinham couraças, como couraças de ferro. O barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros
9.9
Jl 2.5
puxados por muitos cavalos, quando correm para a batalha. 10Tinham ainda cauda, como escorpiões, e um ferrão. Na cauda tinham poder para causar dano às pessoas, por cinco meses. 11Tinham por rei sobre eles o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.9.11 Abadom… Apoliom significam “O Destruidor”

12O primeiro ai passou.

9.12
Ap 8.13
Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais.

A sexta trombeta

13O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro

9.13
Êx 30.1-3
que se encontra na presença de Deus, 14dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta:

— Solte os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates.

15Então foram soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte da humanidade. 16O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares;

9.16
Ap 7.4
eu ouvi o seu número. 17Assim, nesta visão, pude ver que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saíam fogo, fumaça e enxofre. 18Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da boca dos cavalos, foi morta a terça parte da humanidade. 19Pois a força dos cavalos estava na boca e na cauda deles. As caudas deles eram semelhantes a serpentes, com cabeças, e com elas causavam dano.

20O resto da humanidade, isto é, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeu das obras das suas mãos: eles não deixaram de adorar os demônios e os ídolos

9.20
Sl 115.4-7
135.15-17
Dn 5.4
de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar. 21Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua imoralidade sexual, nem dos seus furtos.

10

O anjo e o livrinho

101Vi outro anjo forte

10.1
Ap 5.2
descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça. O rosto dele era como o sol, e as pernas eram como colunas de fogo. 2O anjo tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra 3e gritou com voz forte, como ruge um leão. E, quando ele gritou, os sete trovões fizeram soar as suas próprias vozes. 4Logo que os sete trovões falaram, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo:

— Guarde em segredo as coisas que os sete trovões falaram. Não escreva nada.

5Então o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu 6e jurou por aquele que vive para todo o sempre, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, dizendo:

— Já não haverá demora,

10.5-6
Dn 12.7
7mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, então se cumprirá o mistério de Deus, como ele anunciou aos seus servos, os profetas.
10.7
Am 3.7

8A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo:

— Vá e pegue o livro que se acha aberto na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.

9Então fui ao anjo, pedindo-lhe que me desse o livrinho.

10.9
Ez 2.8-9
Ele, então, me falou:

— Pegue o livrinho e devore-o. No seu estômago ele será amargo, mas na sua boca será doce como mel.

10Peguei o livrinho da mão do anjo e o devorei.

10.10
Ez 3.1-3
Na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. 11Então me disseram:

— É necessário que você ainda profetize a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

11

As duas testemunhas

111Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito:

— Levante-se e vá medir o santuário

11.1
Ez 40.3
de Deus, o altar, e os que adoram no santuário. 2Mas deixe de lado o átrio exterior do santuário e não o meça, porque esse átrio foi dado aos gentios, que, por quarenta e dois meses, pisarão a cidade santa.
11.2
Lc 21.24
3Darei autoridade às minhas duas testemunhas para que profetizem durante mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.

4São estas as duas oliveiras

11.4
Zc 4.3,11-14
e os dois candelabros que estão em pé diante do Senhor da terra. 5Se alguém pretende causar-lhes dano, da boca dessas testemunhas sai fogo e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente deve morrer. 6Elas têm autoridade para fechar o céu,
11.6
1Rs 17.1
para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para transformá-las em sangue,
11.6
Êx 7.17-19
bem como para ferir a terra com todo tipo de flagelos, tantas vezes quantas quiserem.

7Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge

11.7
Dn 7.3,21
Ap 13.5-7
17.8
do abismo fará guerra contra elas; a besta vencerá e matará as testemunhas. 8E os seus cadáveres ficarão estirados na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma
11.8
Is 1.9-10
e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. 9Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplarão os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitirão que esses cadáveres sejam sepultados. 10Os que habitam sobre a terra se alegrarão por causa da morte dessas duas testemunhas, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porque esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a terra.

11Mas, depois dos três dias e meio, entrou neles um espírito de vida vindo da parte de Deus,

11.11
Ez 37.10
e eles se ergueram sobre os pés, e aqueles que os viram ficaram com muito medo. 12E as duas testemunhas ouviram uma voz forte vinda do céu, dizendo-lhes:

— Subam para cá.

11.12
Ap 4.1

E subiram ao céu

11.12
2Rs 2.11
numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram. 13Naquela hora, houve grande terremoto,
11.13
Ap 16.18
e ruiu a décima parte da cidade. Nesse terremoto, morreram sete mil pessoas. As outras pessoas ficaram aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.

14Passou o segundo ai.

11.14
Ap 8.13
9.12
Eis que, sem demora, vem o terceiro ai.

A sétima trombeta

15O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu vozes fortes, dizendo:

“O reino do mundo se tornou

de nosso Senhor

e do seu Cristo,

e ele reinará

para todo o sempre.”

11.15
Dn 7.14,27

16E os vinte e quatro anciãos que estavam sentados no seu trono,

11.16
Ap 4.4
diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, 17dizendo:

“Graças te damos, Senhor Deus,

Todo-Poderoso,

que és e que eras,

11.17
Ap 1.4,8

porque assumiste

o teu grande poder

e passaste a reinar.

11.17
Ap 19.6

18Na verdade, as nações

se enfureceram;

chegou, porém, a tua ira,

e o tempo determinado

para serem julgados os mortos,

para se dar o galardão

aos teus servos, os profetas,

11.18
Ap 10.7

aos santos e aos que temem

o teu nome,

11.18
Sl 115.13

tanto aos pequenos

como aos grandes,

e para destruíres

os que destroem a terra.”

19Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu,

11.19
Ap 15.5
e foi vista a arca da sua aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos,
11.19
Ap 8.5
16.18
vozes, trovões, terremoto e forte chuva de granizo.

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